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sábado, 29 de dezembro de 2012

REVISTA PESSOA PLURARL




Caros,

Como nestas coisas nenhuma publicidade é em vão porque alguém não interessado pode sempre reencaminhar para um amigo, aqui vai o número 2 (sim, não o anúncio mas o próprio número,, que atinge as 340 páginas) da revista Pessoa Plural, que acabámos de disponibilizar na rede.
Por favor passem aos amigos eventualmente interessados.


Um grato abraço do

onésimo

sábado, 11 de agosto de 2012

maria bethania e alvaro de campos

11 August 13:18
Incrível atualidade de Álvaro Campos. Ultimatum, versão completa por Maria Betânia http://www.youtube.com/watch?v=SzxYmW5wcfA&feature=player_detailpage
Maria Bethânia - Ultimatum (Álvaro de Campos)
www.youtube.com
Imagens dos créditos finais do documentário 'Pedrinha de Aruanda', de Andrucha Waddington

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Cartas de amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz

Todas as cartas de amor de Fernando Pessoa e Ofélia

Correspondência do escritor com seu único amor é publicada integralmente em Portugal

Pela primeira vez, um único volume reune a correspondência completa entre Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz, tida como único amor do poeta. Ambos se conheceram no final de 1919, em um escritório onde Ofélia, então com 19 anos, trabalhava como secretária, e Pessoa, com 31, como tradutor.

Uma das curiosidades da compilação é a presença de cartas do heterônimo Álvaro de Campos, sobre o qual Ofélia diz, em carta de junho de 1920: “não gosto dele, é mau”. Em novembro do mesmo ano, o casal rompe, para se unir novamente dali a 9 anos, em 1929, e romper definitivamente em 1931.

Em depoimento ao jornal espanhol El Pais, a organizadora da obra Manuela Parreira da Silva, da Universidade Nova Lisboa, diz que a linguagem de algumas das cartas dá a entender que os dois não tiveram uma relação de amor platônico como se pensava. Além disso, ressalta a reticência de Pessoa em conhecer a família de Ofélia e um constante desejo por parte dela para que ele se comprometesse mais.

A obra ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Para encomendar, clique aqui.

http://revistacult.uol.com.br/home/2012/08/todas-as-cartas-de-amor-de-fernando-pessoa-e-ofelia/#.UCRoo7gfwUc.facebook

Cartas de amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz
Org. Manuela Parreira da Silva
Editora Assírio & Alvim
368 págs.
R$ 45 (aproximadamente)

sábado, 14 de julho de 2012

fernando pessoa

António Telmo e o “O Horóscopo de Portugal” de Fernando Pessoa

António Telmo (http://www.oribatejo.pt)
António Telmo (http://www.oribatejo.pt)
“Em 1997 António Telmo publicou O Horóscopo de Portugal para completar a História Secreta de Portugal editada vinte anos antes. (…) entre 1980, (esse horóscopo elaborado por Fernando Pessoa) e 1990, quando o sol transitava do signo da Balança para o de Escorpião se daria uma mutação importante.  Ora, Portugal aderiu à CEE precisamente em 1985!”
(…)
“Ao terceiro Portugal no qual hoje passamos em escuridão e noite, se seguirá o quarto Portugal de que fala Pessoa e ainda um quinto, depois, ambos no alvor prévio ao hemiciclo diurno. Pelas contas que fizemos o quarto Portugal iniciar-se-á em 2008 e correspondera à morte histórica (…) o quinto Portugal trespassara o seu início em 2130.
(…)
“No Horóscopo de Portugal (de Pessoa) há uma frase que muito inquieta a alma e aguça a intuição: “assim no signo oposto ao do Touro que é o Escorpião, o socialismo judaico-cristão, quando estiver realizada na prática a ideia de ser genérico, desembocara numa forma de terror, cuja natureza não saberemos  ainda imaginar.” (António Telmo)
A Crise e o Engenho
Carlos Aurélio
Nova Águia, número oito
Obviamente,  dada a nossa formação científica, não acreditamos na astrologia… mas essa não é aqui a questão: Fernando Pessoa acreditava numa intuição que era sua e que lhe dizia que Portugal iria atravessar nas próximas décadas por uma sucessão de fases refundacionais, que o recentrariam em torno de si mesmo após o confronto com contradições internas que levariam a um momento de Crise,  seguido pouco depois, de Solução, consubstanciada num “quarto Portugal” (o Portugal endividado, improdutivo e desalmado da integração europeia) a que se seguiria um Quinto, o verdadeiro Portugal, oculto pelas cangas da repressão do ultra-catolicismo, da Inquisição, do Índex e da Censura.
Pessoa e Telmo anteviam nas brumas incertas mas seguras da profecia um outro Portugal que cumprisse a potência presente na sua alma coletiva e que na época do Infante se esteve prestes a realizar, algo que não se alcançou fruto da mercantilização da sociedade,  do centralismo cesarista e de um bloqueio à inovação e à criatividade induzido pelo catolicismo radical introduzido em Portugal a partir de Dom João III.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

