https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=j_1qTHchEx4#!
Mostrar mensagens com a etiqueta açores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta açores. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 5 de março de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
AÇORIANOS NAS BERMUDAS
Etiquetas:
açores
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
açores o falhanço
O grande falhanço!
A par da saúde, o sector do
turismo é um dos maiores falhanços da nossa Autonomia.
O sector que iria ser a alternativa
(ou o complemento) da agro-pecuária, na diversificação da riqueza
açoriana, tornou-se num autêntico pesadelo para quem nele apostou
legitimamente.
Podem-se atribuir as mais variadas
causas a este insucesso, mas há uma que é inquestionável: a falta
de uma orientação estratégica consistente e altamente
profissional.
Acreditou-se que a atribuição de
muitos milhões, a fundo perdido, era razão suficiente para o sector
fazer caminho por si próprio.
Estimularam-se os investidores e
criaram-se expectativas demasiado altas, sem se curar de saber as
consequência e as alternativas a eventuais insucessos.
Os últimos seis anos foram mesmo
de uma grande desorientação, sem um fio condutor que nos trouxesse
a valia económica tão prometida em estudos, seminários,
conferências, promoções, planos e outros documentos mirabolantes.
Era tudo facilidades.
Em meados de 2008 foi criado aquele
que era considerado o documento mais ambicioso alguma vez para o
sector, o POTRAA (Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma
dos Açores), tão optimista, tão optimista, que poderia ser
assinado pelo ministro Vítor Gaspar, porque não acertava com
nenhuma previsão.
O Plano previa – imagine-se –
taxas de crescimento anuais do turismo de 7%, quando já naquele ano
o turismo descia 5% e, em 2009, teve um trambolhão de 11%.
Foi o documento por água abaixo,
apesar de ainda vigorar por aí, assim como um outro, denominado
“Plano de Marketing Estratégico”, que promovia a “Marca
Açores”, de que nunca mais se ouviu falar, e ainda o célebre
“Plano de Promoção Turística”, de 2010, que previa mais de 30
milhões de euros para a promoção.
No mesmo ano, uma resolução do
governo concedia 10 milhões de euros às associações sem fins
lucrativos na comparticipação de projectos de interesse público na
área do turismo.
Não faltavam milhões.
Até o portal de turismo, a página
oficial do sector na internet, foi adjudicado a duas empresas
diferentes em 2010 e 2011, custando à região mais de 320 mil euros.
O primeiro tinha erros de
informação de bradar aos céus e o segundo parece que não teve
melhor sucesso.
Ambos estavam enquadrados numa
candidatura a fundos comunitários de quase 1 milhão de euros,
destinados à promoção dos Açores.
Entretanto, mais estudos
encomendados.
O Observatório de Turismo dizia,
com base num destes estudos, que a nossa salvação estava no
segmento do Turismo de Saúde e Bem-Estar.
Mais tarde apontava para o Turismo
Religioso.
Depois fez um outro, onde se
concluía que o golfe não se encontrava entre as preferências dos
turistas.
Conclusão para os três: no
Turismo de Saúde, se os turistas idosos souberem do descalabro que
vai pelos nossos hospitais, nunca mais põem os pés cá; no
Religioso, tivemos há três anos a presidir às Festas do Senhor
Santo Cristo o Cardeal de Boston, que regressa de novo este ano, e o
melhor atractivo que demos aos turistas americanos foi aumentá-los
as passagens; no golfe, os campos de S. Miguel foram
“regionalizados”.
Ou seja, tudo ao contrário.
Outra história semelhante: há uns
anos atrás trouxeram a um seminário sobre turismo, na Universidade
dos Açores, um “guru” americano, Jafar Jafari, professor da
Universidade de Wisconsin e consultor da Organização Mundial de
Turismo.
Quando lhe perguntaram o que fazer
para atrairmos o turista americano, respondeu: “A primeira grande
ajuda é conseguir chegar aos principais operadores turísticos
americanos. Mas, desde logo, uma das grandes lacunas dos Açores em
relação aos EUA, é a dos voos directos, que têm de ser
aumentados, pois esta será também uma grande ajuda”.
O que fez a região?
Promoveu os Açores nos táxis de
Boston, retirou o voo directo do aeroporto de Providence e aumentou
as tarifas!
Depois, a SATA veio dizer que o
mercado da América do Norte é “estratégico”.
Em quê? Só se for na exploração
dos emigrantes açorianos.
Nesta questão dos mercados, a
desorientação é ainda mais incompreensível.
A operação de Munique foi um
desastre deficitário, a Escandinávia é cada vez mais uma miragem,
anunciou-se em 2011 uma operação turística dirigida ao mercado
belga para o verão de 2012, que deveria proporcionar 28 mil
dormidas, lançou-se um pacote turístico em 2011 “Tudo incluído 5
dias”, agora há outro para visitar quase todas as ilhas em menos
de uma semana...
O fomento da hotelaria foi outra
desorientação.
Houve hotéis que, espantosamente,
na cerimónia de inauguração, já anunciavam o seu encerramento
temporário para 15 dias depois.
Hoje, é o que se vê: hotéis que
estão a encerrar nos Açores e, no Continente, 27 vão abrir este
ano (duas inaugurações por mês).
O “Hotel voo incluido” serviu
para dividir agentes de viagens, hoteleiros e câmaras de comércio.
Em todo este decurso, o turismo
nacional e mundial continuou sempre a subir (aumento de 4% no ano
passado e previsão de 3 a 4% este ano).
E nós, sempre a descer.
Já se experimentou de tudo, até
nomear Pedro Pauleta “Embaixador do Turismo dos Açores”.
Causas para a decadência?
Já ouvimos de tudo no discurso
oficial: uma vez é porque não temos “notoriedade suficiente”,
outras porque há uma “acentuação da sazonalidade” e a última
é por causa da “crise no Continente”.
Já não sei o que diga.
Citando o meu amigo Gilberto
Vieira, da Quinta do Martelo, “algo vai muito mal no reino dos
abexins”...
