quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
LUSOFONIA NA RÚSSIA
DO BLOGUE DO J MILHAZES
UARTA-FEIRA, DEZEMBRO 05, 2012
FADO-JAZZ EM MOSCOVO
Ана Паола Оливейра и Луиз Авиллар: фадо и джаз – Театральный центр «На Страстном» – 10 декабря 2012.
10 декабря в Театральном центре "На Страстном" выступит португало-бразильский дуэт Аны Паолы Оливейра и Луиза Авиллара.
«Удивительный дуэт импровизационного джазового пианиста из Бразилии и фолк-певицы из Португалии соединил фаду и джаз, традицию и новую музыку. Луиз Авиллар – новоджазовый пианист, играющий в широком спектре от классики до импровизационного джазза, а Паула Оливейра – певица с глубочайшим знанием традиционной музыки Португалии. Так, силами дуэта древняя португальская музыка обретает современное звучание, ничуть не утратив оригинальности.
http://www.divshare.com/download/20202307-c06 http://www.divshare.com/download/20202346-113
Ана Паола Оливейра - известная в Португалии фолк-певица, исполняет джазовые интерпретации фадо. Первый же ее альбом совместно с Жоао Пауло Эстевесом Да Сильва был горячо принят публикой: деликатная джазовая интерпретация португальских песен фадо, собственные композиции Жоао, богатый и волнующий голос Паолы и прекрасная поэзия покорили аудиторию. Оливейра закончила классическую школу в Лиссабоне, а затем обучалась джазовому вокалу в Лиссабоне, Барселоне и Нью-Йорке под руководством Нормы Уинстон, Пауло Брандао, Фила Вудса, Рене Жакобса. Вернувшись в Португалию в 96 году, она начала работать с джазовыми и классическими музыкантами и композиторами, с поэтами и с певцами фадо, как например: Мария Жоао, Родриго Гонзалес, Бернардо Морейра, Жоао Пауло Эстевес Да Сильва, Серхио Годиньо, Ари Дос Сантос, Фернандо Пессоа.
Луиз Авиллар, джазовый пианист и композитор из Рио Де Жанейро. Он работал с такими известными бразильскими композиторами, как Джаван, Гал Коста, Симон и Милтон Насименто и выступал с разнообразнейшим кругом музыкантов со всего мира: Уэйн Шортер, Эми Уоттс, Билли Кобэм, Энрико Рава, Флора Пурим и Айрто Морейра. Его музыка, связывающая джаз, бразильские ритмы и классику, исполнялась Симфоническим оркестром Бразилии.
Музыка Авиллара сочетает в себе глубину и богатство классической фортепьянной музыки с духом и силой современного импровизационного джаза. Шуман, Шопен, Равель и Чик Корриа глазами истинного бразильца.
Организаторы: Агентство Improve, Театральный Центр «На Страстном»,
Партнеры: Журнал «ДжазРу», радио «Культура»
Стоимость билетов: от 1000 до 3000 рублей. Количество билетов ограничено. Билеты можно купить в электронном виде или заказать по телефону 7 (495) 694-46-81.
Жанр: импровизация, джаз, классика
Адрес: Москва, Страстной б-р, д. 8-а
Видео: http://www.youtube.com/watch?v=FPm7QVL2QBA
http://www.youtube.com/watch?v=NNfNG4q1dlA&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=5PjF44pW1xQ&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=kdzkU5ZVQO0
http://www.youtube.com/watch?v=laKq0NZ3E4c
http://www.youtube.com/watch?v=dANNK_jgRlc&feature=relmfu http://youtu.be/-ij0g2hcqU4 http://youtu.be/yhC4nKPtJI4
http://youtu.be/YiIOE8GfP74 http://youtu.be/o7BvSns1LX0
http://youtu.be/F0UHbTiRJg4
http://youtu.be/WmFOb1aOqhQ
http://youtu.be/y9FJGgRaElA http://youtu.be/8LTehNeJy_0
Контакты: Ольга Дука olga.duka@improve-agency.com
TERÇA-FEIRA, DEZEMBRO 04, 2012
Rússia não está preparada para enfrentar rigoroso frio que se aproxima
Os serviços meteorológicos russos anunciaram hoje que o Inverno que começou poderá ser o mais rigoroso dos últimos 20 anos. “O atual Inverno vai ser o mais frio dos últimos vinte anos. Em dezembro e janeiro, na parte europeia da Rússia, as temperaturas andarão perto da norma, mas, em fevereiro, ficarão abaixo”, declarou aos jornalistas Roman Vilfand, diretor do Centro Meteorológico da Rússia. Porém, não são as baixas temperaturas, mas sim os grandes nevões que estão a criar já fortes problemas nas estradas do país. No final da semana passada, um forte nevão cortou a principal artéria rodoviária do país, que liga as cidades de Moscovo e São Petersburgo, tento provocado, segundo o Ministério para Situações de Emegência, filas que chegaram a atingir 191 quilómetros. As autoridades russas afirmam que a situação está normalizada, mas o correspondente da Ria-Novosti constatou que o nevão que caiu durante a noite continua a dificultar o trânsito nessa estrada estratégica. Em vez das cerca de quatro horas necessárias para realizar um percurso de 389 quilómetros, ele precisou de mais de seis horas. Além da neve, o trânsito é dificultado pelos camiões, cujos condutores, para poupar dinheiro, não substituíram os pneus de Verão por pneus de Inverno. Por isso, não conseguem fazer as subidas, porque o veículo começa a patinar no lugar. Em Moscovo, os serviços comunais não conseguem responder atempadamente aos desafios da natureza e os automobilistas vêem-se obrigados a perder horas a desenterrar os seus carros de debaixo da neve e em filas de trânsito. Na auto-estrada que rodeia Moscovo, as filas atingem mais de 10 quilómetros em vários locais. As previsões apontam para novas quedas de neve nos próximos dias. “O Inverno chega todos os anos, mas para as nossas autoridades é sempre uma surpresa”, declarou à Lusa Mikhail, enquanto desenterrava o seu automóvel com uma pá.
