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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

INVASÃO INDIANA DA AUSTRÁLIA

Posted: 15 Jan 2013 03:20 PM PST




A comparação dos genomas de diversas populações humanas actuais revela que, há 4230 anos, houve uma migração da Índia para a Austrália. E levou com ela o dingo.

Até aqui, pensava-se que a Austrália tinha permanecido praticamente cortada do resto do mundo entre a sua primeira colonização pelos seres humanos, há uns 40 mil anos, e finais do século XVIII, aquando da chegada dos europeus. Mas uma análise genética revela agora que houve populações que desembarcaram naquele continente, vindas do subcontinente indiano, há uns 4000 anos, trazendo com elas novas tecnologias, novas espécies animais – e misturando-se com os aborígenes australianos.

Irina Pugach e colegas, do Instituto Max Planck, na Alemanha, publicam esta conclusão na edição desta semana da revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Os cientistas analisaram perto de meio milhão de mutações genéticas pontuais distribuídas pelos genomas de pessoas que vivem hoje na Austrália, Nova Guiné, ilhas do Sudeste asiático e Índia.

Encontraram, por um lado, uma origem comum entre as populações da Austrália, da Nova Guiné e das Filipinas (mais precisamente os mamanwas), que coincide temporalmente com uma migração ancestral, para sul, dos primeiros humanos a partir de África. Estas populações ter-se-ão diferenciado geneticamente há cerca de 36 mil anos.

Mas a análise também revelou que houve contactos entre nativos da Austrália e da Índia há 141 gerações, que somam 4230 anos, explica a PNAS, se se considerar que uma nova geração surge de 30 em 30 anos. Esta migração, que é, portanto, muito mais recente do que a migração ancestral – e ao mesmo tempo muito mais antiga do que a dos europeus –, permite explicar uma série de mudanças que surgiram, precisamente há vários milénios, nos achados arqueológicos do continente australiano. “É provável que as mudanças, que incluem uma modificação repentina das técnicas de processamento das plantas, das ferramentas de pedra utilizadas e ainda o aparecimento dos primeiros fósseis de dingo [uma espécie de cão selvagem] estejam relacionadas com essa migração”, diz Pugach em comunicado da sua instituição.

Foto: Pintura, datada de há 4000 anos, que representa um homem e um dingo REUTERS

terça-feira, 8 de maio de 2012

outra visão do (meu país) Austrália

in diálogos lusófonos
Na Diáspora da língua portuguesa encontram-se milhões de cidadãos, e não refiro neste número os que se encontram nos países de língua oficial portuguesa. Muito interessante escutar a voz dos que emigram para lugares distantes. Passo para vocês o depoimento de uma jovem portuguesa que foi para a Austrália.
Revelador o olhar dela sobre terras distantes e o seu desabafo das saudades do país de origem. Aprendemos e ampliamos os intercâmbios "chegando" lá virtualmente !


O blog www.coracaoluso.com/2012/05/historia-completa-andreia-rocha-nas.html  email : coracaoluso@gmail.com ,   publicou o depoimento da imigrante portuguesa May  8

a

Ao fim, de sete anos a trabalhar em Portugal na mesma empresa, Andreia Rocha,  sentiu que estaria na altura de mudar. Diz não ter sido motivada pela crise ou instabilidade económica do país, mas mais pela procura de um novo desafio.  Sete anos passaram e a Austrália foi o destino há muito desejado.
A vontade de “descobrir o mundo”, de sair de Portugal em busca de uma nova experiência de vida, foi desde cedo um objetivo para esta portuguesa que já descobriu o Reino Unido e agora vive a experiência de viver nas antípodas de Portugal, Andreia Rocha  é arquiteta e vive na Austrália.
“A Austrália começou há alguns anos atrás, mais precisamente no final da minha formação académica. É um país com elevados índices de qualidade de vida, sol, praias e por estar talvez nos antípodas do mundo… acho que faz parte do imaginário de qualquer um”, refere.
Na altura que essa ideia australiana começou a ter forma, Andreia Rocha, tomou também a consciência da complexidade do processo de emigração, “era complexo e precisaria de comprovar no mínimo 3 anos de experiência profissional. Algo, que naquele momento da minha vida era impossível”.


No entanto,  sete anos passaram e aí voltou o “bichinho” da Austrália. Aí, Andreia Rocha, voltou a pesquisar sobre os requisitos necessários para avançar com o processo de emigração e assim deu início àquela que diz ter sido uma “saga”. “Foi um processo desgastante, burocrático, extremamente dispendioso e lento. Ao fim de quase 2 anos obtive o “Skilled Visa”, conta.