Pico da Pedra, Fevereiro 2012
Osvaldo Cabral
Etiquetas:
açores
sábado, 23 de fevereiro de 2013
salvem este forte
S.O.S. Forte de São João Baptista - ILHA DE SANTA MARIA
Forte de São João Baptista da Praia Formosa, também denominado como Castelo de São João Baptista ou Castelo da Praia, localiza-se na Praia Formosa, na freguesia da Almagreira, concelho da Vila do Porto, a SSO na ilha de Santa Maria, nos Açores.
Em posição estratégica sobre este trecho da costa da ilha, constituiu-se em um forte destinado à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do Oceano Atlântico.
As recentes campanhas de prospecção arqueológica nele desenvolvidas levantam a possibilidade de constituir-se na mais antiga estrutura de fortificação no arquipélago.
A praia onde se localiza encontra-se referida no mapa dos Açores, de autoria de Luís Teixeira, datado de 1584, com o nome de "Plaia Hermosa".
The Forte de São Brás do Porto Formoso (Saint Brás’ Fort of Porto Formoso, or Fort of Saint Brás of Porto Formoso), also referred as Castelo do Porto Formoso (Porto Formoso Castle, or Castle of Porto Formoso), Forte do Porto Formoso, (Porto Formoso Fort, or Fort of Porto Formoso), and Forte de Nossa Senhora da Graça (Our Lady of Grace’s Fort, or Fort of Our Lady of Grace), is located in the parish of Porto Formoso, in the municipally and city of Ribeira Grande, the north of São Miguel Island, on the Azores.
In a dominate position over this littoral space, constituting in a fortification intended for defence of this anchorage against the pirate and corsair attacks, once commonly frequent in this Atlantic Ocean region.
The recent archaeological prospecting campaigns developed into the possibility of becoming the oldest fortification structure of the archipelago.
The beach where this fortification structure is located is found on the Azores map, the authorship of Luís Teixeira, dated in 1584, with the name “Plaia Hermosa”.
English translation: Kevin de Ávila
>> VISIONAR VÍDEO: http://youtu.be/4IqmKs8SVV8
>> O Forte nos anos 70 do Séc. passado:https://www.facebook.com/ photo.php?fbid=290370431067816& set=a.197643377007189.35037.19 7544470350413&type=1&theater
Por: Amigos da Praia "SOS Castelo"
(FF)
Forte de São João Baptista da Praia Formosa, também denominado como Castelo de São João Baptista ou Castelo da Praia, localiza-se na Praia Formosa, na freguesia da Almagreira, concelho da Vila do Porto, a SSO na ilha de Santa Maria, nos Açores.
Em posição estratégica sobre este trecho da costa da ilha, constituiu-se em um forte destinado à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do Oceano Atlântico.
As recentes campanhas de prospecção arqueológica nele desenvolvidas levantam a possibilidade de constituir-se na mais antiga estrutura de fortificação no arquipélago.
A praia onde se localiza encontra-se referida no mapa dos Açores, de autoria de Luís Teixeira, datado de 1584, com o nome de "Plaia Hermosa".
The Forte de São Brás do Porto Formoso (Saint Brás’ Fort of Porto Formoso, or Fort of Saint Brás of Porto Formoso), also referred as Castelo do Porto Formoso (Porto Formoso Castle, or Castle of Porto Formoso), Forte do Porto Formoso, (Porto Formoso Fort, or Fort of Porto Formoso), and Forte de Nossa Senhora da Graça (Our Lady of Grace’s Fort, or Fort of Our Lady of Grace), is located in the parish of Porto Formoso, in the municipally and city of Ribeira Grande, the north of São Miguel Island, on the Azores.
In a dominate position over this littoral space, constituting in a fortification intended for defence of this anchorage against the pirate and corsair attacks, once commonly frequent in this Atlantic Ocean region.
The recent archaeological prospecting campaigns developed into the possibility of becoming the oldest fortification structure of the archipelago.
The beach where this fortification structure is located is found on the Azores map, the authorship of Luís Teixeira, dated in 1584, with the name “Plaia Hermosa”.
English translation: Kevin de Ávila
>> VISIONAR VÍDEO: http://youtu.be/4IqmKs8SVV8
>> O Forte nos anos 70 do Séc. passado:https://www.facebook.com/
Por: Amigos da Praia "SOS Castelo"
(FF)
Etiquetas:
açores
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
ILHA DAS FLORES EMIGRAÇÃO
A Emigração
Florentina
Desde a sua ocupação o arquipélago dos Açores
foi terra de emigrantes. A constituição vulcânica, sujeita a periódicos
desastres naturais, e a distante posição geográfica e politicamente
periférica, em relação à metrópole portuguesa, favoreceram à debanda
dos habitantes mais carentes toda a vez que surgia uma urgente situação de
sobrevivência.
Se o Brasil foi o foco nas busca dos ilhéus para a
emigração desde o século XVI, a partir da segunda metade do século XIX a
America do Norte tornou-se a preferência. Para isso influenciaram a
proximidade geográfica, a baleação luso-americana, e as histórias bem sucedidas
daqueles que para lá foram tentar uma vida com
melhores perspectivas de conforto e desenvolvimento.
Foi em 1765 que começaram a surgir nas águas das
Ilhas das Flores e Corvo os barcos baleeiros da então Colônia Britânica da
América. Em tempos certos, chegavam à caça da baleia ( cachalotes)
para a extração do óleo, âmbar e espermacete, produtos altamente valorizados
naquele tempo. Meses passados no mar, era nos longínquos
ancoradouros açorianos das Flores e da Horta ( Faial) que os baleeiros
encontravam refresco, gêneros alimentícios e gente. Herman Melville em
1851 no seu mundialmente conhecido livro, Moby Dick, escreveu que os
baleeiros procedentes dos Açores traziam entroncados campesinos que
completavam a tripulação como marinheiros e trancadores de baleias.
Para os florentinos ( naturais da Ilha das
Flores), por mais de um século, os barcos da baleação foram o meio de
transporte mais utilizado na fuga para as terras idealizadas da América.
