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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

visitar portugal



http://www.youtube.com/watch_popup?v=sBZkR9TFFqk

: 10 reasons to visit Portugal

domingo, 20 de janeiro de 2013

DOM DUARTE QUER REINAR

Duarte Roriz
Católico, o Duque de Bragança critica ainda os Governos de terem aprovado o aborto “em vez de incentivarem as mulheres a darem os filhos para adoção"

COMENTÁRIO MAIS VOTADO
"Mais um que vive a custa dos contribuintes.Vai esperando sentado,apesar do descontentamento reinante,a solução não deve passar por sangue azul."
Anónimo
19 Janeiro 2013
“Há muitos portugueses que querem um Rei”

D.Duarte Pio não descarta hipótese de reinar

O Duque de Bragança D.Duarte Pio não descarta a hipótese de vir a reinar um dia, em Portugal. Numa longa entrevista dada ao jornal espanhol ‘El Pais’, deste sábado, o herdeiro da Monarquia diz até que “há muitos portugueses que querem um Rei”.


D.Duarte Pio cita ainda sondagens favoráveis ao regime que defende, dando conta que 30% dos portugueses o defendem, lembrando que muitos dirigentes monárquicos integram, atualmente, o CDS-PP.

“Aqui houve muitos Governos, de várias tendências políticas, que gastaram muito em coisas inúteis, em auto-estradas ou na Expo [98]. Não se pode pedir emprestado para pagar esses luxos quando Portugal não tem com que pagar”, refere no mesmo artigo.

Mais: D.Duarte lembra que Salazar nunca pediu dinheiro emprestado, “apenas para pagar a Ponte 25 de abril”.

“A mentalidade republicana é muito de olhar a curto prazo. A monarquia fá-lo mais a longo prazo”, acrescenta.

Definido pelo ‘El Pais’ como um “melancólico herdeiro sem trono”, D.Duarte refere que viaja sempre em classe económica e que o seu carro tem mais de dez anos.

Católico, o Duque de Bragança critica ainda os Governos de terem aprovado o aborto “em vez de incentivarem as mulheres a darem os filhos para adoção".
-- 
Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores /Um Australiano nos Açores, 

LISBOA

 https://www.youtube.com/watch?v=yz0eC-Egfyc

Em Lisboa




Lindo !!!
Pena não haver mais eventos destes, todos os dias, perto de nós ...    https://www.youtube.com/watch?v=yz0eC-Egfyc

sábado, 19 de janeiro de 2013

foguetão português há 49 anos

 

Em 19 de janeiro de 1964, na Boa Nova, Leça da Palmeira, foi lançado o primeiro foguetão de dois andares, idealizado e construído por 3 jovens portugueses.
Esse trabalho, para a nossa Memória Colectiva,  pode ser apreciado em  http://chuviscos.blogspot.pt/ .
Um abraço,

José GomesSe lutares, podes perder.
Se não lutares, estás perdido.
É com a luta que se forja o futuro!

 

ORION - 49 anos depois...



ORION
19 Janeiro 1964 - O início de um sonho...
49 anos depois
Esse dia 19 de Janeiro de 1964 foi um domingo soalheiro de inverno, com um céu muito azul, sem nuvens e vento quase nulo.
Na Praia da Boa Nova, em Leça da Palmeira, um mar chão muito calmo e que verdejava lá em baixo, arrancando reflexos dourados às águas que vinham beijar as areias (nessa altura ainda limpas) e deixava a flutuar franjas irregulares de espuma branca...
Nesta data três jovens portuenses arrastaram uma multidão de curiosos para o pinhal da Boa Nova (Leça da Palmeira) - onde hoje se encontra a refinaria de petróleo - para assistirem ao lançamento do primeiro foguetão de dois andares por eles construído.
Recorrendo-me à minha memória (nesta data em que o lançamento do Orion comemora o seu 49º aniversário) e aos meus apontamentos, deixo-vos com a minha visão desse acontecimento.

Dia 17 de Janeiro de 1964 – sexta-feira à noite

A data do lançamento do Orion aproximava-se.
Na sexta-feira, 17 de Janeiro de 1964, à noite, agarramos no Orion desmontado e nos convites que ainda não tínhamos distribuído e fomos “apresentá-lo” às redacções dos jornais do Porto: Jornal de Notícias, Comércio do Porto e Diário de Notícias.
Montamos o Orion (sem combustível, claro, não fosse o diabo tecê-las) na recepção dos referidos jornais e apresentámo-lo aos jornalistas de serviço que cuidaram das fotografias e das perguntas da praxe.

