quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

crise do jornalismo nos açores


A crise do jornalismo

Osvaldo Cabral


Há jornais que estão a fechar nos Açores e outros que ameaçam encerrar se não se reestruturarem.

A televisão açoriana corre o risco de desaparecer, se a região não assumir a sua gestão, como pretende o Ministro Miguel Relvas, que enviou carta nos últimos dias a Vasco Cordeiro, segundo sei, a informá-lo da intenção.
É um cenário semelhante ao que se vive no panorama nacional, com as devidas dimensões.

Quais as causa e as consequências?

A crise económica tem contribuído, sem sombra de dúvidas, para este quadro, mas não explica tudo.

Na imprensa tradicional, a inadaptação às novas tecnologias e a incapacidade para inovar em toda a linha da actividade, parecem ter uma quota parte.

É difícil encontrar dados objectivos na nossa região para uma análise objectiva e conclusiva deste panorama, mas se olharmos para o cenário nacional, não andaremos muito longe dos mesmos reflexos entre nós.

O mercado publicitário em Portugal perdeu 280 milhões de euros nos últimos cinco anos.

Só este ano é muito provável que os media portugueses consigam um volume de receitas comerciais, na melhor das hipóteses, de meio milhão de euros, o que significará uma quebra de 15% face ao ano passado.

Quer isto dizer, para quem não sabe, que o bolo publicitário poderá atingir este ano o valor mais baixo dos últimos 14 anos.

A piorar este quadro, temos ainda a quebra de vendas.

Os jornais diários generalistas, em Portugal, vendem hoje menos 100 mil exemplares por dia do que há dez anos atrás (253 mil exemplares por dia em 2012, contra os 354 mil em 2002).

Nos Açores não há números registados sobre as receitas publicitárias e relativamente à venda de exemplares não há fiabilidade porque a tiragem dos jornais açorianos não é controlada, à boca das impressoras, pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação.

Mas o cenário não deve ser muito diferente.

No caso das receitas publicitárias, é certo que elas têm caído em todos os media açorianos, com a agravante de muitos se queixarem dos atrasos de pagamentos de publicidade institucional e outros fornecedores habituais de publicidade.

Quanto à tiragem, regista-se uma ligeira quebra, comparada com tiragens de há cinco anos atrás, explicando-se esta diferença em relação aos jornais nacionais com o facto dos media açorianos basearam, ainda, grande parte das suas vendas nas assinaturas pagas.

Estes factores têm concorrido para a crise que se vive nos media, provocando fecho de jornais, despedimentos, restrições na actividade, adiamento de projectos, cortes nos ordenados, menor número de páginas e venda de activos ou de património.

Claro que esta fragilidade tem consequências óbvias nos conteúdos, enfraquecendo não só a qualidade, como pondo em causa a independência, rigor e isenção da actividade profissional.

Mas a situação torna-se ainda menos sustentável quando as empresas não se inovam e recusam adaptar-se aos novos tempos.

A imprensa tradicional já não é o que era e vai continuar a enfrentar “choques tecnológicos” a cada ano que se passa.

É curioso que o único suporte onde esta tendência de quebra se inverte é na Internet.

Embora de forma ainda tímida, as receitas estão a subir nas plataformas de multimedia, não admirando, por isso, que muitos jornais tradicionais estejam a transferir todo o seu potencial para as multiplataformas digitais.

Nos Açores, onde tudo chega sempre mais tarde, há também algumas mudanças, mas ainda muito incipientes e com falhas clamorosas ao nível da imprensa escrita.

Apesar de tudo, temos o exemplo da plataforma multimedia da RTP-Açores, que já faz o seu caminho de sucesso, com um número interessante de visualizações, destacando-se também o sucesso do portal do seu Correspondente na Graciosa, que já é considerado um "case study".

A emigração açoriana tem um efeito multiplicador nestas novas plataformas, coisa que a imprensa não deveria descurar e apostar mais em força.

Outro factor essencial na geração de hoje, são os jovens que consultam as redes digitais, em detrimento da imprensa tradicional.

O imediatismo que se ganhou nos últimos anos ultrapassou a paciente laboração das redacções.

Há quem diga mesmo que a reconversão tecnológica apanhou desprevenido o jornalismo, com as redes sociais a ultrapassarem a lógica do funcionamento do jornalismo tradicional.

Daí ao mercantilismo da profissão foi um ápice.

Deixou-se de optar pelo jornalismo puro e duro, em que pontificavam profissionais audazes e com talento natural, em detrimento de jovens qualificados, é certo, mas com uma formação prática pouco adequada à actividade e adaptados a uma precaridade que o mercado rapidamente absorveu, para colmatar a frágil situação financeira dos media.

A regeneração trouxe outros problemas, como a facilidade de utilizar todos os instrumentos tecnológicos ao dispor, mas sem tempo para tratá-los e sem base de reflexão.

A visão romântica do jornalismo da minha geração está ser esmagada por esta forte competição do imediatismo do digital e do lucro das empresas.

Neste cenário competitivo perdem-se algumas qualidades, com os naturais atropelos na técnica e no conteúdo.

A prova está no estudo “Desafios do jornalismo”, que a Obercom realizou em 2010, com base numa amostra de 212 profissionais da comunicação social, onde se conclui que grande parte dos jornalistas reconhece que as notícias estão “cada vez mais cheias de erros factuais” e as peças jornalísticas tratadas de forma cada vez menos rigorosa e precisa.

Outro problema detectado é o desinteresse em abordar temas de maior complexidade, que exigem mais tempo e um tratamento profissional mais aprofundado, como é o caso do jornalismo de investigação.

Conclui-se neste estudo que a pressão do imediatismo a preocupação com as audiências passaram a marcar a agenda noticiosa nas redacções, em prejuízo da maior disponibilidade dos media para a abordagem rigorosa dos acontecimentos actuais e de interesse público.

Quase todos os especialistas que se dedicam a analisar o comportamento dos media convergem neste diagnóstico, que é comum nos Açores.

José Luis Garcia, sociólogo e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, publicou o livro “Estudos sobre os jornalistas portugueses”, onde faz um retrato duro da situação: “o jornalista está quase a ser obrigado a esquecer a sua profissão de fé, o seu juramento com a vida pública. Isto deve-se à pressão que está a ser exercida pelas novas formas de gestão, que estão acavalitadas pela revolução tecnológica digital e que produzem uma possibilidade de expansão do negócio para além de conteúdos jornalísticos, que são todos os conteúdos vendáveis do ponto de vista do mercado”.

Por outras palavras, o produto jornalístico tende a ser tratado como mera mercadoria, em vez de um “bem de conhecimento”, pelo que os media passam, assim, a tratar o leitor não como um cidadão, mas como um mero consumidor.

