segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

timor lorosae nação

TIMOR LOROSAE NAÇÃO - diário


Posted: 06 Jan 2013 03:58 PM PST



Também em Timor-Leste começou um novo ano, 2013. Cessaram as presenças de forças militares e policiais internacionais. A missão da ONU abrandou a sua presença. Veio embora do país apesar de deixar por lá uns quantos resquícios para mera observação. Facto é que Timor-Leste se livrou da "invasão" dos malais (estrangeiros) que integravam as forças de paz, de equilíbrio e de ajuda humanitária, que tiveram de sanar os ânimos que deram origem ao golpe de estado de 2006 em que Xanana Gusmão saiu vencedor.

Timor-Leste e alguns timorenses entraram neste novo ano muito melhor que em anos transatos. Com mais bens materiais e maiores riquezas, com contas bancárias que fariam inveja a alguns magnatas, se bem que os valores reais estejam alapados nos segredos dos deuses - como convém. O que não invalida que seja público e notório que uns quantos nos poderes ou em conluio com os dos poderes se pavoneiem nas suas vidas de exuberantes novos ricaços e de ladrões de sucesso. Mas isso são contas de outros rosários e só dizem respeito aos timorenses que são mais ou menos roubados. Não compete a estrangeiros (malais) se imiscuírem nas boas vidas dos tais ladrões e corruptos, ou na vida dos que passam fome de criar bicho, que morrem por falta de condições possiveis no setor da saúde, que sobrevivem com habitações indignas desse nome, etc. Adiante.

2013 está aí. Um ano novinho para os timorenses. Sem forças internacionais presentes. Timor-Leste agora está a valer por ele próprio. Ele, o país. A paz podre prevalece e o progresso também, por via de umas migalhas de benfeitorias feitas por muitos milhões de dólares... Alegadamente por muitos milhões de dólares investidos no país, aqui e ali. Nas estradas, na saúde... Alegadamente. Sim, porque se assim não fosse muitas mais melhorias e progressos se verificariam, se apalpavam e deles os timorenses beneficiavam. Em vez da tal saca de arroz e pouco mais. Quando dá para isso. Mas cão também é bom. Vadio ou não, porque a fome é negra. Por isso houve quem recomendasse aos amigos dos animais que em vez de à porta pôr o letreiro "Cuidado com o Cão", afixasse um dizendo "Nesta casa não há cão", e assim salvar o fiel amigo de quatro patas de uma panela sequiosa de ebulição mais substancial. Coisas do Oriente.

Mas em tudo que se possa dizer importa saber que Timor está bem e recomenda-se. O "pai" Xanana zela por todos (principalmente dos do seu séquito), assim como um novo PR que para o exterior quase nem se dá por ele mas que vai zelando igualmente pelos interesses dos pé-rapados do país. É o que dizem e esperamos que não seja rumor mas sim realidade.

Novo ano, vida nova. Que se dane o resto. Os anos findos. Olhemos para o presente e para o futuro - que se deseja risonho (particularidade da simpatia timorense, o sorriso) independentemente da doença, das carências e do estômago estar comummente vazio. 

Smile and happy new year.

pensões de reforma

Encaminho como recebi.
 

 AMIGOS LEIAM ESTE ARTIGO DO DR. ALVES CAETANO, É UMA ANÁLISE MUITO BEM FEITA E SEM FALÁCIA SOBRE OS DIREITOS DOS PENSIONISTAS.
 Meus Amigos,

Tive no 1º ano de Económicas um professor de Geografia Económica que nos abriu os olhos para a realidade do país, nesses longínquos anos 1963/64.
Naquela época era nitidamente de esquerda, considerando os padrões de então. E tinha outros aspetos curiosos – tinha sido um excelente aluno (condição indispensável, então, para se ser assistente); tinha casado com uma aluna e estava bem empregado (mais tarde, haveria de sair da Siderurgia Nacional em conflito com o Secretário Geral, Spínola  de seu nome, arrastando para o desemprego um colega, por solidariedade, que acabava de ser pai. Esse colega haveria de ser meu administrador no BFN e o filho é o principal partner fiscalista da Deloitte. Mas voltando ao meu assistente. Mais tarde foi presidente da COSEC, andou pelo Brasil no tempo revolucionário e já em tempos democráticos foi presidente da Fidelidade.
Em Económicas inquiríamos como uma pessoa de esquerda (haveria de ser vetado para fazer doutoramento) era irmão de quem era. Pois a pessoa em causa chama-se António Alves Caetano, irmão do Marcelo…
Enviou-me hoje um artigo seu sobre as pensões que me deu autorização para divulgar, sem anonimato.
Com um abraço, aqui vai ele.