Dia 18 de Janeiro de 1964 – sábado

O dia seguinte, sábado, foi mesmo um dia para esquecer, tantas eram as tarefas para serem feitas.
O Daniel e o Jaime perderam a manhã no Governo Civil do Porto para “inventarem” uma licença para ser lançado o Orion.
Nessa altura eu trabalhava ao sábado, por isso fui para o meu local de trabalho sem ter lido os jornais.
Na altura trabalhava na Avenida dos Aliados. Desde a saída do autocarro até ao meu local de trabalho fui objecto de curiosidade por uma grande parte de transeuntes anónimos (que me olhavam como se tivesse antenas verdes no cimo da cabeça!!!), mas mais especialmente por parte dos meus colegas de trabalho que me mostraram as reportagens dos diversos jornais, com as nossas fotos em destaque.

Jornal de Notícias - 18 Jan 1964
Diário de Notícias - 18 Jan 1964
Comércio do Porto - 18 Jan 1964


O mais curioso, por volta do meio-dia, fui chamado ao gabinete do director que, com os jornais diários abertos na sua secretária e precisamente nas nossas fotografias, fez elogios à nossa "aventura" e as mais variadas perguntas de circunstância.
Curioso! Até então, quando nos cruzávamos era como se eu fosse invisível (uma vez por outra dizia bom-dia, mas muito raro!). A partir daquele momento passei a ser o “colega Zé Gomes”! O que faz a fama.
Aproveitei aquela boa maré para pedir um subsídio para nos ajudar a desenvolver o nosso Projecto Orion… Palavras que eu disse!!! Fiquei sem resposta, mas o sorriso enigmático com que se despediu, foi a melhor das respostas.
A partir dessa altura e sempre que nos cruzávamos pelos corredores, cumprimentávamo-nos com um bom dia ou boa tarde. Curioso! O meu nome varreu-se-lhe da memória…


Dia 19 de Janeiro de 1964 – domingo

Pouco passava das 8 horas da manhã e já muita gente se aproximava do local onde os aguardava os elementos do grupo de lançamento encarregues da recepção dos visitantes.
Eram acompanhados até ao Centro de Controle (a nossa humilde casamata) onde foram distribuídos os regulamentos e as características do Orion (mas rapidamente as folhas dactilografadas na noite anterior se esgotaram). Depois, em grupos, eram acompanhados até ao Orion (já montado na rampa de lançamento, mas ainda sem o combustível e sem o sistema de ignição) e lá satisfeitas as perguntas dos visitantes.

Boa Nova - Período de visitas ao foguetão Orion

Boa Nova - Período de visitas ao foguetão Orion - comentários...



Boa Nova - Período de visitas ao foguetão Orion - fotos a pedido...
Boa Nova - Período de visitas ao foguetão Orion - fotos a pedido...
Às 11 horas foi vedado o acesso ao Orion e proibido fotografar e observar de perto o foguetão.
Eu, o Jaime e o Daniel procedemos, então, ao carregamento do combustível sólido e completamos as ligações eléctricas do sistema de ignição.

Boa Nova - preparação e colocação do anel separador dos dois andares
(…)

Faltam 45 minutos! – disse eu, tirando o relógio do pulso e colocando-o no peitoril da janela da casamata, ao lado do caderno que nos servia de “check-in” do lançamento e dando baixa neste. — É preciso voltar a verificar o ângulo de inclinação da rampa de lançamento e a temperatura exterior do corpo do Orion — sussurrei ao Jaime.
OK! Aproveito e vou com o Daniel verificar as ligações eléctricas e o sistema de ignição... Ninguém respeita as normas de segurança. Com tanta gente à volta do foguetão, tantas fotografias que estão a tirar e tantas apalpadelas que lhe estão a dar, não me espanta mesmo nada que lhe tenham dado um encontrão e que se tenha desligado qualquer coisa – sugeriu Jaime, pegando nos materiais necessários para algumas substituições de última hora.

Enquanto o Daniel e o Jaime se afastavam, com as batas brancas a flutuar ao sabor da leve brisa, subi a pequena ravina na base da qual se encontravam os restos do que fora um abrigo – a que chamávamos, cheios de vaidade, casamata! – e que nos servia de Centro de Controle.