José Luis Garcia está contra esta dicotomia, porque entende que o jornalismo é uma actividade que nasce da necessidade da esfera pública ser “munida de informações, de conhecimentos que dão sentido à vida pública e social. Não nasce da necessidade de se obter lucro para as empresas. O jornalista tem um vínculo ético com a sociedade e não pode prescrever falsas informações, propaganda ou conteúdos mediáticos ao serviço apenas das audiências que gerem lucro. O espaço público está inundado por formas corruptas de jornalismo ou informação”.

É neste dilema, entre o compromisso profissional e a sobrevivência económica, que o papel do gestor se torna figura central na redacção.

A polémica do envolvimento dos jornalistas na própria gestão dos media é uma discussão antiga que nasceu em vários media internacionais.

Não sei o que se passou no jornal "A União", mas não seria de descurar se os seus responsáveis, antes de tomarem a drástica decisão, tentassem envolver jornalistas e restantes quadros na própria gestão do jornal.
Em 1976, no I Seminário de Jornalismo realizado em Lisboa, o responsável pela concepção do semanário francês “Le Nouvel Observateur” introduziu o debate.

Dizia Bernard Le Roy: “Parece-me fundamental que nós, jornalistas, nos interessemos pelos domínios da técnica e da gestão se quisermos conservar o controlo sobre o jornal, em cuja feitura a nossa participação é de facto importante.

Quaisquer que sejam as nossas opiniões políticas ou filosóficas, não creio que no mundo da tecnologia em que vivemos, seja possível ir contra a evolução dessa tecnologia, pois não podemos de modo algum perder o comboio do progresso.

Se nós, jornalistas, não compreendermos o que se passa no domínio das técnicas, escapar-nos-á completamente o controlo do jornal.

É, pois, muito importante sabermos aquilo que as nossas máquinas podem ou não fazer, qual o tempo que gastam na realização das suas tarefas, em que condições as executam, com que qualidades e por que preço teremos os resultados do seu trabalho.

De outro modo, arriscamo-nos a ver chegar à nossa empresa técnicos cujo calão profissional ignoramos em absoluto e que, em breve, acabariam por controlar o jornal”.

Ou seja, o jornalista, hoje, não pode permanecer apenas na redacção sem conhecer, também, o restante circuito laboral da sua empresa.

Trata-se de um debate interno, nos media de hoje, que não anda muito longe das preocupações de Le Roy há 36 anos atrás.

Foi com base nestes argumentos que, no início dos anos 80, conseguiu-se alterar a gestão gráfica e jornalística do jornal “Correio dos Açores”, que é um exemplo de recuperação de jornal praticamente perdido no mercado. Os seus jornalistas e funcionários assumiram a gestão do jornal e conseguiram recuperá-lo até aos dias de hoje.

O choque tecnológico trouxe alguns dissabores, mas permitiu salvar este diário de Ponta Delgada e guindá-lo para outro patamar da modernidade.

Todas as alterações profundas têm custos, mas recusar a adaptação às próprias mudanças da sociedade, é ficar para trás.

Por exemplo, há umas décadas atrás, ainda na era do “off-set” (e alguns sobrevivendo nas velhas “linotypes”, como os da minha geração, que apanharam todas estas transições), jamais se imaginaria o jornalista a ter como missão escrever a reportagem para o jornal, gravar o acontecimento em vídeo e editá-lo, colocar um “post” no multimedia, gravar alguns sons e colocá-los com dois ou três parágrafos nas várias plataformas (telemóvel, ipad, etc.).

Foi uma evolução rápida, mas também com consequências.

Desde logo, o jornalista ficou com menos tempo para pensar, corrigir ou voltar a confirmar.

Dir-se-á que o jornalismo enriqueceu no imediatismo, mas empobreceu na riqueza do conteúdo.

A agravar o novo paradigma, temos nos Açores, pela sua dimensão, um espaço público pouco diversificado, pouco dado ao debate e ao confronto de ideias, e muito ausente dos grandes temas que afectam a cidadania.

É por isso que as excepções são sempre notícia, mas acabam por cansar o público porque as figuras mediatizadas são sempre as mesmas.

Se os media não se abrirem à cidadania correm o risco de afunilarem o seu pensamento, anulando, assim, o contributo para um debate aberto e plural que a sociedade requer.

É disto que se queixam alguns estudiosos, apontando como defeito a proliferação dos mesmos comentadores, os mesmos opinadores, as mesmas vozes, os mesmos protagonistas, diminuindo o espaço plural e a participação de outros cidadãos.

Acresce a tendência, cada vez maior, do poder político dominar o discurso dos media, através da criação de gabinetes de assessores e assistentes recrutados, exactamente, nas redacções dos jornais.
O colunista Leonel Moura defende que, perante este cenário, é preciso um novo poder, dando como exemplo a internet: “Não foi criada por políticos, empresários, gente influente ou filósofos. Emergiu de um conjunto de saberes dispersos e muito voluntarismo de jovens libertários. Mas mudou radicalmente o mundo. Hoje bem podem os poderes convencionais tentar controlá-la, transformá-la num simples produto mercantil ou procurar desviá-la para o serviço ideológico, mas a internet, ou pelo menos parte dela, continuará a evoluir no sentido da sua génese de dotar a sociedade humana de um espaço único de liberdade e partilha global de saberes e experiências”.

Em resumo, os meios convencionais não podem deixar-se morrer sem que experimentem uma regeneração a meio termo.

A sociedade mudou e há que adaptar novas formas de aproximação aos cidadãos, bombardeados diariamente com uma actualização de todos os assuntos, graças aos novos meios de comunicação.

Os jornais têm que encarar este novo paradigma com toda a frontalidade, porque ignorá-la, como alguns estão a fazer, é o suicídio certo do jornalismo em papel.

Nestes últimos cinco anos, meia dúzia de jornais desapareceram da circulação nos Açores, outros estão mergulhados em dificuldades e até o serviço público de rádio e televisão vive os piores dias da sua história.

Há que provocar um sério debate, com reflexão serena, sobre o futuro do sector e o que pretendem os açorianos do serviço público regional.

Este debate é oportuno e oxalá se estenda a outras ilhas.
É que matar a imprensa açoriana é matar a história dos Açores, porque, como alguém já alertou, a partir da primeira metade do século XIX, a história dos Açores é, em boa parte, a história dos seus jornais.

Mário Bettencourt Resendes, de saudosa memória, jornalista açoriano, Director do “Diário de Notícias” durante doze anos, lançou o alarme em 2004, como orador convidado do Dia da Região Autónoma dos Açores, que decorreu na ilha Graciosa.

“A imprensa nasce então na ilha Terceira por obra dos liberais, e não é por certo coincidência o facto de as grandes inovações em matéria de comunicação social chegarem às ilhas como consequência da acção de movimentos revolucionários de pendor democrático”, lembrou Bettencourt Resendes, numa intervenção recheada de desafios para os tempos actuais.