Apesar da preocupação das autoridades do reino em conter e reprimir a evasão de
jovens em idade produtiva, através de patrulhas marítimas,
as fugas continuavam de forma ininterrupta. Embora sem
estadistas oficiais, sabe-se através de jornais da época que entre 1864 e 1920
saíram das Flores quase dez mil pessoas ( das ilhas açorianas), a maioria
clandestinamente, com a escandalosa inobservância, e até anuência, das
autoridades locais que faziam vista grossa, mediante pagamento. Eram jovens que
vinham de outras ilhas para as Flores, onde sabiam que encontrariam facilidade
em embarcar em navios que os levariam para Boston ou New Bedford,
destino preferido pelos ilhéus. Provincetown, Nantucket, New Bedford,
Boston, Califórnia, Nevada, era terra de açorianos na America. De nada
serviram as canhoneiras que fiscalizavam as águas florentinas e os sermões
encomendados dos padres, que falavam das agruras e sofrimentos daqueles que
emigravam para terras estranhas. O som tonante das "águias americanas"(
moedas de ouro de 20 dólares)que chegavam com os retornados e a aversão ao
serviço militar em terras distantes tropicais, para defender um espaço que nada
lhes dizia, falavam mais alto ao ilhéu.
Com os anos, tantos foram os emigrados e tão
estreita se tornou a relação com a América baleeira, que pelo menos dois
florentinos, Manuel Borges de Freitas Henriques e Manuel José de Avelar
adquiriram embarcações ( Kate Williams e Pimpão,
respectivamente) destinadas às ligações marítima entre a Ilha e a América.
Quando o petróleo descoberto no século XX
sobrepujou em importância econômica o óleo de baleia, o que havia sobrado
da frota baleeira americana estava em mãos de açorianos ou de seus descendentes.
ANTONIO INÁCIO BIXO, ANTONIO TEODORO ARMAS,
ANTONIO CAETANO CORVELO, HENRY CLAY ( ou AQUILIA RODRIGUES), WILLIAN
F.JOSEPH, FRANCISCO AUGUSTO, NICHOLAS RODRIGUES VIEIRA, JOHN VIEIRA, JOSEPH A.
VIEIRA, ANTONIO JOSE DE FREITAS, JOSEPH THOMAS EDWARDS, e outros mais foram
capitães, pela experiência adquirida na labuta de anos em águas do
Pacifico e do Atlântico, que levaram a saga florentina baleeira em terras
luso-americanas.
Nos Açores e na América a vida do
ilhéu se alterou. A linguagem, o comportamento social e a cultura
açoriana sofreram influencia de americanismos. O trabalho passou
a ser facilitado pelo emprego de instrumentos e utensílios importados. Trouxeram
o rádio, as impressoras tipograficas, a canoa baleeira, as caliveiras para
o milho, as ideias e as biblias protestantes. O açoriano conheceu as
comodidades da vida norte-americana.
O distanciamento, a pouca importância e visibilidade da
metrópole portuguesa em relação ao ilhéu, a proximidade e
relacionamento histórico com a América tornaram em geral, até hoje, o
açoriano um americanófilo e, para outros, simpatizantes da pouco viável
independência.
Maria Eduarda Fagundes.
Uberaba, 19/02/13
Compilação de dados do livro de Francisco Antônio Nunes
Pimentel Gomes, " A Ilha das
Flores:
da redescoberta à atualidade
( Subsídios para a sua História) "
Etiquetas:
açores
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
açores a autonomia muda
A autonomia muda
Manuel Leal
no Expresso das Nove
A autonomia está sob um ataque matreiro, subtil e
silencioso. É o prosseguimento da política de contenção iniciada ainda em 1975
pelo general Altino de Magalhães, um militar ardiloso como uma raposa. Desde
então, todas as chamadas conquistas autonómicas não passaram de concessões
táticas da República. O governo central beneficia ainda da conspiração de
interesses internacionais que o dominam.
Seria de esperar, todavia, que os órgãos do Governo Regional
reagissem a esta nova investida. Não há uma estratégia credível das chamadas
hostes autonómicas para resistir como em termos históricos antes ocorreu.
Porque é preciso colocar o Governo da República perante um nó górdio. Ou
respeitaria a autonomia, ou teria de acabar com ela, forçosamente. Mas seria
preciso coragem, e lealdade aos Açores, para se colocar a justiça desta
posição, sistematicamente e de modo insistente, à avaliação do povo açoriano.
Por isso a TV regional, independente e isenta de cordelinhos prosélitos, é mais
necessária do que os «melhoramentos» de fachada com propostos publicitários.
A oposição a este assédio cada vez mais apertado tem de
fazer-se através da voz popular. De maneira que o governo central se veja
forçado a intervir diretamente ou a respeitar a vontade açoriana. A primeira
seria recebida no mundo, e sobretudo onde a diáspora açoriana possui uma
presença numerosa, com um vozeirão de protesto. A segunda, porém, não
enfraqueceria a integridade da nação. Não está em disputa o gestalt nacional,
mas o processo neocolonialista no exercício do poder central.
Independentemente dos erros que o governo de Carlos César
cometeu ao longo dos anos, em alguns dos momentos mais graves ele
identificou-se, pelo menos de modo simbólico, com a defesa da autonomia. Mas o
governo do seu sucessor, Vasco Cordeiro, parece manifestar uma timidez
incómoda, evocativa dos últimos anos, anémicos, da governação de Mota Amaral.
Nenhum dos partidos no Governo Regional soube ainda lutar
pela autonomia numa aliança inequívoca com o povo, após o período inicial do
entendimento entre o PPD/ PSD e a FLA. Por isso caiu a administração
social-democrata de Mota Amaral, que abandonou o governo apadrinhado pelo seu
partido nacional. O atual elenco socialista, tanto no Executivo como na
Assembleia, de que muito se esperava, prefere funcionar no silêncio no
relacionamento com a metrópole . Fora da observação popular, francamente,
ninguém sabe o que faz.
Os partidos com assento nos órgãos do governo do Arquipélago
são extensões dos partidos nacionais, como as vacas à corda. Só assim se
explicam as verbas eleitorais e outros privilégios que os reizetes regionais
recebem dos sobas nacionais. Naturalmente, presume-se que têm de obedecer à
estratégia eleitoralista, e não só, das estruturas centrais sedeadas em Lisboa.
