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sábado, 15 de dezembro de 2012

LAMPIÃO

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS

LAMPIÃO
Cangaceiro: 1898 – 1938
Sou senhor absoluto de todo esse sertão...
QUANDO TUDO ACONTECEU...
1889: Proclamação da República no Brasil; 1898: Nasce Virgulino Ferreira da Silva, a 4 de julho, em Serra Talhada, Pernambuco (segundo a certidão de batismo); 1911: Nasce Maria Bonita, a 8 de março; 1914: Primeira Guerra Mundial; 1918: O pai de Lampião é assassinado após disputa de terra. 1920: Lampião entra para o cangaço, com três irmãos; 1925: A Coluna Prestes inicia marcha; 1926: Lampião recebe patente de capitão dos Exércitos Patrióticos; 1930: Deposição de Washington Luiz e início da era Vargas; Corisco se junta a Lampião; 1932: Nasce Expedita, filha única de Lampião e sua rainha, a 13 de setembro; 1937: Vargas decreta o Estado Novo; 1938: Lampião e Maria Bonita morrem na Grota do Angico: ela é decapitada ainda viva. 1939: Segunda Guerra Mundial; 1940: Morre Corisco, a 25 de maio, metralhado em Barra do Mendes, Bahia; 1969: As cabeças de Lampião e Maria Bonita são sepultadas na Quinta dos Lázaros, em Salvador, a 6 de fevereiro.

REINO DE FAZER INVEJA

Depois de ouvir missa na igreja de Glória, cidade da Bahia nos limites com Pernambuco e Alagoas, o capitão Virgulino Ferreira da Silva, cabeça descoberta, sem arma de fogo, cai de joelhos, benze- se e em passo manco, sequela de uma bala, vai cumprimentar o padre Emílio Ferreira.
Calmo, sorriso maroto, o sacerdote acolhe-o um tanto alvoroçado.
“Estou mesmo diante do Rei do Nordeste?”
“Para servir Vossa Reverência.”
O padre havia recebido pouco antes, de um caixeiro-viajante, um mapa do Brasil, de um metro quadrado. Tem a ideia de desdobrá-lo sobre a mesa.
“Pois então trace aqui o seu reino.”
Munido de um lápis, capitão Virgulino, dito Lampião (havia adaptado um fuzil, para disparar mais rápido, e o cano avermelhava na escuridão) firma o olho bom, que era o esquerdo (o outro parecia um coágulo estagnado no centro de uma mancha branca, vazado que fora por um espinho) e inicia o traçado. Usado óculos brancos, sem aro, que pareciam aderir ao rosto comprido, ovalado.
De Mossoró, a mão desce para Conceição do Piancó, no Rio Grande do Norte, atinge Poção e Pesqueira, em Pernambuco, atravessa Alagoas, invade Porto da Folha e Capela, em Sergipe, e dali, via Itapicuru, entra na Bahia, rumo centro-oeste, via Riachão do Jacuípe e Morro do Chapéu, de onde se aventurou a Barra de Estiva e Rio de Contas. Flecha para cima, até Remanso, cruza a caatinga pernambucana, passa por Juazeiro do Norte, onde pontificava seu devoto Padre Cicero, e Caririaçu, no Ceará. Depois de Morada Nova, completa o circuito em Mossoró.
O reino compreendia sete Estados brasileiros. Ao todo, 273 mil km2. O padre admira-se:
“Territorialmente, seu reino faria inveja a muita cabeça coroada da Europa.”

leia o texto completo "Lampião" do Vidas Lusófonas aqui
http://www.vidaslusofonas.pt/lampiao.htm

E viva a cultura Brasileira!
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

brasilidade

in diálogos lusófonos

"Um vazio no coração": ou de como se traduz a brasilidade


Qual o significado do ato de traduzir?