A leitura que fazia então dos Açores na relação com a imprensa era assim sintetizada: “A sintonização da vida dos açorianos com o tempo da modernidade confronta-se agora com outros patamares em matéria de sociedade mediática. As novas tecnologias de Informação, e em particular a Internet, são instrumentos indispensáveis de acesso ao saber e, num cenário arquipelágico, ganham um significado acrescido de esbatimento das distâncias face aos centros de decisão e às bases de concentração de dados”.

É neste contexto que a imprensa açoriana tem que se regenerar.

Com muitas dificuldades, é certo, mas se optarmos por seguir caminhos convencionais já desajustados do nosso tempo, ou se preferirmos dar o salto sem cuidar do rigor e seriedade da profissão, como acontece em muitos jornais nacionais, então o melhor é mesmo ir pensando no fim da etapa.

É que os novos leitores, das próximas gerações, vão ser leitores digitais.

Poucos irão aderir ao papel, como hoje. A evolução e o rápido acesso aos equipamentos digitais vão obrigar os media a alterar as suas rotinas e os seus suportes.

E não será apenas no sector da comunicação social. Será, também, nas escolas, onde os livros também serão substituídos pelos equipamentos tecnológicos.

Já é assim em várias partes do globo.

Por exemplo, no estado norte-americano da Florida, o quarto maior dos EUA, as 400 escolas públicas de Miami Dade (Grande Miami), já funcionam apenas recorrendo a instrumentos digitais.

Curiosamente, o autor desta revolução é um luso-americano, Alberto Carvalho, de 48 anos, Superintendente do Condado de Miami Dade (o equivalente ao Secretário Regional da Educação de Miami), gerindo um orçamento de mais de 2 mil milhões de euros, com 53 mil empregados, 23 mil professores e 500 mil estudantes.

Alberto Carvalho implementou o Wi-Fi nas 400 escolas e adoptou uma política que permite todos os alunos terem o seu equipamento electrónico, com um programa académico personalizado.

Com este método, os alunos deixam de utilizar o papel.

É um exemplo do que poderá ser o futuro também nos Açores.

“Vai haver muita resistência – avisa Alberto Carvalho – devido à mudança das coisas que conhecemos, o cheiro do papel, etc. A indústria não se vai adaptar rapidamente, porque ganha muito dinheiro com os livros escolares impressos. Essa mudança digital vai ser tectónica – a tensão será criada pelos estudantes digitais, que estão aborrecidos”.

Não custa acreditar que, a partir daqui, o mesmo acontecerá com os jornais em papel.

Não significa que todos irão desaparecer, mas o número de vendas diminuirá com as novas gerações e, consequentemente, alguns terão muitas dificuldades em sobreviver.

A procura de notícias e de informação através dos meios digitais será cada vez maior, até porque os açorianos já passam várias horas, diariamente, diante do computador (média em Portugal de uma hora e meia só nas redes sociais).

Bettencourt Resendes, numa visão correcta do que vinha aí, avisou: “À imprensa escrita cabe ainda, nos tempos de tempestades deontológicas que atravessamos, ganhar o distanciamento suficiente de reflexão face à vertigem dos ritmos audiovisuais. Os episódios dramáticos que têm abalado a sociedade portuguesa nem sempre foram tratados com o rigor e o enquadramento recomendáveis pelo melindre de tudo o que estava – e está – em causa. Só uma utilização cuidadosa de filtros de bom senso e inteligência pode funcionar como mecanismo de auto-regulação capaz de prevenir as tentações de excessos regulamentadores que vêm à tona nestes períodos conturbados e que encontram um eco compreensível em colectivos chocados com o ruir de valores ou de protagonistas que se tinham por irrepreensíveis”.

Saibam os Açores, os açorianos e os seus profissionais de informação dotarem-se deste bom senso para levar o jornalismo da nossa região à categoria do melhor que já se fez e que se fará ao longo dos novos tempos.

TABU MIGUEL GOMES = OBRA PRIMA


TABU de de Miguel Gomes em destaque no Libération de hoje!
Jornal francês considera Tabu de Miguel Gomes uma "obra-prima absoluta"
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LUSOFONIA NA RÚSSIA

DO BLOGUE DO J MILHAZES

UARTA-FEIRA, DEZEMBRO 05, 2012

FADO-JAZZ EM MOSCOVO



Ана Паола Оливейра и Луиз Авиллар: фадо и джаз – Театральный центр «На Страстном» – 10 декабря 2012.
10 декабря в Театральном центре "На Страстном" выступит португало-бразильский дуэт Аны Паолы Оливейра и Луиза Авиллара.
«Удивительный дуэт импровизационного джазового пианиста из Бразилии и фолк-певицы из Португалии соединил фаду и джаз, традицию и новую музыку. Луиз Авиллар – новоджазовый пианист, играющий в широком спектре от классики до импровизационного джазза, а Паула Оливейра – певица с глубочайшим знанием традиционной музыки Португалии. Так, силами дуэта древняя португальская музыка обретает современное звучание, ничуть не утратив оригинальности.
http://www.divshare.com/download/20202307-c06 http://www.divshare.com/download/20202346-113
Ана Паола Оливейра - известная в Португалии фолк-певица, исполняет джазовые интерпретации фадо. Первый же ее альбом совместно с Жоао Пауло Эстевесом Да Сильва был горячо принят публикой: деликатная джазовая интерпретация португальских песен фадо, собственные композиции Жоао, богатый и волнующий голос Паолы и прекрасная поэзия покорили аудиторию. Оливейра закончила классическую школу в Лиссабоне, а затем обучалась джазовому вокалу в Лиссабоне, Барселоне и Нью-Йорке под руководством Нормы Уинстон, Пауло Брандао, Фила Вудса, Рене Жакобса. Вернувшись в Португалию в 96 году, она начала работать с джазовыми и классическими музыкантами и композиторами, с поэтами и с певцами фадо, как например: Мария Жоао, Родриго Гонзалес, Бернардо Морейра, Жоао Пауло Эстевес Да Сильва, Серхио Годиньо, Ари Дос Сантос, Фернандо Пессоа.
Луиз Авиллар, джазовый пианист и композитор из Рио Де Жанейро. Он работал с такими известными бразильскими композиторами, как Джаван, Гал Коста, Симон и Милтон Насименто и выступал с разнообразнейшим кругом музыкантов со всего мира: Уэйн Шортер, Эми Уоттс, Билли Кобэм, Энрико Рава, Флора Пурим и Айрто Морейра. Его музыка, связывающая джаз, бразильские ритмы и классику, исполнялась Симфоническим оркестром Бразилии.
Музыка Авиллара сочетает в себе глубину и богатство классической фортепьянной музыки с духом и силой современного импровизационного джаза. Шуман, Шопен, Равель и Чик Корриа глазами истинного бразильца.
Организаторы: Агентство Improve, Театральный Центр «На Страстном»,
Партнеры: Журнал «ДжазРу», радио «Культура»
Стоимость билетов: от 1000 до 3000 рублей. Количество билетов ограничено. Билеты можно купить в электронном виде или заказать по телефону 7 (495) 694-46-81.
Жанр: импровизация, джаз, классика
Адрес: Москва, Страстной б-р, д. 8-а
Видео: http://www.youtube.com/watch?v=FPm7QVL2QBA 
http://www.youtube.com/watch?v=NNfNG4q1dlA&feature=related 
http://www.youtube.com/watch?v=5PjF44pW1xQ&feature=related 
http://www.youtube.com/watch?v=kdzkU5ZVQO0
 http://www.youtube.com/watch?v=laKq0NZ3E4c 
 http://www.youtube.com/watch?v=dANNK_jgRlc&feature=relmfu http://youtu.be/-ij0g2hcqU4 http://youtu.be/yhC4nKPtJI4
 http://youtu.be/YiIOE8GfP74 http://youtu.be/o7BvSns1LX0
 http://youtu.be/F0UHbTiRJg4 
http://youtu.be/WmFOb1aOqhQ 
 http://youtu.be/y9FJGgRaElA http://youtu.be/8LTehNeJy_0
Контакты: Ольга Дука olga.duka@improve-agency.com

