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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

rota da escravatura



ROTA CABO-VERDIANA DA ESCRAVATURA
SIMAO SOUINDOULA NA CIDADE VELHA
Aquele historiador angolano, Vice-Presidente do Comité Cientifico Internacional do Projeto da UNESCO “A Rota do Escravo” deixa Luanda, esta quinta-feira, dia 24 de Janeiro, para a cidade de Praia, onde participara, nas Festas de Nhu Santu Nomi di Jesus, organizada pela Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago em colaboração com a Curadoria da Cidade Velha, declarada, em Junho de 2009, pelo este organismo especializado das Nações Unidas, Património Mundial.
 
Consta no programa de atividades de Souindoula, o patrocínio da tomada de posse do Comissão Nacional cabo-verdiana do referido projeto onusiano, e a pronúncia de uma conferência sobre a temática da abolição da escravidão no espaço do Atlântico.
Nesta palestra, ele analisara as causas económicas, sociais, políticas e religiosas que favoreceram a interdição desta forma, inaceitável, de exploração de seres humanos.
Realçara, em contra -exame, as razões que presidiram no refreio do movimento abolicionista, e que permitiu a continuação de uma trata negreira, clandestina, em plena segunda metade do seculo XIX.
O americanista angolano terá sessões de trabalho com o Professor Moussa Ali Iye, Diretor, na sede da UNESCO, do Projeto da “Rota”, a fim de fazer o ponto da situação da preparação, científica e técnica, da Conferencia Internacional sobre a Descendência Escrava, subordinada ao tema “"Memoria reconciliadora, Concordia Humana", encontro que albergara a capital angolana, de 25 a 27 de Marco próximo, no quadro da comemoração do 25 Marco, Dia Internacional das Vitimas da Escravatura e  do Trafico Transatlântico.
Recordar-se-á que as ilhas de Cabo-Verde registaram um povoamento humano ligado, essencialmente, ao seu papel de zonas de trânsito das carreiras alem-Atlântico, vindas do continente, para o essencial, de Cacheu ou Goree.
A inscrição da Cidade Velha foi a primeira inserção de um sítio cabo-verdiano na Lista do Património da Humanidade.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

rota de escravos

Unesco prepara roteiro cartográfico sobre rota de escravos em Portugal

Nova York - Um comitê da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) deve apresentar em Portugal, neste ano, projetos para resgatar a memória do tráfico de escravos no país. O primeiro navio, com 155 homens, mulheres e crianças africanos, fundeou na cidade portuária de Lagos, no sul de Portugal, em 1444.  Leia mais

sábado, 21 de janeiro de 2012

a rota do escravo




COMITE CIENTIFICO INTERNACIONAL DO PROJECTO DA UNESCO
 
A ROTA DO ESCRAVO”
 