PESSOA EM SÃO PAULO

Espetáculo com bicicletas homenageia Fernando Pessoa em São Paulo

A companhia italiana Fondazione Pontedera Teatro leva a São Paulo uma produção em que atores circulam em bicicletas para conhecerem a Lisboa do aclamado poeta português.
São Paulo - Na segunda-feira, dia 25 de junho, às 14h, o SESC Carmo realiza a apresentação do espetáculo "Lisboa", no Largo São Bento, centro de São Paulo. Criada pela companhia italiana Fondazione Pontedera Teatro, a encenação traz onze atores-músicos que se deslocam em bicicletas pela região central da cidade.
Vestidos de preto, eles movimentam-se em "direção ao céu", enquanto circulam, dançam, pedalam, interagem com o público e até caem propositalmente nesta homenagem ao poeta português Fernando Pessoa (1888-1935).
"Lisboa" corrompe a trivialidade da paisagem urbana ao introduzir a linguagem dramatizada nos versos poéticos e inspirados de Pessoa. "A intervenção evidencia o quanto as palavras do autor português são intensas e capazes de causar impacto na estética complexa das grandes cidades", sublinha a produção.
Com o uso da mimética e de instrumentos de sopro e acordeões, os atores visitam lojas, exploram jardins, sempre na procura pela Lisboa "imaginária", a cidade amada de Fernando Pessoa.
Com ele, estão seus heterônimos (os poetas "alter ego" que assinaram muitos dos seus trabalhos). Eles guiam ou o desencaminham, cantam e dançam e com a leveza, velocidade e atração de suas bicicletas que mudam o cotidiano de cada cidade que visitam.
A montagem parece buscar o tempo todo enfatizar as palavras do poeta: "Para viajar basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado sobre as ruas e as praças, sobre os gestos e os rostos, sempre iguais e sempre diferentes, como, afinal, as paisagens são".
A Fondazione Pontedera Teatro atua na área de produção teatral, projetos educacionais e festivais de teatro na Itália e fora do país. A instituição é uma referência de fomento aos artistas e grupos da região da Toscana e teatros nacionais e internacionais, estabelecendo relações com diversos estudiosos, historiadores de teatro, teatro universitário e programas de antropologia.
A direção de "Lisboa" é de Anna Stigsgaard. Alice Casarosa, Alice Maestroni, Chiara Coletta, Cristina Valota, Irene Rametta, Julia Filippo, Sara Zanella, Silvia Tufano, Simone Evangelisti, Stefano Franzoni e Valentina Bechi integram o elenco.
O espetáculo tem uma hora de duração e é livre para todos os públicos. Mais informações pelo telefone 3111-7000 ou pelo portal www.sescsp.org.br
Serviço:
"Lisboa"
Realização: SESC Carmo
Local: Largo São Bento
Quando: Segunda-feira, dia 25 de junho, às 14h
Quanto: Grátis
Fone: 3111-7000

