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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

pós graduação em património



 
Com vista a preencher uma lacuna na oferta formativa na área do património material e imaterial da região norte de Portugal, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai iniciar, no próximo dia 9 de março, o Curso de Pós-Graduação em Património Cultural.
 
As inscrições encontram-se abertas.
 
Todos os detalhes podem ser conhecidos a partir daqui:
 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

património português


Heritage of Portuguese Influence/ Património de Influência Portuguesa — HPIP — é a evolução natural do projeto Património de Origem Portuguesa no Mundo: arquitetura e urbanismo que, sob a direção de José Mattoso, a Fundação Calouste Gulbenkian desenvolveu entre 2007 e 2012. Teve como objetivo uma publicação em três volumes, mais um de Índices, de uma compilação de informação sobre o tema, composta sob a forma de dicionário de matriz geográfica. Esse processo está bem caraterizado nos textos de apresentação do projeto de Emílio Rui Vilar e de José Mattoso, bem como no Histórico.
Evolução natural porque a obra impressa tem um preço e uma expressão física que na realidade só a torna acessível ao grande público em bibliotecas, mas também porque face à matéria e ao seu âmbito geográfico tem um enorme potencial de constante atualização. Mesmo com uma vasta e qualificada equipa como a que se reuniu para o efeito, não é possível cobrir a totalidade do planeta em casos e conhecimento já disponível e atualizado. São pois evidentes os dois eixos desejáveis de desenvolvimento do projeto: divulgação mais ampla e reunião integrada de informação dispersa. Uma vez conjugados de forma eficaz, podem gerar um feliz efeito recíproco de bola de neve. Basta que a divulgação estimule a colaboração e vice-versa.
Para atingir tais objetivos o meio ideal é o de um sítio em linha, que se apresente e funcione como portal público interativo da base de dados georeferenciada na qual se concentre e administre toda a informação reunida. Como capital inicial contamos com o conteúdo dos livros, que é, por certo, suficientemente atrativo e estimulante para suscitar a integração do contributo de todos quantos pelo mundo fora tenham algo a acrescentar ou a corrigir, seja através de conteúdos escritos ou gráficos (fotografia, desenhos, iconografia, etc.)
A conjugação de tudo isso produzirá a auto identificação da comunidade herdeira desses bens partilhados em influências várias e mestiçadas. O conhecimento e a sua globalização em ambiente pós-colonial é a base da identificação das comunidades com o(s) seu(s) património(s) e, assim, o catalisador da sua salvaguarda, valorização, uso e desenvolvimento integrados.
A reunião de um acervo com todas estas caraterísticas será por certo também relevante no apoio à comunidade científica, não apenas pela disponibilização de dados, mas pela forma cruzada e integrada como surgem, graças à gestão proporcionada pelo sistema de informação com base geográfica [SIG], pela atualização e integração permanentes de nova informação, pela facilidade de acesso, etc.
Além da gestão de informação de forma plenamente eficaz, o SIG permite a pesquisa, quer através do mais comum questionário alfanumérico (caixa com o ícone lupa no canto superior direito), quer navegando sobre um mapa ou imagem de satélite do GoogleMaps. Ali encontramos para cada item listado um pin com o logo do HPIP, mas também, para alguns dos núcleos urbanos de maior dimensão, um desenho sobreposto que evidencia o essencial do traçado urbano primitivo, as estruturas defensivas e/ ou o posicionamento dos edifícios fichados. Também é possível pesquisar diretamente sobre índices pré-formatados (geográfico/toponímicoonomásticoautores originaiscronológico) a partir do menu CONTEÚDOS>NAVEGAÇÃO. Outro meio de pesquisa disponível é diretamente sobre as imagens a partir dos submenus contidos emIMAGENS. Com um simples toque sobre a imagem tem-se acesso a todo o conteúdo da entrada a que diz respeito.
Em CONTEÚDOS>CONTEXTOS encontra-se um conjunto de textos simultaneamente de síntese e de enquadramento histórico segundo quatro grandes regiões geográficas: América do Sul; Asia e Oceania; Norte de África, Golfo Pérsico e Mar Vermelho; e África Subsaariana. Para cada uma dessas quatro regiões existe um texto geral mais extenso e um conjunto de outros mais pequenos, que detalham aspetos relativos ao PIP em cada uma das sub-regiões em que se organizou essa informação.


