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domingo, 3 de março de 2013

Português terá 350 milhões de falantes até o final do século



Português terá 350 milhões de falantes até o final do século

"O português hoje não é de Portugal, mas 'também' é de Portugal. Nós temos que acrescentar o 'também'. A grande riqueza que temos na Comunidade de Países da Língua Portuguesa [CPLP] é exatamente a partilha de uma coisa comum. Para que a língua seja de todos, todos temos que ceder", diz Anacoreta Correia, do Observatório da Língua Portuguesa.
Lisboa - Até o final do século 21, os oito países falantes de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) terão uma população de 350 milhões de pessoas – 100 milhões a mais que os atuais cerca de 250 milhões (dos quais mais de 190 milhões são brasileiros).
A conta é de Eugénio Anacoreta Correia, presidente do Conselho de Administração do Observatório da Língua Portuguesa, que funciona em Lisboa. Segundo ele, o número crescente de falantes do idioma é um dos fatores que aumentam o "potencial econômico" da língua.
Em sua opinião, a tendência demográfica - junto com a ascensão econômica de Angola, Brasil e Moçambique, bem como fatores culturais (como a música) e a Copa de Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos Rio 2016 – explicam o "boom do interesse" mundial pelo português, ao falar do aunento da procura por cursos de português em países não lusófonos.
Correia encerrou, quinta-feira (28), o 1º Congresso Internacional da Língua Portuguesa, organizado pelo observatório e pela Universidade Lusíada. O adiamento no Brasil da obrigatoriedade da nova ortografia para 2016 (decidido pela presidente Dilma Rousseff em dezembro passado) em nada afeta a expansão do idioma, na avaliação de Correia.
"Não é drama nenhum. O acordo não pode ser imposto, tem que ser absorvido pela sociedade e isso precisa de tempo", defendeu em entrevista à Agência Brasil.
Segundo ele, "o que o Brasil fez foi um adiamento do prazo para terminar o processo, mas não interrompeu o processo", salientou. Para Correia, o governo brasileiro postergou a obrigatoriedade "por razões técnicas", tais como a necessidade de preparação de livros didáticos e professores.
"O Brasil é um continente. As dificuldades regionais, as assimetrias, a preparação de pessoas, a preparação de manuais em um país que tem a dimensão e a variedade do Brasil são muito grandes. Entendo perfeitamente que por razões técnicas possa ter havido necessidade desse adiamento".
O adiamento da entrada em vigor do acordo ortográfico no Brasil alimentou as críticas portuguesas às regras de unificação da escrita do idioma. É comum em Portugal escritores e colunistas publicarem textos em jornais e revistas com a observação de que não seguem as regras do acordo. "Utilizar isso como argumento antiacordo não é bom para ninguém", assinalou Eugénio Anacoreta Correia.
"O português hoje não é de Portugal, mas 'também' é de Portugal. Nós temos que acrescentar o 'também'. A grande riqueza que temos na Comunidade de Países da Língua Portuguesa [CPLP] é exatamente a partilha de uma coisa comum. Para que a língua seja de todos, todos temos que ceder", finalizou.

http://www.portugaldigital.com.br/cultura/ver/20075512-portugues-tera-350-milhoes-de-falantes-ate-o-final-do-seculo

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Atividade nos últimos dias:
O espaço Diálogo_Lusófonos tem por objetivo promover o intercâmbio de opiniões
"Se as coisas são inatingíveis... ora!/Não é motivo para não querê-las.../
Que tristes os caminhos se não fora/A mágica presença das estrelas!" Mário Quintana
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Tradução de mensagens :translate.google.pt/
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sábado, 9 de fevereiro de 2013

língua portuguesa no MET


Sexta-feira, 08 de Fevereiro de 2013

Museu nova-iorquino lança guia em língua portuguesa

Museu nova-iorquino lança guia em língua portuguesa
Metropolitan Museum of Art (MET), em Nova Iorque, o maior museu dos Estados Unidos e um dos maiores do mundo, anunciou, esta quinta-feira, o lançamento de uma versão em português do guia da sua coleção, o que demonstra o aumento da importância da língua portuguesa que continua a fazer-se sentir um pouco por todo o mundo.
 