MCR

Estimados Amigos,
Como os jornais não publicam as cartas que lhes remeto e preciso de desabafar, recorro aos meus correspondentes "Internéticos", todos os amigos que constam da minha lista de endereços. Ainda que alguns não liguem ao que escrevo.
Não sei a que se refere o Senhor Primeiro-Ministro quando afirma ser a penalização fiscal dos pensionistas resultante de todos aqueles que, em Portugal, "descontaram para ter reformas, mas não para terem estas reformas".
Pela fala do Senhor Primeiro-Ministro fica-se a saber da existência de pensões de aposentadoria que estão acima daquilo que resultaria da correcta aplicação do Cálculo Actuarial aos descontos que fizeram.
Sendo assim - e não há razões para admitir que o Senhor Primeiro-Ministro não sabe o que diz - estamos perante situações de corrupção. Porque o Centro Nacional de Pensões e a Caixa Geral de Aposentações só podem atribuir pensões que resultem da estricta aplicação daqueles princípios actuariais aos descontos feitos por cada cidadão, em conformidade com as normas legais.
Portanto, o Estado tem condições de identificar cada uma dessas sirtuações e de sancioná-las, em conformidade com a legislação de um Estado de Direito, como tem de sancionar os agentes prevaricadores, que atribuíram pensões excessivas.
Mas, é completamente diferente a situação face aos cidadãos que celebraram contratos com o Estado. Esse contrato consistia em que, ano após ano, e por catorze vezes em cada ano, o cidadão entregava ao Estado uma quota das suas poupanças, para que o mesmo Estado, ao fim dos quarenta anos de desconto lhe devolvesse essa massa de poupança em parcelas mensais, havendo dois meses em que era a dobrar, como acontecera com os descontos.
E tem de ser assim durante o tempo em que o cidadão estiver vivo e, em parte mais reduzida, mas tirada, ainda, da mesma massa de poupança individual, enquanto houver cônjuge sobrevivo.
E esta pensão tem o valor que o Estado, em determinado momento, comunicou ao cidadão que passava a receber. Não tem o valor que o cidadão tivesse querido atribuir-lhe.
Portanto, o Estado Português, pessoa de bem, que sempre foi tido como modelo de virtudes, exemplar no comportamento, tem de continuar a honrar esse estatuto.
Para agradar a quem quer que seja que lhe emprestou dinheiro para fazer despesas faraónicas, que permitiram fazer inumeráveis fortunas e deram aos políticos que assim se comportaram votos que os aconchegaram no poder, o Estado Português não pode deixar de honrar os compromissos assumidos com esses cidadãos que, na mais completa confiança, lhe confiaram as suas poupanças e orientaram a sua vida para viver com a pensão que o Estado calculou ser a devida.
As pensões que correspondem aos descontos que cada qual fez durante a vida activa nunca poderão ser consideradas excessivas. Esses Pensionistas têm de merecer o maior respeito do Estado. Têm as pensões que  podem ter, não aquelas que resultariam do seu arbítrio.
E é este o raciocínio de pessoas honestas. Esperam que o Estado sempre lhes entregue aquilo que corresponde à pensão que em determinado momento esse mesmo Estado, sem ser coagido, lhes comunicou passariam a receber na sua nova condição de desligados do serviço activo. Ou seja, a partir do momento em que era suposto não mais poderem angariar outro meio de sustento que não fosse a devolução, em fatias mensais, do que haviam confiado ao Estado para esse efeito.
Os prevaricadores têm de ser punidos, onde quer que se situem todos quantos permitiram que, quem quer que seja, auferisse pensão desproporcionada aos descontos feitos, ou mesmo, quem sabe, sem descontos. Sem esquecer, claro está, os beneficiários da falcatrua.
Mas, é impensável num Estado de Direito que, a pretexto dessas situações de extrema irregularidade, vão ser atingidos, a eito, todos aqueles que, do que tiraram do seu bolso durante a vida activa, recebem do Estado a pensão que esse mesmo Estado declarou ser-lhes devida.
Como é inadmissível que políticos a receberem ordenado de função, acrescido de benesses de vária ordem proporcionadas por essa mesma função, considerem que pensões obtidas regularmente, com valores mensais da ordem de 1.350 Euros proporcionam vida de luxo que tem de ser tributada, extraordinariamente.
António Alves Caetano






domingo, 6 de janeiro de 2013

ao1990 não é necessário adiar




O adiamento da obrigatoriedade do uso do novo acordo ortográfico para 2016 é desnecessário, dizem especialistas. As mudanças adotadas desde janeiro de 2009 já aparecem em materiais didáticos, jornais, revistas e outros meios de comunicação - o que, para o professor do Departamento de Linguística da Universidade de São Paulo (USP) José Luiz Fiorin é um sinal de sua consolidação. Mesmo assim, o Itamaraty elaborou a minuta do decreto que prevê a extensão do prazo de adaptação, documento que, para ser validado, teria de ser assinado pela presidente Dilma Rousseff, após análise da área jurídica da Casa Civil.
A proposta do adiamento de três anos foi amplamente defendida pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO), que sustentou o argumento de que o tempo seria útil para discutir novas alterações para a nova ortografia. Além dele, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) havia apresentado uma proposta de extensão do prazo para 2019 - mais seis anos, durante os quais as duas regras coexistiriam a fim de solucionar pontos controversos e promover a integração entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O acordo, assinado em 2008 por todos os membros da CPLP, exceto Angola e Moçambique, enfrenta movimentos contrários, principalmente em Portugal.
Para a professora do Departamento de Linguística da Universidade de Brasília (UnB), Enilde Faulstich, o desacordo na CPLP leva a questão muito mais para o lado político e comercial do que para a gramática em si. "Eles foram signatários, mas estão resistindo a aplicar as regras", observa a professora. Enilde acredita que a situação replica todas as tentativas anteriores de estabelecer uma unificação das línguas, ainda no século passado. Quando Portugal propunha uma alteração, o Brasil não aceitava, e vice-versa. A professora também demonstra preocupação pelo precedente que a iniciativa abre para novos adiamentos. "Daqui a três anos, o prazo será curto de novo", enfatiza.
O argumento de que professores e alunos não estariam preparados para dar o próximo passo rumo à obrigatoriedade da nova ortografia também não é válido, segundo Enilde. "Se isso é verdade, depois de três anos com o acordo em vigor, pode dar mais três anos que não vai mudar", aposta a professora. Para ela, o uso das regras conforme o acordo de 2009 também já está consagrado, uma vez que imprensa e mercado editorial já incorporaram as mudanças de aplicação do acento agudo, do trema e do hífen. "Os dicionários colocam claramente o acordo exposto. É preciso que haja um alinhamento entre os países de Língua Portuguesa para utilizá-lo", destaca.
Algumas regras ainda provocam dúvidas, como o emprego do hífen. Fiorin, entretanto, observa que a regra vigente anteriormente, aplicada desde 1946, também não inspirava um consenso nesse sentido. "Dúvida é problema de ensino. Em geral, a nova ortografia está assimilada", reitera.
O professor avalia que haveria espaço para modificações e aperfeiçoamentos na ortografia apresentada em 2009, mas é impossível manter um regime de escrita estável se, a cada ano, forem feitas mudanças nas regras. A professora da UnB sugere que, independentemente de os demais países aceitarem ou não, o Brasil não deve mais permitir a dupla ortografia. "A língua precisa ser ensinada com segurança", frisa. Para Enilde, o governo precisa tomar uma decisão final sobre o assunto, em vez de ficar postergando a data da obrigatoriedade - uma medida que não surtirá o efeito pretendido, segundo os especialistas. "A reforma no Brasil está implantada. Não precisa mais prazo", conclui Fiorin.