por Luciana Montemezzo*




Recentemente, duas reportagens - publicadas por periódicos de grande circulação nacional - tocaram em um tema até bem pouco tempo ignorado pela mídia brasileira: a importância de profissionalização para o exercício da atividade tradutória. O primeiro deles elabora uma lista de palavras "intraduzíveis", ressaltando o valor cultural que cada uma dessas palavras tem nos contextos em que surgiram. Encabeçando a lista, está a nossa saudade, marca suprema de brasilidade e harmonia cultural. Evidentemente, essa é uma palavra que pode causar dor de cabeça para os tradutores, porque traz consigo traços semânticos relacionados a emoções muito específicas e raramente explicáveis de forma racional. Meu filho, de 11 anos, por exemplo, afirma que saudade é "um vazio no coração".
 Para o dicionário Aurélio, saudade é "lembrança melancólica e, ao mesmo tempo, suave de pessoa(s) ou coisa(s) distante(s) ou extinta(s)". Se definir já é difícil, como explicar essa palavra um estrangeiro? Ou, pior, como fazê-la ressoar em outro idioma, por meio da escrita, com os mesmos sabores que conhecemos tão bem, embora muitas vezes não saibamos explicar?
 O texto a que me refiro não propõe soluções para os casos de intraduzibilidade que apresenta, deixando a questão em aberto e estimulando a reflexão sobre um dos ofícios menos reconhecidos desde sempre. É, acima de tudo, ilustrativo, mas serve como provocação sobre as dificuldades enfrentadas por tradutores na execução do seu trabalho.
O segundo texto chama a atenção inicialmente para a facilidade de trabalhar em casa (exemplificada pela rotina dos freelances) e vai acrescentando, paulatinamente, os problemas daqueles que se dedicam a traduzir. Alguns desses problemas se referem às peculiaridades da Língua Portuguesa, enfatizando o que o senso comum nos dita inadvertidamente: para traduzir é apenas necessário saber um idioma estrangeiro. Ressalta-se, assim, a necessidade que o tradutor tem de conhecer muito bem o vernáculo, e de deslocar-se com intimidade por sua anatomia. Nesse sentido, uma tradutora revela a sua dificuldade em verter para o inglês o vocábulo "coxinha", iguaria tipicamente brasileira. A solução encontrada, segundo ela, foi elaborar uma explicação, ante a impossibilidade de encontrar um equivalente adequado. O vocabulário referente à alimentação - ou derivado dela - é um dos mais complexos quando se enfrenta o processo tradutório, porque está ligado não só aos hábitos e costumes da cultura de origem, mas também se relaciona com o que essa mesma cultura é capaz de produzir, geograficamente falando: às vezes, determinado produto, amplamente consumido em um determinado país, é desconhecido em outro, até mesmo por questões climáticas ou de solo. Nesse caso, só uma explicação nos salva. Mas em que lugar é possível colocar uma explicação em um cardápio? Neste momento, quando o país se prepara para receber milhares de estrangeiros para o Mundial de Futebol (2014), essa preocupação torna-se ainda mais pertinente. A título de ilustração, relato o ocorrido em um curso de Espanhol no Uruguai: uma aluna queria saber a qualquer custo como se dizia farofeiro em espanhol. A professora não sabia, claro, o que significava a palavra, assim como desconhecia seu referente imediato, a farofa. Explicar que farofeiro era a designação para a pessoa que vai à praia munida de alimentos foi a solução encontrada pelos demais brasileiros presentes. Também foi necessário explicar à aluna-colega que tais designações costumam estar relacionadas a tradições muito particulares e que, muito provavelmente, ela não iria encontrar, no espanhol do Uruguai, uma expressão semelhante para referir-se à maneira que muitos brasileiros têm de ir à praia.
Traduzir, em última instância, é colocar a dessemelhança para conversar, ato político no sentido mais amplo da acepção, que anda na contramão do isolacionismo e da xenofobia

Leia o artigo na íntegra em http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/39/um-vazio-no-coracao-ou-de-como-se-traduz-a-274950-1.asp

maior antologia de poesia brasileira na França:

Tenho o prazer de divulgar os artigos da imprensa francesa sobre a maior antologia de poesia brasileira na França:

La poésie du Brésil,
anthologie bilingue du 16 au 20e siècle,

organizado e traduzido por Max de Carvalho, com a colaboração de Magali Montagné e Françoise Beaucamp, e na qual tive a alegria de participar. Algumas traduções foram realizadas por Ariane Wikowski, Isabel Meyrelles, Inês Oseki-Dépré, Michel Riaudel e Patrick Quillier. São 130 poetas brasileiros, apresentados ao público francês, com 1500 páginas de poesia.

O livro pode se encontrar nas boas livrarias da França, Bélgica, Suiça, do Luxembourg e do Brasil.

http://www.librairie-portugaise.com/ShowProduct.aspx?id=6564&title=La-Poesie-du-Bresil.-Anthologie-bilingue-du-XVIe-au-XXe-siecle

Desejo uma excelente leitura e um bom fim de ano!

Abraços,

Émilie Audigier

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Le Magazine Littéraire
http://www.magazine-litteraire.com/mensuel/525/luxuriance-bresilienne-25-10-2012-57488

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

FILME BRASILEIRO PREMIADO EM PORTUGAL




Filme brasileiro vence festival de cinema em Portugal

O filme "Sudoeste", já em exibição em São Paulo e no Rio de Janeiro, venceu três prêmios na 16ª edição do Festival Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira.
Brasília - Vencedor nas categorias Melhor Filme pelo Público, Melhor Filme pela Crítica e Prêmio Especial do Júri, "Sudoeste" foi a produção mais premiada na 16ª edição do Festival Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira, que aconteceu de 2 a 9 de dezembro, em Portugal.
Sucesso junto de público e crítica no Festival do Rio 2011, onde recebeu os Prêmios da Crítica (FIPRESCI), Especial do Júri e Melhor Fotografia, "Sudoeste" já foi apresentado em mais de 20 países como nos festivais de cinema de Havana (Cuba, 2011) e Toulouse (França, 2012), e no Festival Internacional de Cinema de Rotterdam (Holanda, 2012).
O filme, que conta a história da personagem Clarice, numa vila isolada do litoral brasileiro, está em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro, devendo estrear, ainda neste ano, em outras capitais brasileiras.
Dirigido por Eduardo Nunes e produzido em 2011, o filme brasileiro, a preto e branco, conta com as interpretações de Simone Spoladore (Clarice), Raquel Bonfante (Clarice jovem), Julio Adrião, Dira Paes, Mariana Lima, Everaldo Pontes, Victor Navega Motta, Regina Bastos e a participação especial de Léa Garcia (Dona Iraci).
Nesta última edição, o Festival Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira teve como realizador em foco o brasileiro Joel Pizzini e promoveu um debate sobre a obra do jovem cineasta português João Salaviza.
O encerramento do festival, no domingo, ocorreu com a entrega dos prêmios, e com a exibição do documentário "Visões de Madredeus", do português Edgar Pêra.