quarta-feira, 30 de maio de 2012

pessoa homenageado no brasil

Fernando Pessoa recebe homenagem em São Paulo

“Pessoa atravessou os mares com suas obras. O que queremos é homenagear a obra dele e o que ela significou para a literatura mundial”, diz curador da homenagem em São Paulo.
São Paulo - Em junho, uma programação especial vai homenagear o aniversário de Fernando Pessoa, no Sesc Carmo, na capital paulista. Exposição, espetáculo teatral, shows, bate-papo e até um almoço especial vão celebrar os 124 anos de nascimento do poeta português.
“Pessoa atravessou os mares com suas obras. O que queremos é homenagear a obra dele e o que ela significou para a literatura mundial”, declarou Humberto Peron,  responsável pele evento, que começa no dia 4 com a exposição "Pessoa de Lisboa".
A ideia, segundo ele, é provocar o público com uma programação bem variada sobre o poeta que criou várias personalidades (heterônimos) para assinar sua obra. Entre as mais conhecidas estão Alberto Caieiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. “A ideia é fazer com que as pessoas tenham um novo e outro olhar sobre Fernando Pessoa. A partir de algumas interações, elas vão adquirir informações e fazer uma nova leitura sobre as obras dele”, disse Peron.
No dia 25 de junho, por exemplo, o grupo da Fundação Pontedera, da Itália, vai apresentar o espetáculo "Lisboa", a partir das 14h, no Largo São Bento, no centro da capital paulista. Os 11 atores e músicos do grupo, que já se apresentou em vários países, vão se movimentar em bicicletas pela região, em uma homenagem ao poeta português.
“Durante essa performance, vão declamar poemas de Fernando Pessoa, convidando as pessoas a interagir com eles”, explicou Peron.
Entre os dias 11 e 28 de junho, o público poderá acompanhar de perto o som produzido por instrumentos típicos portugueses, como a guitarra portuguesa e a viola de fado. O evento "Notas de Portugal" ocorre de segunda a sexta-feira, das 12h15 às 14h15.
A mostra "Pessoa de Lisboa", que começa no dia 4, reúne várias imagens captadas pelo fotojornalista João Correia Filho, seguindo os passos de Pessoa em Lisboa. Correia Filho também fará uma palestra no evento sobre o livro "Lisboa em Pessoa – Guia Turístico Literário da Capital Portuguesa". O bate-papo com o fotojornalista está marcado para o dia 13 de junho, às 19h.
Também no dia 13 de junho, o restaurante do Sesc Carmo vai servir uma "Dobrada à Moda do Porto", nome inspirado em um poema homônimo de Pessoa. O prato é composto por feijão branco, dobradinha, pé de porco, toucinho, lingüiça calabresa, cenoura, tomate, cebola, louro, salsa, azeite, sal e pimenta. E será servido quente, conforme o gosto do poeta. "Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo,/ Serviram-me o amor como dobrada fria./ Disse delicadamente ao missionário da cozinha/ Que a preferia quente,/ Que a dobrada [e era à moda do Porto] nunca se come fria", disse Pessoa em seus versos.
Há também uma programação especial voltada para o público da terceira idade. "Fado: Para Ouvir e Dançar" é um "show" de variedades voltado para a terceira idade, com músicas de diversos ritmos e apresentações de danças típicas portuguesas.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 13 de junho de 1888 e morreu no dia 30 de novembro de 1935.
Mais informações sobre a programação podem ser obtidas pelo telefone (11) 3111-7000 ou pelo portal www.sescsp.org.br

quinta-feira, 17 de maio de 2012

PESSOA sou só eu que é


Será difícil entender o valor do emprego de certas formas linguísticas na poesia de vanguardistas, visionários?