De acordo com um comunicado divulgado pelo museu e citado pela Lusa, a versão portuguesa do Guia de Arte do MET é lançada a par de versões noutros idiomas, nomeadamente chinês, francês, italiano, japonês e espanhol.
 
"Sendo a primeira nova edição do guia do museu em quase 30 anos, [o livro] apresenta de forma elegante e acessível quase 600 obras-primas de um dos museus de maior renome e com maior popularidade em todo o mundo", salienta a instituição museológica.
 
Segundo o MET, o guia, em formato de livro, conta com reproduções a cores das obras da coleção e descrições elaboradas pelos peritos do museu, resultado de uma reescrição e reconceção da edição da década de 1980. O lançamento de novas edições em idiomas estrangeiros está previsto para 2014.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

MEIA....

DE DIÁLOGOS LUSÓFONOS
TROCANDO SEIS POR MEIA DÚZIA
(papo entre um Cearense e um Moçambicano)
 
- Por favor, gostaria de fazer minha inscrição no Congresso.
- Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
- Sou de Maputo, Moçambique.
- Da África, né?
- Sim, sim, da África.
- Aqui está cheio de africanos, vindo de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.
- É verdade. Se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade...
- Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.
- Desculpe, qual sala?
- Meia oito.
- Podes escrever?
- Não sabe o que é meia oito, sessenta e oito, assim, veja: 68
- Ah, entendi, meia é seis.
- Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material, DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?
- Quanto tenho que pagar?
- Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia.
- Humm... que bom. Ai está, seis reais.
- Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
- Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?
- Isso, meia é cinco.
- Tá bom, meia é cinco.
- Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
- Então já começou, são nove e vinte.
- Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
- Você pode escrever aqui a hora que começa?
- Nove e meia, assim, veja: 9:30
- Ah, entendi, meia é trinta.
- Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
- Sim, já estou na casa de um amigo.
- Em que bairro.
- Nas Trinta Bocas.
- Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria nas seis bocas?
- Isso mesmo, no bairro meia boca.
- Não é meia boca, é um bairro nobre.
- Então deve ser cinco bocas.
- Não, seis bocas, entende, seis bocas. Chamam assim porque há um
encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
- E há quem possa entender ?!...
 
(autor desconhecido)
 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

língua portuguesa



Domingos Simões Pereira, ex-Secretário Geral da CPLP faz a apresentação do Embaixador Francisco Seixas da Costa

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

debate em Lisboa sobre a língua

Sociedade civil debate língua portuguesa

Lisboa - A decisão de cerca de duas dezenas de organizações da sociedade civil de promoverem uma jornada de reflexão com vista a coordenarem e reforçarem os seus esforços em prol da língua portuguesa é a base da realização da conferência "A Sociedade Civil no Plano de Ação de Brasília", que vai decorrer na Academia das Ciências de Lisboa no próximo dia 31 de janeiro.  Leia mais

“Língua portuguesa é a terceira mais falada no Parlamento Europeu

[Anexos de Antonio Justo incluídos abaixo]
“Língua portuguesa é a
terceira mais falada no
Parlamento Europeu
à frente do espanhol.”
In “SOL”
Artigo da última edição do “SOL” (18.01.2013) sobre o português na União Europeia.
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Anexo(s) de Antonio Justo
1 de 1 arquivo(s)
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