DOMINGO, DEZEMBRO 02, 2012
Exposição fotográfica mostra “Portugal Único” na capital russa
Fotos de Veronica Kulakova
***José Milhazes, Agência Lusa***
Moscovo, 02 Dez (Lusa) - Um grupo de fotógrafos russos e portugueses, profissionais e amadores, decidiram organizar uma exposição fotográfica para mostrar aos moscovitas as belezas naturais e históricas de "Portugal Único".
"São cerca de 60 fotografias de autores portugueses e russos. Alguns amadores, outros profissionais, mas o nosso objetivo é divulgar as belezas do nosso país", declarou à Lusa João André Cardoso, um dos organizadores da exposição, que abriu no sábado ao público.
João André Cardoso, que nos tempos livres se dedica à fotografia, é engenheiro agrónomo e tenta realizar alguns dos seus projetos na Rússia.
"Aproveitámos a exposição para que os visitantes russos conheçam também alguns dos produtos mais populares portugueses: os vinhos e pastéis de bacalhau. Temos de explorar melhor as possibilidades que o mercado russo abre", acrescentou.
André Nóbrega, outro dos participantes da exposição, é um profissional de fotografia e vídeo que estuda e trabalha em Moscovo.
"Em Portugal as oportunidades para os jovens são quase nenhumas, por isso decidi arriscar. Não me posso queixar de falta de trabalho em Moscovo e as coisas não estão a correr mal", afirma à Lusa André Nóbrega, que organiza também filmagens em Portugal e Rússia para cineastas de ambos os países.
João Branquinho, funcionário de uma multinacional alemã no campo do 'marketing' em Moscovo, também decidiu expor dez das suas fotografias tiradas aquando das suas passagens por Portugal.
O fotógrafo amador russo André Konin visitou pela primeira vez em 2007, quando participou numa iniciativa no campo da ecologia. As suas fotos revelam claramente que os seus locais preferidos ficam no Minho: Braga, Guimarães.
"Apaixonei-me pelo vosso país e visito-o sempre que posso. Levo os meus amigos. Para mim, Portugal é sinónimo de liberdade, vou para lá como se fosse para casa", frisa.
A fotógrafa russa Tatiana Turakina chegou a Portugal através de Espanha. Casada com um galego, o que fez questão de sublinhar, adora a "diversidade" e a "cor" de lugares como Batalha, Sintra.
A exposição, em cuja abertura estiveram presentes várias dezenas de pessoas, principalmente jovens, estará patente em Moscovo até meados de dezembro.
Ao abrir a exposição, o diplomata Rui Baceira, em representação da Embaixada portuguesa, lançou um apelo aos russos para que visitem Portugal e invistam na economia do país.
SEXTA-FEIRA, NOVEMBRO 30, 2012
REPORTAGEM/Emigração: Eslavo volta “às origens” para criar o Centro Cultural Português na Rússia
*** Por José Milhazes, da agência Lusa ***
Moscovo, 28 nov (Lusa) - Stanislav Mikos nasceu em Kiev, na União Soviética, em 1980, mas foi viver para os Açores quando tinha apenas seis anos. Filho de pai polaco e mãe russa, este cidadão português voltou "às origens" para criar o Centro Cultural Português na Rússia.
"O meu pai foi dar aulas de música para Portugal, apaixonou-se pelos Açores e decidiu ficar. Eu não sabia falar uma palavra em português, mas rapidamente aprendi na escola, era um dos melhores alunos", recorda, num português impecável.
Depois da escola açoriana, foi estudar para o Porto, onde estou música e letras.
"Em 2006, aceitei o desafio de representar uma empresa portuguesa de imobiliário em Moscovo. Era a primeira vez que visitava a capital russa", declara Stanislav à Lusa.
"Paralelamente, estudei relações económicas internacionais em Moscovo, deixando para melhores dias a música", acrescenta.
