Mostrar mensagens com a etiqueta açores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta açores. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

morreu Fátima Sequeira Dias



Açores e UAç ficam mais pobres
O secretário regional da Educação, Ciência e Cultura manifestou pesar pela morte de Fátima Sequeira Dias.
O secretário regional da Educação, Ciência e Cultura manifestou ontem profundo pesar pelo falecimento da Professora Doutora Fátima Sequeira Dias, docente na Universidade dos Açores e escritora.
Luiz Fagundes Duarte salientou que Fátima Sequeira Dias permanecerá, por via da sua obra, na memória de todos aqueles que, ao longo dos últimos anos, como alunos ou estudiosos, se interessaram pela história e pela economia dos Açores.
Segundo o secretário regional, com a morte de Fátima Sequeira Dias, que também deixa larga participação cívica na imprensa açoriana, a Região e, em particular, a Universidade dos Açores ficam “mais pobres”.
Fátima Sequeira Dias, que faleceu na passada segunda-feira com 54 anos, é autora, entre outras obras, de “Os Açores na História da Arte” e do “Dicionário Sentimental da Ilha de S. Miguel”.
JornalDiario
2013-01-09 12:40:00

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SANTA MARIA ILHA-MÃE, ILHA AMARELA

d Jornal O Baluarte's photo.
Documentário "TESOUROS FÓSSEIS DA ILHA
            AMARELA" (RTP 2012)entre os 4 documentários em exibição
            permanente no Museu Nacional Soares dos Reis O Documentário
            "Tesouros Fósseis da Ilha Amarela" que aborda uma
            viagem surpreendente à ilha de Santa Maria, única ilha do
            arquipélago com fósseis de 5 e 6 milhões de anos, da autoria
            do jornalista Luís Henrique Pereira, com imagem de Marcos
            Prata, é uma das obras seleccionadas que irão fazer parte da
            exposição Ciência e Arte no Museu Nacional Soares dos Reis
            instalado no Palácio dos Carrancas, na cidade do Porto. Esta
            exposição, subordinada ao tema "Ciência e Arte", é
            uma iniciativa da Ciênc ia 2.0 e o Museu Nacional Soares dos
            Reis que inclui trabalhos de "Fotografia",
            "Ilustração", "Documentário
            Audiovisual", "Animação", "Artes
            Plásticas" e "Arte Interativa Multimédia".
            A exposição com as obras escolhidas estará presente no Museu
            Nacional Soares dos Reis, entre os dias 19 de janeiro e 24
            de fevereiro de 2013.
            Esta exposição pretende dar espaço e oportunidade a autores
            e artistas de arte ligada a temas de ciência para exporem as
            suas obras num espaço de divulgação privilegiado, no centro
            da cidade do Porto. O projeto Ciência 2.0, desenvolvido na
            Universidade do Porto, procura, através deste tipo de ações
            e da criação de conteúdos multi-plataforma, promover um
            maior diálogo entre ciência e sociedade, abrindo ao público
            a possibilidade de participar com conteúdos de divulgação
            científica.
Documentário "TESOUROS FÓSSEIS DA ILHA AMARELA" (RTP 2012)entre os 4 documentários em exibição permanente no Museu Nacional Soares dos Reis

O Documentário "Tesouros Fósseis da Ilha Amarela" que aborda uma viagem surpreendente à ilha de Santa Maria, única ilha do arquipélago com fósseis de 5 e 6 milhões de anos, da autoria do jornalista Luís Henrique Pereira, com imagem de Marcos Prata, é uma das obras seleccionadas que irão fazer parte da exposição Ciência e Arte no Museu Nacional Soares dos Reis instalado no Palácio dos Carrancas, na cidade do Porto.

Esta exposição, subordinada ao tema "Ciência e Arte", é uma iniciativa da Ciênc ia 2.0 e o Museu Nacional Soares dos Reis que inclui trabalhos de "Fotografia", "Ilustração", "Documentário Audiovisual", "Animação", "Artes Plásticas" e "Arte Interativa Multimédia".

A exposição com as obras escolhidas estará presente no Museu Nacional Soares dos Reis, entre os dias 19 de janeiro e 24 de fevereiro de 2013.

Esta exposição pretende dar espaço e oportunidade a autores e artistas de arte ligada a temas de ciência para exporem as suas obras num espaço de divulgação privilegiado, no centro da cidade do Porto. O projeto Ciência 2.0, desenvolvido na Universidade do Porto, procura, através deste tipo de ações e da criação de conteúdos multi-plataforma, promover um maior diálogo entre ciência e sociedade, abrindo ao público a possibilidade de participar com conteúdos de divulgação científica.
Like · · · 22 minutes ago ·
-- 





Jornal O Baluarte's photo.
The Guardian recomenda Santa Maria como um dos melhores
            20 destinos de praia para 2013
            O jornal The Guardian, um dos maiores tablóides ingleses,
            recomenda Santa Maria como um dos melhores 20 destinos de
            praia para 2013.
            A Pousada de Juventude de Santa Maria é recomendada para a
            estadia e referida como o local ideal para "relaxar
            junto à piscina ou desfrutar do bar"
            Link do jornal:
http://www.guardian.co.uk/travel/2013/jan/04/20-best-beach-bargain-holidays-2013
The Guardian recomenda Santa Maria como um dos melhores 20 destinos de praia para 2013

O jornal The Guardian, um dos maiores tablóides ingleses, recomenda Santa Maria como um dos melhores 20 destinos de praia para 2013.
A Pousada de Juventude de Santa Maria é recomendada para a estadia e referida como o local ideal para "relaxar junto à piscina ou desfrutar do bar"

Link do jornal: http://www.guardian.co.uk/travel/2013/jan/04/20-best-beach-bargain-holidays-2013
-- 





quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

temática literária dos Açores







Land of Milk and Money (Tagus Press) is a novel about a fight among the descendants of Azorean immigrants to inherit a Central California dairy farm. Two book events are scheduled in the near future:

Sunday, January 20, 2013, 1:00 pm
Portuguese Historical and Cultural Society
St. Elizabeth’s Church, 12th & S Streets, Sacramento

Friday, February 15, 2013, 7:00 pm
Books, Inc., Opera Plaza
601 Van Ness Avenue, San Francisco

The author will read selected passages and sign copies of his book. (See the link below for the novel’s website.)

--TB

Anthony Barcellos
Davis, California
 ************************** 
2.




--- On Wed, 12/26/12, portuguesestudiesctr@umassd.edu



Publication of The Conjurer and Other Azorean Tales by Darrell Kastin

Tagus Press at UMass Dartmouth, in partnership with the University Press of New England (UPNE), announces the publication of The Conjurer and Other Azorean Tales by Darrell Kastin. This collection of short fiction — inspired by the beauty and magic of the Azorean archipelago — transports readers from the natural to the supernatural.



Born from the fertile volcanic soil and the sea and mists surrounding the Azorean islands, the characters who inhabit these stories blend realism with magic. Like the nine Muses, each island has its own special attributes. Whether searching for love, power, or meaning, these characters are subject to the whims of Fate and Fortune. Here the commonplace present confronts forces both natural and supernatural. In the Azorean microcosm, they come to represent a far larger sphere, embodying the foibles and idiosyncrasies of humanity the world over.