Oh como me doía a cabeça!

Foi uma noite mal dormida, na loja dos pais do Jaime, na confusão de máquinas de costura a trabalharem nas mãos experientes da mãe e da irmã do Jaime e de algumas amigas (para criarem os diversos tipos de braçadeiras), máquinas de escrever (que batiam os regulamentos, as especificações do Orion, as normas de segurança, as últimas instruções e verificações dos vários elementos que iriam fazer parte do “combustível” do foguetão). 
Não dormira quase nada nessa noite e levantara-me muito cedo, ainda não tinha começado a nascer o dia.

Oh como me doía a cabeça! E nem um comprimido tinha ali à mão…

Espraiei os olhos à minha volta: estava rodeado de um grande número de curiosos que procuravam o melhor local para assistirem ao lançamento do Orion. Lá no fundo, para os lados da Casa de Chá e do Farol da Boa Nova, uma densa multidão de pessoas apressadas aproximava-se do local do lançamento, desafiando os esforços dos nossos jovens “seguranças” que tentavam que essa “mole humana” se dirigisse para o perímetro de segurança que fixáramos previamente.

Olhei o corpo majestoso do foguetão, bem apontado para o céu e que cintilava beijado pelos raios de sol e acenei ao Jaime e ao Daniel que faziam ali as suas verificações.

O Eduardo, um dos responsáveis pela segurança do Projecto Orion, juntamente com outros jovens amigos, empurravam a custo o batalhão de fotógrafos, operadores de cinema e de TV para uma duna situada a cerca de 100 metros do local de lançamento. Mas mal virávamos as costas, os jornalistas regressavam ao ponto inicial, ávidos dos melhores ângulos para as suas fotografias...

Desci a ravina e regressei à casamata. Verifiquei o “check-in de lançamento” à minha frente, piquei as tarefas já executadas e disse maquinalmente:
— 30 minutos para a Hora Zero!

O Jaime e o Daniel que acabavam de chegar, olharam o relógio que se aproximava, inexoravelmente, das 13 horas (o lançamento do Orion esteve inicialmente marcado para as 12 horas mas, devido ao grande número de visitantes e do seu envolvimento na zona de lançamento, tivemos de marcá-lo para as 13 horas).
— Hora zero menos vinte minutos! – disse, dando baixa no “check-in”.

O Gaspar entrou na casamata, furioso e a barafustar:
— Não entendo estes jornalistas! Voltaram a romper o cordão de segurança e por mais que se faça não me obedecem! Já não sei mais que fazer!!!

Olhei para os jornalistas que, pouco a pouco, se aproximavam (e logo se instalavam de armas e bagagens cada vez mais perto da zona perigosa). Olhei o relógio e desta vez perdi a calma:
— Se esses gajos não recuam para trás das dunas, desta vez abortamos mesmo o lançamento! Eduardo, Gaspar, levem convosco todo a gente disponível e façam recuar os jornalistas para as zonas de segurança. E digam-lhes mesmo, ou eles recuam para as dunas ou abortamos o lançamento! Se há um azar e esta coisa explode, ficam que nem picado e quem se lixa somos nós!

Boa Nova - na casamata, centro de controle do lançamento do Orion

Continuei com o “check-in”, enquanto observava as negociações com os jornalistas. O Gaspar esbracejava e passeava-se de um lado para o outro. Não conseguia ouvir o que dizia. De repente, correu na nossa direcção e disse-nos, com um grande sorriso espalhado no rosto:
— Pronto, pronto, não se preocupem! Vão pôr toda a maquinaria fora das dunas e apontadas para o Orion e vão-se abrigar dentro do perímetro de segurança. Se houver qualquer “chatice“ assumem toda e qualquer responsabilidade. Vão-se as máquinas, ficam eles e ficamos nós sem as fotos do lançamento!
— Gostava de ver tudo isso passado a escrito! – resmungou o Jaime, encolhendo os ombros.
— Hora Zero menos dez minutos! — disse eu, olhando os jornalistas que se instalavam na zona negociada.
Um razoável perímetro de segurança estabeleceu-se, finalmente, junto do Orion.

— Hora Zero menos cinco minutos! — disse eu, olhando da casamata o foguetão que brilhava no meio do descampado.
De repente, um silêncio sepulcral invadiu toda a região. Parecia que toda aquela multidão, ululante até aí, tivesse deixado de respirar, ficando suspensa no que iria suceder no minuto seguinte.
Só o suave murmurar do mar, alguns metros lá em baixo, se associava à ligeira brisa que soprava...