http://www.portugaldigital.com.br/cultura/ver/20073845-filme-brasileiro-vence-festival-de-cinema-em-portugal


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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

justiça ambiental carta de Belo Horizonte



2012/12/10 "Norma Valencio" <normaf@terra.com.br>
CARTA DE BELO HORIZONTE
Os pesquisadores e pensadores signatários deste documento vêm, há mais de uma década, realizando rigorosas pesquisas que evidenciam, à exaustão, enorme volume e diversidade de situações empíricas em que populações, comunidades tradicionais, povos indígenas e classes populares em geral têm seus direitos ambientais, culturais, territoriais e humanos flagrantemente violados. Invariavelmente, os agentes dessa violação são os responsáveis pelos empreendimentos privados orientados para a acumulação de capital, tais como aqueles investidos no mercado imobiliário, na incineração de resíduos tóxicos, na produção de commodities agrícolas e minerais, na apropriação de recursos hídricos para geração de energia elétrica, para a pesca comercial, para o turismo elitizado, para os monocultivos irrigados etc.
Nesses processos, as práticas governamentais do Estado, orientadas por uma ideologia desenvolvimentista, gestada de modo prevalente no período dos governos autoritários do Brasil, têm desempenhado papel essencial, geralmente postando-se ao lado dos interesses predatórios e expropriadores do capital. As formas pelas quais o Estado, segundo esta perspectiva de governança, realiza esse papel são várias: por meio da concessão de licenciamentos ambientais, não raro mediante a desconsideração de pareceres técnicos e dos protestos das populações vilipendiadas; investindo recursos públicos na implementação ou rentabilidade de grandes projetos de infraestrutura (como estradas, ferrovias, portos, transposição de rios etc.); a criação de Unidades de Conservação e Proteção Integral, que expropriam populações locais; o uso da força das armas para realizar o deslocamento compulsório de populações urbanas (como nos violentos processos de “reintegração de posse” de terrenos urbanos ociosos, ocupados por populações de sem-teto, ou como na realização das obras de transposição do rio São Francisco etc.). Outro aspecto importante da modernidade anômala que as frações do Estado teimam em reforçar, em suas políticas/programas equivocados/insuficientes, tem sido a naturalização do desbalanço dos direitos territoriais dos diferentes grupos sociais, o que enseja a desproteção continua dos lugares mais ameaçados, no campo e nas cidades, e redunda em expô-los a desastres recorrentes e cada vez mais catastróficos. O sofrimento social dos grupos mais ameaçados e efetivamente afetados nos desastres - no geral, com destaque aos empobrecidos da sociedade - se amplia quando há a associação das perdas humanas e materiais havidas à desumanização dos processos ditos “de remoção”, isto é, quando os lugares em contestação pelo ente público são ressignificados como “áreas de risco”, justificando com tal discurso a expulsão sumária de seus moradores e relegando-os a um futuro incerto.
Nesse contexto, causa-nos enorme preocupação a disseminação, cada vez mais rápida e acrítica, dos chamados mecanismos de “resolução negociada de conflitos ambientais”, apresentados como solução para a sobrecarga de demandas sobre o Judiciário. Em primeiro lugar, nossas pesquisas deixam claro que não há negociação justa que reúna atores entre os quais existem abissais desigualdades, em termos dos recursos econômicos, simbólicos e políticos de que dispõem. Nossos estudos empíricos demonstram fartamente que essas negociações, via de regra, implicam o domínio de informações, normas jurídicas, técnicas e de linguagem que escapa às classes populares e comunidades e povos étnica e culturalmente diferenciados. A imposição desse domínio exclui, ipso facto, os conhecimentos, valores e linguagens desses sujeitos sociais, submetendo-os, assim, a uma verdadeira insegurança institucional e “tortura moral”, ao atingir a sua dignidade como seres sociais, o que, ao cabo, só serve para emprestar ares de legitimidade a decisões conduzidas pelos atores dominantes do processo de “negociação”.
Em segundo lugar, nossas pesquisas demonstram, com abundância, que há muitas situações em que os distintos interesses e projetos de apropriação das condições naturais e territórios são mutuamente excludentes ou mesmo incomensuráveis. Citemos apenas os casos de pessoas pertencentes a comunidades tradicionais ou povos indígenas que sofrem deslocamento compulsório de seus territórios e, em consequência, perdem o sentido da vida, mergulhando em profundos processos depressivos que, não raro, os levam à morte física e/ou cultural.
Por fim, salientamos que, pelo exposto, os resultados dos processos de “negociação” em tela são, para os atores econômica e politicamente mais frágeis, quase sempre inferiores ao que se lhes é assegurado pelos direitos de que são portadores. Considerando que as técnicas de mediação aplicam-se fundamentalmente aos direitos disponíveis de indivíduos, enquanto os conflitos ambientais envolvem direitos indisponíveis de coletividades, populações e futuras gerações, opomo-nos às tentativas cada vez mais frequentes de substituir o debate político e o recurso dos desfavorecidos à justiça pela mediação, promovida em muitas circunstâncias justamente por aqueles que poderiam e deveriam assumir a defesa dos direitos dos desfavorecidos.
Reconhecendo o papel excepcional do Ministério Público no ordenamento jurídico brasileiro como instância a que podem recorrer os grupos sociais menos favorecidos política e economicamente na defesa dos seus direitos, instamos essa instituição a rejeitar as tentativas de transformá-la em instância mediadora, de modo a preservar-se como aquele órgão capaz de assumir a defesa dos direitos constitucionais públicos, coletivos e difusos, e em particular daqueles que constituem o lado mais fraco frente a empresas e ao Estado, inclusive responsabilizando civil e criminalmente os agentes públicos e os responsáveis técnicos de empresas que se omitem ou atuam na construção de uma “legalidade formal” que acoberta violentos processos de negação e violação de direitos, e, simultaneamente, criminaliza a resistência.
Assim, consideramos decisivo, para o desfecho dos conflitos ambientais e territoriais, o papel que podem vir a desempenhar os operadores do direito, como garantidores e fiscais da estrita e justa observação dos direitos das populações, comunidades e povos inferiorizados pela economia de mercado e pela dominação política das classes abastadas. Concitamos, pois, os mais importantes entes civis e estatais que abrigam advogados e juristas, tais como a Ordem dos Advogados do Brasil, a Rede Nacional de Advogados Populares, o Ministério Público e o próprio Judiciário, em suas múltiplas instâncias, a assumirem postura intransigente no resguardo desses direitos ambientais e territoriais da cidadania, somando esforços para evitar que as linhas de defesa da cidadania definidas por tais direitos sejam flexibilizadas e degradadas pela “negociação” e acordos infra-legais.
Assinam os participantes e apoiadores do seminário “Formas de Matar, de Morrer e de Resistir: limites da resolução negociada de conflitos ambientais e a garantia dos direitos humanos e difusos”, UFMG, 19 de novembro de 2012.
Pesquisadores
Andréa Zhouri - UFMG
Ana Flávia Santos – UFMG
Antonio Carlos Magalhães - Instituto Humanitas
Caio Floriano dos Santos - FURG
Carlos Alberto Dayrell - CAA
Carlos RS Machado - FURG
Carlos Walter Porto Gonçalves – UFF
Célio Bermann - Prof. Associado do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP
Claudenir Fávero - UFVJM
Cleyton Gerhardt - UFRGS
Cynthia Carvalho Martins - UEMA
Eder Jurandir Carneiro - UFSJ
Elder Andrade de Paula - UFAC
Eliane Cantarino O’Dwyer – UFF
Gustavo Neves Bezerra - UFF
Horácio Antunes de Sant'Ana Júnior - UFMA
Jean Pierre Leroy - FASE
Jeovah Meireles - UFC
Klemens Laschefski - UFMG
Maria de Jesus Morais - UFAC
Marijane Lisboa - PUC-SP
Michèle Sato - UFMT
Norma Valencio - UFSCar
Rosa Elizabeth Acevedo Marin - UFPA
Raquel Rigotto - UFC
Rômulo Soares Barbosa – UNIMONTES
Sonia Maria Simões Barbosa Magalhães Santos - professora da UFPA