MANIF

Manif, manif. ou manife

Por Lúcia Vaz Pedro

Apesar de a palavra "manif" ser contemplada na maior parte dos dicionários, urge ter em atenção alguns aspetos.
Em primeiro lugar, na linguagem jornalística, e uma vez que não são aconselháveis as abreviaturas nem o itálico, é aceitável que a palavra seja grafada desse modo.
Em segundo lugar, os dicionários grafam, primeiramente, o estrangeirismo que é utilizado em português; em seguida, regra geral, essas palavras são adaptadas às regras da nossa língua.
É o que acontece, por exemplo, com as palavras clube (s) ou chique (s), em que se acrescentou um -e no final da palavra (paragoge).
Ora, numa altura em que Portugal deve assumir-se em todos os sentidos e em que a língua portuguesa está em crescimento, seria importante repensarmos o uso de alguns estrangeirismos.
Assim, por exemplo, quando se escreve manif ou manifs, forma de origem francesa, estamos a negligenciar o valor da nossa língua, uma vez que, em português, não temos o singular terminado em -f nem o plural terminado em -fs. A terminação em consoante só acontece no singular de palavras terminadas em -l, -r, -s e -z (jornal, mar, lápis, rapaz). Em posição final, as outras consoantes só ocorrem ou em onomatopeias e interjeições (uf!) ou em estrangeirismos (self, rap, spot), devendo ser assinalados em itálico ou entre aspas.
No caso de manif dever-se-ia, pois, seguir essa regra, isto é, acrescentar um -e final ou -es, no caso do plural: manife, manifes. Nestes casos, estamos perante uma redução da palavra "manifestação", tal como acontece em "profe", "profes". Este processo tende a ocorrer em palavras muito longas e, em particular, em compostos greco-latinos, de que são exemplo nefrologia, pornografia ou fotografia.
No entanto, há sempre a possibilidade de se escrever "manif.", com um ponto no final da palavra, pois trata-se de uma abreviatura.
As regras das abreviaturas serão abordadas na próxima semana. 
[Fonte: www.jn.pt]
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domingo, 23 de dezembro de 2012

LÍNGUA PORTUGUESA NO URUGUAI

como penso que saberão, parte do Uruguai fala Português, sob diversos dialetos. recentemente, o Português foi instituido como língua de ensino obrigatório no Uruguai (caso único na América "espanhola"). não esperem que seja o Português de Lisboa. felizmente para eles, não é.
aqui vai um "sítio" uruguaio de expressão portuguesa:
O português uruguaio é muito dinâmico e heterogêneo, existindo uma série de dialetos que vão desde o português brasileiro padrão até ao espanhol rioplatense. Não obstante, possui uma variante que é a mais utilizada, e que pode ser usada como base de estudo: esta localiza-se geograficamente na zona q...
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doutor da mula ruça

in diálogos lusófonos

Quem foi o primeiro "doutor da mula ruça"?


  Os dicionários esclarecem que a expressão “doutor da mula ruça” usada em registo familiar e em tom depreciativo, se aplica a «indivíduos que possuem um título ou um diploma, mas que não têm os conhecimentos de que se dizem detentores». Por extensão, a expressão “doutor da mula ruça” aplica-se vulgarmente ao chamado charlatão, aquele que tenta enganar os outros, fazendo-se passar por algo que afinal não é, neste caso, fingindo ser muito erudito.
  No entanto, a história que se conta sobre o 1.º doutor da mula ruça aponta para um significado da expressão um pouco diferente, quase oposto, que é o do homem que exerce a prática (e tem os conhecimentos) mas que não tem o diploma que o habilitaria oficialmente para isso.

  Então quem foi este doutor da mula ruça? De acordo com vários autores, houve um homem no século XVI em Évora, de nome António Lopes, que era conhecido como o “físico da mula ruça”, e exercia medicina sem possuir o grau de doutor. Acontece que este senhor tinha estudado em Alcalá de Henares, em Espanha, perto de Madrid. Mas uns dizem que por falta de dinheiro não pôde pagar o diploma, e portanto acabou por exercer sem ele; outros contam que obteve o grau de bacharel, mas havia certas reservas em relação à sua prática, porque não era doutor pela Universidade de Lisboa. Seja como for, o que acontece é que ele terá pedido ao rei D. João III, uma espécie de “equivalência”, como agora se diria (de bacharel, o grau que teria adquirido em Espanha, para doutor) ou, se quisermos, uma “creditação de competências”, como agora também se faz, ao abrigo do Processo de Bolonha, se considerarmos que ele não chegou a obter o diploma em Espanha, ainda que tivesse frequentado a Universidade. O que parece certo é que o Rei, a pedido deste António Lopes, solicitou ao físico-mor do reino, Diogo Lopes, que o examinasse para se avaliar a sua competência para exercer medicina. O resultado da avaliação foi positivo e há um registo no Livro de Chancelaria de D. João III que declara precisamente isso: «que António Lopes, físico da mula ruça, morador em esta cidade me disse por sua petição que ele estudou nove ou dez anos no estudo de Alcalá» (excerto da carta régia de 23 de Maio de 1534).