— Hora zero menos...

— Porra, porra, pára-me já essa contagem, Zé ! – gritou o Eduardo, completamente fora de si! — Pára, pára tudo!!! A merda daquela avioneta está a aproximar-se! Rápido, os gajos da rádio que lancem um aviso…
Algum dos repórteres ao meu lado – não me lembro bem quem – que faziam a cobertura em directo do lançamento (ou alguém no aeroporto que os estava a ouvir), devem ter comunicado com a avioneta que acabou por dar meia volta, deixando livre o nosso espaço aéreo.

Depois desta ter saído do nosso campo visual e de se ter feito os acertos nas rotinas de segurança, recomecei a contagem decrescente, atrasada agora 15 minutos.

— Hora Zero menos quinze minutos!

Encostei-me ao beiral da janela (ao que restava dela!) e respirei fundo. A minha cabeça parecia que rebentava, mas tentei abstrair-me … Olhei à minha volta e vi o Jaime, bem ao meu lado, a verificar com uma das mãos as ligações do cabo de ignição e a roer as unhas da outra, com um ar muito compenetrado.
O Daniel – apesar de todas as normas de segurança e dos avisos em contrário – acendeu mais um cigarro que juntou ao outro que ainda mantinha aceso nos lábios, ajustou a braçadeira da sua bata branca e fez-me um sinal com a cabeça dizendo, ao meu olhar reprovador, que tudo estava bem.
Olhei para cima, para o que fora o telhado da casamata e vi dezenas de caras que observavam os nossos gestos, as câmaras de TV e de cinema que nos seguiam, os “flashes” que aumentava ainda mais a minha dor de cabeça...

De repente apercebi-me que até eu estava a roer as unhas!
Olhei, automaticamente, para o Jaime que me sussurrou entre um sorriso breve:
— Também tu, meu filho bruto!!! Deixa lá as unhas em paz e sossego…
Encolhi os ombros e limitei-me a dizer:
— Hora Zero menos cinco minutos!
Olhei o céu que se mantinha limpo, as várias equipas que estavam bem firmes nos seus postos, os jornalistas atrás das dunas... Cocei a cabeça...

— Hora Zero menos dois minutos!...
Foi então que senti como se me tivessem dado um soco no estômago e senti um calafrio a subir-me pela espinha. Estremeci e encostei-me, ainda mais, ao parapeito da janela...
— 30 segundos!...
— Está tudo OK! – disse Jaime, enquanto pousava o dedo no interruptor da caixa de ignição.

Olhei para o meu Pai que me espreitava lá de cima. Acenou-me; sorri-lhe e pensei que ainda há dois dias me criticava e que não acreditava no nosso Projecto.

Continuei a contagem:
— 20 segundos!...
— Ignição preparada! – disse o Jaime com voz calma e bem segura.
Daniel aproximou-se ainda mais da janela e assestou os binóculos no Orion. Limitei-me a prosseguir a contagem:
— 10!...
O suor, em camarinhas, começou a escorrer-me pela cara abaixo e a camisa, já completamente encharcada, estava colada às costas. As minhas pernas pareciam feitas de manteiga…! Sentia-me cair... Lá, muito ao longe e misturada com a minha dor de cabeça que agora latejava, ouvia a minha voz bater-me dentro da cabeça...
— 7... 6... 5...
— É agora ou nunca! – sussurrou o Jaime.
— Faz figas, Zé! – disse-me o Daniel, como que numa prece.
Os meus olhos, muito abertos, estavam agora bem fixos no foguetão:
— 4... 3... 2... 1 ... IGNIÇÃO!!!

Senti, mais do que vi, o Jaime a apertar o botão!
O berro com que concluí a contagem foi abafado pelo ruído ensurdecedor dos gases expelidos pela tubeira do Orion, enquanto este se erguia majestosamente nos céus da Boa Nova, largando um elegante novelo de fumo branco que o acompanhou na subida, para percorrer os 9.000 metros projectados por nós.

Seguiu-se uma estrondosa salva de palmas da multidão ululante que assistia ao lançamento do primeiro foguetão português.