DEVO DEDICAR algumas boas horas das próximas semanas à leitura de "Fernando Pessoa: Uma (Quase) Biografia", obra do advogado e escritor José Paulo Cavalcanti Filho, membro da recém-empossada Comissão da Verdade.
Para preparar o espírito (e a alma), releio alguns dos tantos poemas de Pessoa que me marcaram, vida afora e adentro. Um deles é o memorável "Poema em Linha Reta" (do heterônimo Álvaro de Campos), que parece ter sido escrito no ano que vem, tal a atualidade (e a intemporalidade) de seus versos. Assim começa o poema: "Nunca conheci quem tivesse levado porrada / Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Qualquer semelhança com os heróis de plástico dos dias de hoje, os metrossexuais, os executivos de toda sorte, os workaholics, as deprimentes figuras que dizem aos quatro ventos que nada é problema, que são felizes etc. (mas dão patadas em Deus e todo o mundo, gritam até com as pessoas mais próximas, cospem fogo pelas ventas, desesperam-se, explodem de dor de cabeça, de estômago etc.) e com sabe Deus mais quem não é mera coincidência.
Pois bem. Vejamos alguns dos versos seguintes do poema de Pessoa: "E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, / Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, / Indesculpavelmente sujo (...) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho / Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... / (...) Arre, estou farto de semideuses! / Onde é que há gente no mundo?".
O verso seguinte é este (parte dele está no título desta coluna): "Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?". Pois era aí que eu queria chegar. Vá pensando na flexão "é" (do presente do indicativo do verbo "ser") empregada por Pessoa no trecho "...sou só eu que é vil...". A julgar pelo que se lê nas gramáticas...
Bem, antes que nos metamos a conversar sobre o caso, lembro uma pergunta que me fizeram numa das muitas feiras do livro de que participei Brasil afora. Um rapaz pediu a palavra e citou uma questão de um concurso público de que ele acabara de participar. Perguntava-se simplesmente qual o erro presente no célebre verso "No meio do caminho tinha uma pedra", que abre o antológico poema "No meio do caminho", de Carlos Drummond de Andrade. Incrédulo, investiguei e constatei que de fato a tal infame pergunta tinha mesmo sido feita aos pobres candidatos. Na "visão" do "examinador", há "erro" no emprego do verbo "ter". Santo Deus! Será difícil entender o valor do emprego de certas formas linguísticas na poesia de vanguardistas, visionários? Será difícil tratar isso com mais sensibilidade, pertinência, inteligência, abrangência?
Pois o verso de Pessoa pode prestar-se a esse tipo de patacoada. Alguém pode perguntar qual é o "erro" e esperar como resposta a forma verbal "é", que "deveria" ser substituída por "sou" ("Então sou só eu que sou vil e errôneo nesta terra?"). Pobre Pessoa! Pobres poetas! Pobres candidatos! O uso de "é" no poema tem relação direta com a essência da mensagem de Álvaro de Campos. Ao empregar "é" (e não "sou"), o poeta confirma que ele não "É" o único vil e errôneo, ou seja, escancara a hipocrisia alheia e se torna mais verdadeiro e menos vil, ao assumir plenamente a sua verdade, que é a verdade da miséria humana. É isso. 
[Fonte: www.folha.com.br]

quarta-feira, 25 de abril de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

biografia de Fernando Pessoa



esteve recentemente em Portugal na RTP no programa do Herman:

José Paulo Cavalcanti Filho escreveu biografia de Fernando Pessoa onde revela novos heterônimos