MÚSICA RAFAEL FRAGA

Rafael Fraga - Composer and guitarist and Rafael Fraga shared a link.

GAIA, GALIZA, GALWAY ...CELTAS


Vila Nova de Gaia r -Para se entende como "Portugal" deriva da mesma raiz que deu Galiza, Gáulia e Galway, dos povos celtas
Origens
A origem de Vila Nova de Gaia remonta provavelmente a um castro celta. Quando integrada no Império Romano, tomou o nome Cale (ou Gale, uma vez que no Latim Clássico não há uma distinção clara entre as letras e o som "g" e "c"). Este nome é, com grande probabilidade de origem Céltica, um desenvolvimento de "Gall-", com a qual os Celtas se referiam a eles próprios (outros exemplos podem ser encontrados em "Galicia", "Gaul", "Galway"). O próprio rio Douro (Durus em latim), é igualmente celta, construído a partir do Celta "dwr", que significa água. Durante os tempos romanos, a grande maioria da população viveria na margem sul do Douro, situando-se a norte uma pequena comunidade em torno do porto de águas fundas, no local onde se situa agora a zona ribeirinha do Porto. O nome da cidade do Porto, posteriormente, "Portus Cale", significaria o Porto ("portus" em latim) da cidade de Gaia. Com o desenvolvimento como centro de trocas comerciais, a margem norte acabou por também crescer em importância, tendo-se aí estabelecido o clero e burgueses.

orto e Gaia . A mesma "naçon" !

conto de Onésimo


Caros,

A partir de sexta-feira à noite ficou disponível no DN Digital um conto meu nesta série que é grátis, mas só serve para quem usa e-Book.
Eu não uso, mas passo a informação. A editora e o DN pedem-me para colaborar na divulgação e eu envio :


Abraços.

onésimo

unesco património da humanidade

UNESCO confere a documentos do Arquivo Público Mineiro o título de ‘Patrimônio Cultural da Humanidade’


A Organização das Nações Unidas (Unesco), concedeu ao acervo do ‘Fundo Câmara Municipal de Ouro Preto’ o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.
Crédito: APM
http://www.cultura.mg.gov.br/images/Fundo-OP.jpg
Carta do Rei Dom João V sobre ações das Tropas de Dragões, de 22 de junho de 1725
Estes documentos, que se encontram sob a guarda do Arquivo Público Mineiro, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, foram contemplados pelo edital do Programa Memória do Mundo’, da Unesco, que aprova documentos para o ‘Registro Nacional do Brasil’.
Trata-se de documentos datados dos séculos XVIII e XIX, aproximadamente 100 mil páginas, que remontam à organização administrativa de Ouro Preto, antiga Capital de Minas Gerais. Esse período, especificamente, foi muito importante para a construção da história de Ouro Preto - que já tem sua titulação de patrimônio cultural reconhecida nacionalmente – de Minas Gerais e Brasil, pois remete à época do ciclo do ouro. Também incorpora essa documentação o decreto imperial, de março de 1823, no qual a antiga Vila Rica foi elevada à categoria de cidade.
O ciclo do ouro representou uma alavancada desenvolvimentista para a antiga Vila Rica. Esse salto não foi apenas econômico, mas também cultural, intelectual e social, já que o estado veio sendo povoado por pessoas de classes sociais diversas, constituindo um dos principais centros do império português. A cidade de Ouro Preto passou então a se desenhar, a partir do surgimento de lugarejos, vilas e arraiais. Tanto que, comparativamente aos padrões europeus, a cidade ganhou status de porte médio.
Fato ainda desconhecido por muitos, mas não menos importante por esse motivo, há instituições brasileiras que utilizam de titulações legítimas para consolidar acervos documentais como de suma importância para a história, e, consequentemente, para o momento presente, destacando, assim, a importância mundial da documentação. 
Todos os documentos do ‘Fundo Câmara Municipal de Ouro Preto’ já se encontram no Arquivo Público Mineiro desde que a instituição foi fundada, em 1896. Recentemente, sublinhada a relevância desse acervo, viu-se a necessidade de disponibilizá-lo, progressivamente, também em plataforma virtual - Sistema Integrado de Acesso ao Arquivo Público Mineiro – SIA-APM (siaapm.cultura.mg.gov.br).
REGISTRO NACIONAL DO BRASIL– O Registro Nacional do Brasil é obtido mediante inscrição no edital do ‘Programa Memória do Mundo’ da Unesco, que tem o objetivo de identificar documentos ou conjuntos documentais providos de valor de patrimônio documental da humanidade.
O processo consiste nas seguintes etapas: primeiro, envia-se os documentos, acompanhados de carta de apresentação, para o edital do Programa. O material passa então por análise do Comitê Nacional do Brasil – constituído por representantes de órgãos dedicados à preservação e ao acesso a documentos da referida natureza – e, caso aprovados, ganham o ‘Registro Nacional do Brasil’.   
Importância das CÂMARAS MUNICIPAIS– As Câmaras Municipais eram as organizações administrativas e executivas das cidades e tinham atribuições como: manutenção da ordem, divulgação das deliberações da Coroa, mediação entre a população local e o poder metropolitano, arrematação dos contratos, fiscalização da transmissão de herança, abertura de inquéritos e prisões, cobrança de impostos, controle de foros e cadeias, demarcação de terras, aferição de pesos e medidas e fiscalização de vendas, açougues e matadouros.
Também tinham papel de cunho assistencial tais como: criação de enjeitados e contratação do cirurgião, responsável pelo controle da propagação de doenças e pela expedição de cartas de ofício de parteiras.
OS DOCUMENTOSPATRIMÔNIO CULTURAIS DA HUMANIDADE – O acervo de documentos do ‘Fundo Câmara Municipal de Ouro Preto’ é formado por: livros de receita e despesas; contratos, arrematações, lançamentos e arrecadações de impostos; eleições da Guarda Nacional e do Governo Provisório; registros de patentes, de provisões, de cartas de usança e de sesmarias; subsídios voluntários e literários; atas de eleições; registros de inventários e escrituras; matrícula de expostos; criação de enjeitados; auto de lançamento e derrama; termos de querelas e devassas; lançamentos de bilhetes e prêmios de loterias; vereações e acórdãos da Câmara; listas de almotaçarias; ofícios e despachos da Câmara; licença para lojas; livros de tombo; registros de leis mineiras e da lei orgânica das Câmaras Municipais; livros de receita e despesa do ouro em pó de diversas localidades da Província; petições; donativos para a construção de quarteis; correspondências com autoridades; cartas e ordens régias; registros e aferições de pesos e medidas; cartas de aforamentos e termos de fiança.
(Fonte: http://www.cultura.mg.gov.br/component/content/article/205-mais-noticias/1305-unesco-confere-a-documentos-do-arquivo-publico-mineiro-o-titulo-de-patrimonio-cultural-da-humanidade)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