TERÇA-FEIRA, DEZEMBRO 04, 2012

Rússia não está preparada para enfrentar rigoroso frio que se aproxima


Os serviços meteorológicos russos anunciaram hoje que o Inverno que começou poderá ser o mais rigoroso dos últimos 20 anos. “O atual Inverno vai ser o mais frio dos últimos vinte anos. Em dezembro e janeiro, na parte europeia da Rússia, as temperaturas andarão perto da norma, mas, em fevereiro, ficarão abaixo”, declarou aos jornalistas Roman Vilfand, diretor do Centro Meteorológico da Rússia. Porém, não são as baixas temperaturas, mas sim os grandes nevões que estão a criar já fortes problemas nas estradas do país. No final da semana passada, um forte nevão cortou a principal artéria rodoviária do país, que liga as cidades de Moscovo e São Petersburgo, tento provocado, segundo o Ministério para Situações de Emegência, filas que chegaram a atingir 191 quilómetros. As autoridades russas afirmam que a situação está normalizada, mas o correspondente da Ria-Novosti constatou que o nevão que caiu durante a noite continua a dificultar o trânsito nessa estrada estratégica. Em vez das cerca de quatro horas necessárias para realizar um percurso de 389 quilómetros, ele precisou de mais de seis horas. Além da neve, o trânsito é dificultado pelos camiões, cujos condutores, para poupar dinheiro, não substituíram os pneus de Verão por pneus de Inverno. Por isso, não conseguem fazer as subidas, porque o veículo começa a patinar no lugar. Em Moscovo, os serviços comunais não conseguem responder atempadamente aos desafios da natureza e os automobilistas vêem-se obrigados a perder horas a desenterrar os seus carros de debaixo da neve e em filas de trânsito. Na auto-estrada que rodeia Moscovo, as filas atingem mais de 10 quilómetros em vários locais. As previsões apontam para novas quedas de neve nos próximos dias. “O Inverno chega todos os anos, mas para as nossas autoridades é sempre uma surpresa”, declarou à Lusa Mikhail, enquanto desenterrava o seu automóvel com uma pá.

DOMINGO, DEZEMBRO 02, 2012

Exposição fotográfica mostra “Portugal Único” na capital russa


     Fotos de Veronica Kulakova
   
***José Milhazes, Agência Lusa***

Moscovo, 02 Dez (Lusa) - Um grupo de fotógrafos russos e portugueses, profissionais e amadores, decidiram organizar uma exposição fotográfica para mostrar aos moscovitas as belezas naturais e históricas de "Portugal Único".
"São cerca de 60 fotografias de autores portugueses e russos. Alguns amadores, outros profissionais, mas o nosso objetivo é divulgar as belezas do nosso país", declarou à Lusa João André Cardoso, um dos organizadores da exposição, que abriu no sábado ao público.
João André Cardoso, que nos tempos livres se dedica à fotografia, é engenheiro agrónomo e tenta realizar alguns dos seus projetos na Rússia.
"Aproveitámos a exposição para que os visitantes russos conheçam também alguns dos produtos mais populares portugueses: os vinhos e pastéis de bacalhau. Temos de explorar melhor as possibilidades que o mercado russo abre", acrescentou.
André Nóbrega, outro dos participantes da exposição, é um profissional de fotografia e vídeo que estuda e trabalha em Moscovo.
"Em Portugal as oportunidades para os jovens são quase nenhumas, por isso decidi arriscar. Não me posso queixar de falta de trabalho em Moscovo e as coisas não estão a correr mal", afirma à Lusa André Nóbrega, que organiza também filmagens em Portugal e Rússia para cineastas de ambos os países.
João Branquinho, funcionário de uma multinacional alemã no campo do 'marketing' em Moscovo, também decidiu expor dez das suas fotografias tiradas aquando das suas passagens por Portugal.
O fotógrafo amador russo André Konin visitou pela primeira vez em 2007, quando participou numa iniciativa no campo da ecologia. As suas fotos revelam claramente que os seus locais preferidos ficam no Minho: Braga, Guimarães.
"Apaixonei-me pelo vosso país e visito-o sempre que posso. Levo os meus amigos. Para mim, Portugal é sinónimo de liberdade, vou para lá como se fosse para casa", frisa.
A fotógrafa russa Tatiana Turakina chegou a Portugal através de Espanha. Casada com um galego, o que fez questão de sublinhar, adora a "diversidade" e a "cor" de lugares como Batalha, Sintra.
A exposição, em cuja abertura estiveram presentes várias dezenas de pessoas, principalmente jovens, estará patente em Moscovo até meados de dezembro.
Ao abrir a exposição, o diplomata Rui Baceira, em representação da Embaixada portuguesa, lançou um apelo aos russos para que visitem Portugal e invistam na economia do país.

SEXTA-FEIRA, NOVEMBRO 30, 2012

REPORTAGEM/Emigração: Eslavo volta “às origens” para criar o Centro Cultural Português na Rússia