Darrell Kastin was born in Los Angeles, the son of an Azorean mother and a father of Russian/Jewish descent. He is also a musician and a composer.

Darrell Kastin’s first novel, The Undiscovered Island, won the 2010 IPPY Independent Publisher's Silver Award for Multicultural Fiction. Kastin’s fiction has received praise from Richard Zimler, author of The Last Kabbalist of Lisbon and The Warsaw Anagrams, who writes: “A lyrical and exuberantly detailed tale of mystery and mythology intimately linked to the unique history and natural beauty of the Azores.” Karen Joy Fowler, author of The Jane Austen Book Club, likewise endorses Kastin’s book as “A story of mystery and magic—magical appearances and mysterious disappearances, mysterious women and magical islands—beautifully and lyrically told.”

The Conjurer and Other Azorean Tales is volume 19 of the Portuguese in the Americas Series published by Tagus Press at UMass Dartmouth, the publishing arm of the Center for Portuguese Studies and Culture. The Series documents the variety and complexity of the Portuguese-American experience by publishing works in the social sciences, history and literature.

For more information, please contact Mario Pereira, Managing Editor of Tagus Press at 508-999-8255 or mpereira6@umassd.edu. To purchase the volume, please visit the UPNE website by clicking here.

---


Frank F. Sousa
Professor of Portuguese
Director, Tagus Press
Director, Center for Portuguese Studies and Culture
University of Massachusetts Dartmouth
North Dartmouth, MA 02747
Tel. 508 999 8255
www.portstudies.umassd.edu
www.facebook.com/CenterPortugueseStudiesCulture






terça-feira, 18 de dezembro de 2012

DEPUTADOS AÇORIANOS ETC

Os deputados Hobbit

Por estes dias ouço, à mesa do café, que os deputados regionais tornaram-se numa raça esquisita que não querem trabalhar.
De nada valem as minhas explicações sobre o trabalho das comissões parlamentares, pouco conhecido, é certo, mas que ocupa, ao que parece, muitos dos deputados, no período em que não há plenário.
Por mais que alguém se esforce em defesa do parlamentarismo regional, a verdade é que as gentes destas ilhas, no intervalo da “Gabriela”, têm como principal desporto malhar na deputação de cá e de lá.
Deveriam os nossos deputados melhorar esta imagem junto da população?
Claro que sim.
Então o que fizeram no início desta nova legislatura?
Meteram férias!
Trabalharam 15 dias em plenário, fazem gazeta durante o mês de Dezembro e voltam à actividade no dia... 15 de Janeiro!
E desta vez não vale a pena argumentar com o trabalho das comissões.
É que a própria Presidente do parlamento veio, desastradamente, explicar o motivo das “férias” forçadas: “Não houve tempo de preparar matéria para ir a plenário”!
Uma casa que gasta 12 milhões de euros por ano não teve tempo para preparar matéria para levar a plenário?
Então só vem dar razão aos que defendem a redução do número de deputados e dos seus vencimentos.
Bonito exemplo para os que labutam diariamente, de manhã até à noite, no meio de tantas dificuldades, e que têm de apresentar matéria todos os dias para laborar.
Já imaginaram os professores não darem aulas porque não tiveram tempo para preparar a matéria?
Já imaginaram os médicos deixarem de operar porque não tiveram tempo para preparar o material?
Já imaginarem os jornalistas não darem notícias porque não tiveram tempo para recolher a matéria?
Os deputados deveriam estar, todos, em plenário neste mês de Dezembro, porque quando estão desocupados, fazem ou dizem as coisas mais absurdas.
Por exemplo, acabo de ler algures que um deputado do Pico propôs “um governo para cada ilha”!
E para cada concelho, não seria mais prático? E porque não para cada freguesia?
Já há uns tempos atrás, um candidato à liderança nacional do PSD foi ao Pico propor a construção de um túnel entre aquela ilha e o Faial...
Há inspirações que não deviam passar dos muros vaporizados das adegas do Pico.
                                                      ****
JÁ VAI TARDE I – A Universidade dos Açores enviou uma carta ao Ministério da Educação a informar que encerrará as portas se não receber financiamento até Fevereiro. Se eu fosse o Ministro, responderia como de professor para aluno: “Não tomas juízo, não te reorganizas, não estudas, mereces ser chumbado!”.
                                                            ****
JÁ VAI TARDE II – Vasco Cordeiro foi aos EUA pedir para que o choque na Base das Lajes não seja altamente voltaico. Se eu fosse Obama, responderia como de pai para filho: “Chegaste tarde e a más horas, agora vais de castigo!”.
                                                         ****
JÁ VAI TARDE III – Afinal os pescadores de Rabo de Peixe sempre tinham razão.
As obras no porto daquela vila nunca poderiam resultar como, teimosamente, os políticos quiseram.
Já lá vão uns bons milhões ali enterrados e começa a ser um sintoma doentio enterrar os nossos impostos em mamarrachos, cujo maior exemplo continua a ser o fúnebre Casino,  as Termas das Furnas e a Biblioteca de Angra.
Nunca mais aprendem!

Pico da Pedra, Dezembro 2012
Osvaldo Cabral
--
Recebeu esta mensagem porque está inscrito no grupo "World Azorean Internet Meeting Place" dos Grupos do Google.
Para ver este debate na Web, visite https://groups.google.com/d/msg/world-azorean-internet-meeting-place/-/RLWeSJyVS5kJ.
Para publicar uma mensagem neste grupo, envie um e-mail para world-azorean-internet-meeting-place@googlegroups.com.
Para anular a inscrição neste grupo, envie um e-mail para world-azorean-internet-meeting-place+unsubscribe@googlegroups.com.
Para ver mais opções, visite este grupo em http://groups.google.com/group/world-azorean-internet-meeting-place?hl=pt-PT.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

univ dos açores ameaça fechar

A Universidsade dos Açores suspende todas as suas funções em fevereiro de 2013, caso se mantenham as atuais condições de financiamento.

A informação consta de uma carta enviada pelo reitor, Jorge Medeiros, ao ministro da educação, Nuno Crato.

O docum
ento explica que há um buraco de quase três milhões de euros entre as receitas e as despesas previstas para 2013.

A Universidade dos Açores receberá 12,2 milhões de euros do Orçamento Geral de Estado, as propinas deverão render cerca de 3,7 milhões e não estão previstas receitas de prestação de serviços.

Nas despesas, o peso dos vencimentos é de quase 17 milhões de euros, o funcionamento custa 1,8 milhões e os empréstimos mobilizam 400 mil euros em 2013.