De médicos e escritores todos temos um pouco



             De médicos e escritores todos temos um pouco

João Guimarães Rosa, Dráuzio Varela, Moacir Scliar, João Gilberto Rodrigues da Cunha, Pedro Franco, Pedro Nava, José Nivaldo Barbosa de Souza,... e muitos outros, antigos e atuais, nacionais e estrangeiros, foram tantos os que atuaram na Medicina e na Literatura que encheriam páginas e páginas. Todos eles foram além de médicos do corpo, pesquisadores da mente do Homem.  Usaram a pena e o papel como instrumentos de trabalho. Nas receitas tratando doenças, na literatura escrevendo tratados, desvendando segredos da matéria e da alma humana.   Médicos e escritores desenvolveram as atividades de acordo com suas vocações e sensibilidades. Para alguns, quando a crueza da matéria machucava, a ideia de sublimar as dores através das palavras se aguçava, assim era mais fácil entender e suportar as mazelas da nossa frágil natureza. Colocar no papel as suspeitas, as percepções, as determinações e conclusões, distanciava sentimentos, amenizava sofrimentos. Dizem que Guimarães Rosa era tão sensível que não suportava ver as dores do seu semelhante, passou então a descrevê-las, como uma forma de sublimá-las. Chegou a dizer que de fato para médico não tinha queda, preferia as letras, talvez por serem mais facilmente manipuladas.  Outros há como o Dr. Dráuzio Varela, que de uma forma moderna e inteligente, numa fala mansa, profissional, dá o recado seguro a uma população que preferencialmente vê TV.
A Ciência e a literatura desde sempre andam a par. São pontos de vista diferentes que se fundem na percepção do médico-escritor. Vence a que tiver mais repercussão no espírito do interlocutor.  O Homem e seu destino como alvos da pesquisa e da Ciência ou os sentimentos Dele transplantados em ensaios, contos, histórias, poemas, como fonte inspiradora. 
Como aqueles que fazem de tudo um pouco, e que em certo tempo da vida, já mais acomodados, encontram na escrita uma fonte de prazer ou uma forma de viver, deixo as sugestivas palavras do Dr. José Nivaldo :
“Não tenho medo da morte, mas faço de tudo que é possível para ir vivendo, inclusive escrever...”.
Maria Eduarda Fagundes
Uberaba, 04/01/13

                            UM DIA SEM NOITE
Da janela do quarto, que dava para a rua, os sons da noite chegavam como uma alegoria.  Podia até identificar os donos daqueles passos, noctâmbulos que na escuridão se mostravam tão perceptíveis. Era o fatigado, lento, arrastando os sapatos. O apressado, com passos rápidos, tirando das pedras de calçamento antigo um som metálico, alto. Vez por outra, vozes sussurradas, denunciavam a passagem de um casal. Ela num tic-tac de salto alto, miúdo, rápido, tentando acompanhar o passo largo e cadenciado do companheiro.  Ou então era o descompasso, o vozerio irreverente de algum cachaceiro que cambaleante atravessava a rua. Inquieta, na cama, procurava relaxar, descansar, esquecer as tribulações que agitavam meu espírito.  
Fora um dia cansativo, triste, daqueles que a gente quer logo esquecer. Após atender as pacientes agendadas, prestes a ir embora para casa, chegou da roça Marta, uma jovem mulher, mãe de uma menina que há anos trás havia nascido comigo. Pálida, tonta, suando frio, queixava-se de dores no baixo-ventre e hemorragia.  Ali mesmo no ambulatório fiz o diagnóstico. Estava em choque, era um descolamento de placenta de feto morto. Internei-a e mediquei-a urgente.
Apesar dos procedimentos de praxe, das medicações, soros e transfusões sanguíneas, Marta não resistiu. Não sabia que estava grávida e longe, na fazenda, não valorizou os sintomas que se apresentavam há dias. Quando resolveu procurar ajuda o processo de coagulação intravascular disseminado já havia tomado conta do seu organismo. Fiquei arrasada. Suas queixas e aflição não saiam do meu pensamento. Custei a arranjar forças para dar a triste notícia à família.
Já era muito tarde quando voltei para casa.  Todos dormiam. Tomei um banho, bebi um copo de leite e fui para cama, inutilmente. O relógio da matriz deu meia-noite, uma hora, duas horas,... E eu ali, me virando e revirando, tentando ignorar as inquietações, ouvindo os barulhos da noite. Eram os transeuntes que passavam, os gatos que miavam, escandalosos nos telhados como carpideiras chorando um defunto. Os cães, atentos aos menores barulhos ou movimentos, latiam insistentes, lembrando que estávamos numa pacata cidade do interior. Era cerca de 5h da madrugada, quando os galos começaram a cantar, anunciavam o nascer de um novo dia. O telefone tocou. Atendi, cansada, com a voz pastosa, corpo moído, a enfermeira da maternidade. Era mais um bebê que estava prestes a chegar a este louco mundo. Tinha que me apressar, a mãe, multípara na sua  sexta gravidez, era boa “parideira”, se eu não corresse a criança não me esperaria...
Apressada, troquei de roupa, acordei as crianças para a escola, e saí de carro para o hospital, que ficava a poucas quadras de casa. Cheguei a tempo de aparar a Maria Eduarda, que abrindo os pulmões, num grito vigoroso, deu boas vindas à vida.  Era mais um dia, sem noite, que começava, mas desta vez de alegria.
Maria Eduarda Fagundes
Uberaba, 03/01/13
 

XANANA GUSMÃO

[crocodilovoador] Homenagem a Xanana Gusmão

O site www.trilhacerta.com voltado a popularização dos investimentos em mercados de ações no Brasil, deve trazer na próxima semana, em sua seção " visão de mundo " que aborda grandes personalidades, um artigo sobre Xanana Gusmão. 