   
*** Por José Milhazes, da agência Lusa ***

Moscovo, 28 nov (Lusa) - Stanislav Mikos nasceu em Kiev, na União Soviética, em 1980, mas foi viver para os Açores quando tinha apenas seis anos. Filho de pai polaco e mãe russa, este cidadão português voltou "às origens" para criar o Centro Cultural Português na Rússia.
"O meu pai foi dar aulas de música para Portugal, apaixonou-se pelos Açores e decidiu ficar. Eu não sabia falar uma palavra em português, mas rapidamente aprendi na escola, era um dos melhores alunos", recorda, num português impecável.
Depois da escola açoriana, foi estudar para o Porto, onde estou música e letras.
"Em 2006, aceitei o desafio de representar uma empresa portuguesa de imobiliário em Moscovo. Era a primeira vez que visitava a capital russa", declara Stanislav à Lusa.
"Paralelamente, estudei relações económicas internacionais em Moscovo, deixando para melhores dias a música", acrescenta.
Quando estudava no Porto, Stanislav Mikos, dava aulas de português a professores russos que chegavam a Portugal para lecionar em universidades e institutos superiores portugueses, mas nunca lhe passou pela cabeça a ideia de criar uma escola de língua portuguesa em Moscovo.
"Em 2008, devido à crise financeira, o negócio do imobiliário terminou, mas, antes, eu já tinha começado a criar a escola de português. A ideia partiu da diplomata portuguesa Graça Pereira, que me dizia que a embaixada recebia frequentemente telefonemas de pessoas que queriam saber onde se podia estudar a língua de Camões", precisa.
Foi assim que surgiu a ideia de criar um local para dar aulas de português.
"A partir daí, foi sempre crescer. Começámos com oito alunos e fiquei muito surpreendido com a grande procura que gozava o ensino da língua portuguesa na Rússia. Como a maioria dos nossos alunos são empresários, funcionários de empresas, as aulas têm lugar à noite e no fim de semana", acrescenta.
Stanislav Mikos já não se recorda de quantos alunos passaram pela escola, que, mais tarde, se transformou no Centro Cultural Português em Moscovo, mas tem a certeza de que "foram já mais de mil".
"Presentemente, a escola é frequentada por 110 alunos, mas a tendência é para esse número aumentar", conclui.

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corrupção na lusofonia

diálogos lusófonos



O índice de percepção de corrupção no universo da lusofonia

O índice de percepção de corrupção agravou-se este ano em Portugal, deixando o país numa situação pior do que há dez anos. No universo da lusofonia, ainda assim, Portugal continua a ser o menos corrupto.
Lisboa - Portugal piorou este ano a sua posição no ranking mundial de corrupção elaborado pela organização Transparency International (TI). O país surge agora no 33º lugar, entre 176 nações, uma posição abaixo da que tinha no ano passado. A classificação está também bastante abaixo da 25ª posição que Portugal tinha há dez anos.
Na tabela da organização não governamental (ONG) TI, Portugal obteve 63 pontos (numa escala de zero a 100 em que zero significa que o país é visto como altamente corrupto e 100 traduz uma percepção de corrupção nula), tantos como o Butão e Porto Rico. E está um ponto abaixo da Estónia e dois pontos atrás de Espanha e Botsuana.
Os países menos corruptos do mundo são Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia, todos com 90 pontos, de acordo com a TI.
Portugal ainda é o menos corrupto da CPLP
Entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Portugal acaba por ser o que tem uma imagem de menor corrupção. Cabo Verde vem a seguir, na 39ª posição do ranking (subiu dois lugares face a 2011), com 60 pontos. O Brasil ocupa o 69º lugar (melhorando face à 73ª posição no ano passado), com 43 pontos.
Seguem-se São Tomé (posição 72), Timor-Leste (no 113º lugar), Moçambique (123º classificado), Guiné-Bissau (150ª posição). Angola, no 157º lugar da lista, é o país lusófono com maior percepção de corrupção.
Em último lugar na lista da TI estão a Coreia do Norte, a Somália e o Afeganistão, segundo o relatório da Organização não Governamental (ONG) com sede em Berlim, na Alemanha.
O Índice de Perceção da Corrupção é calculado a partir de indicadores de corrupção de entidades internacionais como o Banco Mundial.

http://www.portugaldigital.com.br/sociedade/ver/20073661-portugal-piora-posicao-em-ranking-internacional-de-corrupcao

CHEGADA DOS JUDEUS À TERCEIRA



Terceira – a chegada dos Judeus

by Francisco Miguel Nogueira on Wednesday, 23 May 2012 at 20:01 ·
            Há exatos 511 anos, a 22 de Maio de 1501, os primeiros judeus expulsos de Portugal Continental aportaram aos Açores, pela Ilha Terceira, oferecidos como escravos a Vasco Anes Corte-Real, primogénito de João Vaz Corte-Real, que soube aproveitar as capacidades judaicas e integrá-los na sociedade.
            Em 1492, os judeus foram expulsos de Espanha pelos Reis Católicos, pois não quiserem converter-se ao catolicismo, a grande bandeira destes reis, que tinham conseguido conquistar Granada neste ano, e expulsar os muçulmanos do seu último reduto na Península Ibérica. Cerca de 60 000 judeus emigraram para Portugal, onde D. João II, O Príncipe Perfeito, abriu-lhes as portas, obrigando-os a pagar 8 cruzados por pessoa e concedendo-lhes, em troca, licença de trânsito por oito meses. Aqueles que não tinham este dinheiro viram os seus bens confiscados para a Coroa e foram-lhes também retirados os filhos menores. Estes foram posteriormente batizados e entregues à guarda de Álvaro de Caminha, que partiu com eles para o povoamento da ilha de São Tomé, onde a maioria não resistiu às condições do clima. D. João II queria, assim, forçar a fixação de operários especializados em Portugal.
            Com a morte de D. João II, sucedeu-lhe no trono o seu primo e cunhado D. Manuel I, que, embora fosse bastante tolerante com os Judeus, publicou, em 5 de Dezembro de 1496, um édito, em Muge, próximo de Lisboa, para a expulsão da comunidade judaica de Portugal, porque pretendia casar-se com a Infanta D. Isabel de Espanha, filha dos Reis Católicos e estes impuseram esta condição para haver boda. D. Manuel I apercebeu-se que a saída dos judeus do País levaria, também, à fuga de capitais do Reino, pois a comunidade judaica era formada por um escol de mercadores, banqueiros, médicos, economistas, ourives, entre outras atividades. Era portanto gente endinheirada. D. Manuel ofereceu barcos para quem quisesse sair do Reino, o que foi feito por poucas famílias abastadas, mas o Rei rapidamente mudou de estratégia.
Para D. Manuel I, a saída de tanta riqueza não podia acontecer, sobretudo num momento em que a aposta nos Descobrimentos era cada vez maior, e o capital judaico era muito necessário. Assim sendo, D. Manuel I decretou a conversão forçada de judeus, e até de muçulmanos, ao Cristianismo no prazo de dez meses. Nasceu, assim, o conceito de cristão-novo (vs os cristãos anteriores, chamados a partir de então de cristãos-velhos).
            Em 1499, os cristãos-novos foram proibidos de sair de Portugal, mas tinham acesso a cargos políticos, administrativos e eclesiásticos. Além disso, D. Manuel I deixou-os praticar a sua religião de forma secreta, tendo uma política de grande benevolência para com os antigos judeus. Contudo, a diferenciação entre cristãos-novos e velhos era muito grande e estes últimos, impuseram várias perseguições e até massacres, obrigando muitos dos cristãos-novos a sair do país. Estes sentiam-se portugueses de segunda.
            Em 22 de Maio de 1501, aportaram à Terceira, vários náufragos cristãos-novos que fugiam à perseguição no Continente. Estes se encontravam numa caravela que se dirigia para África, levando um grande número de judeus. O mar bravio destruiu-lhes o barco e obrigou-os a pedir ajuda na Terceira, provavelmente através do atual Porto Judeu. Vasco Anes Corte-Real, o Capitão Donatário de Angra, avisou D. Manuel I do sucedido e o Rei ofereceu-lhe os judeus como escravos. Assim nasceu a primeira colónica judaica na Terceira e nos Açores.
            Vasco Anes Corte-Real rapidamente compreendeu as capacidades judaicas e o benefício que a Ilha podia receber com tal presença, assim os judeus foram bem acolhidos e tratados como iguais, longe do fanatismo que singrava a capital do Reino. A população cedo começou a entrar em contato com os rituais judaicos, que lhes eram permitidos praticar. Em 1558, a comunidade cristã-nova nos Açores já era grande e estes pagaram 150 000 cruzeiros à regente D. Catarina, avó de D. Sebastião, para prover as armadas da Índia. Em troca, D. Catarina prorrogou o adiamento da pena de confisco de bens aos cristãos-novos por dez anos, deixando-os envolver-se na vida do arquipélago.
            Em 1501, num momento de terror para os Judeus no Continente português, foram bem recebidos na Terceira, onde puderam implantar-se e formar as suas comunidades. Com o passar dos anos, as suas crenças misturaram-se com os costumes locais, fazendo da Terceira um bom exemplo da mistura de religiões, com características muito próprias.
            Num momento de crise, é bom olharmos para estes exemplos e percebermos a importância da tolerância e do apoio às minorias. É necessário respeitar os outros e não utilizar as desculpas dos problemas e da crise para desrespeitar a Liberdade e a individualidade de cada ser. Não devemos ser falsos hipócritas, fingindo ser o que não somos, devemos assumir a nossa personalidade com defeitos e virtudes e respeitar as diferenças.
A Liberdade de cada um termina quando interfere na do outro…seja ele quem for.