Antes da Austrália, a Inglaterra

“Tive a minha experiência fora da zona de conforto, melhorei o inglês e posso dizer que foi uma experiência extremamente gratificante”.



O sonho das antípodas

Andreia Rocha, está a viver na Austrália, há alguns meses, as dificuldades, principalmente burocráticas, ainda existem.

“A dificuldade maior é mesmo a inserção no mercado de trabalho australiano. Por me ter sido atribuído um “Skilled Visa” - obtido apenas porque a minha profissão estava em demanda no país - achei que seria relativamente fácil inserir-me no mercado de trabalho”.

A falta de experiência local, a falta de “networking” na sua área profissional e também algumas dificuldades de entendimento relativamente aos parâmetros utilizados pelos recursos humanos australianos, ditam as maiores dificuldades vividas por Andreia Rocha. Mais adianta,  “a realidade Portuguesa é muita distinta da Australiana. Aqui, temos de aprender a vender-nos como produto, explicar porque somos o melhor dos melhores e convencer as empresas”.

O bom e ou menos bom
Andreia Rocha, destaca a facilidade como se faz amigos no distante continente, como uma das coisas mais positivas, desta experiência vivida até agora.

“ É incrível como se consegue fazer amigos por aqui. O clima, a vida social a multiculturalidade são sem dúvida fatores preponderantes. Conheço imensas pessoas com diferentes backgrounds e talvez por todos termos a necessidade de criar raízes, a amizade é algo que fluí de uma forma muito natural. Sou capaz de conhecer pessoas no autocarro ou numa fila de supermercado. É isso que adoro na Austrália”, refere.
O menos positivo, Andreia Rocha, refere a falta de evolução tecnológica que se faz sentir, “os ATM´s são péssimos, netbanking está a anos-luz de Portugal e a internet parece não ter ouvido falar em século XXI. Será o preço de viver numa ilha?”, questiona retoricamente.
Todavia, de um modo geral, Andreia Rocha, afirma que a Austrália corresponde às suas expectativas iniciais, embora assuma algumas desilusões, como é exemplo, a rede de transportes públicos e o sistema de saúde público, que posteriormente, acreditava serem mais eficazes. Contudo, faz um balanço até agora muito positivo,  pois os aspetos negativos “são quase apagados quando me sento na Opera House e aprecio a Harbour Bridge… ainda não encontrei no mundo enquadramento tão belo”, refere.






Portugal e as saudades

“Resposta cliché mas extremamente verdadeira: a minha família e os meus amigos!!! Se pudesse, fretava um avião e enfiava-os lá dentro com destino a Sydney… aí sim, a Austrália seria perfeita!”
Uma nova visão de Portugal

Andreia Rocha, considera que Portugal ainda tem que se desenvolver em muitas áreas, sendo que, a área mais preocupante, em sua opinião, é também a “mais difícil de contornar”, a educação.

“O crescimento de um país é responsabilidade de cada um de nós e enquanto houver pessoas que, não votam porque é melhor ir para a praia, não pagam os seus impostos, porque “se ninguém paga porque é que eu vou ser diferente”, ou contornam sistematicamente as regras, ou dificilmente iremos progredir. A raiz do problema está na base e a base tem de mudar”, afirma. “Temos um país fantástico, cheio de talento, pessoas especiais mas, há questões – arriscar-me-ia até a dizer “geracionais”- que dificilmente serão resolvidas a curto médio prazo”, remata.




Uma frase para definir esta sua experiência

“A vida é um desafio diário… só precisamos encontrar as armas certas o superar”.

Mais do que tudo um coração luso

“Serei sempre um coração luso! Ainda assim, e tendo eu um grande coração, guardo um espacinho para o resto do mundo… que no fim das contas, não é assim tão grande”, conclui. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

o filme que mudou a Austrália


Uma das maiores empresas de marketing do mundo resolveu passar uma
mensagem para todos através de um vídeo criado pelo TAC (Transport
Accident Commission) e teve um efeito fantástico na Austrália.
Depois desta mensagem, 40% da população da Austrália deixou de usar
drogas e de consumir álcool nas datas comemorativas.
Espero que todos assistam, mesmo que não se alcoolizem ou usem algum
tipo de drogas, e que reflictam e passem para os seus contactos.
Orientem os seus filhos, sobrinhos, amigos etc...