Antena 1 Açores

, osvaldo.cabral wrote:

Há muito tempo que se sabia que a Universidade dos Açores tinha que se regenerar.
Os seus responsáveis deixaram arrastar a situação e agora estão com a bomba a rebentar-lhes nas mãos, sem saber o que fazer.
Há muito que a UA deveria ter aberto um debate sobre o seu futuro e o papel da região no mesmo.
Em Outubro, chamei a atenção no seguinte artigo nos jornais:
Salvar a Universidade

É curioso que, 37 anos depois da nova Autonomia, dois dos seus principais pilares estejam hoje ameaçados pela sustentabilidade: a Universidade e a RTP-Açores.
Sobre o futuro da televisão, reflectiremos nos próximos dias. Dediquemo-nos agora à Universidade.
É inegável que a Universidade dos Açores constitui, hoje, o motor regional do conhecimento, da investigação e da formação.
A academia açoriana tem dado um contributo impagável à fixação de jovens e à qualificação dos nossos recursos humanos (90% dos seus alunos são açorianos).
Sendo uma instituição estratégica no nosso modelo autonómico, a Região não pode voltar as costas aos problemas da Universidade dos Açores, sem menosprezar a sua autonomia académica.
E os problemas, pelo que vamos assistindo, são graves.
Começando pelo seu financiamento, a Universidade vai perder no próximo ano mais de meio milhão de euros nas transferências do Estado e vai ter que pagar, a breve trecho, 400 mil euros de um empréstimo contraído ao Ministério das Finanças.
Certamente que a Região não deixará que problemas de subfinanciamento afectem o funcionamento e a qualidade da Universidade, mas a nossa academia também terá que fazer um esforço para se reestruturar e adaptar-se à nova realidade deste tempo.
É preciso que a Universidade dos Açores se envolva mais com a sociedade, a fim de percebermos e nos envolvermos no apoio ao seu funcionamento.
A Universidade deveria esclarecer, a todos nós contribuintes, qual a estratégia que pretende assumir para a sua sobrevivência e como resolve inúmeros problemas de gestão – exploração e investimentos -, para os quais só se ouvem interrogações e grandes preocupações.
São muitas as questões que a UA deveria esclarecer publicamente e explicar, serenamente, do que precisa para resolvê-las.
Eis uma lista delas:
  • A UA tem uma estratégia a curto ou longo prazo para o seu funcionamento? Qual? Como vai aplicá-la?
  • O “Plano Estratégico de Desenvolvimento da UA para o período 2012-2015” que encomendou está a ser aplicado? Com que resultados?
  • Os problemas financeiros da UA são de exploração ou de investimento?
  • Quanto custa a tripolaridade? Ela está adaptada a esta situação de restrições? Há ou não sobreposições nos 3 pólos?
  • A construção do novo pólo de Angra está na base dos problemas financeiros da UA? Em que dimensão e que erros se cometeram?
  • Quais são os resultados das inúmeras investigações das várias unidades orgânicas? Elas gerem receitas?
  • É verdade que as verbas destinadas aos projectos de investigação são desviados para pagar custos fixos?
  • Como e onde são aplicadas as verbas do IMAR e da Fundação Gaspar Frutuoso?
  • A UA tem recorrido a parcerias com empresas e ao financiamento europeu?
  • É verdade que há professores que não trabalham, mas recebem o ordenado no fim do mês?
  • É verdade que foram organizados cursos apenas para não dispensar professores?
  • A UA tem cursos a mais? Estão todos adaptados ao mercado de trabalho ou está-se a formar jovens para o desemprego certo?
  • Há alunos que estão a abandonar a Universidade porque não lhes resolvem os problemas e até são obrigados a comprar materiais para os seus trabalhos?
  • É verdade que a maioria dos alunos que ingressam na UA são oriundas de famílias com menores rendimentos? Metade dos matriculados recorrem a bolsas? Que respostas a UA dá a estes alunos em dificuldades?
  • As várias unidades orgânicas da UA são tratadas por igual ou as que melhor gerem os seus departamentos são incentivadas e premiadas? E aos que gerem mal, o que acontece?
Estas são apenas algumas das preocupações do cidadão comum.
Este contexto de restrição orçamental não pode servir de desculpa para entraves tradicionais que impedem a melhoria dos índices de desempenho da nossa Universidade.
Há que reformular atitudes, acabar com “capelinhas”, desmantelar teias instaladas e impor soluções inovadoras e corajosas em toda a actividade académica.
Deixar o problema arrastar-se, é pôr em causa a nossa própria Autonomia.

Pico da Pedra, Outubro 2012
Osvaldo Cabral

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

sábado, 8 de dezembro de 2012

A BASE DAS LAJES - AÇORES


irei publicando as minhas crónicas semanais do "Correio dos Açores", "Diário Insular", "Portuguese Times" e "LusoPress de Montreal".
 
Esta vem a propósito da Base das Lajes, uma das polémicas da actualidade nacional e regional.
 
POLÍTICOS DISTRAÍDOS
 
 
É surpreendente a “surpresa” dos governos da república e regional sobre a redução de efectivos na Base das Lajes.
Na senda típica da política à portuguesa, quando a classe é confrontada com um desfecho desfavorável que estava à vista de todos, mostra-se uma “surpresa” para esconder a forma desprevenida como é apanhada nas suas trapalhadas.
O caso da Base das Lajes é, apenas, mais um exemplo desse comportamento de empurrar com a barriga os assuntos melindrosos e complicados de resolver, para depois manifestar espanto pelo desastre final.
Há muito tempo que se sabia das intenções da Casa Branca.
Os próprios congressistas luso-americanos, que ainda vão fazendo “lobby” a favor dos Açores, vieram no início do ano a Lisboa e à nossa região para deixar alertas concretos do que aí vinha.
Ninguém lhes deu ouvidos.
É timbre, desde há algum tempo, a política nacional e regional desvalorizarem o potencial que possuimos em Washington através do influente grupo luso-americano.
Trata-se de uma atitude altamente prejudicial aos Açores.
Os Açores maltratam a comunidade açoriana radicada nos Estados Unidos via SATA; não assumem um relacionamento de vanguarda com os políticos luso-americanos; tem uma visão folclórica e de procissão com as autoridades norte-americanas; limita-se a estender a passadeira vermelha a um simples Sheriff que alberga o pessoal a repatriar.
É deplorável a ausência de uma estratégia concertada e inteligente no relacionamento dos Açores com as autoridades americanas.
Perdemos, nestes últimos anos, oportunidades irrepetíveis para estarmos na linha da frente desse relacionamento.
Pelo contrário, permitimos que a diplomacia lisboeta ocupasse todos os caminhos que nos eram estendidos, para benefício de alguns sectores continentais, como as contrapartidas em equipamentos militares ou o financiamento da FLAD.
Há muito que deveríamos ter tomado a dianteira na exigência da renovação do Acordo de Cooperação e Defesa com os EUA, caduco e desactualizado há quase duas dezenas de anos.
Desde 1995 que o açoriano ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Prof. Medeiros Ferreira, vem alertando para a fragilidade do Acordo em vigor, classificando-o como “o pior de sempre”.
Mais uma vez não lhe deram ouvidos.
Outro especialista nacional em estratégia, o açoriano Prof. Miguel Monjardino, também vem alertando há muito tempo para as profundas mudanças na política internacional dos EUA, que agora se concentra na vasta região do Médio Oriente ao Pacífico Ocidental.
Ninguém quis saber.
Quando o Prof. Luis Andrade, da Universidade dos Açores, especialista em assuntos internacionais, assessorou o Governo Regional, era notória uma maior preocupação açoriana nestes assuntos de geoestratégia e uma maior valorização da nossa presença na Comissão Bilateral.
Perdeu-se tudo isso.
O resultado é histórico: o caso do campo de treino para os modernos F-22 nas Lajes foi conduzido de forma trapalhona; a polémica sobre quem pagaria a repavimentação da pista das Lajes foi outra trapalhada; no Acordo Laboral e na extinção do inquérito salarial manteve-se a trapalhada.
Ou seja, de incompetência em incompetência, chegamos a este resultado final, com os Estados Unidos a aplicar-nos uma espécie de diplomacia prostituida: usar e meter fora.
Só faltava agora a hipocrisia das virgens ofendidas... ou “surpreendidas”.
Haja paciência!
                                                                 ***
JORNALISMO – As mortes de Manuel Ferreira, em S. Miguel, e do jornal “A União”, na Terceira, são um duro golpe no jornalismo açoriano.
O que vem aí em relação à RTP-Açores também não é boa notícia.
Desde há muito que Miguel Relvas e a administração da RTP resolveram deixar cair a televisão açoriana, o único canal do grupo que não viu um cêntimo de investimento na última década, deixando-a apodrecer para dar a machadada final no início do próximo ano.
Ao que sabemos, Miguel Relvas já enviou uma carta a Vasco Cordeiro, dando conta do golpe de misericórdia.
Escandalosamente, o Presidente da RTP deslocou-se na semana passada a Angola, onde prometeu investir num acordo de cooperação com a TPA, Televisão Pública de Angola, fornecendo pessoal e equipamentos para formação de quadros angolanos, realização de co-produções de conteúdos e até a reprodução de uma Academia RTP naquele país...
Infelizmente os Açores não têm petróleo.

