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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

PORTUGUESES DE XANGAI

Com os cumprimentos de Henrique Manhâo 
 
   
Uma exaustiva história da antiga comunidade portuguesa de Xangai, uma das maiores da cidade, na primeira metade do século XX, está guardada em casa de um académico local, à espera de editor. No conjunto são cerca de 300 páginas, que incluem uma lista das famílias lusas residentes outrora na grande metrópole chinesa e das "68 empresas que eram propriedade de portugueses ou geridas por portugueses", contou à Lusa Wang Zhicheng, investigador da Academia de Ciências Sociais de Xangai.
De acordo com o Censo de 1930, entre os 48.806 estrangeiros residentes então em Xangai contavam-se 1.599 portugueses, mais 193 que os próprios franceses, que governavam uma parte da cidade, conhecida ainda hoje como "antiga concessão francesa". A lista era encabeçada pelos japoneses (18.796), seguidos dos ingleses (8.449), russos, norte-americanos e indianos.
"Entre os europeus, os portugueses estavam em terceiro lugar", realça Wang Zhicheng.
Xangai era uma das cidades mais cosmopolitas do mundo: "Paris do Oriente" e "Paraíso dos Aventureiros", assinalavam os guias turísticos.
Quase todos oriundos de Macau, filhos de casamentos entre portugueses e chineses, os portugueses de Xangai constituíam também uma das mais antigas comunidades estrangeiras estabelecidas na cidade, após a Guerra do Ópio (1839-42). Em 1850, havia já seis portugueses a viver em Xangai e quinze anos mais tarde o número ultrapassava a centena.
No século XX, a comunidade estava organizada em dezenas de associações recreativas e teve vários jornais, quase todos de reduzida tiragem e curta duração. "Os portugueses tiveram sempre uma posição influente na comunidade estrangeira de Xangai, mas o seu peso político, económico e cultural era bastante pequeno", afirma Wang Zhicheng.
Director do Centro de Estudos Eslavos da Academia de Ciências Sociais de Xangai, nascido em 1940, Wang Zhicheng começou por estudar os emigrantes russos que se refugiaram naquela cidade após o triunfo da revolução comunista na Rússia, em 1917. "Era um tema por que ninguém se interessava", diz.
Em 1993, após dez anos de pesquisa, Wang Zhicheng publicou "História da Emigração Russa em Xangai", que seria depois traduzida e editada na Rússia, e que chamaria a atenção da Fundação Macau: "Eles entraram em contacto comigo e propuseram-me que fizesse uma história idêntica acerca dos portugueses".
Parte da investigação teve "uma edição electrónica", há cerca de uma década, mas nos últimos quatro anos, Wang Zhicheng escreveu mais um capítulo, que continua inédito. O investigador descobriu também que, muito antes da "Guerra do Ópio", cujo desfecho obrigou a China a abrir cinco dos seus portos ao comércio internacional, um missionário chamado José Semedo construiu uma igreja em Xangai: "Foi o primeiro português a viver em Xangai, em 1622".11




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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

CINESES APRENDEM PORTUGUÊS

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS
A China aposta no ensino da língua portuguesa e pretende ter 5000 professores de língua portuguesa. A meta da China é conseguir ter tantos falantes da língua portuguesa como alguns dos países da CPLP.

Em Macau, por exemplo, há cinco mil chineses a aprender português


Cerca de 5000 jovens e adultos chineses estudam o português em instituições de Macau que ensinam a língua de Camões.
"Macau é uma terra multicultural, com uma forte presença portuguesa e o Governo tem feito um esforço de promoção do português, porque é importante que os nossos estudantes aprendam a essência da cultura e da história de Macau", disse a chefe do departamento de ensino dos Serviços de Educação de Macau, Vicky Leong.
A mesma responsável salientou a importância da aprendizagem do português nos planos legal e político, dado que a própria Lei Básica de Macau, a lei fundamental, estipula que o português e chinês são línguas oficiais, bem como no plano económico, devido ao papel de plataforma da cidade entre a China e a lusofonia.
"Não podemos esquecer também o plano educacional, cultural e histórico, o papel de Macau como ponto de encontro entre o oriente e o ocidente e o facto de a cidade ser multicultural, logo os nossos jovens serem cidadãos do mundo", sublinhou.
Com cerca de 3000 alunos a estudar português nas escolas oficiais, as escolas luso-chinesas, Macau tem outros 1500 estudantes da língua de Camões nas escolas particulares, apoiados por nove professores contratados pelos serviços de Educação, que contam com o apoio do Instituto Português do Oriente (IPOR). Há ainda outras centenas que participam em actividades de Verão, estudando a língua na escola portuguesa para ingressarem em universidades de Portugal.
Para Rui Rocha, presidente do IPOR, o interesse pelo português "tem vindo a crescer, porque há cinco ou seis anos a China deu sinais claros de que era uma língua de interesse económico".
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