Visite o Portal do Património de Origem Portuguesa no Mundo no   http://www.hpip.org/Default/pt/Homepage

segunda-feira, 18 de junho de 2012

destruição património (Portugal)

in diálogos lusófonos

Aldeia avieira da Póvoa de Santa Iria ameaçada de demolição pela Câmara de Vila Franca de Xira



  
Esta cultura faz parte do movimento migratório que acompanha a história do país: em meados do século XIX, pescadores de Vieira de Leiria deslocavam-se sazonalmente para o Tejo e o Sado, numa área compreendida entre a Chamusca e Grândola, à procura do sustento da pesca que não encontravam durante o inverno no mar, tendo, um dia, aí se fixado em permanência.
Hoje, esta cultura marca a identidade viva e secular destas zonas ribeirinhas, com as casas em palafita (sobre estacas), cuja tipologia habitacional (organização do espaço) é distinta e irrepetível, os barcos típicos (bateiras) e a continuação destas artes por vários pescadores.
Já desde 2008 que existe um projecto para a candidatura da cultura avieira a património nacional, liderado pelo Instituto Politécnico de Santarém, contando com o apoio de diversas autarquias e tendo muitas entidades e instituições se juntado a este propósito desde então.

No início de Setembro de 2010, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) aprovou o co-financiamento, dentro do PROVERE, do Projecto de Desenvolvimento da Cultura Avieira do Tejo e do Sado, com o objectivo de estudar a cultura avieira, criar um plano de acção e de definição de estratégias para o desenvolvimento de uma rota turística, cultural e económica com base nas zonas ribeirinhas e singularidade das aldeias avieiras. Uma das ideias será criar uma rota turística que vai da Marina do Parque das Nações, na foz do Tejo, em Lisboa, até Constância, e que poderá ser percorrida por via fluvial ou terrestre.
Este projecto será financiado a 70% por fundos comunitários, no âmbito do QREN, com os restantes a provirem das autarquias envolvidas no projecto, até ao momento seis (Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Cartaxo, Salvaterra de Magos e Santarém).
Também no âmbito do Projecto Polis Rios, muito publicitado pelo Ministério do Ambiente, a ter início no rio Tejo, se “poderá integrar o apoio à requalificação das aldeias avieiras”, de acordo com as palavras do presidente da Administração Hidrográfica do Tejo, em representação da Ministra do Ambiente, no encerramento do I Congresso Nacional de Cultura Avieira, em Maio deste ano.
Apesar do reconhecimento da importância desta cultura e o interesse pelo seu estudo e valorização patrimonial e turística, existem aldeias avieiras ameaçadas de destruição. É o caso de dois assentamentos da cultura avieira de grande importância, situadas no concelho de Vila Franca de Xira (VFX), em Esteiro da Nogueira e Póvoa de Santa Iria.
A aldeia avieira de Póvoa de Santa Iria já foi parcialmente demolida pela Câmara Municipal, a qual tem a intenção de deitar abaixo o que resta, colocando um fim aos últimos testemunhos materiais e representativos desta comunidade única no concelho. Muitas das famílias e pescadores que aí viviam foram realojados longe do rio e do local onde habitam há gerações, sem grandes alternativas perante a degradação das suas habitações que a Câmara prefere demolir a reabilitar.
É que a construtora Teixeira Duarte comprou os solos da Póvoa de Santa Iria situados junto ao rio, onde se insere o bairro dos avieiros e em tempos havia salinas, com séculos de existência, antes de terem sido ilegalmente aterradas. Para este local a Câmara aprovou um loteamento com 1270 fogos a favor da construtora, só possível através da revisão do próprio Plano Director Municipal, em 2009, tendo, assim, avançado recentemente com a deslocação dos pescadores e suas famílias e a destruição das casas avieiras para permitir mais construção e betão na zona ribeirinha.
Tudo isto com a cumplicidade do programa Polis para a requalificação da zona ribeirinha do Tejo na zona sul de VFX que inclui esta área em questão. Estranhamente, o Polis ignora a existência do bairro de avieiros e as famílias e pescadores que aí tinham ou têm a sua habitação, junto do rio, visando apenas “proporcionar à população que tem como sua principal subsistência a actividade piscatória no rio Tejo, as condições necessárias para a guarda dos seus artefactos de pesca e local seguro de amarração das suas embarcações”. E, mais, prevê a instalação de um Parque Urbano, com gasto de verbas públicas, na área de cedência dos espaços verdes do loteamento.
Aliás, é muito questionável que as verbas públicas colocadas à disposição pelo Polis estejam a ser utilizadas pela Câmara Municipal de VFX para efectuar obras em áreas de cedência de espaços verdes de novos loteamentos por si aprovados e que estão projectados desde a Póvoa de Santa Iria até ao Sobralinho junto ao rio, aumentando a pressão humana sobre o Tejo. Os objectivos do Polis estão, portanto, subvertidos, já que está a ser usado para alimentar a especulação do solo, destruir o património cultural e danificar a identidade local, ao invés de promover a requalificação da zona ribeirinha, a preservação dos valores naturais e aproximar as populações do usufruto sustentável.
João Serrano, do núcleo coordenador do projecto de Desenvolvimento da Cultura Avieira, mostra-se muito preocupado que este “património histórico e cultura possa vir a ser destruído”, referindo que a intenção do projecto é “valorizar tudo o que ainda existe e as famílias que continuam a viver do Tejo". O núcleo apelou para que "não deitem abaixo o que resta, recuperem a aldeia avieira e mantenham os 19 cais palafíticos", como a que a Câmara Municipal adira ao projecto, o qual “seria ainda mais forte se a aldeia avieira da Póvoa de Santa Iria estivesse incluída, porque este seria o primeiro ponto de paragem da Rota dos Avieiros”, na nova rota turística a ser criada.
http://www.beparlamento.net/aldeia-avieira-da-p%C3%B3voa-de-santa-iria-amea%C3%A7ada-de-demoli%C3%A7%C3%A3o-pela-c%C3%A2mara-de-vila-franca-de-xira

