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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

avaliação de professores

Educação Professores recusam avaliar colegas
As escolas arriscam-se a não ter avaliadores porque muitos professores estão a rejeitar fazê-lo, defendendo que não receberam formação. O alerta é lançado, esta quinta-feira no Diário de Notícias (DN), pelos directores de Agrupamentos de Escolas e sindicatos do sector que, entretanto, já pediram ao Ministério da Educação a suspensão do actual modelo de avaliação.
PAíS
Professores recusam avaliar colegas
DR
O DN conta, na edição de hoje, que são vários os professores que estão a recusar avaliar as aulas dos colegas. Os docentes alegam que não receberam a formação que o Ministério da Educação prometeu para o passado ano lectivo de 2011/2012.
Os directores de Agrupamentos de Escolas Públicas e os sindicatos do sector já pediram a suspensão do actual modelo de avaliação de desempenho. Mas, a tutela garante ao DN que os professores avaliadores “terão (ainda este ano lectivo) acesso a uma formação de curta duração”.
As aulas assistidas são obrigatórias para os docentes do 2º e 4º escalões, para os que tiveram nota ‘insuficiente’ ou, por outro lado, para os que pretendem ter ‘muito bom’ ou ‘excelente’, e têm de ser pedidas até dia 15 de Dezembro.
Mas, o vice-presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, avisa que “há bastantes pessoas que já pediram escusa”. Nesse sentido, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel António Pereira, reforça que “o ideal seria excluir as aulas assistidas”.
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Também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional de Educação (FNE) pedem que o modelo de avaliação seja simplificado, uma vez que também não há progressão na carreira.
Com ou sem formação, a avaliação de professores continua a provocar a confusão nas escolas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Professores com 9.º ano atiram licenciados para horários-zero


http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Educacao/Interior.aspx?content_id=2717521

Professores com 9.º ano atiram licenciados para horários-zero

Associação de docentes reclama reestruturação das habilitações para lecionar EV e ET. Ministério não sabe quantos docentes de Trabalhos Manuais há no sistema

Publicado à 01.25

ALEXANDRA INÁCIO
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Os professores de Trabalhos Manuais estão a atirar para "horário-zero" os docentes de EVT. A denúncia é feita pela Associação de Expressão e Comunicação Visual, que enviou queixa para o provedor de Justiça.

Se não se tivesse reformado neste ano, Adriano Costa seria um dos casos de "injustiça". Arquiteto de formação, tinha 37 anos de serviço e iria ficar sem componente letiva. À sua frente, com horário, ficou uma docente de lavores femininos. Na sua escola (EB2,3 de Gaia), dos 14 professores do grupo, apenas 6 ficaram com horário e, desses, 2 são de Educação Visual (EV) e 4 de Trabalhos Manuais.

Leia mais na edição e-paper ou na edição impressa

--  Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores/Um Australiano nos Açores  drchryschrystello@journalist.com          http://oz2.com.sapo.pt      https://www.facebook.com/chrys.chrystello BlogueS: http://lusofonias.net/aiclblog/ / http://coloquioslusofonia.blogspot.com   sócios AICL: sociosaicl@lusofonias.net. Página web:  www.lusofonias.net        XVIII Colóquio GALIZA 2012 http://xviii.lusofonias.net    

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

os professores, josé luis peixoto


Os professores, por José Luís Peixoto

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios - José Luís Peixoto
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios - José Luís Peixoto
O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.
O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.
Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.
Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.
Artigo de José Luís Peixoto, publicado na revista Visão de 13 de Outubro de 2011

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Uma Ovelha Negra Não Estraga o Rebanho



*Ora, aqui está algo para animar a malta!*
*Divulguem bastante, mesmo aos não professores. Sobretudo a esses!*

   Domingo, 9 de Janeiro de 2011
  Uma Ovelha Negra Não Estraga o Rebanho





No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no
país há vários meses, eis que o *relatório PISA* trouxe algumas boas
evidências para Portugal.



E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi
omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos
alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!



O relatório conclui que *os professores portugueses são os que têm a imagem
mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE*, tendo em 2006
aumentado 10 pontos percentuais.



O mesmo relatório conclui que os professores portugueses *estão sempre
disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um
excelente relacionamento.*



Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e
deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social (
e pelos habituais *"fazedores de opinião"* luxuosamente remunerados que
escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão)
que *ostensivamente
consideram que os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco
profissional*, com imensos privilégios e luxuosas remunerações...



Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que
deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula,
equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e
por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados
para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.



*Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é
determinante:* *a inclusão*.



O relatório revela-nos que *Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema
educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!*

E ainda refere que *o nosso país tem a maior percentagem de alunos
carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura*.



Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes
profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos, *mesmo
quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes profissionais
tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores*!



Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes
pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que
é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário!
Obviamente que, *como em todas as demais classes profissionais, haverá
excepções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas
responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem.* Mas, assim como
uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um
rebanho.



Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade
absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os
professores do ensino básico e secundário.* Estranha-se o silêncio*.



Margarida Rufino in *Jornal de Cascais*