60 Milhões de Habitações Vazias


                                   Mais de 60 Milhões de Habitações Vazias.Só na RP da China! CIDADES FANTASMAS - A FARSA DO CRESCIMENTO CHINES


Mais de 60 Milhões de Habitações Vazias…Só na RP da China!

Nem a total liberalização nem o desbragado planeamento, ou a total liberalização e o desbragado planeamento?

Eis, no videoclip abaixo,  a RP da China no seu melhor!



Claro que se este imenso pais vivesse numa economia de mercado teria já falido, as Agências de Notação já o teriam empurrado para o caixote do lixo, sem qualquer respeito, também, para a multimilenar cultura chinesa…como fizeram com a Grécia, ou Portugal!

No entanto a PR da Chine é um caso à parte!

Entre a total miséria das comunas rurais, à total miséria do selvático capitalismo de uma parte importante das cidades, a RP da China surge como sendo um imenso e neoliberal paraíso do “mais puro” capitalismo, ao mesmo tempo que, Estado comunista que é, nada de Liberdade de Expressão, nada de Direito à Greve, nada de Livre Sindicalismo, de Livre Associativismo e de Livre Partidarismo.

E muito menos de Responsabilidade Social das Organizações, claro, ou de Democracia Económica e Social.

O videoclip é muito claro – há que construir por construir, tal qual as pirâmides do Egipto, (belíssimos monumentos hoje, inúteis construções ao tempo…), por forma a manter em atividade empresas, “capitalistas”, a maior parte delas do Estado, comunistas, que geram, por isso, emprego, e a malga de arroz que alimenta a “Paz Social” que se teme que tenda a acabar, como se vê no videoclip e que, na verdade, já começou a ver o seu verniz a estalar, aqui e ali.

Está-se pois a alimentar um gigante de pés de barro, que vive dos seus enormes recursos internos, da sua imensidão, da sua  mão de obra das mais baratas do mundo, e dos recursos tecnológicos que obtém por via das selváticas deslocalizações, onde a livre circulação de capitais, e de bens, não é acompanhada pela livre circulação das Pessoas desvirtuando-se  assim toda a economia de mercado!

Lá e no restante Mundo!

Na verdade, pode-se dizer que hoje, a proibição da Livre Circulação das Pessoas, que o meu amigo Espada esconde e que o César das Neves odeia, apesar de se dizerem liberais,  funciona como a Escravatura nos seculos XV/XIX !

Salva ela somente os interesses dos muito ricos e impede uma mais rápida Distribuição da Riqueza a nível planetário!

Lamentavelmente, uma parte dos que têm uma visão progressiva para a sociedade, mantêm as teses “nacionalistas” e assim alimentam esta moderna Escravatura, que é o impedir a Livre Circulação das Pessoas.

Como pouco fazem para, com Campanhas Internacionais, pôr um travão a esta economia “rica”, mas baseada na Miséria de muitos milhões!

E não só na RP da China, como também nesta protegida Angola, (onde, claro, a RP da China só podia estar fortemente presente…), onde uma critica em Luanda dá direito a um terramoto da RDP em Lisboa…

Basta, também, recordar que os salários em Portugal só começaram a “mexer” quando as Pessoas, em Portugal, para fugir à guerra, (e claro aos baixos salários), iam “a salto” para “a Europa”, e, assim, reduzindo significativamente a mão de obra disponível, já limitada pela imposição da guerra e da militarização de centenas de milhar de Jovens todos os anos, forçaram à explosão salarial dos anos 60 e à entrada da Mulher no Mercado de Trabalho!