Quando estudava no Porto, Stanislav Mikos, dava aulas de português a professores russos que chegavam a Portugal para lecionar em universidades e institutos superiores portugueses, mas nunca lhe passou pela cabeça a ideia de criar uma escola de língua portuguesa em Moscovo.
"Em 2008, devido à crise financeira, o negócio do imobiliário terminou, mas, antes, eu já tinha começado a criar a escola de português. A ideia partiu da diplomata portuguesa Graça Pereira, que me dizia que a embaixada recebia frequentemente telefonemas de pessoas que queriam saber onde se podia estudar a língua de Camões", precisa.
Foi assim que surgiu a ideia de criar um local para dar aulas de português.
"A partir daí, foi sempre crescer. Começámos com oito alunos e fiquei muito surpreendido com a grande procura que gozava o ensino da língua portuguesa na Rússia. Como a maioria dos nossos alunos são empresários, funcionários de empresas, as aulas têm lugar à noite e no fim de semana", acrescenta.
Stanislav Mikos já não se recorda de quantos alunos passaram pela escola, que, mais tarde, se transformou no Centro Cultural Português em Moscovo, mas tem a certeza de que "foram já mais de mil".
"Presentemente, a escola é frequentada por 110 alunos, mas a tendência é para esse número aumentar", conclui.
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corrupção na lusofonia
diálogos lusófonos
O índice de percepção de corrupção no universo da lusofonia
Jorge Horta
05/12/2012 07:06
O
índice de percepção de corrupção agravou-se este ano em Portugal,
deixando o país numa situação pior do que há dez anos. No universo da
lusofonia, ainda assim, Portugal continua a ser o menos corrupto.
![]() Na tabela da organização não governamental (ONG) TI, Portugal obteve 63 pontos (numa escala de zero a 100 em que zero significa que o país é visto como altamente corrupto e 100 traduz uma percepção de corrupção nula), tantos como o Butão e Porto Rico. E está um ponto abaixo da Estónia e dois pontos atrás de Espanha e Botsuana. Os países menos corruptos do mundo são Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia, todos com 90 pontos, de acordo com a TI. Portugal ainda é o menos corrupto da CPLP Entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Portugal acaba por ser o que tem uma imagem de menor corrupção. Cabo Verde vem a seguir, na 39ª posição do ranking (subiu dois lugares face a 2011), com 60 pontos. O Brasil ocupa o 69º lugar (melhorando face à 73ª posição no ano passado), com 43 pontos. Seguem-se São Tomé (posição 72), Timor-Leste (no 113º lugar), Moçambique (123º classificado), Guiné-Bissau (150ª posição). Angola, no 157º lugar da lista, é o país lusófono com maior percepção de corrupção. Em último lugar na lista da TI estão a Coreia do Norte, a Somália e o Afeganistão, segundo o relatório da Organização não Governamental (ONG) com sede em Berlim, na Alemanha. O Índice de Perceção da Corrupção é calculado a partir de indicadores de corrupção de entidades internacionais como o Banco Mundial. http://www.portugaldigital.com.br/sociedade/ver/20073661-portugal-piora-posicao-em-ranking-internacional-de-corrupcao |
CHEGADA DOS JUDEUS À TERCEIRA

Terceira – a chegada dos Judeus
by Francisco Miguel Nogueira on Wednesday, 23 May 2012 at 20:01 ·
Há exatos 511 anos, a 22 de Maio de 1501, os primeiros judeus
expulsos de Portugal Continental aportaram aos Açores, pela Ilha
Terceira, oferecidos como escravos a Vasco Anes Corte-Real, primogénito
de João Vaz Corte-Real, que soube aproveitar as capacidades judaicas e
integrá-los na sociedade.
Em 1492, os judeus foram expulsos de Espanha pelos Reis Católicos, pois não quiserem converter-se ao catolicismo, a grande bandeira destes reis, que tinham conseguido conquistar Granada neste ano, e expulsar os muçulmanos do seu último reduto na Península Ibérica. Cerca de 60 000 judeus emigraram para Portugal, onde D. João II, O Príncipe Perfeito, abriu-lhes as portas, obrigando-os a pagar 8 cruzados por pessoa e concedendo-lhes, em troca, licença de trânsito por oito meses. Aqueles que não tinham este dinheiro viram os seus bens confiscados para a Coroa e foram-lhes também retirados os filhos menores. Estes foram posteriormente batizados e entregues à guarda de Álvaro de Caminha, que partiu com eles para o povoamento da ilha de São Tomé, onde a maioria não resistiu às condições do clima. D. João II queria, assim, forçar a fixação de operários especializados em Portugal.
Com a morte de D. João II, sucedeu-lhe no trono o seu primo e cunhado D. Manuel I, que, embora fosse bastante tolerante com os Judeus, publicou, em 5 de Dezembro de 1496, um édito, em Muge, próximo de Lisboa, para a expulsão da comunidade judaica de Portugal, porque pretendia casar-se com a Infanta D. Isabel de Espanha, filha dos Reis Católicos e estes impuseram esta condição para haver boda. D. Manuel I apercebeu-se que a saída dos judeus do País levaria, também, à fuga de capitais do Reino, pois a comunidade judaica era formada por um escol de mercadores, banqueiros, médicos, economistas, ourives, entre outras atividades. Era portanto gente endinheirada. D. Manuel ofereceu barcos para quem quisesse sair do Reino, o que foi feito por poucas famílias abastadas, mas o Rei rapidamente mudou de estratégia.