Por outro lado, os açorianistas ainda não souberam trazer
para as eleições líderes relevantes e geralmente respeitados como tal, e
populares, a fim de conquistarem a confiança dos eleitores. Nem possuem os
meios financeiros e a organização para competirem com as associações nacionais.
A legislação portuguesa, como todos os sistemas centralizados e neocoloniais
depois da doutrina de Woodrow Wilson, criou uma organização enganosa e
legalista que favorece os chefes partidários e os grupos de interesses
apostados na minimização do poder regional.
A autonomia perdeu
credibilidade. Não alimenta a esperança, nem oferece uma alternativa, de que as
instituições açorianas se possam opor ao centralismo da metrópole. O Governo
Açoriano, e o partido que o mantém, caminha para um fiasco sem uma postura
claramente autonómica.
Etiquetas:
açores
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
navio descoberto na Horta
Esta baía devido à sua importância no passado deveria reunir condições para ser um parque arqueológico submarino... ou então para se criar um museu em terra das peças dragadas
Etiquetas:
açores
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
AÇORES MÁSCARAS DE CARNAVAL
Máscaras de Carnaval
O entrudo termina hoje, mas era
bom que o espírito carnavalesco prosseguisse
o seu desfile contra a crise depressiva.
Imbuído deste espírito, aqui vão
algumas máscaras de carnaval mais marcantes do corso político da
nossa paróquia.
VASCO CORDEIRO – Devia disfarçar-se
de Passos Coelho. Está a léguas dele, mas começa a apanhar os
mesmos “tiques” do Primeiro-Ministro ao introduzir,
paulatinamente, o discurso da austeridade.
Quando diz que este ano não haverá
a construção de obras de raíz, é um eufemismo carnavalesco.
O Presidente do Governo quer dizer,
preto no branco, que a região está de pantanas e não há dinheiro
para nada!
SÉRGIO ÁVILA – O homem do
“super-ávite” vai neste desfile disfarçado de ministro da
propaganda de Sadam Hussein. Lembram-se dele? Nós a vermos em
directo as tropas americanas a tomarem o poder em Bagdad, e o
artista, em conferência de imprensa, a anunciar que estava tudo sob
controlo e não havia descarrilamento...
FAGUNDES DUARTE – Vai disfarçado de
“Brutus”. O homem desferiu uma punhalada em Carlos César, sem dó
nem piedade, ao garantir que o Cais de Cruzeiros em Angra nunca será
construido, para proteger o património subaquático da baía.
Recordam-se de quem disse que o
Cais seria construido contra todos os “velhos do restelo”?
LUIS CABRAL – Entre seringas, luvas e
compressas, o novo Secretário da Saúde vai disfarçado de
“anjinho”.
Ainda não percebeu que quem manda
mais são os administradores hospitalares escolhidos pelo aparelho do
partido.
VITOR FRAGA – Até ver, vai
desfilando como viajante, representando as inúmeras viagens que
gentes ligadas ao turismo oficial estão a efectuar neste início do
ano por todo o mundo, num frenesim estonteante, para participar em
feiras e promoções à procura de turistas.
O dinheiro que esta gente está a
gastar, muitos deles de empresas públicas ou intervencionadas,
completamente falidas, dava para fretar montes de aviões cheios de
turistas.
DUARTE FREITAS – Tem um disfarce
secreto. Quando chegar à altura das eleições, vai dizer que não é
candidato à Presidência do Governo e anunciará, como candidato do
PSD, o seu amigo Vitor Cruz.
Brincadeira de carnaval? Brincando,
brincando...
AUTARCAS – Vão todos disfarçados de
“virgens marias”. Em ano de eleições autárquicas vão fazer
balanços mirabolantes da sua actividade e só não anunciam mais
obras, mais rotundas, mais empresas municipais e mais festas, porque
aqueles bandidos da república não autorizam.
MIGUEL RELVAS – Não precisa de
disfarçar. Já é conhecido como o Rei Momo.
****
AGORA A SÉRIO – O conjunto de
grandes reportagens que a SIC transmitiu, sobre o caso BPN, é um
hino ao jornalismo de investigação.
Pedro Coelho e a sua equipa
desmontaram a grande fraude, confirmando-se o escandaloso
envolvimento de figuras influentes da política, incluindo o governo
de Sócrates/Teixeira dos Santos, o fechar de olhos de Vitor
Constâncio e Banco de Portugal, a vergonhosa administração da
Caixa Geral de Depósitos e o prosseguir do desastre pela governação
de Passos Coelho.
Ainda há jornalismo de qualidade
em Portugal.
Pico da Pedra, Fevereiro 2013
Osvaldo Cabral
Etiquetas:
açores
PDL ANTIGA
Etiquetas:
açores
poesia açoriana
A poesia açoriana fora de portas (1):
The sea within (A Selection of Azorean Poems)
Translations by George Monteiro.
Selection, Introduction and Notes by Onésimo T. Almeida.
Providence, Rhode Island, Gávea-Brown, 1983.
A poesia açoriana fora de portas (1):
The sea within (A Selection of Azorean Poems)
Translations by George Monteiro.
Selection, Introduction and Notes by Onésimo T. Almeida.
Providence, Rhode Island, Gávea-Brown, 1983.
The sea within (A Selection of Azorean Poems)
Translations by George Monteiro.
Selection, Introduction and Notes by Onésimo T. Almeida.
Providence, Rhode Island, Gávea-Brown, 1983.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
paul da praia da vitória

PAUL PRAIA CLASSIFICADO SÍTEO RAMSAR
O Paul da Praia da Vitória foi classificad...See more
O Paul da Praia da Vitória foi classificad...See more
by: Aves Dos Açores
Etiquetas:
açores
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quando é que açorianos vão começar a ....
li hoje e não me escandalizei nem me admirei...até parece lógico ou a autonomia não se estende ao pensamento?
QUANDO É QUE OS AÇORIANOS VÃO COMEÇAR A PENSAR COMO AÇORIANOS E NÃO COMO PORTUGUESES?