quinta-feira, 31 de maio de 2012

ortugal Monumentos megalíticos da freguesia de Belas estão abandonados e a ser destruídos

in diálogos lusófonos
Patrimônio

Portugal Monumentos megalíticos da freguesia de Belas estão abandonados e a ser destruídos

As águas da CREL caem por cima de um obelisco porque os técnicos da obra, ao vê-lo assinalado no mapa, pensaram tratar-se de um poço

Por José Bento Amaro


Os exemplos de abandono do patrimônio, na freguesia de Belas, são vários. Junto a alguns monumentos da freguesia se acumula lixo e até peças de automóveis.


Um trabalhador da autarquia destruiu uma galeria funerária e nas obras da AE 16 as explosões deitaram abaixo uma anta.


Um cenário que se repete por cima do túnel de Carenque, da CREL. Também as pegadas dos dinossauros de Pego Longo foram cobertas de modo a poderem ficar preservadas, mas à superfície só existe lixo.


Mas não só os monumentos do período megalítico estão ameaçados!  Temos um exemplo até caricato e que se arrasta há vários anos. Diz respeito ao obelisco erguido no século XIX, em homenagem a D. João VI, na Quinta do Marquês, e classificado  como imóvel de interesse público.
A água que se acumula na CREL(estrada) desagua em cima do obelisco. O viaduto da CREL, situado à entrada de Belas, foi construído por cima do monumento e no projeto havia, no lugar da edificação, um pequeno círculo que pretendia assinalar um vestígio.
Os técnicos responsáveis pela obra entenderam, no entanto, que esse círculo simbolizava o local onde deveriam cair as águas pluviais que tinham de escorrer do viaduto. E daí o obelisco tem vindo a levar com descargas diretas de águas sempre que chove, acentuando-se a sua degradação.


Texto adaptado  http://jornal.publico.pt/noticia/26-05-2012/monumentos-megaliticos-de-belas-estao-abandonados-e-a-ser-destruidos-24608066.htm