Vale a pena conferir!

os problemas do hífen

in diálogos lusófonos



O linguista e professor brasileiro Ernani Pimentel defende mais simplificação da ortografia da língua portuguesa e afirma que o novo Acordo Ortográfico já é antigo e não atende às necessidades actuais do idioma.   (http://www.destakes.com/search/?q=linguista)

O Acordo ortográfico e o uso do hífen

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, também no que se refere ao hífen, mostra-se superficial, confuso, caro e precisa ser revisto. Leia-se o primeiro item da Base XV.

“Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática ou semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: ano-luz... és-sueste... turma-piloto; alcaide-mor... mato-grossense... porto-alegrense... luso-brasileiro, primeiro--ministro...; conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva.

Obs.: certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, grafam-se aglutinadamente: girassol, madressilva, mandachuva...”.

Pense-se no seguinte:

a. O texto só diz que o “o primeiro elemento pode estar reduzido”, mas apresenta exemplo com o segundo também reduzido: “alcaide-mor”.

b. Na relação de exemplos, o ponto-e-vírgula separa naturezas (nominal, adjetival, verbal), mas falta entre luso-brasileiro e primeiro-ministro (naturezas adjetival e numeral). Num texto oficial não cabem tais falhas.

c. A “Obs.” é oficialização de exceções. Essa é a oportunidade de se eliminarem as exceções, para economizar tempo e fosfato.

d. Pior que oficializar exceções é deixá-las vagas e incertas com expressões como “certos compostos”, “em certa medida” etc.

e. O texto cria dúvidas quando diz “grafam-se aglutinadamente” palavras como girassol, madressilva, mandachuva etc. que, em rigor não são aglutinadas, mas justapostas.

Vimos com hífen mato-grossense e porto-alegrense, portanto, pela lógica, usaremos o mesmo sinal em Mato-Grosso e Porto-Alegre, certo? Errado, porque, na regra seguinte, esses substantivos grafam-se sem hífen.

Logicamente se Mato Grosso, Porto Alegre e América do Sul são “palavras compostas grafadas separadamente”, Guiné Bissau também o será, certo? Errado, pois Guiné-Bissau constitui “exceção consagrada pelo uso”.

A conclusão é que este Acordo Ortográfico é bom como ponto de partida e tomada de consciência para que o Ministério da Educação estimule as Universidades Federais a pesquisarem o rico e desprezado acervo de palavras da Língua Portuguesa e a apontarem sugestões para a simplificação máxima, racional e objetiva das normas ortográficas.

A grafia de nossa língua merece e precisa ser moderna, fácil, econômica.

Nós merecemos a eliminação do tempo inútil e nossos dirigentes no-la precisam garantir.

Em pleno século XXI, não faz sentido uma população inteira despender (despender, com e; dispendioso, com i) anos e anos em educação nos níveis fundamental, médio e superior, para não saber ortografia, obrigando-se a passar o resto da vida consultando dicionários antes de escrever uma palavra. É muito desperdício de tempo por falta de consciência econômica educacional.

Os países lusófonos precisam evoluir com o terceiro milênio e permitir mais tempo útil aos cidadãos, eis a conclamação do momento às autoridades governamentais e universitárias.

Ernani Pimentel
Ex-seminarista, gramático, com formação em Língua Portuguesa, Latim e Linguística, professor de Análise de Texto, com formação em Teoria e em Análise Literária.

engenheiros portugueses no Brasil

diálogos lusófonos



Reconhecimento de títulos de engenheiros portugueses que trabalham no Brasil é discutido durante seminário em Lisboa