Pico da Pedra, Dezembro 2012

RABO DE PEIXE PELA POSITIVA



A agora denominada Vila de Rabo de Peixe, em S. Miguel, é quase sempre notícia pela negativa na imprensa regional e nacional.
 
Desta vez o jornal "Público" abriu uma excepção e reportou uma bela peça, no seguinte endereço:
http://www.publico.pt/cultura/noticia/esta-orquestra-e-uma-ilha-1575667
--osvaldo cabral 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

crise do jornalismo nos açores


A crise do jornalismo

Osvaldo Cabral


Há jornais que estão a fechar nos Açores e outros que ameaçam encerrar se não se reestruturarem.

A televisão açoriana corre o risco de desaparecer, se a região não assumir a sua gestão, como pretende o Ministro Miguel Relvas, que enviou carta nos últimos dias a Vasco Cordeiro, segundo sei, a informá-lo da intenção.
É um cenário semelhante ao que se vive no panorama nacional, com as devidas dimensões.

Quais as causa e as consequências?

A crise económica tem contribuído, sem sombra de dúvidas, para este quadro, mas não explica tudo.

Na imprensa tradicional, a inadaptação às novas tecnologias e a incapacidade para inovar em toda a linha da actividade, parecem ter uma quota parte.

É difícil encontrar dados objectivos na nossa região para uma análise objectiva e conclusiva deste panorama, mas se olharmos para o cenário nacional, não andaremos muito longe dos mesmos reflexos entre nós.

O mercado publicitário em Portugal perdeu 280 milhões de euros nos últimos cinco anos.

Só este ano é muito provável que os media portugueses consigam um volume de receitas comerciais, na melhor das hipóteses, de meio milhão de euros, o que significará uma quebra de 15% face ao ano passado.

Quer isto dizer, para quem não sabe, que o bolo publicitário poderá atingir este ano o valor mais baixo dos últimos 14 anos.

A piorar este quadro, temos ainda a quebra de vendas.

Os jornais diários generalistas, em Portugal, vendem hoje menos 100 mil exemplares por dia do que há dez anos atrás (253 mil exemplares por dia em 2012, contra os 354 mil em 2002).

Nos Açores não há números registados sobre as receitas publicitárias e relativamente à venda de exemplares não há fiabilidade porque a tiragem dos jornais açorianos não é controlada, à boca das impressoras, pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação.

Mas o cenário não deve ser muito diferente.

No caso das receitas publicitárias, é certo que elas têm caído em todos os media açorianos, com a agravante de muitos se queixarem dos atrasos de pagamentos de publicidade institucional e outros fornecedores habituais de publicidade.

Quanto à tiragem, regista-se uma ligeira quebra, comparada com tiragens de há cinco anos atrás, explicando-se esta diferença em relação aos jornais nacionais com o facto dos media açorianos basearam, ainda, grande parte das suas vendas nas assinaturas pagas.

Estes factores têm concorrido para a crise que se vive nos media, provocando fecho de jornais, despedimentos, restrições na actividade, adiamento de projectos, cortes nos ordenados, menor número de páginas e venda de activos ou de património.

Claro que esta fragilidade tem consequências óbvias nos conteúdos, enfraquecendo não só a qualidade, como pondo em causa a independência, rigor e isenção da actividade profissional.

Mas a situação torna-se ainda menos sustentável quando as empresas não se inovam e recusam adaptar-se aos novos tempos.

A imprensa tradicional já não é o que era e vai continuar a enfrentar “choques tecnológicos” a cada ano que se passa.

É curioso que o único suporte onde esta tendência de quebra se inverte é na Internet.

Embora de forma ainda tímida, as receitas estão a subir nas plataformas de multimedia, não admirando, por isso, que muitos jornais tradicionais estejam a transferir todo o seu potencial para as multiplataformas digitais.

Nos Açores, onde tudo chega sempre mais tarde, há também algumas mudanças, mas ainda muito incipientes e com falhas clamorosas ao nível da imprensa escrita.

Apesar de tudo, temos o exemplo da plataforma multimedia da RTP-Açores, que já faz o seu caminho de sucesso, com um número interessante de visualizações, destacando-se também o sucesso do portal do seu Correspondente na Graciosa, que já é considerado um "case study".

A emigração açoriana tem um efeito multiplicador nestas novas plataformas, coisa que a imprensa não deveria descurar e apostar mais em força.

Outro factor essencial na geração de hoje, são os jovens que consultam as redes digitais, em detrimento da imprensa tradicional.

O imediatismo que se ganhou nos últimos anos ultrapassou a paciente laboração das redacções.

Há quem diga mesmo que a reconversão tecnológica apanhou desprevenido o jornalismo, com as redes sociais a ultrapassarem a lógica do funcionamento do jornalismo tradicional.

Daí ao mercantilismo da profissão foi um ápice.

Deixou-se de optar pelo jornalismo puro e duro, em que pontificavam profissionais audazes e com talento natural, em detrimento de jovens qualificados, é certo, mas com uma formação prática pouco adequada à actividade e adaptados a uma precaridade que o mercado rapidamente absorveu, para colmatar a frágil situação financeira dos media.

A regeneração trouxe outros problemas, como a facilidade de utilizar todos os instrumentos tecnológicos ao dispor, mas sem tempo para tratá-los e sem base de reflexão.