Francisco Miguel Nogueira

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Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores (Um Australiano nos Açores)
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POTENCIAL ECONÓMICO DA LÍNGUA

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS

Livro

Potencial Económico da Língua Portuguesa

  • Luís Reto
  • Edição em Português. Publicado em 09-2012
A língua é um ativo intangível que beneficia de economias de rede. Quanto maior o número de utilizadores, maior o benefício que cada um extrai da sua partilha. Enquanto língua supercentral, na classificação de Calvet, o português é património comum de cerca de 250 milhões de pessoas cujo potencial está longe de ser otimizado. O seu valor resulta do benefício para os utilizadores (capital humano), da diminuição dos custos de transação nas trocas comerciais e de organização nas empresas transnacionais e da oportunidade de desenvolvimento económico, social e cultural das comunidades lusófonas. Este livro analisa o potencial da língua portuguesa na ótica das trocas de Portugal com o exterior e das expetativas dos estudantes de português no estrangeiro.  
A língua portuguesa é a quarta mais falada no mundo, como língua materna, e  regista uma das taxas de crescimento mais elevadas, na Internet, nas redes sociais, na produção de artigos e revistas científicas e na aprendizagem como segunda língua.

Ficha detalhada: "Potencial Económico da Língua Portuguesa" de Luís Reto

AutorLuís Reto
EditoraTexto Editores
Data de LançamentoSetembro 2012
ColecçãoGestão
ISBN9789724746074
Dimensões23,5 x 15,5 cm
Nº Páginas216
EncadernaçãoCapa mole

CINESES APRENDEM PORTUGUÊS

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS
A China aposta no ensino da língua portuguesa e pretende ter 5000 professores de língua portuguesa. A meta da China é conseguir ter tantos falantes da língua portuguesa como alguns dos países da CPLP.

Em Macau, por exemplo, há cinco mil chineses a aprender português


Cerca de 5000 jovens e adultos chineses estudam o português em instituições de Macau que ensinam a língua de Camões.
"Macau é uma terra multicultural, com uma forte presença portuguesa e o Governo tem feito um esforço de promoção do português, porque é importante que os nossos estudantes aprendam a essência da cultura e da história de Macau", disse a chefe do departamento de ensino dos Serviços de Educação de Macau, Vicky Leong.
A mesma responsável salientou a importância da aprendizagem do português nos planos legal e político, dado que a própria Lei Básica de Macau, a lei fundamental, estipula que o português e chinês são línguas oficiais, bem como no plano económico, devido ao papel de plataforma da cidade entre a China e a lusofonia.
"Não podemos esquecer também o plano educacional, cultural e histórico, o papel de Macau como ponto de encontro entre o oriente e o ocidente e o facto de a cidade ser multicultural, logo os nossos jovens serem cidadãos do mundo", sublinhou.
Com cerca de 3000 alunos a estudar português nas escolas oficiais, as escolas luso-chinesas, Macau tem outros 1500 estudantes da língua de Camões nas escolas particulares, apoiados por nove professores contratados pelos serviços de Educação, que contam com o apoio do Instituto Português do Oriente (IPOR). Há ainda outras centenas que participam em actividades de Verão, estudando a língua na escola portuguesa para ingressarem em universidades de Portugal.
Para Rui Rocha, presidente do IPOR, o interesse pelo português "tem vindo a crescer, porque há cinco ou seis anos a China deu sinais claros de que era uma língua de interesse económico".
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cientista premiado


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Cientista luso obtem bolsa de dois milhões de euros

Publicado às 00.05

 
 142 21 1
Rui L. Reis, reputado cientista da Universidade do Minho, acaba de receber uma das maiores e mais prestigiadas bolsas de sempre atribuídos a um investigador Português, no valor total de 2.35 milhões de euros - a Advanced Grant do European Research Council.
 

Cientista luso obtem bolsa de dois milhões de euros

 
O projeto que deu corpo à candidatura é intitulado ComplexiTE . A bolsa em questão foi atribuída com base na excelência científica do investigador.
De acordo com uma nota da Universidade do Minho, "é extremamente raro que alguém como Rui L. Reis, com apenas 45 anos, consiga uma destas bolsas, consideradas uma espécie de Prémio Nobel Europeu.
Refira-se que o cientista, que integra o grupo 3B's, obteve recentemente 3,15 milhões de euros do 7º Programa Quadro da Comissão Europeia para desenvolver o "POLARIS", um projeto de investigação na área da nano medicina. A esta iniciativa alia ainda a coordenação de outros importantes projetos europeus.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

povos cruzados Malaca


                                         


Korsang di Melaka-ONGD, à conversa com os alunos e professores do Instituto Politécnico de Leiria, palestra realizada no passado dia 6 de Novembro, a convite da Professora Coordenadora Dra Maria Antónia Belchior Ferreira Barreto.
    
O evento foi dedicado a Malaca tendo como propósito os intercâmbios de alunos do referido Instituto Politécnico de Leiria, entre Portugal / China e China / Portugal.

A curiosidade de saber mais sobre os portugueses de Malaca e do Bairro Português de Malaca, que desejam visitar “ os 20 alunos bolseiros “ já selecionados com destino à China em 2013 pelo período de dois anos.