BALANCO 2011
 
ANGOLA, MAIS ARRIMADA AS AMERICAS E CARAIBAS
 
E a apreciação que se pode fazer na sequencia de dezenas de acções empreendidas, durante o ano que esta a findar, pelo historiador Simão Souindoula.
Com efeito, os últimos doze meses constituíram um período particular, por motivo da declaração pela Assembleia Geral das Nações Unidas, de 2011, Ano Internacional consagrado, prioritariamente, as Populações Afro-descendentes.
As actividades do perito angolano do Comité da “Rota” consubstanciaram-se, com o precioso apoio do Triangulo Turístico e Histórico-Cultural  Kanawa Mussulo, na participação em eventos internacionais, nas actividades de documentação, investigação, animação e comunicação cientificas.
O americanista angolano começou bem o ano, extraordinariamente, excitante, com uma palestra, que seguiu, imediatamente, a sua notável participação no Terceiro Festival das Artes Negras, que teve lugar em Dakar, no Senegal, durante a primeira quinzena do mês de Dezembro.
Com efeito, a conferência de entrada, foi pronunciada, na antiga, esclavagista, península de Mussulo, na Vila Kanawa, no quadro do instrutivo Reveillon 2010-2011, sobre o tema “ Da península de Mussulo a ilha de Espanola ou a história das travessias do Atlântico sem regresso”.
Os felizes convidados aprenderam, ai, o embarque de cativos cassanjes e tanto outros, da cidade, santa, cárcere, de São Paulo de Loanda para portos, tão inesperados, como os de San Lucar, Canárias e Cádis, no bloco ibérico; Maracaibo, Coro, Santa Maria, Rio de la Hacha , La Margarita , Cumama Benecuelas, nas “Tierras Firmes” americanas.
 RUDOLPHSTADT
Esta intervenção foi seguida, quase mensalmente, durante o ano, numa eficiente parceria com a União dos Escritores Angolanos, numa dezena de palestras, animada pelo Souindoula, e inserida no programa “Maka a Quarta-feira”, no quadro de efemérides de carácter nacional ou internacional.
Assim, vários temas, inéditos, ligados a instalação e a evolução no continente americano e no conjunto insular caribenho, dos cativos, originários do Reino do Kongo e da Colónia de Angola, a mais grande possessão continental portuguesa sobre a costa ocidental de África, foram discutidos tais como a análise comparativa entre a sedição do 4 de Fevereiro, em Luanda e os movimentos insurreccionais anti-esclavagistas além - Atlântico.
Foi, pela ocasião do Dia 23 de Agosto, Dia Internacional da Comemoração do Trafico Negreiro e da sua Abolição, apresentado uma explanação subordinada ao tema « Comemorarmos a abolição desta escravatura. Agostinho Neto, poeta da liberdade.”
Neste mesmo contexto, Simão Souindoula expôs, numa iniciativa da Fundação Eduardo Dos Santos, na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e na Universidade 11 de Novembro, em Cabinda, uma síntese que relevou o povoamento angolano, substancial, e particularmente, loango, das Antilhas Neerlandesas; consequência da dominação da região, nos meados do século XVII pelos holandeses, o controlo dos cabos “ Luyt Hoek” e “Boomtjes Hoek” e a organização das cidades de Rudolphstadt e Grantville.
Intervieram, igualmente, neste programa, a historiadora afro-brasileira, Solange Barbosa e o musicólogo afro-venezuelano, Jesus Alberto Garcia, Chefe da Missão Diplomática da Republica Bolivariana em Angola, que dissertaram, respectivamente, sobre a presença bantu no Vale de Paraiba e em Barlavento.
 
 
 
TENNESSE
Sob uma moderação do afro-paulista, Faustino Rodrigo, examinou-se a reapropriacão da figura da Rainha Nzinga pelos afro-norte-americanos , numa, entre outros suportes, o romance de Patricia C. McKissac, originaria de Nashville, no Tennesse, “Nzinga. Warrior Queen of Matamba”.
Sempre sobre a facilitação do brasileiro, foi discutido as tentativas de rupturas independentistas dos escravos “congos/angolas” na Nova Espanha, nos séculos XVI e XVII”.
Cuba, que recebeu uma mão-de-obra, forcada, num tráfico clandestino, massivo e tardio, foi objecto de duas palestras, uma que possibilitou o estudo da sintomática iconografia esclavagista produzida na ilha, e, a outra, que permitiu entrever a habla conga, como resultado da dinâmica de hibridação no castelhano , ocorrida na “Gran Plantacion”.
A herança das culturas bantu na América do sul foi revisitada durante o encontro subordinado ao tema “Hay muchos Angolas en Bolivia…”.
Na vertente internacional da sua acção, o especialista angolano participou, entre Fevereiro e Marco, na última reunião do Comité Cientifico que teve lugar em Bogotá e Cartagena de Índias, na Colômbia.
Uma das decisões tomadas durante o Comité a continuação e o fortalecimento da cooperação já iniciada entre o Projecto da Rota e o Triangulo de Benfica.
Um dos programas desta iniciativa de Luanda sul, a montagem de uma galeria sobre “As Rotas angolanas da Escravatura”, foi apresentado durante os trabalhos da IV Conferencia sobre o Museu Integrativo que se realizou na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo entre os meses de Junho e Julho.
Dias depois, Simao Souindoula tomou parte, em Kinshasa e em Nkamba, a “Jerusalem niger”, na Conferencia Internacional sobre Simon Kimbangu (1887-1951), subordinado ao tema “O homem, a sua obra e a sua contribuição ao processo de libertação do homem negro”.
REI DE MARACATU
O historiador angolano contribui, aí, com a disponibilização de uma trintena de estampas sobre as transacções das “pecas de Índias” no espaço do Atlântico, material que foi exposto no Centro Kimbanguista de Kasa Vubu.
Cooperou, igualmente, no mês de Maio, no colóquio internacional sobre África que teve lugar em Toronto (Canada).