Para D. Manuel I, a saída de tanta riqueza não podia acontecer, sobretudo num momento em que a aposta nos Descobrimentos era cada vez maior, e o capital judaico era muito necessário. Assim sendo, D. Manuel I decretou a conversão forçada de judeus, e até de muçulmanos, ao Cristianismo no prazo de dez meses. Nasceu, assim, o conceito de cristão-novo (vs os cristãos anteriores, chamados a partir de então de cristãos-velhos).
Em 1499, os cristãos-novos foram proibidos de sair de Portugal, mas tinham acesso a cargos políticos, administrativos e eclesiásticos. Além disso, D. Manuel I deixou-os praticar a sua religião de forma secreta, tendo uma política de grande benevolência para com os antigos judeus. Contudo, a diferenciação entre cristãos-novos e velhos era muito grande e estes últimos, impuseram várias perseguições e até massacres, obrigando muitos dos cristãos-novos a sair do país. Estes sentiam-se portugueses de segunda.
Em 22 de Maio de 1501, aportaram à Terceira, vários náufragos cristãos-novos que fugiam à perseguição no Continente. Estes se encontravam numa caravela que se dirigia para África, levando um grande número de judeus. O mar bravio destruiu-lhes o barco e obrigou-os a pedir ajuda na Terceira, provavelmente através do atual Porto Judeu. Vasco Anes Corte-Real, o Capitão Donatário de Angra, avisou D. Manuel I do sucedido e o Rei ofereceu-lhe os judeus como escravos. Assim nasceu a primeira colónica judaica na Terceira e nos Açores.
Vasco Anes Corte-Real rapidamente compreendeu as capacidades judaicas e o benefício que a Ilha podia receber com tal presença, assim os judeus foram bem acolhidos e tratados como iguais, longe do fanatismo que singrava a capital do Reino. A população cedo começou a entrar em contato com os rituais judaicos, que lhes eram permitidos praticar. Em 1558, a comunidade cristã-nova nos Açores já era grande e estes pagaram 150 000 cruzeiros à regente D. Catarina, avó de D. Sebastião, para prover as armadas da Índia. Em troca, D. Catarina prorrogou o adiamento da pena de confisco de bens aos cristãos-novos por dez anos, deixando-os envolver-se na vida do arquipélago.
Em 1501, num momento de terror para os Judeus no Continente português, foram bem recebidos na Terceira, onde puderam implantar-se e formar as suas comunidades. Com o passar dos anos, as suas crenças misturaram-se com os costumes locais, fazendo da Terceira um bom exemplo da mistura de religiões, com características muito próprias.
Num momento de crise, é bom olharmos para estes exemplos e percebermos a importância da tolerância e do apoio às minorias. É necessário respeitar os outros e não utilizar as desculpas dos problemas e da crise para desrespeitar a Liberdade e a individualidade de cada ser. Não devemos ser falsos hipócritas, fingindo ser o que não somos, devemos assumir a nossa personalidade com defeitos e virtudes e respeitar as diferenças.
A Liberdade de cada um termina quando interfere na do outro…seja ele quem for.
Francisco Miguel Nogueira
Em 1492, os judeus foram expulsos de Espanha pelos Reis Católicos, pois não quiserem converter-se ao catolicismo, a grande bandeira destes reis, que tinham conseguido conquistar Granada neste ano, e expulsar os muçulmanos do seu último reduto na Península Ibérica. Cerca de 60 000 judeus emigraram para Portugal, onde D. João II, O Príncipe Perfeito, abriu-lhes as portas, obrigando-os a pagar 8 cruzados por pessoa e concedendo-lhes, em troca, licença de trânsito por oito meses. Aqueles que não tinham este dinheiro viram os seus bens confiscados para a Coroa e foram-lhes também retirados os filhos menores. Estes foram posteriormente batizados e entregues à guarda de Álvaro de Caminha, que partiu com eles para o povoamento da ilha de São Tomé, onde a maioria não resistiu às condições do clima. D. João II queria, assim, forçar a fixação de operários especializados em Portugal.
Com a morte de D. João II, sucedeu-lhe no trono o seu primo e cunhado D. Manuel I, que, embora fosse bastante tolerante com os Judeus, publicou, em 5 de Dezembro de 1496, um édito, em Muge, próximo de Lisboa, para a expulsão da comunidade judaica de Portugal, porque pretendia casar-se com a Infanta D. Isabel de Espanha, filha dos Reis Católicos e estes impuseram esta condição para haver boda. D. Manuel I apercebeu-se que a saída dos judeus do País levaria, também, à fuga de capitais do Reino, pois a comunidade judaica era formada por um escol de mercadores, banqueiros, médicos, economistas, ourives, entre outras atividades. Era portanto gente endinheirada. D. Manuel ofereceu barcos para quem quisesse sair do Reino, o que foi feito por poucas famílias abastadas, mas o Rei rapidamente mudou de estratégia.