RycRULE
: [ O FACTO DUMA GRANDE PARTE DAS NOSSAS "ÉLITES" (culturais,
económicas e politicas) PENSAREM EM PORTUGUÊS, E PIOR, PENSAREM COMO
PORTUGUESES, TEM SIDO INDUBITAVELMENTE UM DOS FACTORES DETERMINANTES DO NOSSO ATÁVICO E HISTÓRICO SUBDESENVOLVIMENTO]
* Há que mudar urgentemente o paradigma, a começar pelas gerações mais novas, e cortar com a matriz cultural sebastianista, fadista, livresca, provinciana e até salazarenta que, por paradoxal que vos pareça, está mais viva e actuante do que antes do 25-A....
By RyC
* Há que mudar urgentemente o paradigma, a começar pelas gerações mais novas, e cortar com a matriz cultural sebastianista, fadista, livresca, provinciana e até salazarenta que, por paradoxal que vos pareça, está mais viva e actuante do que antes do 25-A....
By RyC
-- Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores /Um Australiano nos Açores, http://oz2.com.sapo.pt
Etiquetas:
açores
BOBOS NA CORTE
|
Bobos nas funções do estado
|
|
|
|
Manuel Leal
|
|
|
|
Aumenta no nosso arquipélago o número dos que lhe
viram as costas de novo. A emigração incrementa, subtil. Muitas vezes
clandestina como noutros tempos. Vão de passeio para fora. E por lá
ficam.
|
|
|
|
Eu sou apenas um individuo a testemunhar que os
emigrantes serão bem recebidos. Existe na diáspora uma legião que me daria a
razão. O trabalho e a motivação que aí não conduzem a parte nenhumas serão
recompensados. Quem trabalha e cumpre com os seus deveres civis tem direito à
felicidade.
|
|
|
|
Pena é que fiquem sempre alguns para que o sistema
continue. Para se manter num modo insidio de escravatura implícita no
centralismo. Bem diz Carlos Melo Bento de modo quase explícito no medo
críptico e tradicional de ser-se português. Saem os açorianos que não sabem
fazer a revolução. O melhor seria ficarem todos. Mas todos como um só, como
os baleeiros de antanho de arpão nas mãos.
|
|
|
|
Aquele homem tem autoridade experiencial para o
afirmar: foi vítima um dia dos processos de intimidação do governo quando a
farsa política da integridade nacional saiu à rua na máscara imperial e
militar de armas aperradas. As mesmas transportadas de avião para Ponta
Delgada em 1975 na missão falhada de prender ou assassinar José de Almeida.
Português que sempre foi porque assim o ensinaram, e quis ser como gente das
ilhas, um dia descobriu, maravilhado e finalmente livre, que poderia ser
açoriano.
|
|
|
|
Imaginem o que aconteceria se amanhã a maioria da
população se congregasse de pau nas mãos a fim de dizer aos donos de Portugal
que o embuste chegou ao fim. Vocês, os professores e os mangas-de-alpaca, os
médicos, os licenciados que conseguem ter emprego, os polícias, os escritores
e os jornalistas, os advogados e os economistas, os psicólogos e os
enfermeiros e todos os agentes do neocolonialismo são os responsáveis pelo
estado em que se encontra o povo açoriano. Vocês aceitaram o status quo.
E ergueram-lhe a estátua evocativa da autonomia alegórica, sem pernas nem
vontade. Um espantalho de palha, vigiado pelo Representante da República.
|
|
|
|
Quando as aves de rapina descem em voo picado sobre
os esquilos só comem os que se agacham. Os que mordem e de pé nas patas
traseiras as enfrentam de unhas afoitas em grupo espantam-nas. Na nossa
terra,
|
|
todavia, só
há pintos. E ratos que se escondem nos buracos das lavas negras da costa.
|
|
|
|
Quando se fala de crise é preciso defini-la. Há uma
crise de identidade, sustida com o comodismo. Há também uma crise das
instituições criadas para acomodar a desconfiança nas políticas roubando aos
açorianos a liberdade de decidir, de serem donos do mar e das ilhas, de
legislar o seu presente e o futuro sem intermediários de partidos de fora. A
crise económica, simultânea às circunstâncias internacionais, é uma
consequência da falta de visão, da capacidade criadora e da solidariedade
social no investimento subsidiado pelos procuradores do poder.
|
|
|
|
Viver nos Açores e bater no peito medalhado que os
Açores «são aqui» não é ser açoriano. É preciso sentir a chama dentro,
profunda, o vulcão que estoira em oposição à prepotência de um estado
padrasto. E ranger os dentes de raiva contra a opressão. Por isso seria
preferível ficar para apontar o mar aos juízes de fora. Vai-te, patife!
|
|
|
|
Porque Portugal morreu, vendido aos interesses
financeiros dos bossas do mundo. Os Mindelos, infelizmente, já não são
possíveis, defensada a praia pelo governo dos banqueiros aplaudidos pelos
bobos nas funções do Estado.
|
|
|
|
Vai-te, patife!
|
|
|
|
|
|
|
Etiquetas:
açores
TANTO MAR 1975
Etiquetas:
açores,
literatura
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
NOSTALGIA DO CINEMA
A nostalgia do cinema
O Pico da Pedra teve, outrora, uma
casa de cinema, mas a juventude da minha geração foi criada na
cinefilia das duas casas de Rabo de Peixe: Cine S. Sebastião e Cine
Mira Mar.
Aos domingos seguíamos na
camioneta das 13 horas, para assistir à matinée no S. Sebastião,
que começava às 14h, com dois filmes de rajada, quase sempre uma
cowboiada (Gringo, Trinitá, Django), seguida de uma película
qualquer de partir corações.
Entre os dois, um intervalo para o
cigarro ou para o pirolito na tasquinha ao lado da bilheteira.
Quando o filme era para maiores de
18, lá nos juntávamos aos mais velhos, para parecermos como eles e
passarmos despercebidos pelo polícia, sempre colocado
estrategicamente à entrada. Quando havia problema, como houve
tantas vezes, o Sr. Peixoto, proprietário da sala e que controlava
as entradas, dava uma palavrinha ao polícia (“é gente boa, do
Pico da Pedra”), e a porta abria-se.