13 horas: fotografia da subida do ORION
Fonte: Jornal de Notícias, 20 Janeiro 1964


Mal gritei “IGNIÇÃO” saí da casamata a correr em direcção à rampa de lançamento ainda envolta em fumo. Lembro-me de ver o corpo cilíndrico do foguetão subir no céu. Não me lembro da separação do segundo andar.

Corri, depois, em direcção ao mar, não sei bem porquê… e toda aquela multidão correu atrás de mim.



(…)






Em 19 de Janeiro de 1964 três jovens “cientistas” fizeram subir nos céus da Praia da Boa Nova, em Leça da Palmeira, o primeiro foguetão português. Esta “reportagem” foi retirada dos apontamentos que fiz na altura e tenta transmitir o acontecimento que atraiu e fez delirar milhares e milhares de pessoas que assistiram a uma experiência científica e como isso entusiasmou, nessa altura, os meios de comunicação do país.

No local onde foi lançado o foguetão Orion começou, mais tarde, a ser construída uma refinaria de petróleo…

Ainda hoje existe!



Recordo algumas das características do ORION:
  1. Primeiro andar - altura 1,32 m; diâmetro 50,8 mm; peso (vazio) 4 kg; tempo de combustão do propulsante 0,46 s; velocidade 350 m/s; força 480 kg.
  2. Segundo andar: altura 0,26 m; diâmetro 19 mm; peso (vazio) 60 g; tempo de combustão do propulsante 0,07 s; velocidade 560 m/s; força 50 kg.

  • A rampa de lançamento tinha uma altura de 1,50 m e o ângulo com a horizontal era de 80º; o zénite previsto da trajectória do Orion foi de 9.000 metros.
  • O combustível utilizado nesta experiência era sólido, prensado nas câmaras de combustão dos dois andares do foguetão. A ignição do primeiro andar, eléctrica, foi feita directamente pelo director de voo e a do segundo andar por inércia.
  • A cerca de quarenta metros da rampa de lançamento estiveram representantes dos órgãos de informação que, de máquinas apontadas, fotógrafos e operadores de cinema e televisão, registaram para a posteridade o lançamento do foguetão.

"(...) De súbito, o local ficou envolvido em silêncio tal que se conseguiam ouvir as ondas do mar. Começou uma voz a contar de dez para zero e, por entre um clarão de chamas e uma espessa nuvem de fumo, sem que houvesse tempo para o fixar, o «Orion» disparou em rápida subida, levando como direcção o Oeste, preparando-se para se elevar a 9.000 metros de altitude e cair depois no Atlântico. Ainda a enorme nuvem branca não se tinha esfumado, já a multidão corria entusiasmada para o local, onde as ervas estavam queimadas pela explosão, e para o mar, na esperança de verem cair, lá longe, o 2º andar do foguete (...)".      (in Jornal de Notícias de 20 de Janeiro de 1964).


A animação que se segue foi feita a partir das fotografias que tenho em arquivo, algumas delas muito estragadas pelo tempo mas mesmo assim tentei recuperá-las.
Espero, com este trabalho, deixar para memória futura o lançamento do Orion e recordar todos aqueles que trabalharam connosco, irmanados num SONHO que se chamou Projecto Orion. Pena foi que o Projecto Antares (aquele que levaria um rato como tripulante) não tivesse passado para além dos cálculos, projectos e experiências...

José Gomes - Jan 2013



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

imagens de Portugal

imagens de Portugal http://www.imagesofportugal.net/
açores: http://www.imagesofportugal.net/-/stock-images/azores-islands