Para D. Manuel I, a saída de tanta riqueza não podia acontecer, sobretudo num momento em que a aposta nos Descobrimentos era cada vez maior, e o capital judaico era muito necessário. Assim sendo, D. Manuel I decretou a conversão forçada de judeus, e até de muçulmanos, ao Cristianismo no prazo de dez meses. Nasceu, assim, o conceito de cristão-novo (vs os cristãos anteriores, chamados a partir de então de cristãos-velhos).
Em 1499, os cristãos-novos foram proibidos de sair de Portugal, mas tinham acesso a cargos políticos, administrativos e eclesiásticos. Além disso, D. Manuel I deixou-os praticar a sua religião de forma secreta, tendo uma política de grande benevolência para com os antigos judeus. Contudo, a diferenciação entre cristãos-novos e velhos era muito grande e estes últimos, impuseram várias perseguições e até massacres, obrigando muitos dos cristãos-novos a sair do país. Estes sentiam-se portugueses de segunda.
Em 22 de Maio de 1501, aportaram à Terceira, vários náufragos cristãos-novos que fugiam à perseguição no Continente. Estes se encontravam numa caravela que se dirigia para África, levando um grande número de judeus. O mar bravio destruiu-lhes o barco e obrigou-os a pedir ajuda na Terceira, provavelmente através do atual Porto Judeu. Vasco Anes Corte-Real, o Capitão Donatário de Angra, avisou D. Manuel I do sucedido e o Rei ofereceu-lhe os judeus como escravos. Assim nasceu a primeira colónica judaica na Terceira e nos Açores.
Vasco Anes Corte-Real rapidamente compreendeu as capacidades judaicas e o benefício que a Ilha podia receber com tal presença, assim os judeus foram bem acolhidos e tratados como iguais, longe do fanatismo que singrava a capital do Reino. A população cedo começou a entrar em contato com os rituais judaicos, que lhes eram permitidos praticar. Em 1558, a comunidade cristã-nova nos Açores já era grande e estes pagaram 150 000 cruzeiros à regente D. Catarina, avó de D. Sebastião, para prover as armadas da Índia. Em troca, D. Catarina prorrogou o adiamento da pena de confisco de bens aos cristãos-novos por dez anos, deixando-os envolver-se na vida do arquipélago.
Em 1501, num momento de terror para os Judeus no Continente português, foram bem recebidos na Terceira, onde puderam implantar-se e formar as suas comunidades. Com o passar dos anos, as suas crenças misturaram-se com os costumes locais, fazendo da Terceira um bom exemplo da mistura de religiões, com características muito próprias.
Num momento de crise, é bom olharmos para estes exemplos e percebermos a importância da tolerância e do apoio às minorias. É necessário respeitar os outros e não utilizar as desculpas dos problemas e da crise para desrespeitar a Liberdade e a individualidade de cada ser. Não devemos ser falsos hipócritas, fingindo ser o que não somos, devemos assumir a nossa personalidade com defeitos e virtudes e respeitar as diferenças.
A Liberdade de cada um termina quando interfere na do outro…seja ele quem for.
Francisco Miguel Nogueira
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- dado que este é o meu trabalho e que me ocupa grande parte do ano fico entristecido por ver que não é aproveitado pelos associados como se constata pelos mapas de utilização e visualização que recebo todos os meses...PF faça sentir que é de utilidade aquilo que faço!
- os nossos blogues registam em média 2 mil visitas diárias (são
idênticos mas algumas pessoas preferem o formato de um ao de
outro e daí nunca o termos conseguido unificar, são um enorme
repositório de notícias da Lusofonia em geral que nem sempre
envio nas circulares aos sócios e podem ser vistos sem registo
prévio em
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- Por fim os melhores votos para a época que se aproxima com
votos ligeiramente alterados face ao mundo em que vivemos MERRY
CRISIS AND A HAPPY NEW FEAR / FELIZ CRISE E UM PRÓSPERO NOVO
MEDO
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POTENCIAL ECONÓMICO DA LÍNGUA
IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS
Livro
Potencial Económico da Língua Portuguesa
- Luís Reto
- Edição em Português. Publicado em 09-2012

A
língua é um ativo intangível que beneficia de economias de rede. Quanto
maior o número de utilizadores, maior o benefício que cada um extrai da
sua partilha. Enquanto língua supercentral, na classificação de Calvet,
o português é património comum de cerca de 250 milhões de pessoas cujo
potencial está longe de ser otimizado. O seu valor resulta do benefício
para os utilizadores (capital humano), da diminuição dos custos de
transação nas trocas comerciais e de organização nas empresas
transnacionais e da oportunidade de desenvolvimento económico, social e
cultural das comunidades
lusófonas. Este livro analisa o potencial da língua portuguesa na ótica
das trocas de Portugal com o exterior e das expetativas dos estudantes
de português no estrangeiro.