Vem esta noltalgia a propósito do
encerramento das salas no Parque Atlântico, em Ponta Delgada,
deixando a ilha de S. Miguel sem cinema.
Já as freguesias,como a nossa,
tinham perdido, há muito, as suas salas.
São os sinais dos tempos, que
agora também afectam as cidades e os grandes centros comerciais.
Hoje já é possível ter cinema em
casa e, não sendo a mesma coisa, contribui certamente para a
diminuição dos espectadores das salas públicas, que têm vindo a
cair a pique no nosso país.
O cronista Pedro Mexia, ainda há
pouco tempo, também se queixava, nostálgico, do fim do “tempo das
catedrais” em Lisboa, como o Tivoli, o S. Jorge, o Éden, o Império
e o Monumental, a que se seguiram as salas de “multiplex”.
O cinema marcou várias gerações
e, provavelmente, terá terminado a sua função com o fim da minha
geração, que ainda assistiu ao ritmo pujante de salas cheias.
Até aos dias de semana, as salas
do Mira Mar e S. Sebastião enchiam-se às quartas-feiras, com filmes
mais atrevidos, para adultos. Mais uma vez tentávamos ludibriar o
polícia, pedindo a companhia de um homem mais velho que se fazia
passar por pai. Até que um dia, na exibição do filme “Helga”,
para maiores de 21, durante a cena em que se via o nascimento de uma
criança, o polícia irrompia na sala com uma pilha e procurava os
mais novos para sairem...
Na sala do Pico da Pedra, as cenas
eram semelhantes. Até que um dia, durante as cenas escabrosas de “A
grande farra”, alguns pais que levavam, inadvertidamente, os filhos
mais novos, encarregavam-se de os conduzir cá fora para não verem
“aquelas poucas vergonhas”...
O cinema no Pico da Pedra era uma
institução, assim como o jovem que colocava a fita a rodar na
máquina de cinema - o nosso bom amigo e bem humorado João Almeida -
que acalmava toda a gente com os seus gracejos, quando o filme
começava com a última bobine (parte final)... por engano. Aconteceu
algumas vezes e poucos davam por isso, estranhando no entanto que o
filme tivesse demorado tão pouco tempo. Outras vezes vinha o filme
enganado, que nada tinha a ver com o previamente anunciado.
Num quadro preto colocado no largo
da Igreja era sempre anunciado, a giz, o filme da semana seguinte,
acompanhado, invariavelmente, pela frase “grande filme”! Também
invariavelmente, sem que ninguém visse durante a noite, eu ia
sorrateiramente ao quadro e escrevia: “Grande rosca”!
Hoje, tudo é virtual e digital,
cadeiras que parecem sofás, três dimensões, pipocas a rodos e
carro à porta.
Naquele tempo íamos de camioneta,
mas o regresso era a pé, mesmo depois das soirées, pela Canada
Grande acima, aos grupos, a passo largo (e de corrida quando
passávamos no cemitério...).
Mais de trinta anos depois,
perdeu-se quase tudo.
E o quase tudo era a mística de
todo o frenesim da ida ao cinema, misturada com o ambiente das salas
(em Rabo de Peixe batiam-se palmas quando o actor salvava a actriz!),
para além da nossa identificação com os personagens.
A historiadora Margarida
Acciaiuoli, no livro “Os cinemas de Lisboa”, citado por Mexia,
explica que “o espectador liga as salas aos filmes que nelas viu, e
as emoções que estes desencadeiam entranham-se nesses espaços
povoando-os como fantasmas. Talvez por isso se tivesse quase sempre a
sensação de que não havia salas vazias. Nelas pareciam habitar
espectros que conviviam com as imagens e os sons que os cineastas
montavam e que se fundiam com o lugar numa presença única”.
Perdeu-se tudo isso.
Como diz Pedro Mexia, “talvez não
seja uma calamidade, mas é uma tristeza. Talvez por isso eu sinta
saudades daquilo que nem cheguei a tempo de perder”.
Pico da Pedra, Fevereiro 2013
Osvaldo Cabral (pubicado no jornal da freguesia)
ACABARAM AS SALAS DE CINEMA NOS AÇORES...
Etiquetas:
açores
tiros de pólvora seca
crónica de osvaldo cabral ex diretr da RTP Açores
Tiros de pólvora seca
A bernarda que vai no PS nacional
pode vir a ter reflexos nos Açores.
Que Carlos César tenha uma
admiração – e justa ambição para outros voos – por António
Costa, está no seu pleno direito, mas envolver todo o PS dos Açores
e o líder da governação, Vasco Cordeiro, é jogada muito
arriscada.
Foi notória a provocação no
Congresso do PS-Açores na cidade da Horta, que António José Seguro
certamente não se esquecerá.
Já todos percebemos que, no PS
nacional, cheira a poder.
Quem quer que esteja à frente da
estrutura socialista, vai ser seguramente o próximo
primeiro-ministro.
A “entourage” de António Costa
começa a ficar preocupada ao vislumbrar que o cargo vai cair nos
braços de António José Seguro, sem que tenha que fazer muito por
isso.
Era preciso fazer alguma coisa para
substitui-lo por António Costa, até mesmo com o apoio da “tralha
socrática”.
Só que o tiro foi de pólvora seca.
António Costa, num registo que lhe
é habitual como político, hesita sempre à última da hora,
deixando muita gente em estado de orfandade.
Se José Seguro for eleito
primeiro-ministro, como tudo indica, o relacionamento com os Açores
poderá não ser tão profícuo como todos queremos que seja.
Seguro poderá deixar Vasco Cordeiro
à porta de S. Bento, como este deixou-o pendurado no aeroporto da
Horta.
É por isso que o Presidente do
Governo não se deve deixar enredar nestas disputas de grupos
internos.
Os Açores têm que estar primeiro e
à frente dos partidos.
Deixe estas guerras para os outros,
para os que estão habituados nestas andanças de se apunhalarem
pelas costas uns aos outros.
António Costa perdeu esta guerra e
a região não se deveria envolver nela.
Como escreveu o cronista Daniel
Oliveira no “Expresso”: “Toda esta novela de António Costa,
toda esta indecisão, toda esta falta de clareza, obrigam-nos a
pensar se ele tem o que o próximo primeiro-ministro precisa de ter.