A dificuldade enfrentada pelos engenheiros portugueses para o exercício da profissão no Brasil foi destacada, quinta-feira (3), na abertura do Seminário Diplomático pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, na capital portuguesa.
Lisboa - A dificuldade enfrentada pelos engenheiros portugueses para o exercício da profissão no Brasil foi destacada, quinta-feira (3), na abertura do Seminário Diplomático pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, na capital portuguesa. Segundo ele, "não há nenhuma razão para que os engenheiros portugueses não possam assinar seus projetos, ainda mais em um país irmão como o Brasil".
A Ordem dos Engenheiros de Portugal acusa o Brasil de não cumprir uma lei de 1966 (sobre registro temporário) e nem dois acordos recentes de reconhecimento de títulos entre os dois países (assinados em 2011 e ratificado em outubro do ano passado). O assunto foi pauta de conversa entre as chancelarias e os ministérios da Educação dos dois países. A opinião corrente em Portugal é que o "Brasil está a travar o reconhecimento de engenheiros portugueses", conforme noticiou o jornal Público na última segunda-feira (31).
A emigração para países como Brasil, assim como Angola e Moçambique, tem sido considerada pelos portugueses como saída para o desemprego (com taxa em torno de 16%). No ano passado, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho chegou a sugerir que quem não encontrasse emprego em Portugal procurasse emprego no exterior. O Brasil é atrativo para os engenheiros portugueses por causa das obras de infraestrutura, do Programa Minha Casa, Minha Vida, e as construções para a Copa do Mundo (2014), e para as Olimpíadas de 2016.
Além de exportar mão de obra para mercados emergentes, a "diplomacia econômica" de Portugal, como chama, o ministro Paulo Portas, quer apoiar a internacionalização de produtos portugueses para mercados fora da Europa. O aumento das exportações é um dos trunfos de Portugal para cumprir o programa de assistência financeira assinado com a Troika (Fundo Monetário Internacional, a Comunidade Europeia, e o Banco Central Europeu).
De acordo com dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), no ano passado (janeiro a setembro) as exportações de Portugal equivaleram a 37% do Produto Interno Bruto (PIB); 2 pontos percentuais acima do verificado no mesmo período em 2011. Segundo dados do Banco de Portugal (o banco central português), o Brasil está em 10° lugar na balança comercial portuguesa de bens e serviços (menos de 3%, atrás de sete países europeus, Estados Unidos e Angola).
Para o Brasil, Portugal (com 10,2 milhões de habitantes) é um mercado mais limitado. De janeiro a novembro do ano passado, o país contabilizou US$ 1,5 bilhão de exportações para Portugal e gastou US$ 897 milhões com importações (dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio – MDIC). Para comparação, no mesmo período, o comércio brasileiro com a Espanha foi US$ 3,4 bilhões de exportações e US$ 3 bilhões de importações.
O interesse em aumentar o comércio exterior está reorientando o funcionamento da diplomacia de Portugal. No final do ano passado, a Aicep (que corresponde à Apex-Brasil) foi desvinculada do Ministério da Economia e passou a integrar o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Além do comércio externo e da representação do país, o corpo diplomático português cuida da cooperação com países africanos e com Timor Leste, do turismo e da promoção da língua portuguesa.
Na abertura do Seminário Diplomático, Paulo Portas disse que vai adotar um "sistema de méritos" para as embaixadas e consulados portugueses e "premiar postos que melhorarem as exportações e a internacionalização da economia". O chanceler português quer que os diplomatas tenham formação "mais balanceada entre a política e a economia" e que façam estágio em empresas privadas para qualificar a formação comercial.

http://www.portugaldigital.com.br/economia/ver/20074287-reconhecimento-de-titulos-de-engenheiros-portugueses-que-trabalham-no-brasil-e-discutido-durante-seminario-em-lisboa


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TIMOR-LESTE A SÓS




2013: Finalmente só, Timor-Leste inicia nova fase da independênciaImprimire-mail
2013-01-01 00:09:33
Díli, 01 Jan (Inforpress) - O ano de 2013 vai ser para Timor-Leste o início de uma nova fase da independência, em paz e pela primeira vez sem presença da ONU, mas com os desafios do desenvolvimento e combate à pobreza.
A 01 de janeiro, Timor-Leste vai estar "finalmente só", depois de nos últimos 13 anos ter partilhado o exercício de poder com cinco missões das Nações Unidas, e antes disso experimentado a colonização portuguesa e a ocupação indonésia.“Vivemos uma dependência de 500 anos de Lisboa, depois 24 anos muito duros de Jacarta e depois 13 anos desta coabitação democrática, mas de partilha de poder", com as Nações Unidas, afirmou à Lusa Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro de Timor-Leste, alertando para “uma certa situação psicológica de dependência” dos timorenses em relação à missão da ONU, que termina o seu mandato no dia 31 de dezembro.
Mas o atual representante do secretário-geral da ONU no país, o dinamarquês Finn Reske-Nielsen, não tem dúvidas de que, “com todos os progressos que foram feitos, Timor-Leste está pronto para caminhar pelos seus pés”.
Finn Reske-Nielsen comandou também nos últimos meses a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT), iniciada em 2006 na sequência de uma grave crise política e militar, que provocou dezenas de mortos, milhares de deslocados e a implosão da polícia nacional.
O ex-Presidente José Ramos-Horta admitiu porém à Lusa apreensão em relação ao final da missão da ONU em Timor-Leste e desejaria que, “por um ano ou dois, uma companhia da GNR se mantivesse no país”.
"Sinto alguma apreensão porque, por mim, teria preferido que a ONU mantivesse aqui uma missão política credível, forte, de total confiança das autoridades timorenses, para connosco monitorizar o controlo da situação”, declarou.
Para o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, a presença de uma missão de manutenção de paz já não se justifica, porque as forças de defesa e segurança timorenses provaram estar aptas a cumprir as suas obrigações.
Além da estabilidade e segurança, "Timor-Leste continua a enfrentar desafios significativos, entre os quais se destacam os de prestação de serviços de qualidade, os da falta de infraestruturas básicas e os do desemprego para reduzir de forma sistemática a pobreza", admite no seu programa o Governo, que conta com um fundo petrolífero de cerca de 8.677 milhões de euros.
Mari Alkatiri, líder da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), único partido na oposição no parlamento, considera que o Governo deveria investir na administração pública e num programa de emprego para “qualificar as pessoas e ao mesmo tempo investir nelas".
Se nos últimos anos Timor-Leste foi dominado por crises cíclicas e ameaças à paz, os próximos têm de ser dedicados à "unidade" e ao "trabalho", condições consideradas estratégicas pelo Presidente timorense, Taur Matan Ruak, eleito no início de 2012.
"As tarefas que temos pela frente não aparecem feitas sozinhas. Todos os cidadãos têm de contribuir", disse Taur Matan Ruak em Same, no sul do país, a 28 de novembro, dia do aniversário da proclamação unilateral da independência, uma semana antes da invasão indonésia.
Poucos dias antes das palavras de Ruak, uma cerimónia assinalou na capital timorense o fim das operações de cerca de 400 militares da Força Internacional de Estabilização, liderada pela Austrália.
O país que ajudou a estabilizar Timor-Leste é o mesmo com que as autoridades de Díli disputam a construção de um gasoduto, a partir de um campo petrolífero no Mar de Timor, num negócio milionário e considerado por Timor-Leste como a sua segunda independência.