A visão romântica do jornalismo da minha geração está ser esmagada por esta forte competição do imediatismo do digital e do lucro das empresas.

Neste cenário competitivo perdem-se algumas qualidades, com os naturais atropelos na técnica e no conteúdo.

A prova está no estudo “Desafios do jornalismo”, que a Obercom realizou em 2010, com base numa amostra de 212 profissionais da comunicação social, onde se conclui que grande parte dos jornalistas reconhece que as notícias estão “cada vez mais cheias de erros factuais” e as peças jornalísticas tratadas de forma cada vez menos rigorosa e precisa.

Outro problema detectado é o desinteresse em abordar temas de maior complexidade, que exigem mais tempo e um tratamento profissional mais aprofundado, como é o caso do jornalismo de investigação.

Conclui-se neste estudo que a pressão do imediatismo a preocupação com as audiências passaram a marcar a agenda noticiosa nas redacções, em prejuízo da maior disponibilidade dos media para a abordagem rigorosa dos acontecimentos actuais e de interesse público.

Quase todos os especialistas que se dedicam a analisar o comportamento dos media convergem neste diagnóstico, que é comum nos Açores.

José Luis Garcia, sociólogo e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, publicou o livro “Estudos sobre os jornalistas portugueses”, onde faz um retrato duro da situação: “o jornalista está quase a ser obrigado a esquecer a sua profissão de fé, o seu juramento com a vida pública. Isto deve-se à pressão que está a ser exercida pelas novas formas de gestão, que estão acavalitadas pela revolução tecnológica digital e que produzem uma possibilidade de expansão do negócio para além de conteúdos jornalísticos, que são todos os conteúdos vendáveis do ponto de vista do mercado”.

Por outras palavras, o produto jornalístico tende a ser tratado como mera mercadoria, em vez de um “bem de conhecimento”, pelo que os media passam, assim, a tratar o leitor não como um cidadão, mas como um mero consumidor.

José Luis Garcia está contra esta dicotomia, porque entende que o jornalismo é uma actividade que nasce da necessidade da esfera pública ser “munida de informações, de conhecimentos que dão sentido à vida pública e social. Não nasce da necessidade de se obter lucro para as empresas. O jornalista tem um vínculo ético com a sociedade e não pode prescrever falsas informações, propaganda ou conteúdos mediáticos ao serviço apenas das audiências que gerem lucro. O espaço público está inundado por formas corruptas de jornalismo ou informação”.

É neste dilema, entre o compromisso profissional e a sobrevivência económica, que o papel do gestor se torna figura central na redacção.

A polémica do envolvimento dos jornalistas na própria gestão dos media é uma discussão antiga que nasceu em vários media internacionais.

Não sei o que se passou no jornal "A União", mas não seria de descurar se os seus responsáveis, antes de tomarem a drástica decisão, tentassem envolver jornalistas e restantes quadros na própria gestão do jornal.
Em 1976, no I Seminário de Jornalismo realizado em Lisboa, o responsável pela concepção do semanário francês “Le Nouvel Observateur” introduziu o debate.

Dizia Bernard Le Roy: “Parece-me fundamental que nós, jornalistas, nos interessemos pelos domínios da técnica e da gestão se quisermos conservar o controlo sobre o jornal, em cuja feitura a nossa participação é de facto importante.

Quaisquer que sejam as nossas opiniões políticas ou filosóficas, não creio que no mundo da tecnologia em que vivemos, seja possível ir contra a evolução dessa tecnologia, pois não podemos de modo algum perder o comboio do progresso.

Se nós, jornalistas, não compreendermos o que se passa no domínio das técnicas, escapar-nos-á completamente o controlo do jornal.

É, pois, muito importante sabermos aquilo que as nossas máquinas podem ou não fazer, qual o tempo que gastam na realização das suas tarefas, em que condições as executam, com que qualidades e por que preço teremos os resultados do seu trabalho.

De outro modo, arriscamo-nos a ver chegar à nossa empresa técnicos cujo calão profissional ignoramos em absoluto e que, em breve, acabariam por controlar o jornal”.

Ou seja, o jornalista, hoje, não pode permanecer apenas na redacção sem conhecer, também, o restante circuito laboral da sua empresa.

Trata-se de um debate interno, nos media de hoje, que não anda muito longe das preocupações de Le Roy há 36 anos atrás.

Foi com base nestes argumentos que, no início dos anos 80, conseguiu-se alterar a gestão gráfica e jornalística do jornal “Correio dos Açores”, que é um exemplo de recuperação de jornal praticamente perdido no mercado. Os seus jornalistas e funcionários assumiram a gestão do jornal e conseguiram recuperá-lo até aos dias de hoje.

O choque tecnológico trouxe alguns dissabores, mas permitiu salvar este diário de Ponta Delgada e guindá-lo para outro patamar da modernidade.

Todas as alterações profundas têm custos, mas recusar a adaptação às próprias mudanças da sociedade, é ficar para trás.

Por exemplo, há umas décadas atrás, ainda na era do “off-set” (e alguns sobrevivendo nas velhas “linotypes”, como os da minha geração, que apanharam todas estas transições), jamais se imaginaria o jornalista a ter como missão escrever a reportagem para o jornal, gravar o acontecimento em vídeo e editá-lo, colocar um “post” no multimedia, gravar alguns sons e colocá-los com dois ou três parágrafos nas várias plataformas (telemóvel, ipad, etc.).

Foi uma evolução rápida, mas também com consequências.

Desde logo, o jornalista ficou com menos tempo para pensar, corrigir ou voltar a confirmar.

Dir-se-á que o jornalismo enriqueceu no imediatismo, mas empobreceu na riqueza do conteúdo.

A agravar o novo paradigma, temos nos Açores, pela sua dimensão, um espaço público pouco diversificado, pouco dado ao debate e ao confronto de ideias, e muito ausente dos grandes temas que afectam a cidadania.

É por isso que as excepções são sempre notícia, mas acabam por cansar o público porque as figuras mediatizadas são sempre as mesmas.

Se os media não se abrirem à cidadania correm o risco de afunilarem o seu pensamento, anulando, assim, o contributo para um debate aberto e plural que a sociedade requer.

É disto que se queixam alguns estudiosos, apontando como defeito a proliferação dos mesmos comentadores, os mesmos opinadores, as mesmas vozes, os mesmos protagonistas, diminuindo o espaço plural e a participação de outros cidadãos.

Acresce a tendência, cada vez maior, do poder político dominar o discurso dos media, através da criação de gabinetes de assessores e assistentes recrutados, exactamente, nas redacções dos jornais.
O colunista Leonel Moura defende que, perante este cenário, é preciso um novo poder, dando como exemplo a internet: “Não foi criada por políticos, empresários, gente influente ou filósofos. Emergiu de um conjunto de saberes dispersos e muito voluntarismo de jovens libertários. Mas mudou radicalmente o mundo. Hoje bem podem os poderes convencionais tentar controlá-la, transformá-la num simples produto mercantil ou procurar desviá-la para o serviço ideológico, mas a internet, ou pelo menos parte dela, continuará a evoluir no sentido da sua génese de dotar a sociedade humana de um espaço único de liberdade e partilha global de saberes e experiências”.