A
língua portuguesa é a quarta mais falada no mundo, como língua materna,
e regista uma das taxas de crescimento mais elevadas, na Internet, nas
redes sociais, na produção de artigos e revistas científicas e na
aprendizagem como segunda língua.
Ficha detalhada: "Potencial Económico da Língua Portuguesa" de Luís Reto
| Autor | Luís Reto |
|---|---|
| Editora | Texto Editores |
| Data de Lançamento | Setembro 2012 |
| Colecção | Gestão |
| ISBN | 9789724746074 |
| Dimensões | 23,5 x 15,5 cm |
| Nº Páginas | 216 |
| Encadernação | Capa mole |
CINESES APRENDEM PORTUGUÊS
IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS
A
China aposta no ensino da língua portuguesa e pretende ter 5000
professores de língua portuguesa. A meta da China é conseguir ter tantos
falantes da língua portuguesa como alguns dos países da CPLP.Em Macau, por exemplo, há cinco mil chineses a aprender português
"Macau
é uma terra multicultural, com uma forte presença portuguesa e o
Governo tem feito um esforço de promoção do português, porque é
importante que os nossos estudantes aprendam a essência da
cultura e da história de Macau", disse a chefe do departamento de
ensino dos Serviços de Educação de Macau, Vicky Leong.
A
mesma responsável salientou a importância da aprendizagem do português
nos planos legal e político, dado que a própria Lei Básica de Macau, a
lei fundamental, estipula que o português e chinês são línguas oficiais,
bem como no plano económico, devido ao papel de plataforma da cidade
entre a China e a lusofonia.
"Não
podemos esquecer também o plano educacional, cultural e histórico, o
papel de Macau como ponto de encontro entre o oriente e o ocidente e o
facto de a cidade ser multicultural, logo os nossos jovens serem
cidadãos do mundo", sublinhou.
Com
cerca de 3000 alunos a estudar português nas escolas oficiais, as
escolas luso-chinesas, Macau tem outros 1500 estudantes da língua de
Camões nas escolas particulares, apoiados por nove professores
contratados pelos serviços de Educação, que contam com o apoio do
Instituto Português do Oriente (IPOR). Há ainda outras centenas que
participam em actividades de Verão, estudando a língua na escola
portuguesa para ingressarem em universidades de Portugal.
Para
Rui Rocha, presidente do IPOR, o interesse pelo português "tem vindo a
crescer, porque há cinco ou seis anos a China deu sinais claros de que
era uma língua de interesse económico".
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rpchina
cientista premiado
Cientista luso obtem bolsa de dois milhões de euros
Publicado às 00.05
Rui
L. Reis, reputado cientista da Universidade do Minho, acaba de receber
uma das maiores e mais prestigiadas bolsas de sempre atribuídos a um
investigador Português, no valor total de 2.35 milhões de euros - a
Advanced Grant do European Research Council.
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De acordo com uma nota da Universidade do Minho, "é extremamente raro que alguém como Rui L. Reis, com apenas 45 anos, consiga uma destas bolsas, consideradas uma espécie de Prémio Nobel Europeu.
Refira-se que o cientista, que integra o grupo 3B's, obteve recentemente 3,15 milhões de euros do 7º Programa Quadro da Comissão Europeia para desenvolver o "POLARIS", um projeto de investigação na área da nano medicina. A esta iniciativa alia ainda a coordenação de outros importantes projetos europeus.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
povos cruzados Malaca

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Korsang
di Melaka-ONGD, à conversa com os alunos e
professores do Instituto Politécnico de Leiria, palestra realizada no
passado dia 6 de Novembro, a convite da Professora Coordenadora Dra
Maria
Antónia Belchior Ferreira Barreto.
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O evento foi dedicado a Malaca tendo como propósito
os intercâmbios de alunos do referido Instituto Politécnico de Leiria, entre Portugal / China e China / Portugal.
A curiosidade de saber mais sobre os portugueses de Malaca
e do Bairro Português de Malaca, que desejam visitar “ os 20 alunos bolseiros “ já selecionados com destino à China em
2013 pelo período de dois anos.
A
ação decorreu na presença de um
auditório com cerca de 50 participantes, os quais deram conta dos
testemunhos vivos da comunidade descendente de Albuquerque, que desde o
sec.
XVI não desistem de divulgar e promover a sua cultura e tradições de
cariz portuguesa.
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A palestra foi documentada com videograma realizado pelo
membro dos órgãos da Associação, Álvaro Correia, num desafio à participação dos
alunos.
A presidente da Direção Luisa
Timóteo, fez uma resenha dos objetivos que deram motivo à criação da Associação em 12 de Junho de 2008, bem
como o trabalho desenvolvido através do projeto “Povos Cruzados” quer em Malaca como em Portugal.