Inforpress/Lusa

http://www.inforpress.publ.cv/index.php?option=com_content&task=view&id=73301&Itemid=2

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

retrato das crianças na diáspora

. Para ver esta online, clique aqui

Newsletter Café Portugal n º 101 - 03 a 09 de Janeiro de 2013
trans
 
 
Blogue - O retrato das «Crianças na Diáspora Portuguesa»
 
  As Crianças na Diáspora Portuguesa», o blogue, da autoria de Ângela Nunes, nasceu há dois anos na sequência de uma investigação em Antropologia sobre a comunidade portuguesa na Alemanha. Com incidência particular na infância, a responsável refere que o espaço se destina a todos os «migrantes, lusodescendentes, retornados, lusófonos e lusófilos», bem como aos que estudam e investigam a emigração portuguesa.
     
Lisboa - Uma viagem aos queijos nacionais na Baixa Pombalina
 
A aposta é nos queijos qualificados com Denominação de Origem Protegida (D.O.P.) e Indicação Geográfica Protegida (I.G.P.), mas na Queijaria Nacional, na capital, a mostra faz-se com muitos outros produtos. Licores, compotas, vinhos, azeites, preenchem as prateleiras deste espaço na Baixa Pombalina. Entre todos os produtos, há um denominador comum, a origem nacional.
 
Tomar - Casa Lopes-Graça um espaço de memória e partilha
 
  Uma pequena casa no centro histórico de Tomar é hoje um espaço de memória a Fernando Lopes- Graça, compositor, maestro, pedagogo, homem da música, mas também das letras, nascido na cidade à beira do rio Nabão em 1906. A Casa Memória Fernando Lopes-Graça é um espaço de descoberta e de partilha e convívio cultural.
     
 
 
 
Alentejo - Museu da Luz expõe Tapete de Arraiolos com 30 metros quadrados
 
Um «monumental» Tapete de Arraiolos, com 30 metros quadrados e criado por Carlos Noronha Feio, vai ser exposto pela primeira vez em Portugal, no Museu da Luz, na Aldeia da Luz, a partir de 5 de Janeiro.
 
Abrantes - Figurado de Barcelos em exposição
 
  Júlia Côta, Júlia Ramalho, Conceição Sapateiro, Família Mistério e Família Baraça, estão entre os nomes do Figurado de Barcelos que mostram o seu trabalho em Abrantes até 25 de Janeiro. Na Galeria de Arte vão estão em mostra dezenas de figuras saídas do imaginário popular.
     
 

 
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rota de escravos

Unesco prepara roteiro cartográfico sobre rota de escravos em Portugal

Nova York - Um comitê da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) deve apresentar em Portugal, neste ano, projetos para resgatar a memória do tráfico de escravos no país. O primeiro navio, com 155 homens, mulheres e crianças africanos, fundeou na cidade portuária de Lagos, no sul de Portugal, em 1444.  Leia mais

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

manuscritos do Mar Morto

  • Luis Antonio Ricardo Candeias shared Templo Cultural Delfos's photo.
    MANUSCRITOS DO MAR MORTO DISPONÍVEIS NA INTERNET

Mais de seis décadas depois da descoberta dos Manuscritos do Mar Morto - e milhares de anos após terem sido escritos - Israel completou a disponibilização on-line das cinco mil imagens dos mais antigos textos bíblicos conhecidos. A livraria digital agora está completa, com o Livro do Deuteronômio, que inclui a lista dos Dez Mandamentos, e um trecho do primeiro capítulo do Gênesis, datado do primeiro século d. C.. 
O objetivo é democratizar o acesso aos textos religiosos, antes disponíveis apenas para poucos especialistas. - Apenas cinco pessoas em todo o mundo são autorizadas a manusear os manuscritos - afirmou o responsável pelo patrimônio histórico de Israel, Shuka Dorfman. - Agora, todo mundo vai poder tocar os manuscritos na tela.
Os textos podem ser acessados em www.deadseascrolls.org.il 

Os textos são considerados a descoberta arqueológica mais importante do século XX. Acredita-se que tenham sido escritos e guardados pelos essênios, uma seita judaica, nas cavernas de Qumran, às margens do Mar Morto, há 2 mil anos. As milhares de folhas de pergaminho, escritas em hebraico e aramaico, são consideradas essenciais para a compreensão do judaísmo e das origens do cristianismo. Textos dos manuscritos aparecem de forma praticamente idêntica na Bíblia, escrita 500 anos depois, e ajudam a entender o ambiente em que Jesus viveu, revelando informações sobre os judeus daqueles tempos.

Imagem: Excerto de um dos pergaminhos do Livro de Isaías 

Vídeo dos Manuscritos do Mar Morto: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5rYj_0foJYA

Fonte: Agência Brasil/EBC e publico.pt
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    MANUSCRITOS DO MAR MORTO DISPONÍVEIS NA INTERNET

    Mais de seis décadas depois da descoberta dos Manuscritos do Mar Morto - e milhares de anos após terem sido escritos - Israel completou a disponibilização on-line das cinco mil imagens dos mais antigos textos bíblicos conhecidos. A livraria digital agora está completa, com o Livro do Deuteronômio, que inclui a lista dos Dez Mandamentos, e um trecho do primeiro capítulo do Gênesis, datado do primeiro século d. C..
    O objetivo é democratizar o acesso aos textos religiosos, antes disponíveis apenas para poucos especialistas. - Apenas cinco pessoas em todo o mundo são autorizadas a manusear os manuscritos - afirmou o responsável pelo patrimônio histórico de Israel, Shuka Dorfman. - Agora, todo mundo vai poder tocar os manuscritos na tela.
    Os textos podem ser acessados em www.deadseascrolls.org.il

    Os textos são considerados a descoberta arqueológica mais importante do século XX. Acredita-se que tenham sido escritos e guardados pelos essênios, uma seita judaica, nas cavernas de Qumran, às margens do Mar Morto, há 2 mil anos. As milhares de folhas de pergaminho, escritas em hebraico e aramaico, são consideradas essenciais para a compreensão do judaísmo e das origens do cristianismo. Textos dos manuscritos aparecem de forma praticamente idêntica na Bíblia, escrita 500 anos depois, e ajudam a entender o ambiente em que Jesus viveu, revelando informações sobre os judeus daqueles tempos.