Em resumo, os meios convencionais não podem deixar-se morrer sem que experimentem uma regeneração a meio termo.

A sociedade mudou e há que adaptar novas formas de aproximação aos cidadãos, bombardeados diariamente com uma actualização de todos os assuntos, graças aos novos meios de comunicação.

Os jornais têm que encarar este novo paradigma com toda a frontalidade, porque ignorá-la, como alguns estão a fazer, é o suicídio certo do jornalismo em papel.

Nestes últimos cinco anos, meia dúzia de jornais desapareceram da circulação nos Açores, outros estão mergulhados em dificuldades e até o serviço público de rádio e televisão vive os piores dias da sua história.

Há que provocar um sério debate, com reflexão serena, sobre o futuro do sector e o que pretendem os açorianos do serviço público regional.

Este debate é oportuno e oxalá se estenda a outras ilhas.
É que matar a imprensa açoriana é matar a história dos Açores, porque, como alguém já alertou, a partir da primeira metade do século XIX, a história dos Açores é, em boa parte, a história dos seus jornais.

Mário Bettencourt Resendes, de saudosa memória, jornalista açoriano, Director do “Diário de Notícias” durante doze anos, lançou o alarme em 2004, como orador convidado do Dia da Região Autónoma dos Açores, que decorreu na ilha Graciosa.

“A imprensa nasce então na ilha Terceira por obra dos liberais, e não é por certo coincidência o facto de as grandes inovações em matéria de comunicação social chegarem às ilhas como consequência da acção de movimentos revolucionários de pendor democrático”, lembrou Bettencourt Resendes, numa intervenção recheada de desafios para os tempos actuais.

A leitura que fazia então dos Açores na relação com a imprensa era assim sintetizada: “A sintonização da vida dos açorianos com o tempo da modernidade confronta-se agora com outros patamares em matéria de sociedade mediática. As novas tecnologias de Informação, e em particular a Internet, são instrumentos indispensáveis de acesso ao saber e, num cenário arquipelágico, ganham um significado acrescido de esbatimento das distâncias face aos centros de decisão e às bases de concentração de dados”.

É neste contexto que a imprensa açoriana tem que se regenerar.

Com muitas dificuldades, é certo, mas se optarmos por seguir caminhos convencionais já desajustados do nosso tempo, ou se preferirmos dar o salto sem cuidar do rigor e seriedade da profissão, como acontece em muitos jornais nacionais, então o melhor é mesmo ir pensando no fim da etapa.

É que os novos leitores, das próximas gerações, vão ser leitores digitais.

Poucos irão aderir ao papel, como hoje. A evolução e o rápido acesso aos equipamentos digitais vão obrigar os media a alterar as suas rotinas e os seus suportes.

E não será apenas no sector da comunicação social. Será, também, nas escolas, onde os livros também serão substituídos pelos equipamentos tecnológicos.

Já é assim em várias partes do globo.

Por exemplo, no estado norte-americano da Florida, o quarto maior dos EUA, as 400 escolas públicas de Miami Dade (Grande Miami), já funcionam apenas recorrendo a instrumentos digitais.

Curiosamente, o autor desta revolução é um luso-americano, Alberto Carvalho, de 48 anos, Superintendente do Condado de Miami Dade (o equivalente ao Secretário Regional da Educação de Miami), gerindo um orçamento de mais de 2 mil milhões de euros, com 53 mil empregados, 23 mil professores e 500 mil estudantes.

Alberto Carvalho implementou o Wi-Fi nas 400 escolas e adoptou uma política que permite todos os alunos terem o seu equipamento electrónico, com um programa académico personalizado.

Com este método, os alunos deixam de utilizar o papel.

É um exemplo do que poderá ser o futuro também nos Açores.

“Vai haver muita resistência – avisa Alberto Carvalho – devido à mudança das coisas que conhecemos, o cheiro do papel, etc. A indústria não se vai adaptar rapidamente, porque ganha muito dinheiro com os livros escolares impressos. Essa mudança digital vai ser tectónica – a tensão será criada pelos estudantes digitais, que estão aborrecidos”.

Não custa acreditar que, a partir daqui, o mesmo acontecerá com os jornais em papel.

Não significa que todos irão desaparecer, mas o número de vendas diminuirá com as novas gerações e, consequentemente, alguns terão muitas dificuldades em sobreviver.

A procura de notícias e de informação através dos meios digitais será cada vez maior, até porque os açorianos já passam várias horas, diariamente, diante do computador (média em Portugal de uma hora e meia só nas redes sociais).

Bettencourt Resendes, numa visão correcta do que vinha aí, avisou: “À imprensa escrita cabe ainda, nos tempos de tempestades deontológicas que atravessamos, ganhar o distanciamento suficiente de reflexão face à vertigem dos ritmos audiovisuais. Os episódios dramáticos que têm abalado a sociedade portuguesa nem sempre foram tratados com o rigor e o enquadramento recomendáveis pelo melindre de tudo o que estava – e está – em causa. Só uma utilização cuidadosa de filtros de bom senso e inteligência pode funcionar como mecanismo de auto-regulação capaz de prevenir as tentações de excessos regulamentadores que vêm à tona nestes períodos conturbados e que encontram um eco compreensível em colectivos chocados com o ruir de valores ou de protagonistas que se tinham por irrepreensíveis”.

Saibam os Açores, os açorianos e os seus profissionais de informação dotarem-se deste bom senso para levar o jornalismo da nossa região à categoria do melhor que já se fez e que se fará ao longo dos novos tempos.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A CHINA E A BASE DAS LAJES NA TERCEIRA