A ação decorreu na presença de um auditório com cerca de 50 participantes, os quais deram conta dos testemunhos vivos da comunidade descendente de Albuquerque, que desde o sec. XVI não desistem de divulgar e promover a sua cultura e tradições de cariz portuguesa.
     
A palestra foi documentada com videograma realizado pelo membro dos órgãos da Associação, Álvaro Correia, num desafio à participação dos alunos.

A presidente da Direção Luisa Timóteo, fez uma resenha dos objetivos que deram motivo à criação da Associação em 12 de Junho de 2008, bem como o trabalho desenvolvido através do projeto “Povos Cruzados” quer em Malaca como em Portugal.

Lembrando o passado – o presente - o futuro, “ colocar Malaca no centro do mundo português “ afirmou a presidente da Associação, que Portugal não deve esquecer uma comunidade que continua a manter de geração em geração os nomes portugueses, a língua pápia Kristang (cristão) a crença, a cultura e tradições, ainda que longe, e como católicos continuam a comemorar o Natal, a Páscoa, a festa de São João e São Pedro, padroeiro dos pescadores de Malaca.

No final as participações dos alunos foram calorosas, tendo a Professora Susana Margarida da Costa Nunes, do departamento de Linguística Portuguesa, dirigido a sua intervenção valorizando a presença dos alunos e reconhecimento do valioso trabalho da Associação em prol de um legado para o qual todos devemos contribuir.

A representação da Korsang incluía também Jozé Sabugo, Daniela Brito e Idalina Lourenço. Deixamos a nossa gratidão pela oportunidade de mostrar Malaca património Mundial reconhecido pela UNESCO.
      
Crentes que este abraço nos uniu para outras ações a desenvolver.

Noticia      A Q U I


 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

prémio literário

brasil dificulta imigração


Brasil dificulta imigração a cidadãos europeus

in diálogos lusófonos
December 3, 2012 – 12:53 am
width=280O Brasil está a defender-se dos imigrantes da União Europeia, dificultando a “invasão” de pseudo-turistas que se tem acentuado nos últimos tempos. Tal invasão começa a criar demasiados problemas, até porque esses turistas se deslocam sem recursos que lhes permitam permanecer no país.
O prestigiado jornal Folha de São Paulo, de 1 de dezembro, titula que  “Permanência de europeus no Brasil é limitada a 90 dias”.
A Dilma [presidente Dilma Rousseff] não renova mais o visto dos europeus”. Foi o que a jornalista espanhola Laura, 25, escutou da Polícia Federal do Rio quando quis prorrogar por três meses sua estadia no Brasil.
Os europeus parecem estar a pagar pelo tratamento de que têm sido alvo os brasileiros não só na Europa como nos Estados Unidos. Segundo o jornal “o consulado dos EUA dá visto, mas segura passaportes em SP.”
Segundo o jornal, os turistas europeus que viajam para o Brasil não poderão mais ficar seis meses no país. Um acordo assinado entre a União Europeia e a presidente Dilma, de reciprocidade, estabelece a isenção de visto para os turistas, mas também limita o prazo de estadia a 90 dias em cada período de seis meses.
Antes do acordo, em vigor desde 8 de outubro, o tempo era de 90 dias prorrogáveis por mais 90 em um ano. Por regra, as autoridades brasileiras autorizavam a prorrogação da estadia por mais 90 dias.
Segundo o jornal,  a  historiadora de arte espanhola Dina Caball, 26, chegou ao Brasil com a intenção de conseguir um emprego. Três meses depois negociava um contrato que lhe permitiria ficar regularmente no país, mas precisava de mais tempo para resolver a burocracia. “Fui até a PF para saber se me concederiam um prazo até formalizar meus papéis. Mas me falaram que não e voltei para a Espanha. Eu não queria ficar irregular, mas agora temo não conseguir voltar. Aqui da Espanha não consigo acompanhar minha contratação”, conta.
O Itamaraty adverte que “mesmo nos acordos antigos, não se fala em direito automático de permanecer seis meses.” “Nossos turistas de lá e de cá, portanto, não poderiam e não vão poder viajar com a expectativa de que a estada será, com certeza absoluta, de 180 dias.”
Segundo fontes qualificadas, o Brasil vai adotar brevemente o modelo europeu de imigração, exigindo que os turistas se apresentem na fronteira com o correspondente a 80 euros mas 40 euros por dia de estadia, contada da data de regresso aposta no bilhete, só podendo as companhias de aviação alterar a data de regresso mediante comprovação de recursos para a estadia no país.
Portugal e o Brasil assinaram acordos bilaterais que facilitam a contratação de nacionais de ambos os Estados e que prevalecem sobre os acordos dos Brasil com a União Europeia.
Isso não prejudica, porém, a necessidade da criteriosa organização de um dossier de imigração no caso de um português pretender emigrar para o Brasil

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islamismo extremo


Osbat Al-Asar:”España voltará a ser un califato islámico”


http://www.libertiesalliance.org/2011/06/05/osbat-al-asarespana-volvera-a-ser-un-califato-islamico/ 

nova revista

in diálogos lusófonos

Revista Culturas Cruzadas em Português é apresentada em Lisboa

Publicação da portuguesa Almedina analisa a noção de cultura política e a dimensão do poder nas relações entre Portugal e o Brasil, sendo apresentada na próxima segunda-feira.
Lisboa - A Casa da América Latina em Lisboa será o palco para a apresentação da revista "Culturas Cruzadas em Português", um produto das Edições Almedina cujos primeiros dois volumes serão divulgados publicamente na próxima segunda-feira.
A obra, segundo a editora, "reúne um conjunto de investigadores do Brasil e de Portugal com afinidades científicas comuns em torno da noção de cultura política e da dimensão simbólica do poder".
Os primeiros volumes, com a coordenação de Cristina Montalvão Sarmento e Lúcia Maria Paschoal Guimarães, debruçam-se sobre "Redes de poder e relações culturais Portugal - Brasil" nos séculos XIX e XX.
O lançamento será feito por ocasião da sessão de encerramento do curso "Diplomacia na América Latina", que contará com a presença do embaixador brasileiro em Portugal, Mário Vilalva.

http://www.portugaldigital.com.br/lusofonia/ver/20073572-revista-culturas-cruzadas-em-portugues-e-lancada-em-lisboa



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gastronomia portuguesa

in diálogos lusófonos

Gastronomia Regional Lusófona, muito rica em vocabulário-

Casulas de Trás-os-Montes, muito rica em vocabulário e no sabor

Para se obterem as casulas há que colher o feijão dentro da vagem (ou vasa) ainda verde. Depois a vagem é seccionada em pequenos pedaços. Posteriormente colocam-se ao sol, espalhadas em cima de uma manta, ou de palha, até secarem. Uma vez secas, guardam-se num saco de pano, à espera dos dias frios, para se cozerem com o também tradicional bulho.