Em bom português: tomates”.
****
ESCÂNDALOS – Anda toda a gente
escandalizada com a nomeação de Franquelim Alves, dirigente do
ex-BPN, para Secretário de Estado. Com razão.
Mas não se escandalizaram com a
nomeação de Vitor Constâncio para Vice-Presidente do Banco Central
Europeu? O tal que, como governador do Banco de Portugal, não viu
nada no BPN, não auditou, não descobriu nada, não regulou, e ainda
foi “chutado” para cima?
E ninguém se escandaliza com a
nomeação do ex-Secretário Regional da Saúde para administrador
dos portos da Terceira e Graciosa? O tal que deixou o sector em
pantanas e continua a administrar a coisa pública?
****
FALHANÇOS – Raghuram Rajan é um
reputado economista internacional, Professor de Finanças na Escola
de Administração Booth da Universidade de Chicago e conselheiro
económico principal do Ministério das Finanças da Índia.
Ele escreveu o seguinte na sua
última crónica internacional: “A pior coisa que os governos nos
países desenvolvidos podem fazer para combater a crise é financiar
empresas inviáveis ou sustentar a procura em indústrias inviáveis
através do crédito fácil”.
Acham que ele visitou os Açores nos
últimos tempos?
****
TABICO – Morreu António Tabico. Era
o canadiano mais açoriano que conheci até hoje. Vivia em Toronto,
mas era como se estivesse nos Açores. O seu restaurante era
tipicamente açoriano, as suas cantigas ao desafio eram sempre em
homenagem aos Açores, trouxe inúmeros canadianos para fazer turismo
na região e fundou o grupo de romeiros que se deslocava todos os
anos do Canadá em romaria de saudade.
A Região, como vem sendo timbre com
os seus emigrantes, pagou-lhe com longas facturas de viagens na SATA
que custam os olhos da cara.
É a sina da diáspora.
Pico da Pedra, Fevereiro 2012
amigos açorianos
há feridas antigas que ainda estão em carne viva mais de 35 anos depois...umas foram feitas em combates ideológicos e outros aqui nos Açores, outras em Timor onde já depois do 25 de abril me tentaram desterrar para a frente de combate em Moçambique, e tanta outra coisa que não foi sarada o suficiente para entrar no ChrónicAçores...Foram tempos alterosos aqui nos Açores e lá longe em Timor e nunca o tempo sarará tais feridas, uns mais feridos que outros mas todos por curar que o tempo por vezes é curto demais para a profundidade gravidade dos ferimentos. Fiz os meus exorcismos e catarses em relação a Timor que culminaram agora na edição em CD-livro de mais de 3760 páginas, e posso prosseguir em frente ... mas os males do país onde nasci são comuns a Timor e Açores, não desapareceram com o arremedo de democracia de 3 décadas e meia, e deram lugar a esta sabujice do FMI, troica e neoliberalismo selvagem que de todos quer fazer escravos não-pensantes
...olho em volta e nem sequer conto espingardas...também não estou pronto para por no papel todos os sentimentos que ainda me assolam...os dois livros ChrónicAçores foram o ponto de partida e a discussão intelectual partirá daí conjugada com as obras completas em poesia que irei apresentar em março na Maia. é a minha forma de lutar contra a apatia, o esquecimento da história recente, os paternalismos e o mero olvido. respeito as opções dos outros e exijo reciprocidade sem conselhos que não pedi nem sugestões ...luto à minha moda e nem açoriano de nascença sou (isso era um requisito essencial???) para que o arquipélago não seja uma fábrica de corpos como balas de canhão a exportar para outras guerras e países, antes se erga altivoe orgulhosos nos escritos dos seus homens e mulheres obnubilados de tudo e de todos nesta voragem portuguesa de nunca reconhecer os seus a menos que venham envoltos em brilhante folha de Flandres com reflexos dourados da estranja...
amigos açorianos
há feridas antigas que ainda estão em carne viva mais de 35 anos depois...umas foram feitas em combates ideológicos e outros aqui nos Açores, outras em Timor onde já depois do 25 de abril me tentaram desterrar para a frente de combate em Moçambique, e tanta outra coisa que não foi sarada o suficiente para entrar no ChrónicAçores...Foram tempos alterosos aqui nos Açores e lá longe em Timor e nunca o tempo sarará tais feridas, uns mais feridos que outros mas todos por curar que o tempo por vezes é curto demais para a profundidade gravidade dos ferimentos. Fiz os meus exorcismos e catarses em relação a Timor que culminaram agora na edição em CD-livro de mais de 3760 páginas, e posso prosseguir em frente ... mas os males do país onde nasci são comuns a Timor e Açores, não desapareceram com o arremedo de democracia de 3 décadas e meia, e deram lugar a esta sabujice do FMI, troica e neoliberalismo selvagem que de todos quer fazer escravos não-pensantes
...olho em volta e nem sequer conto espingardas...também não estou pronto para por no papel todos os sentimentos que ainda me assolam...os dois livros ChrónicAçores foram o ponto de partida e a discussão intelectual partirá daí conjugada com as obras completas em poesia que irei apresentar em março na Maia. é a minha forma de lutar contra a apatia, o esquecimento da história recente, os paternalismos e o mero olvido. respeito as opções dos outros e exijo reciprocidade sem conselhos que não pedi nem sugestões ...luto à minha moda e nem açoriano de nascença sou (isso era um requisito essencial???) para que o arquipélago não seja uma fábrica de corpos como balas de canhão a exportar para outras guerras e países, antes se erga altivoe orgulhosos nos escritos dos seus homens e mulheres obnubilados de tudo e de todos nesta voragem portuguesa de nunca reconhecer os seus a menos que venham envoltos em brilhante folha de Flandres com reflexos dourados da estranja...