Centros e Núcleos de Pesquisa
Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas – CAANM
Departamento de Sociologia (UFSCar)
Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente – GEDMMA (UFMA)
Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais – GESTA (UFMG)
Grupo de Estudos Socioeconomicos da Amazônia - GESEA (UEMA)
Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Artes - GPEA (UFMT)
Grupo de Pesquisa Tecnologia, Meio Ambiente e Sociedade – TEMAS (UFRGS)
Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e Territorialidades - LEMTO (UFF)
Núcleo de Agroecologia e Campesinato (NAC-UFVJM)
Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres – NEPED (UFSCar)
Núcleo de Estudos Trabalho, Sociedade e Comunidade - NUESTRA (UFSCar)
Grupo de Pesquisa sobre a Diversidade da Agricultura Familiar - GEDAF/NCADR/UFPA
Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental – NIISA (UNIMONTES)
Núcleo de Investigações em Justiça Ambiental - NINJA (UFSJ)
Núcleo de Pesquisa Estado, Sociedade e Desenvolvimento na Amazônia Ocidental(UFAC)
Núcleo TRAMAS - Trabalho, Meio Ambiente e Saúde (UFC)
Observatório dos Conflitos do Extremo Sul do Brasil (FURG)
Programa de Extensão Centro de Direitos Humanos na Tríplice Fronteira do Acre (BR), Pando (BOL) e Madre de Díos (PE) (UFAC)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

bolsas de estudo no estrangeiro

27/07/11
Início em 2012
Governo oferecerá 100 mil bolsas de estudo no exterior
Programa Ciência sem Fronteiras deve beneficiar estudantes de graduação, doutorado e pós-doutorado
Déborah Gouthier

O governo federal irá conceder, a partir de 2012, 100 mil bolsas para que brasileiros estudem no exterior, por meio do programa Ciência Sem Fronteiras. O projeto pretende beneficiar estudantes com 27 mil bolsas de graduação; 24 mil de doutorado com um ano de duração; 9,7 mil bolsas de doutorado integral, com 4 anos de duração; 9 mil bolsas de pós-doutorado e 1950 bolsas para jovens cientistas, pesquisadores e especialistas.

Entre as bolsas, 40 mil serão administradas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), 30 mil pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e 25 mil pela iniciativa privada. No mundo todo, 238 universidades foram selecionadas para integrar o programa, como as aclamadas Harvard e Cambridge.

Estudantes da área de ciências exatas foram priorizados pelo MCT, especialmente das áreas de tecnologia da informação e engenharia, já que o mercado tem maior deficiência de mão de obra qualificada neste setor. O Ciência sem Fronteiras oferece bolsa de US$ 800 mensais, passagem aérea, seguro saúde, auxílio instalação e algumas taxas de universidade, dependendo do caso, e o estudante ainda poderá realizar estágio em uma empresa estrangeira.