A China quer as Lajes

Há poucos meses, sugerimos aqui (como ironia e para sublinhar os limites estreitos do quadro financeiro-económico em que Merkel e amigos puseram a Europa a definhar) que os responsáveis portugueses deveriam antecipar as ordens de Merkel e do ‘Bild’ para “vender as ilhas” e começarem já a trabalhar nesse cenário. Mal adivinhámos na altura que o trágico da realidade vai bem à frente da nossa ironia. Não que Cavaco, Passos, Gaspar & Cª antecipem o quer que seja mas sim porque alguém o faz. Não são os portugueses que pensaram em vender as ilhas… São os chineses que pensaram em comprá-las! A começar pela Terceira, nos Açores, a da Base das Lajes! O ‘Bild’, entretanto, não deu a notícia deste interesse chinês… Pena que assim seja.
No fim de Junho passado,  o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao fez por arranjar, no regresso de uma viagem à América do Sul, uma “escala técnica” nas Lajes. Durante 4 horas, Wen Jiabao visitou (e também os homens da sua comitiva…) a base e a ilha. As campaínhas de alarme tocaram nas grandes capitais europeias e em Washington.
Bizarro… A delegação chinesa partira do aeroporto de Santiago do Chile e a viagem normal de regresso à China seria, simplesmente, um atravessar do Pacífico. Como é, aliás, habitual os chineses fazerem. Então, perguntou-se alguma gente, o que levou Wen Jiabao a mais que duplicar o percurso de regresso? Olhando para o percurso, a resposta parece simples.  A alteração do percurso de regresso tinha apenas como objectivo encontrar um pretexto para esta “escala técnica” que não era tal mas sim a oportunidade para Jiabao inspeccionar a base e a ilha… Essa era a única razão para o seu avião não estar no Pacífico mas no Atlântico.
Em Washington, houve imediatamente quem interpelasse o Pentágono sobre os seus planos para ‘desinvestir’ nas Lajes (decisão que de um ponto de vista técnico-militar pode fazer sentido mas que de um ponto de vista estratégico é muito questionável). Com o já alto desemprego existente na Terceira (10%) e dado que a base assegura 5% dos empregos da ilha, a conclusão em certos círculos de Washington é que Portugal terá de encontrar um novo ‘inquilino’ para as Lajes. Como também é conhecido que Pequim escolheu Portugal como a sua grande porta de entrada na Europa Ocidental e no Atlântico, as contas não foram difíceis de fazer quando Wen Jiabao desembarcou nas Lajes.
A Base Aérea nº4 é uma grande atracção para Pequim. Se lá puser o pé, a China pode patrulhar as zonas norte e centro do Atlântico, pode mesmo cortar o tráfego aéreo e marítimo entre a Europa e os EUA (que vingança para quem tem o poderio naval americano no estreito de Taiwan e em todo o chamado mar da China…) e também negar o acesso ao Mediterrâneo.
Uma, apenas uma, das ilhas portuguesas do Atlântico chega para fazer ‘tocar campaínhas’ de Pequim a Washington passando pela Europa e por Moscovo… Para evitar mais alarmes, o Pentágono que faça o favor de proibir Merkel de dar ‘ordens’ para “vender as ilhas” e mandá-la portar-se bem. Talvez que Putine também possa ajudar nisso… É que pode haver alguém que siga a ‘ordem’ à risca… “Quantos milhões são precisos para tomar conta desse partido no governo?”, perguntava, já há tempos, um ‘jornalista’ oriental aos seus convidados na mesa de um restaurante de Lisboa. Não foi possível ouvir a resposta.

sábado, 3 de novembro de 2012

alma açoriana

copiei este bonito artigo publicado no Jornal Açoreano Oriental a 13 de Junho de 2011

Identidade açoriana


Somos de alguma parte, de uma terra, de um país.

Dentro de nós há um lugar, que surge como um filme que se revê, sempre que fechamos os olhos. Cores, cheiros e até sons ou vozes animam a tela da nossa mente, quando recordamos lugares de infância, a casa dos avós ou a freguesia onde ainda temos família, que agora visitamos nas férias. Um lugar onde aprendemos a ser pessoas e onde, quis o destino, aprendêssemos a falar com um determinado sotaque e onde aprendemos a descobrir quem somos e porque estamos aqui.

Dentro de nós há raízes profundas que nos agarram por dentro e, por mais que viajemos, representam um lugar seguro, onde respiramos melhor e nos sentimos em casa.

A identidade é essa forma própria de ser, que não se molda nem se desfigura, que não se verga nem pode ser destruída, mesmo quando os dramas da história comprometem a sua existência, como aconteceu com comunidades da América latina, exterminadas pela colonização, que hoje sobrevivem no seu património e sabedoria ancestrais.

Dentro dos açorianos, há uma fibra que não se verga, uma rocha que não quebra, um cheiro a mar que não se apaga. Dentro de cada açoriano, há a certeza de pertença a estas ilhas, mesmo quando o destino quis que vivessem longe, em terras da emigração ou no continente. Dentro daqueles que, não sendo açorianos, adoptaram esta terra por sua, há um sentimento de pertença. E não é por acaso.

Viver nestas ilhas cria raízes. É difícil escapar à força desta gente que soube transformar pedreiras em terras de pão, enfrentou baleias em mar alto e se defendeu dos ataques da pirataria.

A identidade açoriana dificilmente pode ser entendida fora do universo de crenças que marca a história deste povo, que viu na natureza a força de um Deus que castigava e na oração um laço que transformava o medo em esperança. As romarias, as coroações, os bodos de leite e as promessas são bem a imagem desse povo crente que, perante a desgraça se volta para o outro, reforça a solidariedade e é capaz de mudar de vida.

Somos um povo de crentes, por isso o Espírito Santo não é apenas mais uma festividade, mas a expressão da própria identidade açoriana. Durante semanas, as famílias que aceitam uma “dominga” nas suas casas, rezam em comunidade; os mordomos que se dispõem a organizar a festa, preparam as pensões, as dádivas e fomentam a partilha.

Em dia de festa, a coroação é sem dúvida o seu momento mais importante, mas quem é coroado é sempre o mais humilde, aquele que se dispõe a aceitar a protecção do divino.

Somos um povo de gente humilde que aprendeu, na adversidade, a partilhar a fartura e a se alegrar com isso. Não se recusam convivas à mesa das sopas e ninguém nega um lance nas arrematações, em louvor do Senhor Espírito Santo.

Somos um povo com raízes. Raízes no mar, mas que identificam e nos prendem a estes pedaços de terra onde nos sentimos em casa, envoltos pelo cheiro do incenso que cobre o chão dos quartos, em dia de festa, e veste as ruas em dia de procissão.

Não há melhor traço para unir os açorianos, onde querem que vivam, do que invocar o Espírito Santo, que o povo aprendeu a venerar, fora e dentro das igrejas.

Por isso, o povo se sente identificado por ser na oitava da festa de Pentecostes que a Região festeja o seu dia e reaviva as suas raízes, que afirmam e distinguem a açorianidade.

(publicado no Açoriano Oriental, a 13 Junho 2011 - Dia dos Açores)

seara democrática da açorianidade

MEMORANDUM
João-Luís de Medeiros
 
(em Portuguese Times, 24 Out 12)
Seara Democrática da Açorianidade

Na (minha) veterana condição de imigrante, com a memória a oscilar entre a
imensidão oceânica do pacífico e a seara democrática da açorianidade,
gostaria de confirmar que cultivo o hábito de oferecer uma ‘olhada’ aos louvores
e aos epitáfios democráticos subscritos pelos habituais comentaristas da
nossa praça intelectual, mormente nesta quadra eleitoral em que o coro dos
deserdados vem à rua gritar: ‘de pé, óh vitimas da fome, não mais, não mais a
servidão’