MARCO RODRIGO ALMEIDA
DE SÃO PAULO
José Paulo Cavalcanti Filho tinha um objetivo quando iniciou sua biografia de Fernando Pessoa (1888-1935): descobrir quem era o "homem real" por trás do grande poeta português.
Após oito anos de pesquisa, o autor e advogado pernambucano acabou deparando-se não com um, mas com 127 "Pessoas".
É esse o número de heterônimos do poeta catalogado pelo livro "Fernando Pessoa: Uma (quase) Biografia", que Cavalcanti lançou.
As múltiplas personas de Pessoa vão muito além de Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, e superam também o que pensavam os especialistas.
Cavalcanti cita no livro que, no início dos anos 1990, eram conhecidos 72 heterônimos de Pessoa. O livro acrescentou 55.
O conceito de heterônimo que adotou é amplo e não se restringe à definição padrão: "nome imaginário que um criador identifica como o autor de suas obras e que apresenta tendências diferentes das desse criador".
Inclui todos os nomes, tendo estilo próprio ou não, com os quais o poeta assinou seus textos. A decisão pode ser contestada, mas a intenção de Cavalcanti nunca foi fazer uma biografia convencional.
As excentricidades já começam pelo subtítulo: "Uma (quase) Autobiografia".
O autor refere-se ao trabalho como o "livro que escrevi com meu amigo Pessoa".
A "amizade" é das mais antigas. Começou em 1966, quando Cavalcanti leu "Tabacaria", um dos principais poemas do autor.
A partir daí, viria a montar umas das principais coleções sobre vida e obra de Pessoa.
O poeta deixou mais de 30 mil páginas com anotações sobre si mesmo, literatura, família e fatos cotidianos.
Cavalcanti usou tantos trechos que chega a dizer que seu livro tem "mais frases de Pessoa do que minhas".
"Mas não se trata", explica, "de Pessoa falando sobre si, é a palavra de Pessoa falando sobre ele. Ou melhor: é o que quero dizer, mas por palavras dele".
Cavalcanti foi ainda além: para dar unidade estilística ao texto, tentou escrever como Pessoa.
Reduziu os adjetivos e adotou outro hábito dele: o uso, em média, de três vírgulas antes de um ponto final.

ilustração: Almada Negreiros
O escritor Fernando Pessoa, cuja biografia brasileira revela novos heterônimos, em caricatura feita por Almada Negreiros
O autor Fernando Pessoa, cuja biografia brasileira revela novos heterônimos, em caricatura de Almada Negreiros
SEM IMAGINAÇÃO
Durante a pesquisa, Cavalcanti foi até quatro vezes por ano a Portugal. Leu centenas de documentos e entrevistou parentes e pessoas que conviveram com Pessoa.
Dessas andanças, saiu com a certeza de que o poeta é o autor "menos imaginativo" que existe.
"Tudo o que escreveu estava realmente à volta dele. Não tinha nada inventado."
Como exemplo, cita "Tabacaria". O poema menciona cinco personagens e Cavalcanti revela que todos realmente existiram e eram próximos do poeta.
Quando se trata de Pessoa, contudo, nem tudo é claro. "Sabes quem sou eu? Eu não sei", já advertia o poeta.
Sobre sua vida sexual ainda paira uma imensa dúvida. Teria sido gay? Cavalcanti acha que sim, embora não existam provas.
Também não há certeza sobre se teria ou não transado com Ophelia, seu mais conhecido relacionamento (Cavalcanti pensa que não foram além de beijos ardentes e leves toques nos seios).
Cultivar mistérios, ao que parece, fazia parte do estilo de Pessoa, e isso também Cavalcanti tentou incorporar.
O poeta tinha por hábito, diz o biógrafo, embaralhar as datas. O heterônimo Alberto Caeiro, por exemplo, morreu em 1915, mas há textos datados de 1930 atribuídos a ele.
No prefácio do livro, Cavalcanti também colocou uma data futura: 13/6/2011. Dupla homenagem, já que Pessoa nasceu nesse dia, em 1888.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/893968-biografia-brasileira-de-fernando-pessoa-revela-novos-heteronimos.shtml

 
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segunda-feira, 12 de março de 2012

PESSOA NA GULBENKIAN



 
1ª Sessão de Leituras Encenadas - 17 Março, 14:30h
No âmbito da exposição:
FERNANDO PESSOA: PLURAL COMO O UNIVERSO
na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Acompanhe o desenrolar dos acontecimentos, consultando o site da Gulbenkian
Ou faça-nos companhia, no Facebook, em: Fernando Pessoa. Plural como o Universo.