Lembrando o passado – o presente - o futuro, “
colocar Malaca no centro do mundo português “ afirmou a presidente da Associação, que Portugal não deve esquecer uma
comunidade que continua a manter de geração em geração os nomes portugueses, a língua pápia Kristang
(cristão) a crença, a cultura e tradições, ainda que longe, e como católicos continuam a comemorar o Natal, a
Páscoa, a festa de São João e São Pedro, padroeiro dos pescadores de Malaca.
No final as participações dos alunos foram
calorosas, tendo a Professora Susana Margarida da Costa Nunes, do departamento de Linguística Portuguesa, dirigido a sua
intervenção valorizando a presença dos alunos e reconhecimento do valioso trabalho da Associação em prol de um
legado para o qual todos devemos contribuir.
A representação da Korsang incluía
também Jozé Sabugo, Daniela Brito e Idalina Lourenço. Deixamos a nossa gratidão pela oportunidade de mostrar Malaca
património Mundial reconhecido pela UNESCO.
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Crentes que este abraço nos uniu para outras
ações a desenvolver.
Noticia A Q U I |
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malaca
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
brasil dificulta imigração
Brasil dificulta imigração a cidadãos europeus
in diálogos lusófonos
December 3, 2012 – 12:53 am
O prestigiado jornal Folha de São Paulo, de 1 de dezembro, titula que “Permanência de europeus no Brasil é limitada a 90 dias”. “A Dilma [presidente Dilma Rousseff] não renova mais o visto dos europeus”. Foi o que a jornalista espanhola Laura, 25, escutou da Polícia Federal do Rio quando quis prorrogar por três meses sua estadia no Brasil. Os europeus parecem estar a pagar pelo tratamento de que têm sido alvo os brasileiros não só na Europa como nos Estados Unidos. Segundo o jornal “o consulado dos EUA dá visto, mas segura passaportes em SP.” Segundo o jornal, os turistas europeus que viajam para o Brasil não poderão mais ficar seis meses no país. Um acordo assinado entre a União Europeia e a presidente Dilma, de reciprocidade, estabelece a isenção de visto para os turistas, mas também limita o prazo de estadia a 90 dias em cada período de seis meses. Antes do acordo, em vigor desde 8 de outubro, o tempo era de 90 dias prorrogáveis por mais 90 em um ano. Por regra, as autoridades brasileiras autorizavam a prorrogação da estadia por mais 90 dias. Segundo o jornal, a historiadora de arte espanhola Dina Caball, 26, chegou ao Brasil com a intenção de conseguir um emprego. Três meses depois negociava um contrato que lhe permitiria ficar regularmente no país, mas precisava de mais tempo para resolver a burocracia. “Fui até a PF para saber se me concederiam um prazo até formalizar meus papéis. Mas me falaram que não e voltei para a Espanha. Eu não queria ficar irregular, mas agora temo não conseguir voltar. Aqui da Espanha não consigo acompanhar minha contratação”, conta. O Itamaraty adverte que “mesmo nos acordos antigos, não se fala em direito automático de permanecer seis meses.” “Nossos turistas de lá e de cá, portanto, não poderiam e não vão poder viajar com a expectativa de que a estada será, com certeza absoluta, de 180 dias.” Segundo fontes qualificadas, o Brasil vai adotar brevemente o modelo europeu de imigração, exigindo que os turistas se apresentem na fronteira com o correspondente a 80 euros mas 40 euros por dia de estadia, contada da data de regresso aposta no bilhete, só podendo as companhias de aviação alterar a data de regresso mediante comprovação de recursos para a estadia no país. Portugal e o Brasil assinaram acordos bilaterais que facilitam a contratação de nacionais de ambos os Estados e que prevalecem sobre os acordos dos Brasil com a União Europeia. Isso não prejudica, porém, a necessidade da criteriosa organização de um dossier de imigração no caso de um português pretender emigrar para o Brasil |
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brasil
islamismo extremo
| Osbat Al-Asar:”España voltará a ser un califato islámico” | |
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nova revista
in diálogos lusófonos
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gastronomia portuguesa
in diálogos lusófonos
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GASTRONOMIA
sábado, 1 de dezembro de 2012
1º de dezembro
EM 2005 ESCREVI (LER EM CHRÓNICAÇORES: UMA CIRCUM-NAVEGAÇÃO): sem imaginar que o dia ia deixar de ser feriado
2.5. 1º DE DEZEMBRO E O IBERISMO
Hoje é um dia como outro qualquer mas anda para aí muita gente com passaporte português a celeb
2.5. 1º DE DEZEMBRO E O IBERISMO
Hoje é um dia como outro qualquer mas anda para aí muita gente com passaporte português a celeb
rar
o desastre de 1 de Dezembro de 1640 como se tivesse sido um péssimo
acontecimento. Seria bom não esquecer que se tratou da reconquista da
liberdade dum povo e duma nação subjugada pelo poder dinástico dos
Filipes de Castela. Mais vale um povo pobre e livre do que rico numa
gaiola dourada com as cores do reino de Espanha. Ou pelo menos é o que
contam os amigos galegos que se querem aproximar das origens portuguesas
e preservar a sua língua e cultura. Por vezes, a memória dos homens é
curta e assim sendo, resolve JC recordar que o jovem Miguel da Paz
(nascido em 1499) teria sido Rei de Portugal e de Espanha se não
morresse ao fim de dois anos. É verdade, amigos, e infelizmente este
“se” é desconhecido da maioria dos atuais habitantes de Portugal, quer
clamem ou não por um regresso ao trono espanhol. São deveras
interessantes os “pequenos detalhes” da História, que vieram legalizar
de pleno direito a sucessão de Filipe II de Espanha ao trono de Portugal
em 1580, por morte sem descendência do herdeiro varão o cardeal D.