O processo seletivo será realizado pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e ProUni (Programa Universidade para Todos e deverá ser realizado ainda este ano). Como pré-requisito, foi instituída a pontuação mínima de 600 pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mas a participação dos alunos em olímpiadas realizadas na escola também será analisada, assim como o equilíbrio de etnias, classes sociais e regiões do País.

Durante a reunião, Moacyr Auerswal, secretário-geral da Nova Central Sindical de Trabalhadores, sugeriu que o programa seja acompanhado da criação de cursos de línguas que beneficiem estudantes de baixa renda no domínio do idioma do País que, porventura, virão a estudar.

Veja na íntegra o documento apresentado sobre o programa Ciência sem Fronteiras. »»»http://www.jornalopcao.com.br/arquivos/files/cienciasemfronteiras.pdf

*Com informações dos portais Universia Notícias e Olhar Digital

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

brasil dificulta imigração


Brasil dificulta imigração a cidadãos europeus

in diálogos lusófonos
December 3, 2012 – 12:53 am
width=280O Brasil está a defender-se dos imigrantes da União Europeia, dificultando a “invasão” de pseudo-turistas que se tem acentuado nos últimos tempos. Tal invasão começa a criar demasiados problemas, até porque esses turistas se deslocam sem recursos que lhes permitam permanecer no país.
O prestigiado jornal Folha de São Paulo, de 1 de dezembro, titula que  “Permanência de europeus no Brasil é limitada a 90 dias”.
A Dilma [presidente Dilma Rousseff] não renova mais o visto dos europeus”. Foi o que a jornalista espanhola Laura, 25, escutou da Polícia Federal do Rio quando quis prorrogar por três meses sua estadia no Brasil.
Os europeus parecem estar a pagar pelo tratamento de que têm sido alvo os brasileiros não só na Europa como nos Estados Unidos. Segundo o jornal “o consulado dos EUA dá visto, mas segura passaportes em SP.”
Segundo o jornal, os turistas europeus que viajam para o Brasil não poderão mais ficar seis meses no país. Um acordo assinado entre a União Europeia e a presidente Dilma, de reciprocidade, estabelece a isenção de visto para os turistas, mas também limita o prazo de estadia a 90 dias em cada período de seis meses.
Antes do acordo, em vigor desde 8 de outubro, o tempo era de 90 dias prorrogáveis por mais 90 em um ano. Por regra, as autoridades brasileiras autorizavam a prorrogação da estadia por mais 90 dias.
Segundo o jornal,  a  historiadora de arte espanhola Dina Caball, 26, chegou ao Brasil com a intenção de conseguir um emprego. Três meses depois negociava um contrato que lhe permitiria ficar regularmente no país, mas precisava de mais tempo para resolver a burocracia. “Fui até a PF para saber se me concederiam um prazo até formalizar meus papéis. Mas me falaram que não e voltei para a Espanha. Eu não queria ficar irregular, mas agora temo não conseguir voltar. Aqui da Espanha não consigo acompanhar minha contratação”, conta.
O Itamaraty adverte que “mesmo nos acordos antigos, não se fala em direito automático de permanecer seis meses.” “Nossos turistas de lá e de cá, portanto, não poderiam e não vão poder viajar com a expectativa de que a estada será, com certeza absoluta, de 180 dias.”
Segundo fontes qualificadas, o Brasil vai adotar brevemente o modelo europeu de imigração, exigindo que os turistas se apresentem na fronteira com o correspondente a 80 euros mas 40 euros por dia de estadia, contada da data de regresso aposta no bilhete, só podendo as companhias de aviação alterar a data de regresso mediante comprovação de recursos para a estadia no país.
Portugal e o Brasil assinaram acordos bilaterais que facilitam a contratação de nacionais de ambos os Estados e que prevalecem sobre os acordos dos Brasil com a União Europeia.
Isso não prejudica, porém, a necessidade da criteriosa organização de um dossier de imigração no caso de um português pretender emigrar para o Brasil

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Elisa Freixo lança CD gravado na Alemanha

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS
Elisa Freixo lança CD gravado na Alemanha 
Obra será apresentada em concertos aos Órgãos Históricos de Mariana e Tiradentes e em Ouro Preto

A organista e cravista Elisa Freixo lança seu 14º álbum, em concertos especiais aos órgãos históricos de Ouro Preto, Mariana e Tiradentes. Os concertos apresentam parte das obras gravadas e acontecem no dia 1º de dezembro, no Museu do Oratório, em Ouro Preto, às 18h30; no dia 2 de dezembro, na Catedral da Sé de Mariana, às 12h15 e; no dia 7 de dezembro, na Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes, às 20h. Os ingressos para as apresentações e os CDs estão à venda nos locais do concerto.

Gravado durante o verão europeu de 2010, na Igreja de Waltersdorf, na Alemanha, o CD traz um repertório com músicas do Barroco tardio de tradição ibero-americana. Músicas de Scarlatti, Soler, Anônimos de Chiquitos, Sor Maria Clara, Seixas e Xavier Baptista promovem um intercâmbio cultural no sentido inverso, já que essas obras são quase desconhecidas na Alemanha. 