Etiquetas:
açores
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
judeus no Faial
Os judeus nos primordios da ocupação da ilha do Faial
Terra periférica, o Arquipélago dos Açores nos
tempos iniciais do povoamento também foi local escolhido por famílias
cristãs-novas para fugir às perseguições de que eram vítimas. Segundo
pesquisa de Isaías da Rosa Pereira, em seu trabalho "Alguns açorianos na
Inquisição de Lisboa" ( O FAIAL e a periferia açoriana nos séculos XV a XIX-
Núcleo Cultural da Horta), existe um relato documentado na
Biblioteca da Ajuda ( Symicta Lusitana ) de uma pequena revolta de judeus,
na Ilha do Faial, contra os demais habitantes da Ilha que os hostilizavam.
Datado de 06 de janeiro de 1532, o episódio descreve a encenação que fizeram na
Praça da então Vila da Horta. Armaram uma tribuna onde havia uma criança, um
mascarado fingindo ser judeu e um boneco de palha . Acenderam uma fogueira e
disseram à criança que mandasse queimar aquele judeu que havia cometido pecado
contra a fé. Em seguida jogaram o boneco de palha na fogueira para ser
queimado. Por falta de documentos, não se sabe mais acerca de outros
acontecimentos.
O episódio demonstra que , claramente,
havia judeus na ilha e uma repressão psicológica sobre eles.
Acredita-se que a maioria tenha assumido a religião católica por toda
essa situação conflituosa e pelos casamentos que sucederam entre os
cristãos-novos e os velhos. Porém, percebe-se em certas família açorianas (
portuguesa), comportamentos e costumes que fazem suspeitar a
influência judaica sobre elas. Como o habito de, antigamente, se eleger o
sábado como o dia da higiene, do banho geral, de vestir
roupa lavada, de colocar velas ardendo até o final do dia; o costume de sangrar
o animal antes de prepará-lo para comê-lo, a preferência, na alimentação,
pelos peixes de escamas ( os de couro não são aceitos pelas leis
dos judeus), o atributo feminino na educação dos filhos, o
dualismo na maneira de ser, isto é, dizer ou mostrar uma coisa na aparência e
pensar ou ser outra por dentro, jurar pela alma de alguém ( rito
judaico), pagar a siza ( Sizah do hebraico ), o emprego de palavras
que fazem lembrar a história judaica, como judiar e massada ( fortaleza de
Massada onde pereceram 800 judeus). Muitos são os hábitos e costumes que
nos recordam que, em tempos passados, também tivemos a
contribuição marcante da presença judaica na formação da nação
portuguesa.
Maria Eduarda
Uberaba,
05/02/13
açoriano premiado
Etiquetas:
açores
domingo, 3 de fevereiro de 2013
a melhor praia do mundo
É em Santa Maria, nos Açores!
Etiquetas:
açores
this is the Azores
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=qHTUNvU8-Uo
-- Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores /Um Australiano nos Açores, http://oz2.com.sapo.pt
Etiquetas:
açores
Subscrever:
Mensagens (Atom)

![S.O.S. Forte de São João Baptista - ILHA DE SANTA MARIA
Forte de São João Baptista da Praia Formosa, também denominado como Castelo de São João Baptista ou Castelo da Praia, localiza-se na Praia Formosa, na freguesia da Almagreira, concelho da Vila do Porto, a SSO na ilha de Santa Maria, nos Açores.
Em posição estratégica sobre este trecho da costa da ilha, constituiu-se em um forte destinado à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do Oceano Atlântico.
As recentes campanhas de prospecção arqueológica nele desenvolvidas levantam a possibilidade de constituir-se na mais antiga estrutura de fortificação no arquipélago.
A praia onde se localiza encontra-se referida no mapa dos Açores, de autoria de Luís Teixeira, datado de 1584, com o nome de "Plaia Hermosa".
The Forte de São Brás do Porto Formoso (Saint Brás’ Fort of Porto Formoso, or Fort of Saint Brás of Porto Formoso), also referred as Castelo do Porto Formoso (Porto Formoso Castle, or Castle of Porto Formoso), Forte do Porto Formoso, (Porto Formoso Fort, or Fort of Porto Formoso), and Forte de Nossa Senhora da Graça (Our Lady of Grace’s Fort, or Fort of Our Lady of Grace), is located in the parish of Porto Formoso, in the municipally and city of Ribeira Grande, the north of São Miguel Island, on the Azores.
In a dominate position over this littoral space, constituting in a fortification intended for defence of this anchorage against the pirate and corsair attacks, once commonly frequent in this Atlantic Ocean region.
The recent archaeological prospecting campaigns developed into the possibility of becoming the oldest fortification structure of the archipelago.
The beach where this fortification structure is located is found on the Azores map, the authorship of Luís Teixeira, dated in 1584, with the name “Plaia Hermosa”.
English translation: @[505232655:2048:Kevin de Ávila]
>> VISIONAR VÍDEO: http://youtu.be/4IqmKs8SVV8
>> O Forte nos anos 70 do Séc. passado:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=290370431067816&set=a.197643377007189.35037.197544470350413&type=1&theater
Por: Amigos da Praia "SOS Castelo"
(FF)](https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/s480x480/574585_330557170398467_457071433_n.png)

![A poesia açoriana fora de portas (1):
The sea within (A Selection of Azorean Poems)
Translations by @[100001600427558:2048:George Monteiro].
Selection, Introduction and Notes by Onésimo T. Almeida.
Providence, Rhode Island, Gávea-Brown, 1983.](https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/s480x480/536941_532617030105593_662091332_n.jpg)
![@[100003915784835:2048:Ryc]RULE : [ O FACTO DUMA GRANDE PARTE DAS NOSSAS "ÉLITES" (culturais, económicas e politicas) PENSAREM EM PORTUGUÊS, E PIOR, PENSAREM COMO PORTUGUESES, TEM SIDO INDUBITAVELMENTE UM DOS FACTORES DETERMINANTES DO NOSSO ATÁVICO E HISTÓRICO SUBDESENVOLVIMENTO]
* Há que mudar urgentemente o paradigma, a começar pelas gerações mais novas, e cortar com a matriz cultural sebastianista, fadista, livresca, provinciana e até salazarenta que, por paradoxal que vos pareça, está mais viva e actuante do que antes do 25-A....
By RyC](https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/s480x480/536121_213599442113914_1327619420_n.jpg)