Ora, o resultado das recentes eleições regionais não me causaram surpresa.
Digo isto sem escorregar no lamaçal da trivialidade. Em democracia, não há
derrotas – há esperas!
Já clarifico o meu lampejar linguístico: à distância de seis mil milhas (e
cerca de 80 horas antes do anúncio do resultado legalmente conferido ao
PS/A), arrisquei adivinhar em linguagem irónica, através de um dos mais
populares programas radiofónicos da diáspora lusófona, que o jovem açoriano, dr.
Vasco Cordeiro, iria ser ‘punido’ com uma vitória absoluta…!
Vejamos: afinal, cavalheiras(os), as eleições acontecem para seleccionar
projectos ou para escolher individualidades? Estou em crer que o que
eleitorado açoriano poderá ser comparado a um idoso em busca de sossego para acender
uma velinha na escuridade. Nada se esgrimir certezas! O medo (perdão! melhor
dizendo, o pavor da tortura repetida) inspira muitos cidadãos a inventar
governos; depois (dentro desses governos) a cultura do medo engrossa a
perpetuidade institucional, a fim de evitar o apagão do desemprego, segundo o novo
evangelho troikista.
De resto, a sabedoria inerente à autonomia pessoal (não estou a falar de
competência tecnocrática) só é possível quando o cidadão aprende a
controlar-se. Neste contexto, vou já socorrer-me da poesia de Sophia de Mello Breyner

Porque os outros se mascaram e tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não…


Adiante. Há cerca de dez anos, o economista Gualter Furtado (um dos poucos
cavalheiros açorianos que não pertence à família socialista mas que merece a
minha consideração democrática) teve valentia de afirmar a diferença entre
o exercício do ‘poder’ e a assunção da ‘responsabilidade’, e entendeu
desabafar na imprensa regional o seguinte:
“ (…) Portugal está a viver dos fundos comunitários e dos empréstimos. O
país está a sofrer dois choques, o interno, devido à baixa produtividade, e o
externo pela situação internacional que não é muito favorável. O sector
público é uma autêntica ruina para o país, que não tem capacidade produtiva e
não tem produção de impostos suficientes para fazer face às necessidades do
sector público, que tem que ser fortemente redimensionado
”… (vide “Correio
dos Acores” - 10 Fev. 2002).
Meus caros: caso fosse apóstolo da Verdade (mas… o que é afinal a Verdade?)
anunciaria não hesitar em apetrechar os autonomistas açorianos com
eficientes asas angélicas; todavia, com uma meiga condição a prori: cada qual teria
de aprender a voar sozinho

Digo isto, porque chegámos ao ponto de nos sentirmos felizes com a boa
gerência da nossa tristeza… Se calhar, morrer é emigrar um pouco. Afinal, quem
anda por aí a repetir que a morte nos torna eternos...?
Vamos até à avenida da Verdade: a partir de1963 (sobretudo a partir de
Abril-74) tive a boa-sorte de usufruir do acesso (gratuito) a mestres valiosos
que me ensinaram a comparar ideias e a compreender noções básicas da ciência
política. A minha ignorância nunca foi retalho escondido no colete da
vaidade.
Clarifico: algum tempo após a minha experiência na ALRA, assentei praça na
bancada parlamentar do PS, em San Bento (Janeiro. 1978), onde me foi dado
conviver com alguns dos veteranos mais ‘sabidos’ da engrenagem política do
tempo – camaradas que depressa notaram o meu sincero (embora tímido) apetite
pelo saber. Refiro-me a Jaime Gama, Medeiros Ferreira, Mário Mesquita, Mário
Cal-Brandão, Teófilo Carvalho dos Santos, Igrejas Caeiro, António Guterres.
Naquele tempo, tive a boa sorte de aprender que o ‘saber’ e a ‘liberdade’
não são adquiríveis pela via decretal das capelitas maçónicas… Ainda hoje,
continuo a aprender que o ‘hímen’ da autonomia politica continua a ser
amarfalhado pelo ceptro do capital internacional. De resto, nunca subscrevi a
portaria de que os Açores são uma região oceânica formada por São Miguel
rodeado por oito ilhas…
Seja-me permitido recordar que cerca de dois anos antes da primeira vitória
do PS/A (já lá vão 18 anos), deixei registado na comunicação social da
diáspora lusófona, o seguinte comentário:
“ (.../…) uma crise é como uma febre: não define claramente a natureza da
doença, mas serve ao menos para alertar quem tem a indeclinável
responsabilidade de diagnosticar e de ministrar a subsequente terapêutica aconselhada
(…) a gritante crise social que grassa nos Açores, embora acelerada na última
década pelo social-narcisismo do PPD/PSD, não deve ser vista como
fatalidade acontecida a um povo mal treinado para suportar penitentes necessidades.”
Ora, para muitos açorianos, a coragem de aprender não é vista como acto da
inteligência, mas sim como admissão pública duma inconfessada enfermidade.
Lamentavelmente, nunca chegou a ser encetada nos Açores uma experiência
autonómica assente num regime (inequivocamente) social-democrata… Assim sendo,
incumbe ao PS/A a tarefa de viabilizar a social-democracia nas ilhas, sem
complexos teocráticos nem teimosias jesuíticas…
Em Outubro de 2012, o povo açoriano ofereceu ao PS/A um grande bolo de
massa-sovada de responsabilidade. Não apreciamos o ‘balho-furado’ celebrativo
da pequena-burguesia socialista. Não desejamos ver os socialistas como
peixinhos vermelhos a nadar em água benta” . Afinal, a inveja comunitária é uma
guerriha inventada pela genética e praticada pelo biologia”. O mundo é
redondo e todos andamos curvados para entender o (des)equilíbrio do momento que
passa…
Há fome nos Açores? Ora vejamos: na edição do “Correio dos Açores”, de 29
e Agosto de 1999, a dra. Luísa César afirmava com invulgar sentido de
oportunidade: “… temos 6.000 bocas com fome em S. Miguel… situações graves que
estamos aquém de dar resposta às necessidades. Temos de ter um máximo rigor na
distribuição, de forma a que os apoios cheguem às pessoas que de facto
precisam…”
Bom dia, estimado camarada, dr. Vasco Cordeiro: se calhar vamos precisar da
Secretaria Regional da Verdade! Não me agrada saturar os olhos do prezado
leitor com louvores ao futuro gestor da administração regional, embora já no
Verão de 2004 mencionasse Vasco Cordeiro como potencial successor de Carlos
César… Felizmente, os actuais governantes da Autonomia não estarão ocupados
em resolver ‘os problemas da evacuação da humanidade para o exterior, antes
da morte do Sol
…’
Caríssimo camarada Vasco Cordeiro: confesso que não recordo de vos ter
visto, na tarde de 27 de Abril de1974, junto às Portas da Cidade, quando por ali
andei com um filho em cada braço, à espera do major Melo Antunes rebentar a
fechadura da entrada da nojenta PIDE/DGS. Mas dado que, na altura, contava
apenas um ano de idade, está desculpado…!
(Hoje, vim aqui para sugerir que não seja mais um gestor da Autonomia a
refrescar o estilo presidencialista, ou seja, imitador dos grandes maestros
musicais que controlam as suas orquestras com o respectivo traseiro voltado
para a assistência)…
P.S. (…) falta referir que este singelo conselho vai assinado pelo modesto
camarada que, em Outubro de 1980, partiu para melhor ficar. Trata-se de um
veterano democrata-imigrante que prefere viver à custa do que é, do que
existir à custa do que tem…


Rancho Mirage, California - USA


Voltar à primeira página desta secção

Voltar à primeira página desta edição

Copyright © 1997/2001 The Portuguese Times
Autorizada a reprodução de artigos publicados nesta página desde que mencionada a origem


--