Serviço: Lançamento do CD Waltersdorf – Elisa Freixo
Dia 1º de dezembro – Ouro Preto
Horário: 18h30
Local: Museu do Oratório (Adro da Igreja do Carmo, 28, Centro).
Ingressos: R$10,00

Dia 2 de dezembro – Mariana
Horário: 12h15
Local: Catedral da Sé (Praça da Sé) 
Ingressos: R$ 24,00

Dia 7 de dezembro – Tiradentes
Horário: 20h
Local: Matriz de Santo Antônio
Ingressos: R$20,00

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

restauro polémico

Santa restaurada ficou com cara de "Barbie"

Publicado às 00.21

 
 112 10 0
Um restauro numa imagem de Santa Bárbara, instalada numa capela em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, deformou as feições da figura, deixando-a com cara de "Barbie", denunciou o historiador brasileiro Milton Teixeira.
 
foto DR
Santa restaurada ficou com cara de "Barbie"
Antes e depois do restauro
 

"Venho fotografando a santa há 20 anos e a última vez que fui lá, no dia 24 de novembro, levei um susto. Primeiro pensei que tinham trocado a santa. Fizeram uma 'lambança' [trabalho desajeitado], transformaram Santa Bárbara na bonequinha Barbie", declarou Teixeira em entrevista à Lusa pelo telefone.
Segundo a descrição do historiador, a imagem sofreu pinturas que descaracterizam o seu tom de pele, um contorno excessivo nos olhos, reforço na cor da boca, entre outras modificações, que podem ser consideradas um "crime" ao património histórico brasileiro.
"Botaram batom, fizeram sobrancelha, botaram rímel, acabaram com a santa. E era uma santa com 200 anos, ainda estava com a carnação original, só a recuperação dessa carnação primitiva, vai levar um tempo gigantesco", queixa-se o professor, que não descarta a possibilidade de a santa ter origem portuguesa.
"A imagem provavelmente veio de Portugal - mas isso eu não posso botar minha mão no fogo - mas pelo tamanho dela, pelas feições, bem lusitanas, eu acreditaria que ela veio de Portugal", considera.
Ler Artigo Completo (Pág.1/5)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

BRASIL CRESCE

INN DIÁLOGOS LUSÓFONOS

O Brasil cresceu...

  • Instituto Baleia Jubarte/Divulgação
    Arquipélago de Abrolhos (BA), na imagem acima, incorporado ao Estado da Bahia, contribuiu para o aumento da extensão territorial brasileira Arquipélago de Abrolhos (BA), na imagem acima, incorporado ao Estado da Bahia, contribuiu para o aumento da extensão territorial brasileira
A aquisição de arquipélagos fez com que o Brasil aumentasse em mais de 890 km² sua superfície territorial na última década, apontou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (27). A adoção de um novo sistema tecnológico de referência geométrica, que consegue mapear de forma mais precisa o território brasileiro, também contribuiu para este incremento no território brasileiro. De acordo com o instituto, o Brasil tem atualmente 8.515.767,049 km² de território, o que significa um incremento de 0,01% sobre o valor da última publicação da área territorial brasileira feita em 2002.
Apesar de parecer um crescimento pequeno, a superfície ampliada é maior do que muitos países do planeta, como as ilhas caribenhas de Granada (350 km²), Antígua (442 km²) e Barbados (430 km²).
Entre as alterações, está a da área do Estado da Bahia, que passou a incorporar os valores das áreas insulares do arquipélago de Abrolhos, subordinado ao município de Caravelas, e a área do Estado de Santa Catarina, que passou a incorporar os valores de área referentes às águas internas da baía Sul e baía Norte, entre o continente e a Ilha de Santa Catarina.

Também houve mudanças nos valores de área dos Estados nordestinos do Ceará, de Pernambuco e da Paraíba onde foram ajustados em conformidade com os limites descritos no "Atlas de Limite", documento de referência para todos os limites interestaduais do Brasil.

No Rio Grande do Sul, foram computadas as áreas referentes à Lagoa dos Patos (10.152,408 km²) e à Lagoa Mirim (2.811,54 km²), de acordo com a Constituição Estadual de 1988.

Tecnologia

No reprocessamento da área territorial do Brasil, em relação aos valores oficiais de 2002, foi adotado o SIRGAS 2000 (Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas), cuja principal vantagem, em relação aos demais sistemas de referência utilizados, está no uso direto da tecnologia de GPS, importante ferramenta para a atualização de mapas, além de outros usos como o controle de frota de empresas transportadoras e navegação aérea, marítima e terrestre, em tempo real.

Com a tecnologia, foi possível ter maior precisão no mapeamento do território brasileiro e na demarcação de suas fronteiras. Segundo o IBGE, em 1889, data da primeira estimativa oficial para a extensão superficial do território brasileiro, o valor do território do país era de 8.337.218 km².  O valor foi obtido a partir de medições e cálculos efetuados sobre as folhas básicas da Carta do Império do Brasil, publicada em 1883.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/11/27/brasil-ganha-890-km-de-extensao-na-ultima-decada-diz-ibge.htm

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

BRASILEIROS EM PORTUGAL

Brasileiros formam a maior comunidade de estrangeiros em Portugal

Lisboa - Os brasileiros formam a maior comunidade de estrangeiros residentes em Portugal. De acordo com o Censo 2011 (resultados definitivos), há 109,7 mil brasileiros, o que equivale a 28% dos 394,4 mil imigrantes. Depois do Brasil, o maior número de estrangeiros residentes em Portugal vem de Cabo Verde (10%), Ucrânia (9%) e Angola (7%).  Leia mais

terça-feira, 20 de novembro de 2012

mostra fotográfica em salvador

Salvador recebe exposição fotográfica "Janelas Portuguesas"