PORTUGAL PARA OS AFRICANOS





 
Portugal para os africanos
A presença de africanos em Portugal é anterior à própria nacionalidade(1143). 
Mas, sobretudo, entre o século XV e meados do século XIX, os negros tiveram uma importante  presença em Portugal, não apenas como escravos, mas também na cultura. Um estudo genético recente do Instituto Ricardo Jorge (Lisboa) mostrou a presença de «sangue africano» no Sul do País, com importantes bolsas nas zonas de Coruche e Alcácer do Sal
A presença de  portugueses em África data do séc.XIV, quando começaram as primeiras viagens às Canárias. A partir da conquista de Ceuta (1415) inicia-se a exploração sistemática do continente africano que se estendeu ao longo do século XX.
A história de Portugal, desde o século XV é indissolúvel do continente africano. É o país europeu onde a presença da África sub-saariana mais se faz sentir, e é talvez por esta razão que os testemunhos destes contactos ainda estejam tão pouco valorizados em termos museológicos.
.
Antigo Mercado dos Escravos em Lagos
1.Algarve
- Lagos: Mercado de Escravos
Sagres
2. Alentejo
- S. Romão do Sado e outras povoações ao longo do Rio Sado onde existiam ainda no século XX comunidades de descendentes de antigos escravos.
3.Lisboa e arredores
-  Museu Agrícola do Ultramar, entre as peças do seu acervo contam-se alfaias agrícolas, artesanato e animais embalsamados das regiões tropicais
-  Torre de Belém
-  Sociedade de Geografia de Lisboa
-  Museu Nacional de Etnologia
-  Jardim Tropical
.Igreja de São Domingos (Lisboa). Foi a primeira igreja onde os negros (escravos) constituíram uma confraria, sendo a padroeira Nossa Senhora do Rosário (fins do séc.XV). Muitas outras irmandades foram depois criadas quer em Portugal quer no Brasil.
Nossa Senhora da Atalaia (Alcochete). Esta procissão foi até finais do século XVIII, uma das mais populares entre os negros de Portugal.
4.Coimbra e arredores
-  Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
Museu Antropológico da Universidade de Coimbra- Departamento de Antropologia, Palácio de São Bento.
-  Museu Municipal da Figueira da Foz - Dr. Santos Rocha, com uma excelente colecção de arte africana. De Angola, exibem-se objectos de cestaria, cerâmica, indumentária e adorno, metalurgia, magia e ritual, escultura e música. De Moçambique, temos objectos representando a guerra e caça, música, agricultura, objectos utilitários, escultura, cestaria, indumentária e adorno.
.
5.Porto e arredores
Museu e Laboratório Antropológico Mendes Corrêa -Universidade do Porto, Faculdade de Ciências, colecção de etnografia e arte africana proveniente de Moçambique e da Guiné.
Museu de Ovar (Ovar), com uma significativa colecção de arte africana
6. Açores
- Ilha Terceira

RETIRADO DE DIÁLOGOS LUSÓFONOS
.http://lusotopia.no.sapo.pt/ind

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

serviço útil em Portugal



Poderá ser útil, nos tempos que correm!!!




Assunto: Senha 001 para serviços públicos



PARA GUARDAR NOS FAVORITOS


Senha 001 para serviços públicos

http://www.senha001.gov.pt/servicos.php

Está disponível desde ontem um novo serviço público

O Senha 001 passa a permitir a realização totalmente online de algumas tarefas de interacção
com os serviços do Estado, a partir de uma única plataforma e recorrendo ao Cartão de Cidadão.


Alterar a morada, pedir uma segunda via da carta de condução, marcar uma consulta ou criar uma empresa são as possibilidades que já convergiram para o novo site.

REFORMA DO ESTADO EM PORTUGAL

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS



Reforma do Estado é "o debate"

Governo lança debate sobre reforma do Estado com restrições à imprensa. Ninguém pode ser citado sem autorização. Carlos Moedas diz que "se não sair daqui com dúvidas, algo não correu bem".
Ângela Silva
Carlos Moedas e Sofia Galvão,organizadora da conferência que decorre no Palácio Foz, em Lisboa
Carlos Moedas e Sofia Galvão,organizadora da conferência que decorre no Palácio Foz, em Lisboa
Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, abriu a conferência sobre a reforma do Estado, que decorre hoje e amanhã em Lisboa,  com duas certezas: que este não é um debate qualquer, mas "o debate de que o país precisa" porque "se escamotearmos a realidade não temos futruro"; e que "se não sair daqui com dúvidas algo não correu bem".
A ideia é chamar a sociedade civil à discussãoa, mas os jornalistas estão condicionados: tirando a sessão de abertura e o encerramento, que caberá quarta-feira a Passos Coelho, ninguém pode ser citado pela comunicação social sem prévia autorização.
No Palácio Foz, em Lisboa, com uma plateia com poucos governantes - dois secretários de Estado das Finanças e um da Administração Local - e muitos representantes da sociedade civil - entre eles o líder da UGT, João Proença - Carlos Moedas disse esperar "confrontos de ideias e não falsos entendimentos", mas lembrou que "Portugal teve muitas crises, sempre adiou a reforma do Estado e foi por isso que as crises voltaram sempre".
Sofia Galvão, advogada e militante do PSD, a quem o primeiro-ministro pediu a organização desta conferência, tentou afastar de cena o relatório do FMI. "Não temos propostas, estamso aqui para vos ouvir".
O primeiro painel, e o único virado para o passado, tem como título "O Estado a que chegamos". A todos os presentes foi entregue um documento com benchmark internacional, onde Portugal aparece como o terceiro país europeu com maior despesa em prestações sociais em percentagem do PIB.