          Promovido pela Associação Canadiana de Estudos Africanos da Universidade de Iorque,
 sob o lema "África Aqui, África Ali", Souindoula
submeteu, aí, o texto "Rei do Congo/Rei de Maracatu ou a forte dinâmica de imanência política
africana no espaço atlântico
".
Colaborou no Colóquio Internacional sobre as culturas afro-americanas e a musica” , atelier que albergou Montevideu, entre os meses de Setembro e Outubro, com a comunicação intitulada : "Kantika vissungos ou a influência estruturante dos works songs na música afro-americana e afro - caribenha".
Submeteu na Cimeira Mundial dos Afrodescendentes que se realizou em Las Ceibas, nas Honduras, um texto, ele abordou a importância do projecto iniciado pelo Triangulo Kanawa Mussulo, "As Rotas angolanos da Escravatura e o turismo de memória dos Afrodescendentes".
 
O historiador das Ingombotas insistiu sobre as ofertas turísticas que podem propor a Iniciativa baseada no bairro luandense de Benfica aos afroamericanos e afrocaribenhos, cuja quase a metade reivindicam, invariavelmente, raízes congo/angola.  
 
Redigiu e fez publicar na base do relevante discurso do Secretario Geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-Moon, distribuído pela ocasião da comemoração no dia 25 de Marco, Jornada Internacional das Vitimas da Escravatura e do Trafico Transatlântico, o documento “Um tríptico memorial para os Danados da Terra”.
YELE KU TONGA
Neste rewriting, Souindoula insistiu no facto, sintomático, dos povos negro-africanos, possuir, no fundo, uma terceira Jornada, anual, de comemoração da escravatura; posicionada antes do 23 de Agosto, Dia Internacional evocando o Trafico Negreiro e a sua Abolição e o 2 de Dezembro, Dia Internacional da Abolição da Escravatura.
 
Convidado pela Universidade de Porto, o perito da UNESCO propôs no Coloquio Internacional subordinado ao tema “ Trabalho forcado africano – As representações ideológicas da época colonial”, work – shop que se realizou, há dias, a reflexão sobre  Yele ku tonga ou a representação ideológica bantu do trabalho forçado em São Tomé e Príncipe ".
 
Deve-se indicar, como acções de divulgação científica, a publicação pelo prolífico historiador de várias resenhas, verdadeiramente, decisivas.
 
Assim, a obra do brasileiro Tarvisio José Martins “Quilombo do Campo Grande. A Historia de Minas que se devolve ao povo” que objecto da releitura intitulada  A cartografia insurreccional anti-esclavagista e essencialmente angolana”.
 
Do notável atlas « Territorialidade Quilombola. Fotos e Mapas » publicado pelo enérgico geógrafo afro descendente Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, em Brasília, resultou a recensão “ INSURRECTOS CONGO/ANGOLA CONTRIBUIRAM A ABOLICAO DA ESCRAVATURA NO BRASIL”.
 
Quanto ao livrinho “Palmares, ontem e Hoje”, de Pedro Paulo Funari e Aline Vieira de Carvalho, reeditado no quadro da comemoração do dia 20 de Novembro, Jornada da Consciência Negra na Republica Federativa gerou o descobridor texto “ O ANGOLANO ZUMBI, ENTRE AS GRANDES FIGURAS DA HISTORIA DO BRASIL”.
 
Deve-se, no plano da comunicação audiovisual, internacional, apontar a relevante participação de Simão Souindoula no rico documentário realizado pela televisão brasileira Record pela ocasião da comemoração dos 123 anos da abolição da escravidão neste pais da América meridional.
 
O empenho de memorialista de Luanda sul nas actividades do Comité da “Rota”, durante o ano 2011, reforçou os conhecimentos de carácter histórico, linguístico e antropológico do impacto dos escravos extraídos do actual território angolano, no Novo Mundo, uma das regiões de África ocidental que sofreu, dolorosamente, durante séculos, do esvaziamento da sua forca de trabalho.

Peco-lhe aceitar os meus sentimentos de grande estima.
 
Simao SOUINDOULA
Comite Cientifico Internacional
Projecto da UNESCO "A Rota do Escravo"
C.P. 2313
Luanda
(Angola)
Tel.: 929 79 32 77
 
 


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