Salvador - O Gabinete Português de Leitura, no Centro Histórico de Salvador, acolherá de 30 de novembro a 21 de dezembro a exposição fotográfica itinerante "Janelas Portuguesas". O evento faz parte das comemorações de 150 anos do Gabinete Português de Leitura.  Leia mais

dom joão vi no brasil

Marta Suplicy quer fazer filme em coprodução com Portugal sobre D.João VI no Brasil

Lisboa - A ministra da Cultura, Marta Suplicy, quer que Brasil e Portugal façam um filme épico sobre a ida da família real para o Brasil em 1808. "Se D. João não tivesse ido pra lá, quanto tempo ia levar para a gente deixar de ser colônia?", perguntou a ministra, durante visita a Lisboa.  Leia mais

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

cultura indígena

Colóquio em Portugal debate culturas indígenas

Lisboa - O Museu da Electricidade, em Lisboa, acolhe esta segunda-feira o colóquio "Culturas Indígenas no Século XXI". Direitos humanos e cidadania, economia verde e território, interculturalidade e pós-colonialismo serão alguns dos temas em debate. Leia mais

investimento e turismo

Investimento português em ações brasileiras cai há três meses seguidos

Lisboa - Os fundos de investimento portugueses estão com cada vez menos investimento aplicado em acções de empresas brasileiras. Em outubro, os fundos de investimento lusos tinham 63,7 milhões de euros em ações de empresas do Brasil. É um dos valores mais baixos dos últimos anos.  Leia mais

Turismo brasileiro em Portugal acumulou até setembro crescimento de 14,6%

Lisboa - O turismo brasileiro em Portugal teve em setembro, em termos homólogos, uma ligeira redução, mas no acumulado do ano o número de dormidas de brasileiros em estabelecimentos hoteleiros lusos, que ultrapassou as 885 mil, apresenta um crescimento de 14,6% face aos primeiros nove meses do ano passado. Leia mais

Economista português Tito de Carvalho lança livro no Recife

Brasília - O economista e professor universitário português Tito Ferreira de Carvalho estará na próxima sexta-feira, dia 23, no Recife, para apresentar na Universidade Católica de Pernambuco o seu novo livro "O investimento português no Brasil e os desafios do futuro". Leia mais
 

trancoso gemina com Itabirito

Trancoso geminou-se com o município brasileiro de Itabirito

A ligação à região portuguesa de Trancoso de vários elementos da comunidade luso-brasileira de Minas Gerais impulsionou a assinatura de um acordo de geminação este mês.
Lisboa - O município português de Trancoso é desde 9 de novembro uma "cidade irmã" de Itabirito, no Estado de Minas Gerais (Brasil), fruto de um protocolo celebrado naquela cidade brasileira, com as presenças do prefeito de Itabirito, Manoel da Mota Neto, e do presidente do município de Trancoso, Júlio Sarmento, além do vice-presidente do Centro da Comunidade Luso-Brasileira de Belo Horizonte, Marco António Borges.
O Centro da Comunidade Luso-Brasileira está este ano a celebrar os 100 anos da sua fundação e é presidido por Leonardo da Costa Andrade Mendes, de raízes familiares em Póvoa do Concelho, Trancoso, tendo como secretário-geral António Andrade Mendes, também natural de Póvoa do Concelho.
Segundo uma nota de imprensa do município português, "a geminação tem como fundamento, o interesse cultural e histórico de aprofundar a ligação entre Itabirito no Brasil e Trancoso".
O acordo tem ainda em conta "o reconhecimento da importância histórica de Itabirito e Trancoso, bem como o interesse político de alargar e diversificar as relações institucionais de ambos os municípios, contribuindo para uma maior aproximação da nação brasileira e portuguesa".
Um dos objectivos da geminação é o estudo histórico e cientíico da identidade do topónimo Itabirito com base na historia e na acção do seu fundador, Luís Figueiredo Monterroyo, senhor de Torre do Terrenho, concelho de Trancoso. Está também prevista a cooperação institucional nos domínios cultural, educacional, social, económico e turístico.
O cônsul de Portugal em Belo Horizonte, André Mello Bandeira, também presente na assinatura do acordo, disse por sua vez que estes tipos de parcerias são "importantes e necessários" no aprofundamento das relações entre povos, neste caso entre o Brasil e Portugal.

http://www.portugaldigital.com.br/sociedade/ver/20073271-trancoso-geminou-se-com-o-municipio-brasileiro-de-itabirito

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

jazz português no Rio


Duo português de jazz apresenta concerto no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - O Arte Institute, com o apoio do Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro e o patrocínio do Instituto Camões, em Brasília, promove este sábado, 17, no Palácio de São Clemente, na capital fluminense, o concerto "Conversa de Viagem", com Sara Serpa e André Matos.  Leia mais

terça-feira, 13 de novembro de 2012

min da cultura do brasil em lisboa

Ministra da Cultura vai a Lisboa inaugurar espaço do Ano do Brasil em Portugal

Lisboa - A ministra da Cultura, Marta Suplicy, inaugura em Lisboa, na próxima sexta-feira (16), o Espaço Brasil - um centro cultural no Lx Factory, no bairro de Alcântara, onde será promovida parte das atividades do Ano do Brasil em Portugal, como shows, apresentações de concertos, exposições, palestras, workshops, gastronomia e outras atividades.  Leia mais

domingo, 11 de novembro de 2012

cultura baiana (humor)

in diálogos lusófonos
Um pouco da fantástica cultura baiana para o mundo! xD

O "lá ele" é uma das mais importantes expressões do idioma baianês,
mais especificamente do dialeto soteropolitano baixo-vulgar. Segundo
os léxicos, a expressão significa "outra pessoa, não eu" (LARIÚ,
Nivaldo. Dicionário de baianês. 3ª ed. rev. e ampl. Salvador: EGBA,
2007, s/n).