  Portanto, fica a ideia de que este homem exerceu a profissão antes de obter oficialmente o grau academico, que solicitou esse grau por carta régia e não pela via normal, que seria um diploma da universidade, e que era conhecido como o “doutor da mula ruça”, talvez por se deslocar habitualmente numa mula de cor parda ou acinzentada. Não temos a certeza. Mas pelos vistos a sua actividade era contestada pelo facto de ele a exercer sem a mesma legitimidade que os outro físicos, o que o levou a sentir a necessidade de requerer o reconhecimento da sua competência. Algo que parece hoje novidade, mas que afinal não é...

http://linguamodadoisec.blogspot.pt/

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

negócios em Português - a língua

in diálogos lusófonos

Português potencia crescimento dos negócios

Baía de Luanda
Em Angola a língua é uma vantagem
D.R.
03/12/2012 | 01:39 | Dinheiro Vivo "A língua portuguesa é hoje uma das mais influentes do mundo, com tendência para o crescimento do número de falantes", em grande parte devido ao interesse por mercados em grande crescimento económico, como o Brasil e Angola. Esta é uma das conclusões do trabalho de investigação "Potencial Económico da Língua Portuguesa", desenvolvido por uma equipa do ISCTE-IUL coordenada por Luís Reto, e agora editado em livro. A análise teve em conta quatro variáveis: investimento direto estrangeiro, comércio externo, turismo e migrações.
"A atividade linguística desenvolve-se com o crescimento das economias dos países", defende Luís Reto, reitor do ISCTE-IUL. Veja-se o caso da China: com os olhos postos nas relações comerciais com os países da lusofonia, e o Brasil; há cada vez mais pessoas a aprender a falar português.
Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões, que encomendou o estudo, diz que cerca de 160 mil pessoas de países não lusófonos estão a aprender português. A língua "não pode ajudar de imediato o país", adverte Luís Reto, mas "irá contribuir à medida que os laços comerciais se forem desenvolvendo". Para tal, há que investir numa "política da língua em relação a países que não falam o português".
"A proximidade linguística tem um impacto quase nulo nas importações" de Portugal, enquanto os países de língua oficial portuguesa absorvem cerca de 8% das exportações nacionais, devido "ao peso de Angola". No comércio externo, surgem como fatores relevantes "a proximidade geográfica e a integração económica".
Brasil e Angola têm, na verdade, um peso significativo, representando 17% das saídas de investimento direto de Portugal, refere o estudo. Do mesmo modo "à entrada se verifica um peso superior ao natural do investimento direto, oriundo principalmente do Brasil e Angola - 5,7% em 2010".
Isto além das indústrias culturais e criativas - "mais diretas" -, que para Luís Reto são um importante instrumento de criação de riqueza e emprego; e o turismo e fluxos migratórios, ambos influenciados também por fatores linguísticos.
A língua portuguesa tem hoje 250 milhões de falantes, que representam 3,7% da população mundial e 4% da riqueza total. Os oito países de língua oficial portuguesa ocupam 10,8 milhões de quilómetros quadrados, cerca de 7,25% da superfície da Terra. E não menos importante, a língua pesa 17% no PIB português.
4 perguntas a... Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões
"Falantes do português estão a crescer na China"
Que conclusões destaca deste estudo?
Que há uma ligação entre a língua e a rota dos negócios. Brasil e Angola representam 17% das saídas de investimento direto de Portugal. Usámos o mesmo método do estudo para Espanha, em que o castelhano surge como o "petróleo" do país.
O estudo aponta para um número crescente de falantes de português. Como é possível?
Este estudo é o início. Vim agora de Pequim, na China, onde o número de falantes do português está a crescer, porque existe esta noção da relação estreita entre a língua e os negócios.
Com Portugal ou com mercados maiores como Brasil?
Sim, mas também com África. Mas a língua implica também outras relações, nomeadamente às áreas de conteúdos editoriais e de entretenimento ou até às telecomunicações. Juntar e internacionalizar editoras, por exemplo. A língua assume um lado virtual e de ciência, esta ainda incipiente, mas o estudo é o primeiro passo. No Facebook, o português é já a 3.ª língua.
Que fazer para que a língua portuguesa ganhe dimensão?
É preciso uma política de ensino. Há uma grande procura internacional de professores. A China está a apostar forte no Brasil e na África lusófona. São países que estão a crescer. Não compete ao Estado fazer tudo, mas mostrar caminhos e abrir portas.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO075205.html?page=0

