quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

portugueses e brasileiros na Suíça

in diálogos lusófonos

Brasileiros e portugueses no sistema previdenciário suíço

Vivendo entre dois mundos, brasileiros e portugueses nem sempre recebem seus direitos por medo ou por não conhecerem bem o funcionamento do sistema previdenciário suíço.
Grande parte de brasileiros e portugueses vivendo na Suíça já possui a dupla cidadania, ou são cidadãos da comunidade europeia, o que não significa estarem bem informados de seus direitos e obrigações no país.
Na maioria dos casos, a barreira da língua é o que impede logo na chegada de procurarem as informações corretas. Além disso, os que estão ilegais temem procurar seus direitos e ajuda dos órgãos especializados com receio de punições ou expulsão. E isto não é tudo.

O bom conhecimento das leis, no entanto, é o que garante ao trabalhador estrangeiro na Suíça segurança e uma possível economia de impostos. Para evitar surpresas após a carreira profissional, seria necessário, portanto, que todos conhecessem seus direitos e obrigações, adaptando-se o mais rápido possível a esta nova sociedade, na qual as informações existem, inclusive em português.
Depoimentos de vários brasileiros e portugueses que vivem no país mostram claramente que muitos deles, apesar de estarem satisfeitos com o sistema previdenciário suíço, desconhecem o funcionamento do 3°pilar. E, como já era de se esperar, quase todos os entrevistados vivem com um pé na Suíça e outro no país de origem. A maioria espera receber duas aposentadorias e alguns não estão informados a respeito da possibilidade de se retirar o capital depositado no 2° e 3° pilares no caso de deixarem o país.

A lenda brasileira em Berna

A alegre Maria "Marijô" Perrin - que com sua coleção de 4.600 colares entrou para o Livro dos Recordes - é uma aposentada brasileira que acha ter nascido em 1935 e virou personalidade em Berna. Após 18 operações e uma prótese no joelho, ela se diz realizada na Suíça e muito satisfeita com o apoio do sistema previdenciário suíço.Maria "Marijô" Perrin é uma brasileira aposentada na Suíça.



Marijô saiu de ônibus de João Pessoa, Paraíba, ainda muito pequena para trabalhar no Rio de Janeiro com uma patroa paraibana. Estudou em Ipanema, quando foi convidada para trabalhar na casa de um diplomata brasileiro em Berna. Em 1972, realizou seu sonho de criança de conhecer a Europa e viajar de avião.
Muito trabalhadora, serviu nove anos como ajudante de enfermeira em Köniz, perto da capital suíça, e durante vários anos serviu como governanta em asilos da capital helvética. Apesar destes anos todos morando no cantão de Berna, confessa não conhecer bem a previdência social. "Nunca me preocupei muito por confiar nos patrões, confiava que eram honestos e pagavam os 1° e 2° pilares pra mim".

Mesmo tendo sido casada como um suíço, nunca se diz suíça. Marijô dá uma gargalhada e declara: "A gente não deixa nunca de ser brasileira, sempre tenho uma bandeira do Brasil comigo!".

Ela diz não ter economias, mas sim anjos da guarda no Brasil e em Berna. Aposentada nos dois países, ela recebe da Suíça uma aposentadoria de dois mil francos suíços por mês e o sistema social de Berna complementa sua pensão, pagando o plano de saúde. Para completar a renda e viajar, a paraibana dança, apresenta-se em pequenos shows e cozinha por encomenda.

"Minha irmã sempre pagou o INSS no Brasil pra mim e hoje minha amiga recebe e paga minhas contas", conta. Depois de várias hospitalizações, confessa que sempre foi bem tratada como aposentada e como paciente nos hospitais suíços.

Marijô espera não perder sua pensão do Brasil e diz que é segurança psicológica poder voltar e viver tranquila. Sabe que, neste caso, tem direito de continuar recebendo sua aposentadoria suíça, mas nunca entendeu bem o sistema. Hoje, ela se diz muito satisfeita com o sistema de previdência na Suíça, mas, se pudesse escolher, gostaria de ser enterrada no túmulo com a mãe em sua terra natal.

Sistema previdenciário: resumo

O sistema de aposentadoria helvético é considerado um dos melhores do mundo.

Na Suíça o trabalhador conta duas fontes obrigatórias: a primeira, mais conhecida como 1° pilar, é o seguro básico para todas as pessoas que residem ou trabalhem na Suíça. Ela é baixa, mas garante que ninguém deixe de ter uma renda mínima quando atingir a idade de abandonar o batente, atualmente aos 65 anos.

A segunda base é a previdência profissional, o chamado 2° pilar, que assegura todos os empregados a partir dos 25 anos de idade e cujo salário anual atinje o limite mínimo anual de CHF 19.350. Ela complementa a renda e é calculada por uma taxa de conversão do capital acumulado durante os anos de trabalho. A taxa atual de conversão do 2° pilar é de 6,4 ou seja, para um capital acumulado de 100 mil francos, ao se aposentar com 65 anos de idade, a pessoa terá um salário anual de 6 mil e 400 francos.

O terceiro pilar é a previdência privada.

Texto adaptado de http://www.swissinfo.ch/por/guia_da_suica/saude/Brasileiros_e_portugueses_no_sistema_previdenciario_suico.html?cid=6994324
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