Tudo o que o salazarento não queria e tudo fez para impedir!

Mas, como se vê no videoclip, o medo começa a instalar-se nos que pensam na RP da China, e esse medo centra-se na Revolução dos Pobres, que eles bem conhecem na História, com a Longa Marcha maoista…

Mais de 60 Milhões de Habitações vazias, cidades inteiras vazias, lojas cheias de produtos que ninguém compra, eis a Crise à Chinesa!

Eis a “bolha do imobiliário” que só não estoura com a economia chinesa, e a global,  porque, nela, ainda impera, na vertente comunista dessa economia o faraonismo à “pirâmide”, que sustenta organizações, corrupções, e, claro, também salários, também a “construção de uma classe média”, à força e por esconde este gravíssimo bloqueamento ao desenvolvimento que é a desbragada construção!

Como Portugal também conheceu com os financiamentos da União Europeia…

Mas, na minha opinião, ignorante e humilde, este faraonismo vai ter que mostrar o seu limite, como sucedeu em Portugal,  por muitos recursos que a RP da China tenha, por muitos petrodólares que tenha e gira.

E  a crise explodirá, provavelmente com a tendencial destruição desta RP da China, para que o aparecimento de muitos pequenos e médios Estados possa regular uma extensão exagerada de território e um numero impossível de gerir de Pessoas!

Claro que as “soluções” têm surgido na RP da China, como por exemplo a exportação, em valores internacionalmente desconhecidos, de Pessoas, em um movimento controlado pelo Estado Chinês e pelo seu dominante Partido Comunista de China e por mais ninguém.

Mesmo em Portugal, não são poucos os que afirmam que se desconhece quanto cidadãos da RP da China residem por cá!

Assim é  em Angola, por exemplo, que na verdade tende a ser a primeira colonia de povoamento da RP da China, pelo que  os números que surgem de Chineses lá presentes variam, já hoje, dos 50 000 aos 1 Milhão!

E atenção que não sou um critico negativo desta realidade, em primeiro lugar porque sou favorável à Livre Circulação das Pessoas, ( e a saída de cidadãos chineses da RP da China é um processo de libertação para os mesmos, que trará resultados positivos),  em segundo lugar porque Angola é um país com uma fraca demografia e em terceiro lugar porque a injecção de capitais chineses em Angola tenderá a libertar a economia deste país e daí nascerá, não duvido, como aliás já se vê, nas manifestações recentes dos Jovens,  uma Democracia mais autentica da que aquela que existe hoje!

Porque a conflitualidade social, a miscigenação cultural e o acelerar da economia só reforça a Democracia, único regime que  potencia a consensualização de posições.

Mas, até que estas “soluções” resultem, se resultarem, a RP da China será, sempre, politica e socialmente, um bom barril de pólvora!

Eis o que os patrões das Agencias de Notação não conseguem encaixar nos seus cenários e nas suas estratégias destrutivas –é que os seus aliados são demasiado frágeis e que os embates que aí vêm vão acontecer no “centro do furacão”, como sempre e esse centro é a RP da China, o aliado principal dos que odeiam pensar que Não Há Economia Sem Pessoas!

Como o mostram as cidades fantasmas do videoclip!

Por muito que controlem a comunicação social, por muito que alguns, demasiados, progressivos se mantenham “nacionalistas”, por muito que os media travem a noticia da entrada nas instalações da Agencia de Notação Fitch da policia italiana, procurando provas de corrupção, de gestão ilegal de informação privilegiada,  o “Mundo Move-se”, meu caros!

Daí que insista, há já mais de um ano -  Assinem e Divulguem a Petição pela Regulamentação das Agências de Notação que está em  http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 !



Joffre Justino
(Director Pedagógico)

Descrição: assinatura-epar_2
E-mail :  jjustino@epar.pt



CIDADES FANTASMAS - A FARSA DO CRESCIMENTO CHINES
Quando estoirar...fujamos !!! Beijo. Miette

 http://youtu.be/2yL7t0j_4tQ