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

valor da língua portuguesa

Marcelo Rebelo de Sousa

Língua Portuguesa tem "valor incomensurável"

por Lusa, publicado por Graciosa SilvaHoje
A língua portuguesa tem um "valor incomensurável" para a afirmação de Portugal na lusofonia e no mundo, disse hoje Marcelo Rebelo de Sousa, na apresentação do livro Potencial Económico da Língua Portuguesa, que decorreu em Lisboa.
"Não se trata de uma obra académica. É o começo de um processo. É preciso ouvir o que o Brasil pensa deste tema e também é preciso uma obra semelhante nos países irmãos da lusofonia", referiu Rebelo de Sousa, em jeito de desafio perante uma assembleia que encheu o salão nobre do palacete Seixas, a sede do Camões -- Instituto da cooperação e da Língua.
O trabalho de investigação, efetuado por uma equipa liderada por Luís Reto, reitor do ISCTE-IUL, e constituída pelos investigadores José Paulo Esperança, Mohamed Azzim Gulamhussen, Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa, é composto por duas partes.
Na primeira parte são apresentados estudos ligados às relações entre variáveis económicas/sociais e a língua e na segunda parte são analisados os resultados de um inquérito sobre "usos e perceção dos utilizadores da língua", realizado junto de cerca de 2.500 estudantes de português nas universidades e escolas do mundo em que existem centros de língua e leitorados apoiados pelo instituto Camões.
"É preciso olhar para o setor privado e social, que devem dar a sua perspetiva", insistiu Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado na mesa por Luís Reto e pela presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, perante uma plateia que incluiu embaixadores e representantes de países lusófonos, incluindo o secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy.
"Levar o livro às escolas, ao básico e secundário, para que se perceba o que está a ser tratado" ou "sensibilizar os decisores políticos e económicos" foram outras sugestões do académico e comentador político, que também fez um apelo "aos órgãos de comunicação social para que não se esqueçam do livro".

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

POTENCIAL ECONÓMICO DA LÍNGUA

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS

Livro

Potencial Económico da Língua Portuguesa

  • Luís Reto
  • Edição em Português. Publicado em 09-2012
A língua é um ativo intangível que beneficia de economias de rede. Quanto maior o número de utilizadores, maior o benefício que cada um extrai da sua partilha. Enquanto língua supercentral, na classificação de Calvet, o português é património comum de cerca de 250 milhões de pessoas cujo potencial está longe de ser otimizado. O seu valor resulta do benefício para os utilizadores (capital humano), da diminuição dos custos de transação nas trocas comerciais e de organização nas empresas transnacionais e da oportunidade de desenvolvimento económico, social e cultural das comunidades lusófonas. Este livro analisa o potencial da língua portuguesa na ótica das trocas de Portugal com o exterior e das expetativas dos estudantes de português no estrangeiro.  
A língua portuguesa é a quarta mais falada no mundo, como língua materna, e  regista uma das taxas de crescimento mais elevadas, na Internet, nas redes sociais, na produção de artigos e revistas científicas e na aprendizagem como segunda língua.

Ficha detalhada: "Potencial Económico da Língua Portuguesa" de Luís Reto

AutorLuís Reto
EditoraTexto Editores
Data de LançamentoSetembro 2012
ColecçãoGestão
ISBN9789724746074
Dimensões23,5 x 15,5 cm
Nº Páginas216
EncadernaçãoCapa mole

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O VALOR DA LÍNGUA


Valor cultural e económico “é muito grande e está a crescer” – Presidente do Observatório

Valor cultural e económico “é muito grande e está a crescer” – Presidente do Observatório

O valor da língua portuguesa em termos culturais e económicos "é muito grande e está a crescer", disse hoje em Macau o presidente do Observatório da Língua Portuguesa, Eugénio Anacoreta Correia.