Henrique com 68 anos, 9º filho do rei D. Manuel I. A candidatura de
Filipe era naquela época fortíssima e praticamente indiscutível, já que
resultava do casamento da filha terceira de D. Manuel I, com Carlos V (I
de Espanha), pais do “nosso” Filipe I de Portugal (II de Espanha).
São estes pequenos “ses” os tais detalhes da vida que determinam o curso da História…Paradoxalmente algum tempo antes da candidatura de Filipe ao trono em Lisboa a situação poderia ter sido de certo modo invertida, unificando as coroas ibéricas “para o nosso lado”. Em 1499 fora proclamado herdeiro das coroas de Portugal e de Espanha, esse menino chamado Miguel da Paz, primeiro filho de D. Manuel I com Isabel, filha dos Reis Católicos. Azar dos portugueses ou conspiração castelhana, o certo é que morreu com apenas 2 anos de idade. Por estas e outras os portugueses serão sempre uns saudosistas: há já quem tenha saudades dos espanhóis, há quem tenha saudades do Salazar e ainda há quem tenha saudades do sonho chamado 25 de Abril.
-- Quem garante que Portugal era melhor como província espanhola do que independente?
-- Quem garante que não seria Portugal hoje uma célula independentista tipo ETA, aliada ou não à Galiza?
-- Quem garante que teria aqueles magníficos jogadores de futebol que de tantos em tantos anos agitam o país e o fazem sonhar com grandezas ancestrais perdidas na memória do tempo? Eusébio nunca teria existido…Figo não teria sido um “pesetero” e Deco não tinha necessidade de se nacionalizar, com o Brasil espanhol poderia jogar pela Argentina.
E se fosse ao contrário? Se a Espanha fosse hoje uma província de Portugal? Que aconteceria aos Bourbon? Só tinham utilidade nos EUA onde eles emborcam todos os Bourbon que podem. Infelizmente, aqui ao lado, entronam-nos e chamam-lhes Reis. São conjeturas apropriadas de ler num dia destes mas os jornais não especulam sobre estas coisas sérias, antes se comprazem em ridicularizar mais um lote de candidatos à Presidência porque um Levanta-se e Não Ri e o outro Ri mas já não se levanta! E daqui a pouco ninguém se lembrará sequer de quem eram. Passaram-se anos sobre estas palavras e JC nem sequer se recorda quem eras esses candidatos.
São estes pequenos “ses” os tais detalhes da vida que determinam o curso da História…Paradoxalmente algum tempo antes da candidatura de Filipe ao trono em Lisboa a situação poderia ter sido de certo modo invertida, unificando as coroas ibéricas “para o nosso lado”. Em 1499 fora proclamado herdeiro das coroas de Portugal e de Espanha, esse menino chamado Miguel da Paz, primeiro filho de D. Manuel I com Isabel, filha dos Reis Católicos. Azar dos portugueses ou conspiração castelhana, o certo é que morreu com apenas 2 anos de idade. Por estas e outras os portugueses serão sempre uns saudosistas: há já quem tenha saudades dos espanhóis, há quem tenha saudades do Salazar e ainda há quem tenha saudades do sonho chamado 25 de Abril.
-- Quem garante que Portugal era melhor como província espanhola do que independente?
-- Quem garante que não seria Portugal hoje uma célula independentista tipo ETA, aliada ou não à Galiza?
-- Quem garante que teria aqueles magníficos jogadores de futebol que de tantos em tantos anos agitam o país e o fazem sonhar com grandezas ancestrais perdidas na memória do tempo? Eusébio nunca teria existido…Figo não teria sido um “pesetero” e Deco não tinha necessidade de se nacionalizar, com o Brasil espanhol poderia jogar pela Argentina.
E se fosse ao contrário? Se a Espanha fosse hoje uma província de Portugal? Que aconteceria aos Bourbon? Só tinham utilidade nos EUA onde eles emborcam todos os Bourbon que podem. Infelizmente, aqui ao lado, entronam-nos e chamam-lhes Reis. São conjeturas apropriadas de ler num dia destes mas os jornais não especulam sobre estas coisas sérias, antes se comprazem em ridicularizar mais um lote de candidatos à Presidência porque um Levanta-se e Não Ri e o outro Ri mas já não se levanta! E daqui a pouco ninguém se lembrará sequer de quem eram. Passaram-se anos sobre estas palavras e JC nem sequer se recorda quem eras esses candidatos.
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