Ivan Lins recebe, no dia 25 de fevereiro, o prêmio autor internacional atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores
Acompanhe a entrevista de Ivan Lins, em Lisboa, aqui
http://www.spautores.pt/comunicacao/videos-2?v=ivan-lins
http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=68639A escritora Hélia Correia venceu o Prémio Casino da Póvoa, atribuído no âmbito da 14ª edição do festival literário Correntes d'Escritas com o livro de poesia "A Terceira Miséria", editado pela Relógio d'Água. O prémio, no valor de 20 mil euros e que será entregue à autora no sábado, na sessão de encerramento do festival, que hoje começou na Póvoa do Varzim, foi atribuído por um júri composto pelos escritores Almeida Faria e Patrícia Reis e pelos jornalistas Carlos Vaz Marques, José Mário Silva e Helena Vasconcelos.
Os finalistas do prémio, este ano na categoria de poesia, eram oito: além da obra vencedora, os restantes sete eram "As Raízes Diferentes", de Fernando Guimarães, "Caminharei pelo Vale da Sombra", de José Agostinho Baptista, "Como se Desenha uma Casa", de Manuel António Pina, "De Amore", de Armando Silva Carvalho, "Em Alguma Parte Alguma", de Ferreira Gullar, "Lendas da Índia", de Luís Filipe Castro Mendes, e "Negócios em Ítaca", de Bernardo Pinto de Almeida".
Lusa/SOL
A seleção anual, feita pela equipa do suplemento literário de O Globo, apresenta 15 títulos, que incluem obras de ficção e não-ficção de autores brasileiros e estrangeiros. Entre os brasileiros estão "Solidão Continental", de João Gilberto Noll, "Formas do Nada", do poeta Paulo Henrique Britto, "Um útero é do tamanho de um punho", de Angélica Freitas, e "Barba Ensopada de Sangue", de Daniel Galera. Além do livro de Dulce Maria Cardoso, apenas três títulos não são de autores brasileiros. A norte-americana Jennifer Egan, com "A visita cruel do tempo", o poeta sírio Adonis, com a coletânea "Poemas", e o britânico Julian Barnes com "O Sentido de um fim" são os outros autores estrangeiros incluídos na seleção do jornal. "O Retorno", editado pela Tinta da China, foi lançado no Brasil em julho passado, durante a participação de Dulce Maria Cardoso na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa http://www.ionline.pt/portugal/retorno-dulce-maria-cardoso-entre-os-melhores-livros-2012-no-brasil O Retorno - Dulce Maria Cardoso, por Andreia Moreira
Publicado por copyright texto: Andreia Moreira
![]() Tenho quinze anos. O meu pai foi levado, de mãos presas atrás das costas, por um grupo de homens armados. Nada pude. Parto amanhã com a minha irmã e a minha mãe, para um país que desconheço, onde teimam afirmar que retorno. Nunca mais volto a esta terra quente, que é a minha. Deixamos cá tudo. Até a Pirata. Não sei se, se apercebeu que era para sempre que partíamos. Correu tanto atrás de nós… Inimaginável? Aconteceu em 1975 a muitas famílias portuguesas, aquando da descolonização. A escritora, Dulce Maria Cardoso (1964), viveu esses amargos dias e veio agora, contar-nos uma versão da história (não a sua) pela voz de Rui. Miúdo expedito e travesso que relata o que lhe acontece com uma leveza crua que magoa. Sai de Angola rapaz, chega a Portugal chefe de família. Rui, Milucha e dona Glória são encaminhados pelo IARN – Instituto de Apoio ao Retorno dos Nacionais – para um hotel de cinco estrelas no Estoril. Um edifício de luxo a abarrotar de pessoas desoladas, onde tem de dividir o quarto com as duas mulheres, célere se transforma em prisão que asfixia Rui. Repete amiúde, talvez para se consolar: «Um quarto pode ser uma casa e este quarto e esta varanda de onde se vê o mar é a nossa casa.» Faltavam-lhe o pai, os melhores amigos Lee e Gégé, a cadela Pirata, inclusive as vizinhas coscuvilheiras que maldiziam a mãe. As referências de outrora foram-lhe arrancadas à pressa e não houve tempo para se habituar ao frio, ou às pessoas que os acolheram desconfiadas. Algumas hostis. Era, todavia, tão vulnerável quanto resiliente e acompanhamos o seu recomeçar ao longo do período, que excedeu 365 dias, em que se encontrou naquelas circunstâncias. Cruzamo-nos com novos amigos, com pessoas que o intrigam, com as paixões que alimenta. Somos cúmplices nas transgressões. Na inocência também. Ouvimos-lhe o léxico à moda de lá. - Geleira, cacimbo, ginga-ginga, dar maca, são exemplos. - Conhecemos os hábitos que os desterrados trouxeram procurando, como podiam, reproduzi-los em parcos metros quadrados. Ser-vos-ão apresentadas inúmeras personagens. Apaixonante(s). Trata-se de viagem no tempo. Estamos em 1975. Temos quinze anos. Escrita magistral de quem sabe sair de si e ver pelos olhos de outrem. O Retorno (Tinta-da-China, 2011) é livro imperdível para se saber mais sobre a história recente de Portugal. Despido de juízos de valor, ou preconceitos. Testemunho de sobrevivência ao sofrimento, à maldade, à violência, ao medo, na perda maior de uma (tantas) existência(s). http://www.geracao-c.com/conteudo.aspx?lang=pt&id_object=7453&name=O-Retorno---Dulce-Maria-Cardoso,-por-Andreia-Moreira |
A CORTINA DOS DIAS - LIVRO DE ALFREDO CUNHA, fotógrafo
A Cortina dos Dias / Obscured
by Shadows
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 280
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-06257-4
Idioma: Português
O
fotógrafo Alfredo Cunha lança um livro antológico que cobre 4 décadas
de intensa actividade, “A cortina dos dias”, um resumo, nas palavras do
autor, de “uma vida fantástica, com acontecimento sucessivos”.
Em
“A Cortina dos dias” está o 25 de Abril, a descolonização, a miséria
social, as convulsões políticas, as revoltas a Leste, a guerra no
Iraque, os órfãos na Roménia, a devoção católica, a Índia, a explosão da
China e muito Portugal, do interior mais remoto ao bairro social
carregado
degraffiti.
Um livro de reportagens
“Isto
é um livro de reportagens, é um livro de fotojornalismo, mas não tem é a
estética normal do fotojornalismo, aqui existe uma cumplicidade com as
pessoas, uma integração do fotógrafo no meio e não há uma utilização das
pessoas quase como adereço que é a grande crítica que eu faço hoje ao
fotojornalismo”, afirma.
Ao folhear-se “A cortina dos dias” sobressaem
as imagens fortes dos rostos populares, mas quando interrogado sobre se
pode ser considerado, em Portugal, o “melhor fotógrafo do povo”, Alfredo
Cunha diz que não e fala de Eduardo Gageiro, de Gérard Castello Lopes,
de outros fotógrafos.
Através
da sua objetiva, intencional e plástica, revelam-se as luzes e sombras
de um mundo e de um país em mudança, que nos levam a redescobrir quem
somos e a trilhar novos caminhos
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Fonte: Porto24
http://coisasdecomunicacao.blogspot.pt/2012/12/a-cortina-dos-dias-livro-de-alfredo.html
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