Caros,
sábado, 29 de dezembro de 2012
REVISTA PESSOA PLURARL
Caros,
sábado, 11 de agosto de 2012
maria bethania e alvaro de campos
| 11 August 13:18 |
![]() | Maria Bethânia - Ultimatum (Álvaro de Campos)
Imagens dos créditos finais do documentário 'Pedrinha de Aruanda', de Andrucha Waddington |
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Cartas de amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz
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Todas as cartas de amor de Fernando Pessoa e Ofélia
Pela primeira vez, um único volume reune a correspondência completa entre Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz, tida como único amor do poeta. Ambos se conheceram no final de 1919, em um escritório onde Ofélia, então com 19 anos, trabalhava como secretária, e Pessoa, com 31, como tradutor.
Uma das curiosidades da compilação é a presença de cartas do heterônimo Álvaro de Campos, sobre o qual Ofélia diz, em carta de junho de 1920: “não gosto dele, é mau”. Em novembro do mesmo ano, o casal rompe, para se unir novamente dali a 9 anos, em 1929, e romper definitivamente em 1931.
Em depoimento ao jornal espanhol El Pais, a organizadora da obra Manuela Parreira da Silva, da Universidade Nova Lisboa, diz que a linguagem de algumas das cartas dá a entender que os dois não tiveram uma relação de amor platônico como se pensava. Além disso, ressalta a reticência de Pessoa em conhecer a família de Ofélia e um constante desejo por parte dela para que ele se comprometesse mais.
A obra ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Para encomendar, clique aqui.
Cartas de amor de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz
Org. Manuela Parreira da Silva
Editora Assírio & Alvim
368 págs.
R$ 45 (aproximadamente)
sábado, 14 de julho de 2012
fernando pessoa
António Telmo e o “O Horóscopo de Portugal” de Fernando Pessoa

(…)
“Ao terceiro Portugal no qual hoje passamos em escuridão e noite, se seguirá o quarto Portugal de que fala Pessoa e ainda um quinto, depois, ambos no alvor prévio ao hemiciclo diurno. Pelas contas que fizemos o quarto Portugal iniciar-se-á em 2008 e correspondera à morte histórica (…) o quinto Portugal trespassara o seu início em 2130.
(…)
“No Horóscopo de Portugal (de Pessoa) há uma frase que muito inquieta a alma e aguça a intuição: “assim no signo oposto ao do Touro que é o Escorpião, o socialismo judaico-cristão, quando estiver realizada na prática a ideia de ser genérico, desembocara numa forma de terror, cuja natureza não saberemos ainda imaginar.” (António Telmo)
Carlos Aurélio
Nova Águia, número oito
segunda-feira, 18 de junho de 2012
PESSOA EM SÃO PAULO
Espetáculo com bicicletas homenageia Fernando Pessoa em São Paulo

"Lisboa"
Realização: SESC Carmo
Local: Largo São Bento
Quando: Segunda-feira, dia 25 de junho, às 14h
Quanto: Grátis
Fone: 3111-7000
sexta-feira, 15 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
pessoa homenageado no brasil
Fernando Pessoa recebe homenagem em São Paulo