O bulho (igualmente conhecido por “butelo”, “palaio” ou “chouriça de ossos”) é o companheiro indissociável das casulas. Sem estes dois “parceiros” o cozido não tem história. O bulho é feito a partir da carne junto ao espinhaço do porco.

Quanto à história das casulas, ela perde-se na penumbra dos tempos. A corrente maioritária defende que este prato nasceu nas casas mais pobres que vendiam o feijão aos ricos e guardava as cascas para fazer o caldo.
Nada de mais infundamentado. Efectivamente, as casulas têm relevância porque, como vimos, são cortadas em verde, com o feijão no seu interior. Uma coisa é inseparável da outra.
Finalmente, para preparar este manjar delicioso, devem-se colocar as casulas a hidratar de véspera e cozer todos os ingredientes juntos, tendo em atenção os diferentes tempos de cozedura. No final, reserva-se a água com algumas casulas e juntam-se-lhe batatas picadas em pequenos cubos; deixa-se cozer, rega-se com azeite cru e obtém-se uma apetitosa sopa.
 Se puder, coza tudo em panela de ferro ao lume. Vai ver que a diferença é significativa.

Na sua confeção entram produtos regionais como a carne fumada (linguiça, salpicão, chouriço ou presunto), temperados com sal e azeite.
Há quem coza todos os ingredientes juntos e quem os coza separadamente. Há quem junte chouriças de sangue e linguiças, há quem o enriqueça com entrecosto e entremeada.
É um prato de Inverno, mas não pesado. Sobretudo é um prato inteligente que recorre a ingredientes sujeitos a diversas formas de conservação; o fumo e a secagem.  O butelo, ou butielo, ou bulho ou chouriça de ossos ou salpicão é um enchido considerado inferior, porque aproveita a parte da espinhela (suã) com saborosas e texturosas carninhas que a esta vêm agarradas. Mas não fica por aqui o aspecto exótico deste enchido: a embrulhá-lo, usa-se o estômago ou bucho e até a bexiga, o que lhes confere forma invulgar pontuada pelas excrescências dos ossinhos. Garanto a quem não conhece que é mesmo muito bom.




Foto de autor desconhecido

Cascas ou casulas ou Butelo com cascas


 Ingredientes:

500 g de cascas ou casulas para 1 butelo grande
300 g de entremeada e entrecosto
1 linguiça
azeite virgem extra transmontano q.b.
8 batatas

Preparação:

Salgue as carnes de véspera.
Põem-se as casulas de molho de véspera. Retire o maior número possível de fios do feijão.
Coloque o butelo, o entrecosto e a entremeada num tacho com água ao lume durante aproximadamente 1h30m
Coloque as cascas a cozer juntamente com a carne para que estas fiquem mais saborosas. Em geral, esta cozedura demora pouco mais de 1 hora. Acrescente as batatas cortadas em cubos.

Escorrer tudo e servir bem quente regado com um azeite transmontano.

Dicas:  Pode deitar duas colheres de sopa no cozido para que as cascas fiquem mais macias.

http://receitasseducao.blogspot.com.es/2012/11/casulas-de-traz-os-montes.html

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sábado, 1 de dezembro de 2012

1º de dezembro

EM 2005 ESCREVI (LER EM CHRÓNICAÇORES: UMA CIRCUM-NAVEGAÇÃO): sem imaginar que o dia ia deixar de ser feriado
2.5. 1º DE DEZEMBRO E O IBERISMO

Hoje é um dia como outro qualquer mas anda para aí muita gente com passaporte português a celeb
rar o desastre de 1 de Dezembro de 1640 como se tivesse sido um péssimo acontecimento. Seria bom não esquecer que se tratou da reconquista da liberdade dum povo e duma nação subjugada pelo poder dinástico dos Filipes de Castela. Mais vale um povo pobre e livre do que rico numa gaiola dourada com as cores do reino de Espanha. Ou pelo menos é o que contam os amigos galegos que se querem aproximar das origens portuguesas e preservar a sua língua e cultura. Por vezes, a memória dos homens é curta e assim sendo, resolve JC recordar que o jovem Miguel da Paz (nascido em 1499) teria sido Rei de Portugal e de Espanha se não morresse ao fim de dois anos. É verdade, amigos, e infelizmente este “se” é desconhecido da maioria dos atuais habitantes de Portugal, quer clamem ou não por um regresso ao trono espanhol. São deveras interessantes os “pequenos detalhes” da História, que vieram legalizar de pleno direito a sucessão de Filipe II de Espanha ao trono de Portugal em 1580, por morte sem descendência do herdeiro varão o cardeal D. Henrique com 68 anos, 9º filho do rei D. Manuel I. A candidatura de Filipe era naquela época fortíssima e praticamente indiscutível, já que resultava do casamento da filha terceira de D. Manuel I, com Carlos V (I de Espanha), pais do “nosso” Filipe I de Portugal (II de Espanha).
São estes pequenos “ses” os tais detalhes da vida que determinam o curso da História…Paradoxalmente algum tempo antes da candidatura de Filipe ao trono em Lisboa a situação poderia ter sido de certo modo invertida, unificando as coroas ibéricas “para o nosso lado”. Em 1499 fora proclamado herdeiro das coroas de Portugal e de Espanha, esse menino chamado Miguel da Paz, primeiro filho de D. Manuel I com Isabel, filha dos Reis Católicos. Azar dos portugueses ou conspiração castelhana, o certo é que morreu com apenas 2 anos de idade. Por estas e outras os portugueses serão sempre uns saudosistas: há já quem tenha saudades dos espanhóis, há quem tenha saudades do Salazar e ainda há quem tenha saudades do sonho chamado 25 de Abril.

-- Quem garante que Portugal era melhor como província espanhola do que independente?

-- Quem garante que não seria Portugal hoje uma célula independentista tipo ETA, aliada ou não à Galiza?

-- Quem garante que teria aqueles magníficos jogadores de futebol que de tantos em tantos anos agitam o país e o fazem sonhar com grandezas ancestrais perdidas na memória do tempo? Eusébio nunca teria existido…Figo não teria sido um “pesetero” e Deco não tinha necessidade de se nacionalizar, com o Brasil espanhol poderia jogar pela Argentina.

E se fosse ao contrário? Se a Espanha fosse hoje uma província de Portugal? Que aconteceria aos Bourbon? Só tinham utilidade nos EUA onde eles emborcam todos os Bourbon que podem. Infelizmente, aqui ao lado, entronam-nos e chamam-lhes Reis. São conjeturas apropriadas de ler num dia destes mas os jornais não especulam sobre estas coisas sérias, antes se comprazem em ridicularizar mais um lote de candidatos à Presidência porque um Levanta-se e Não Ri e o outro Ri mas já não se levanta! E daqui a pouco ninguém se lembrará sequer de quem eram. Passaram-se anos sobre estas palavras e JC nem sequer se recorda quem eras esses candidatos.