    Imagem: Excerto de um dos pergaminhos do Livro de Isaías

    Vídeo dos Manuscritos do Mar Morto: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5rYj_0foJYA

    Fonte: Agência Brasil/EBC e publico.pt

BRASIL TRAVA ENGENHEIROS PORTUGUESES

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS
 
Brasil trava reconhecimento de engenheiros portugueses 

Bastonário dos Engenheiros vai ao Brasil falar com o seu homólogo para tentar superar o "silêncio ensurdecedor" a que se remeteram os responsáveis brasileiros, depois de terem assinado dois acordos de cooperação no último ano.
O "Público" escreve hoje que "mais de um ano depois de ter assinado o primeiro de dois acordos para o reconhecimento das licenciaturas de engenheiros portugueses, o Brasil não só mantém o impedimento à entrada dos profissionais como foge a explicar a razão por que recuou em relação aos compromissos firmados. A acusação é do Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos, admitindo que este é o assunto "mais confrangedor" do seu mandato".
 
http://www.portugaldigital.com.br/economia/ver/20074187-brasil-prepara-plano-para-captar-mais-mao-de-obra-estrangeira

ANGOLA PROFESSORES

Ministério da Educação de Angola adimitiu 20 mil novos professores em 2012

Luanda - Vinte mil novos professores foram admitidos, em 2012, pelo Ministério da Educação de Angola para o sistema de ensino em todo o país.  Leia mais

Dez pessoas morreram durante culto da Igreja Universal em Luanda

Luanda - Pelo menos dez pessoas morreram, na noite de segunda-feira, 31 de dezembro, em Luanda, e 120 ficaram feridas durante um culto da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).  Leia mais
 

RAMOS HORTA E GUINÉ BISSAU

Timorense Ramos Horta é o novo representante da ONU para a Guiné Bissau

Nova York - O ex-presidente de Timor Leste, José Ramos Horta, será o novo representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné Bissau. Ramos Horta iniciará funções no início de fevereiro. A ONU tem vindo a enfrentar algumas dificuldades no relacionamento com as autoridades do "governo de transição" da Guiné Bissau, instalado na sequência do golpe militar de 12 de abril de 2012.  Leia mais


São Tomé e Príncipe vai privatizar empresa de água e eletricidade

São Tomé - O governo santomense pretende privatizar a Empresa de Água e Eletricidade (EMAE), segundo o ministro das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente, Osvaldo Abreu.  Leia mais
 
 

Presidente da Guiné Bissau promete iniciar preparativos para eleições

Bissau - O presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, diz que vai lançar já em Janeiro um roteiro de reconciliação dos cidadãos guineenses com vista a preparar o país para eleições gerais previstas para este ano.  Leia mais
 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Brasil emigração




O governo quer fazer do Brasil um país mais aberto a imigrantes estrangeiros do que nações como Canadá e Austrália, famosas por buscar ativamente esse tipo de mão de obra.
A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República vai propor em março uma série de medidas para elevar a entrada de mão de obra estrangeira qualificada no Brasil e aumentar a competitividade do país, informou à Folha Ricardo Paes de Barros, secretário de Ações Estratégicas da SAE.
Entre as propostas em estudo, adiantou Paes de Barros, está o fim da exigência de contrato de trabalho para conceder visto para profissionais altamente qualificados.
Um estrangeiro com um doutorado em engenharia no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), por exemplo, poderia emigrar para o Brasil sem um contrato de trabalho fechado e prospectar empregos aqui. Hoje, ele só consegue visto de trabalho quando já tem contrato.
Outra proposta é permitir que estudantes de faculdades conceituadas do exterior façam "summer job" em empresas brasileiras, como meio de atrair essa mão de obra.
O "summer job" é um estágio de férias, tradicional em pós-graduações no exterior e muito usado para recrutar os alunos mais destacados.
Outra medida, diz Paes de Barros, é flexibilizar regras ao estrangeiro que muda de emprego ou cargo no Brasil. "Hoje, um estrangeiro contratado pela Vale para trabalhar no Rio precisa refazer todo o processo no Ministério do Trabalho se for trabalhar na Vale no Espírito Santo, por exemplo, ou se for promovido pela mesma empresa", afirma o secretário.
O Brasil é um dos poucos locais que exigem que o estrangeiro saia do país quando arruma emprego em outra empresa, para iniciar novo processo de pedido de visto.
Paes de Barros defende também que cônjuges e filhos de imigrantes estrangeiros qualificados tenham permissão para trabalhar no Brasil.
"Queremos transformar o Brasil em um dos países mais modernos e ágeis na atração de imigrantes e, para ser mais atrativos que Canadá, Austrália e EUA, precisamos abrir muito nosso mercado", diz PB. "Não deixar a mulher do imigrante dar aulas de inglês ou o filho dele trabalhar prejudica a mobilidade desse trabalhador estrangeiro."
COMPETITIVIDADE
Segundo Paes de Barros, por causa da complexidade do processo, muitas empresas no país nem tentam contratar estrangeiros, apesar de não encontrarem um funcionário de qualificação semelhante no Brasil. "A dificuldade de trazer imigrantes qualificados afeta a competitividade do Brasil", diz.
Hoje, 0,3% da população brasileira é de imigrantes. Segundo dados do Censo, o número de estrangeiros no país encolheu na última década, de 683 mil em 2000 para 593 mil em 2010. E 43% deles têm mais de 60 anos. No mundo, a média de imigrantes na população é 3%; na América Latina, fora o Brasil, fica em 1,5%; nos EUA, em 15%.
"Nós somos muito mais fechados do que o resto da América Latina. Precisamos aumentar muito nosso fluxo migratório, pelo menos até [chegar a] 3% da população", afirma o secretário.
Ele reconhece que isso vai levar no mínimo 20 anos. "Para atrair esses estrangeiros, precisamos tornar o processo de entrada mais simples e as opções para vir trabalhar no Brasil mais amplas." 
PATRÍCIA CAMPOS MELLO e MARIANA CARNEIRO
 
[Fonte: www.folha.com.br]