A origem da expressão é ambígua. Alguns etimologistas atribuem seu
surgimento às nativas do bairro da Mata Escura, enquanto outros
identificam registros mais antigos no falar dos moradores do Pau
Miúdo. O certo, porém é que o "lá ele" desempenha papel fundamental em
um dos aspectos mais importantes da cultura da primeira capital do
Brasil - a subcultura urbana do duplo sentido.

Desde a mais tenra infância, os naturais da Soterópolis são treinados
para identificar frases passíveis de dupla interpretação. Da mesma
forma, os soteropolitanos aprendem desde cedo a engendrar artimanhas
para que seu interlocutor profira expressões de duplo sentido.

Assim, as pessoas vivem sob constante tensão vocabular, cuidando para
não fazer afirmações que possam ser deturpadas pelo interlocutor. Para
indivíduos do sexo masculino, por exemplo, é vedado conjugar na
primeira pessoa inocentes verbos como "dar", "sentar", "receber",
cair", "chupar" etc. O interlocutor sempre estará atento para, ao
primeiro deslize, destruir a reputação de quem pronunciou a palavra
proibida.

Como antídoto para a incômoda prática, o "lá ele" surgiu como uma
ferramenta indispensável na comunicação do soterpolitano. Assim, o
indivíduo que falar algo sujeito a interpretações maliciosas estará a
salvo se, imediatamente, antes da reação de seu interlocutor, falar em
alto e bom som "lá ele!"

Por exemplo, qualquer homem, por mais macho que seja, terá sua
orientação posta em dúvida se falar "Neste Natal comi um ótimo peru".
Contudo, se sua frase for "Neste Natal comi um ótimo peru, lá ele!",
não haverá qualquer problema. No mesmo diapasão, confira-se:

(i) se um colega de trabalho enviar um e-mail perguntando "vai dar
para almoçar hoje?", não se pode redarguir apenas "Sim"; deve-se
reponder "Vai dar lá ele. Vamos almoçar";

(ii) se, na pendência do pagamento de polpudos honorários, um advogado
perguntar ao outro "Já recebeu?", a resposta deverá ser "Recebeu lá
ele. Já foi pago";

(iii) ou, ainda, se alguém tiver a desdita a desdita de nascer no
citado bairro do Pau Miúdo, o que poderá transformar sua vida em um
interminável festival de chacotas, deverá sempre valer-se da ressalva:
"eu sou do Pau Miúdo, lá ele".

Para melhor compreensão da matéria, reproduz-se abaixo um exemplo
real, ocorrido no último domingo durante a transmissão do épico
triunfo (vitória é coisa de chibungo, lá ele) do glorioso Esporte
Clube Bahia sobre o Atlético de Alagoinhas:

- Locutor: "Subiu o cartão amarelo?"

- Repórter: "Subiu o amarelo e o vermelho."

- Locutor: "Mas você está vendo subir tudo!"

- Repórter: "Lá ele!"

Note-se que o "lá ele" pode sofrer variações de gênero e número, de
acordo com a palavra que se pretende neutralizar. Se, antes de uma
sessão do TJBA, alguém perguntar "Você conhece os membros da turma
julgadora?", deve-se objetar com veemência: "Lá eles!". Ou se o
cidadão for à Sorveteria da Ribeira e lhe perguntarem "Quantas bolas o
senhor deseja?", é de todo recomendável que se responda "Duas, lá
elas, por favor".

A cultura duplo sentido oferece outros fenômenos da comunicação
interpessoal. Veja-se, a título de ilustração, o sufixo "ives".

Em Salvador, não se pode falar palavras terminadas em "u",
principalmente as oxítonas. Independentemente de sexo, idade ou classe
social, o indivíduo poderá ser mandado para aquele lugar (lá ele). A
pronúncia de uma palavra que dê (lá ela) rima com o nome popular do
esfíncter (lá ele) será prontamente rebatida com a amável sugestão.
Para fazer face ao problema, a vogal "u" passou a ser costumeiramente
substituída pelo sufixo "ives".

Destarte, o capitão da Seleção de 2002 é tratado como "Cafives"; o
Estádio de Pituaçu virou "Pituacives"; o bairro do Curuzu se tornou
"Curuzives"; a capital de Sergipe sói ser chamada de "Aracajives"; e
as pessoas que atendiam pela alcunha de Babu, com frequência utilizada
na Bahia para apelidar carinhosamente pessoas de feições simiescas, há
muito tempo passaram a ser chamadas de "Babives".

Agora todos sabem usar "lá ele"! xD

Autor desconhecido

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

festival Villa-Lobos

50º Festival Villa-Lobos distingue música brasileira

Rio de Janeiro - O Festival Villa-Lobos chega ao seu cinquentenário com uma ampla agenda de concertos e outros eventos durante 17 dias a partir desta sexta-feira.  Leia mais