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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

CAETANO VELOSO PROMOVE LISBOA

Fado de Caetano Veloso promove "Lisboa Criativa"


O vídeo é de João Botelho. A música, uma adaptação de um tema de Caetano Veloso, interpretada pela fadista Gisela João, enquanto navega pelo Tejo com Lisboa em fundo. 

Por Alexandre Costa

"Lisbon, Soul of the World" é um vídeo criado por João Botelho para promover a capital portuguesa como destino ideal para a instalação de criadores e de indústrias criativas.
No vídeo de cerca de quatro minutos, Gisela João canta um fado baseado no tema "Os Argonautas" de Caetano Veloso, enquanto navega pelo Tejo com Lisboa em fundo.
"O vídeo procura transmitir a ideia de que a cultura portuguesa tem tanta força que chegou ao Brasil e que voltou para Lisboa para se expandir daí para o resto do mundo", explicou ao Expresso, Rui Ramos Pinto Coelho, diretor executivo da InvestLisboa, empresa que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação Comercial de Lisboa / Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa.

De Camões a Xutos & Pontapés


O vídeo foi encomendado pela InvestLisboa para ser difundido na Internet, nas redes sociais, e em eventos, à imagem de outros vídeos efectuados em 2011 e 2012 para a promoção de "Lisboa para Empresas Brasileiras" e "Why Lisbon?".
A divulgação do vídeo com o "fado brasileiro" ocorre no momento em que se completa um ano desde que o Fado foi considerado Património da Humanidade pela Unesco e no ano de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal.
"Bem-vindos a Lisboa. Cidade Criativa", é a mensagem que surge no final. De Camões e Fernando Pessoa a Joana Vasconcellos, Miguel Gomes e Xutos & Pontapés. As imagens de diversos criadores de diferentes épocas ligados à capital portuguesa são apresentadas ao longo vídeo, que conta com uma versão com o texto de enquadramento em português e outra em inglês.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=FUJ-VHqfGZA
[Fonte: www.expresso.sapo.pt]
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

NEM O FMI OS SALVA

"Nem o FMI os salva!"

Brasília - “As propostas avançadas pelo FMI, se viessem a ser acatadas e impostas pelo governo constituiriam uma real ameaça à democracia, agravando a já penosa situação de crise em que o país está mergulhado”, escreve Helder Castro na seção Opinião do África 21 Digital. Leia mais

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Reis de Portugal - 00 - As Origens de Portugal - Da Pré-História ao Condado

http://www.youtube.com/watch?v=fZqhLFc5rOE

pensões de reforma

Encaminho como recebi.
 

 AMIGOS LEIAM ESTE ARTIGO DO DR. ALVES CAETANO, É UMA ANÁLISE MUITO BEM FEITA E SEM FALÁCIA SOBRE OS DIREITOS DOS PENSIONISTAS.
 Meus Amigos,

Tive no 1º ano de Económicas um professor de Geografia Económica que nos abriu os olhos para a realidade do país, nesses longínquos anos 1963/64.
Naquela época era nitidamente de esquerda, considerando os padrões de então. E tinha outros aspetos curiosos – tinha sido um excelente aluno (condição indispensável, então, para se ser assistente); tinha casado com uma aluna e estava bem empregado (mais tarde, haveria de sair da Siderurgia Nacional em conflito com o Secretário Geral, Spínola  de seu nome, arrastando para o desemprego um colega, por solidariedade, que acabava de ser pai. Esse colega haveria de ser meu administrador no BFN e o filho é o principal partner fiscalista da Deloitte. Mas voltando ao meu assistente. Mais tarde foi presidente da COSEC, andou pelo Brasil no tempo revolucionário e já em tempos democráticos foi presidente da Fidelidade.
Em Económicas inquiríamos como uma pessoa de esquerda (haveria de ser vetado para fazer doutoramento) era irmão de quem era. Pois a pessoa em causa chama-se António Alves Caetano, irmão do Marcelo…
Enviou-me hoje um artigo seu sobre as pensões que me deu autorização para divulgar, sem anonimato.
Com um abraço, aqui vai ele.