quinta-feira, 17 de maio de 2012
PESSOA sou só eu que é
DEVO DEDICAR algumas boas horas das próximas semanas à leitura de "Fernando Pessoa: Uma (Quase) Biografia", obra do advogado e escritor José Paulo Cavalcanti Filho, membro da recém-empossada Comissão da Verdade.
Para preparar o espírito (e a alma), releio alguns dos tantos poemas de Pessoa que me marcaram, vida afora e adentro. Um deles é o memorável "Poema em Linha Reta" (do heterônimo Álvaro de Campos), que parece ter sido escrito no ano que vem, tal a atualidade (e a intemporalidade) de seus versos. Assim começa o poema: "Nunca conheci quem tivesse levado porrada / Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Qualquer semelhança com os heróis de plástico dos dias de hoje, os metrossexuais, os executivos de toda sorte, os workaholics, as deprimentes figuras que dizem aos quatro ventos que nada é problema, que são felizes etc. (mas dão patadas em Deus e todo o mundo, gritam até com as pessoas mais próximas, cospem fogo pelas ventas, desesperam-se, explodem de dor de cabeça, de estômago etc.) e com sabe Deus mais quem não é mera coincidência.
Pois bem. Vejamos alguns dos versos seguintes do poema de Pessoa: "E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, / Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, / Indesculpavelmente sujo (...) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho / Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... / (...) Arre, estou farto de semideuses! / Onde é que há gente no mundo?".
O verso seguinte é este (parte dele está no título desta coluna): "Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?". Pois era aí que eu queria chegar. Vá pensando na flexão "é" (do presente do indicativo do verbo "ser") empregada por Pessoa no trecho "...sou só eu que é vil...". A julgar pelo que se lê nas gramáticas...
Bem, antes que nos metamos a conversar sobre o caso, lembro uma pergunta que me fizeram numa das muitas feiras do livro de que participei Brasil afora. Um rapaz pediu a palavra e citou uma questão de um concurso público de que ele acabara de participar. Perguntava-se simplesmente qual o erro presente no célebre verso "No meio do caminho tinha uma pedra", que abre o antológico poema "No meio do caminho", de Carlos Drummond de Andrade. Incrédulo, investiguei e constatei que de fato a tal infame pergunta tinha mesmo sido feita aos pobres candidatos. Na "visão" do "examinador", há "erro" no emprego do verbo "ter". Santo Deus! Será difícil entender o valor do emprego de certas formas linguísticas na poesia de vanguardistas, visionários? Será difícil tratar isso com mais sensibilidade, pertinência, inteligência, abrangência?
Pois o verso de Pessoa pode prestar-se a esse tipo de patacoada. Alguém pode perguntar qual é o "erro" e esperar como resposta a forma verbal "é", que "deveria" ser substituída por "sou" ("Então sou só eu que sou vil e errôneo nesta terra?"). Pobre Pessoa! Pobres poetas! Pobres candidatos! O uso de "é" no poema tem relação direta com a essência da mensagem de Álvaro de Campos. Ao empregar "é" (e não "sou"), o poeta confirma que ele não "É" o único vil e errôneo, ou seja, escancara a hipocrisia alheia e se torna mais verdadeiro e menos vil, ao assumir plenamente a sua verdade, que é a verdade da miséria humana. É isso.
[Fonte: www.folha.com.br]
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
biografia de Fernando Pessoa
esteve recentemente em Portugal na RTP no programa do Herman:José Paulo Cavalcanti Filho escreveu biografia de Fernando Pessoa onde revela novos heterônimos MARCO RODRIGO ALMEIDA José Paulo Cavalcanti Filho tinha um objetivo quando iniciou sua biografia de Fernando Pessoa (1888-1935): descobrir quem era o "homem real" por trás do grande poeta português. DE SÃO PAULO Após oito anos de pesquisa, o autor e advogado pernambucano acabou deparando-se não com um, mas com 127 "Pessoas". É esse o número de heterônimos do poeta catalogado pelo livro "Fernando Pessoa: Uma (quase) Biografia", que Cavalcanti lançou. As múltiplas personas de Pessoa vão muito além de Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, e superam também o que pensavam os especialistas. Cavalcanti cita no livro que, no início dos anos 1990, eram conhecidos 72 heterônimos de Pessoa. O livro acrescentou 55. O conceito de heterônimo que adotou é amplo e não se restringe à definição padrão: "nome imaginário que um criador identifica como o autor de suas obras e que apresenta tendências diferentes das desse criador". Inclui todos os nomes, tendo estilo próprio ou não, com os quais o poeta assinou seus textos. A decisão pode ser contestada, mas a intenção de Cavalcanti nunca foi fazer uma biografia convencional. As excentricidades já começam pelo subtítulo: "Uma (quase) Autobiografia". O autor refere-se ao trabalho como o "livro que escrevi com meu amigo Pessoa". A "amizade" é das mais antigas. Começou em 1966, quando Cavalcanti leu "Tabacaria", um dos principais poemas do autor. A partir daí, viria a montar umas das principais coleções sobre vida e obra de Pessoa. O poeta deixou mais de 30 mil páginas com anotações sobre si mesmo, literatura, família e fatos cotidianos. Cavalcanti usou tantos trechos que chega a dizer que seu livro tem "mais frases de Pessoa do que minhas". "Mas não se trata", explica, "de Pessoa falando sobre si, é a palavra de Pessoa falando sobre ele. Ou melhor: é o que quero dizer, mas por palavras dele". Cavalcanti foi ainda além: para dar unidade estilística ao texto, tentou escrever como Pessoa. Reduziu os adjetivos e adotou outro hábito dele: o uso, em média, de três vírgulas antes de um ponto final.
Durante a pesquisa, Cavalcanti foi até quatro vezes por ano a Portugal. Leu centenas de documentos e entrevistou parentes e pessoas que conviveram com Pessoa. Dessas andanças, saiu com a certeza de que o poeta é o autor "menos imaginativo" que existe. "Tudo o que escreveu estava realmente à volta dele. Não tinha nada inventado." Como exemplo, cita "Tabacaria". O poema menciona cinco personagens e Cavalcanti revela que todos realmente existiram e eram próximos do poeta. Quando se trata de Pessoa, contudo, nem tudo é claro. "Sabes quem sou eu? Eu não sei", já advertia o poeta. Sobre sua vida sexual ainda paira uma imensa dúvida. Teria sido gay? Cavalcanti acha que sim, embora não existam provas. Também não há certeza sobre se teria ou não transado com Ophelia, seu mais conhecido relacionamento (Cavalcanti pensa que não foram além de beijos ardentes e leves toques nos seios). Cultivar mistérios, ao que parece, fazia parte do estilo de Pessoa, e isso também Cavalcanti tentou incorporar. O poeta tinha por hábito, diz o biógrafo, embaralhar as datas. O heterônimo Alberto Caeiro, por exemplo, morreu em 1915, mas há textos datados de 1930 atribuídos a ele. No prefácio do livro, Cavalcanti também colocou uma data futura: 13/6/2011. Dupla homenagem, já que Pessoa nasceu nesse dia, em 1888. http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/893968-biografia-brasileira-de-fernando-pessoa-revela-novos-heteronimos.shtml |