28-09-2012
O presidente do Observatório da Língua Portuguesa participou hoje no seminário "Língua Portuguesa - Afirmação e Valor", onde foi apresentado o estudo "O valor da Língua Portuguesa".
"É muito grande e está em crescendo porque a zona da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] está em expansão demográfica, ao contrário de muitas zonas do mundo que estão em recessão demográfica; está em expansão cultural e está em expansão económica, portanto o valor da língua está a acentuar-se no mundo", disse à agência Lusa.
Tal como outros intervenientes no seminário, Eugénio Anacoreta Correia invocou a edição de outubro da revista inglesa "Monocle", que dedica várias páginas à importância do português no mundo e que o considera "como uma nova língua de poder e de negócios".
A sustentar a tese da expansão do português, o presidente do Observatório da Língua Portuguesa deu alguns "indicadores de ‘rankings' mundiais que permitem aferir o valor da língua e que colocam o português sempre em posições cimeiras".
"É a quinta língua mais falada no mundo, é a sexta na Internet, é a quarta no Twitter, é uma das três que é falada nos três continentes, particularmente em África", descreveu.
Eugénio Anacoreta Correia defendeu que a maior afirmação do português no mundo passa por três vetores, a começar por "uma concertação diplomática muito estreita para que seja adotado como língua oficial de documentação e de trabalho nos organismos internacionais".
O segundo vetor, continuou, é o da "intensificação do ensino de português, não apenas no mundo da CPLP que já o fala, mas naquele mundo que o quer falar", e o terceiro aspeto "o reforço da solidariedade interna no seio da CPLP para diluir as assimetrias existentes nos graus de desenvolvimento humano em todos os países".
"Temos de puxar todos os países para padrões reconhecidos de grande cidadania, de valor de bem-estar, e isso exige um esforço de solidariedade interna no seio da CPLP", acrescentou.
Ao destacar a "explosão" do interesse pela aprendizagem do português na China, onde há mais de 20 universidades a oferecer licenciaturas, o antigo embaixador de Portugal em Cabo Verde constatou que a evolução das relações comerciais entre a China e os países de Língua Portuguesa contribuíram para a maior procura da aprendizagem do português.
Ao abordar o interesse "explosivo na China" da aprendizagem do português, Eugénio Anacoreta Correia afirmou: "Não são só os países que falam português que sentem essa necessidade, é a própria China que sente essa necessidade".
"Angola é neste momento o segundo exportador de petróleo para a China. O Brasil é o maior parceiro comercial da China, ultrapassou os Estados Unidos. Obviamente que tudo isto funciona melhor se no Brasil se falar mais chinês e se na China se falar mais português", concluiu.

FV.
Lusa/Fim

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

FALECEU ELSA RODRIGUES DOS SANTOS DA SLP


Morreu a professora portuguesa Elsa Rodrigues dos Santos especialista em literaturas da África lusófona

Faceceu na noite de terça-feira, em Faro, sul de Portugal, aos 73 anos, vítima de doença súbita, a professora universitária Elsa Rodrigues dos Santos, especialista em literaturas da África lusófona.
Lisboa - Faleceu na noite de terça-feira, em Faro, sul de Portugal, aos 73 anos, vítima de doença súbita, a professora universitária Elsa Rodrigues dos Santos, especialista em literaturas da África lusófona.
Natural de Moçambique, Elsa Rodrigues dos Santos publicou diversos trabalhos considerados referência para o estudo das literaturas dos países africanos de língua portuguesa.
Presidente da Sociedade de Língua Portuguesa, era profunda conhecedora da literatura de Cabo Verde, tendo baseado a sua tese de mestrado na obra do poeta Jorge Barbosa.

domingo, 16 de setembro de 2012

FALAR PORTUGUES ESTÁ NA MODA

Falar português está na moda

«Língua nunca esteve em tão boa forma e a tendência é para crescer muito», garante linguista brasileira

Por: Redacção / CM | 27- 8- 2012 9: 43

Falar português está na moda, garantiu a linguista brasileira Edleise Mendes.

«O sucesso económico do Brasil e Angola está a puxar internacionalmente o interesse pelo português», mas o fenómeno traduz também «um avanço conjunto» da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

«Estamos a viver o boom do português e a crescer como bloco cultural e linguístico», realçou Edleise Mendes, nesta segunda-feira, em declarações à Lusa em Pequim.

«Creio que o português nunca esteve em tão boa forma e a tendência é para crescer e crescer muito», perspetivou a especialista.