MCR

Estimados Amigos,
Como os jornais não publicam as cartas que lhes remeto e preciso de desabafar, recorro aos meus correspondentes "Internéticos", todos os amigos que constam da minha lista de endereços. Ainda que alguns não liguem ao que escrevo.
Não sei a que se refere o Senhor Primeiro-Ministro quando afirma ser a penalização fiscal dos pensionistas resultante de todos aqueles que, em Portugal, "descontaram para ter reformas, mas não para terem estas reformas".
Pela fala do Senhor Primeiro-Ministro fica-se a saber da existência de pensões de aposentadoria que estão acima daquilo que resultaria da correcta aplicação do Cálculo Actuarial aos descontos que fizeram.
Sendo assim - e não há razões para admitir que o Senhor Primeiro-Ministro não sabe o que diz - estamos perante situações de corrupção. Porque o Centro Nacional de Pensões e a Caixa Geral de Aposentações só podem atribuir pensões que resultem da estricta aplicação daqueles princípios actuariais aos descontos feitos por cada cidadão, em conformidade com as normas legais.
Portanto, o Estado tem condições de identificar cada uma dessas sirtuações e de sancioná-las, em conformidade com a legislação de um Estado de Direito, como tem de sancionar os agentes prevaricadores, que atribuíram pensões excessivas.
Mas, é completamente diferente a situação face aos cidadãos que celebraram contratos com o Estado. Esse contrato consistia em que, ano após ano, e por catorze vezes em cada ano, o cidadão entregava ao Estado uma quota das suas poupanças, para que o mesmo Estado, ao fim dos quarenta anos de desconto lhe devolvesse essa massa de poupança em parcelas mensais, havendo dois meses em que era a dobrar, como acontecera com os descontos.
E tem de ser assim durante o tempo em que o cidadão estiver vivo e, em parte mais reduzida, mas tirada, ainda, da mesma massa de poupança individual, enquanto houver cônjuge sobrevivo.
E esta pensão tem o valor que o Estado, em determinado momento, comunicou ao cidadão que passava a receber. Não tem o valor que o cidadão tivesse querido atribuir-lhe.
Portanto, o Estado Português, pessoa de bem, que sempre foi tido como modelo de virtudes, exemplar no comportamento, tem de continuar a honrar esse estatuto.
Para agradar a quem quer que seja que lhe emprestou dinheiro para fazer despesas faraónicas, que permitiram fazer inumeráveis fortunas e deram aos políticos que assim se comportaram votos que os aconchegaram no poder, o Estado Português não pode deixar de honrar os compromissos assumidos com esses cidadãos que, na mais completa confiança, lhe confiaram as suas poupanças e orientaram a sua vida para viver com a pensão que o Estado calculou ser a devida.
As pensões que correspondem aos descontos que cada qual fez durante a vida activa nunca poderão ser consideradas excessivas. Esses Pensionistas têm de merecer o maior respeito do Estado. Têm as pensões que  podem ter, não aquelas que resultariam do seu arbítrio.
E é este o raciocínio de pessoas honestas. Esperam que o Estado sempre lhes entregue aquilo que corresponde à pensão que em determinado momento esse mesmo Estado, sem ser coagido, lhes comunicou passariam a receber na sua nova condição de desligados do serviço activo. Ou seja, a partir do momento em que era suposto não mais poderem angariar outro meio de sustento que não fosse a devolução, em fatias mensais, do que haviam confiado ao Estado para esse efeito.
Os prevaricadores têm de ser punidos, onde quer que se situem todos quantos permitiram que, quem quer que seja, auferisse pensão desproporcionada aos descontos feitos, ou mesmo, quem sabe, sem descontos. Sem esquecer, claro está, os beneficiários da falcatrua.
Mas, é impensável num Estado de Direito que, a pretexto dessas situações de extrema irregularidade, vão ser atingidos, a eito, todos aqueles que, do que tiraram do seu bolso durante a vida activa, recebem do Estado a pensão que esse mesmo Estado declarou ser-lhes devida.
Como é inadmissível que políticos a receberem ordenado de função, acrescido de benesses de vária ordem proporcionadas por essa mesma função, considerem que pensões obtidas regularmente, com valores mensais da ordem de 1.350 Euros proporcionam vida de luxo que tem de ser tributada, extraordinariamente.
António Alves Caetano