quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
ruy belo
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POESIA
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
AÇORIANOS NAS BERMUDAS
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açores
ESCRITORES TIMORENSES
Posted: 25 Feb 2013 12:31 PM PST
TDI – MAG – Lusa, com foto
Póvoa
de Varzim, 25 fev (Lusa) -- O escritor timorense Luís Cardoso apelou,
em entrevista à Lusa, a um maior investimento, por parte do Governo de
Díli, nos novos autores daquele país, criando encontros e apoiando
viagens ao exterior.
Luís
Cardoso acredita que poderiam ser organizados encontros de escritores
em Timor-Leste, à semelhança do que se realiza em Portugal, na Póvoa de
Varzim, com as Correntes d'Escritas, mas os próprios autores podiam ver
financiadas viagens ao estrangeiro para participarem em eventos
literários.
"O
Governo timorense tem de apostar nessas pessoas que estão a começar a
escrever. Estes encontros são muito importantes para eles", afirmou o
escritor radicado em Portugal há décadas, e que lançou recentemente "O
Ano em Que Pigafetta Completou a Circum-Navegação" sobre o cronista que
acompanhou a viagem de Fernão de Magalhães.
A
história do livro é, também, um paralelo com "a circum-navegação que
Timor fez nos últimos tempos, e que concluiu com a independência", de
forma "trágica, mas com um final feliz".
Luís
Cardoso pretende mostrar à filha, de três anos, o país de onde vem,
apesar dos problemas de saúde que o impedem de regressar como
pretenderia. Para ela, Timor-Leste é a terra do pai, "onde existem
muitos crocodilos".
O
autor encara a situação atual de Timor "com alguma apreensão", devido
ao "momento histórico de construção do Estado", que classifica como
"frágil", apesar do dinheiro proveniente do fundo petrolífero que espera
que seja utilizado "de forma racional".
A
finalizar o novo livro, Luís Cardoso continua a manter como ambição a
escrita de uma história de Timor como se de uma Bíblia se tratasse, obra
que o continua a fascinar e que serve de referência, tendo sido o
primeiro que leu.
Da
Bíblia nasce a atenção que dá à primeira frase de qualquer livro, uma
vez que considera não haver melhor começo do que "E no princípio era o
Verbo", um início que conduz o resto de qualquer texto.
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TIMOR LESTE
BOLETIM fle 25FEV2013

Educação a Distância
Formação e Aperfeiçoamento
Pouco a pouco...transformando a educação!
Associada a ABED
(Associação Brasileira de Educação a Distância)
(Associação Brasileira de Educação a Distância)
Introdução as Artes Visuais
Pequena História da Arte
100 horas
Formação Continuada a Distância
Autora e Professora: Nancy Rabello
Valor R$ 120,00
Promoção Gpec Forma = R$ 90,00
PRORROGADA
Promoção Gpec Forma = R$ 90,00
PRORROGADA
Inscrições Abertas
Para conhecer o conteúdo completo deste curso e/ou realizar a sua inscrição se quiser – clique no link abaixo:
Descrição
A escola e a educação formal tem muitos objetivos a serem atingidos durante a permanência
de crianças e jovens nas salas de aula, cabe, portanto a cada escola ,
a cada diretor, e coordenador , criar estratégias para que o conhecimento possa atingir os objetivos propostos por cada estabelecimento de ensino.
Trazer
a arte como um aliado, para desenvolver diferentes conteúdos, estará
dando aos nossos alunos, um novo modo de aprender, possivelmente mais
prazeroso, menos denso, mas não menos aprofundado , isso significa
trazer para o aluno , um novo olhar e dar lhes novas maneiras de
trabalhar com diferentes conteúdos , no seu percurso acadêmico.
Objetivos
- Apresentar a história da arte no mundo e no Brasil;
- Gerar possibilidades dos professores utilizarem a arte como parte integrante nas suas atividades curriculares;
- Dar subsídios teóricos sobre os conteúdos teóricos da arte na educação.
Público
Pedagogos,
psicopedagogos, professores, educadores, coordenadores pedagógicos,
diretores de escolas, pais, estudantes de pedagogia e licenciaturas,
estagiários na área de educação, , terapeutas ocupacionais,
arteterapeutas, arte-educadores, psicólogos, estudantes de psicologia
e demais profissionais interessados em aprimorar seus conhecimentos
sobre o assunto.
Temas abordados
- Conceituação dos termos Arte
- Educação, Arte na educação
- Criatividade
- Comentários dos PCNs da Arte
- Importância da arte no contexto histórico
- A importância da história da arte no contexto educacional
- Incentivando o ser criativo
- Pequena história da arte: Inter-relação entre os movimentos artísticos e seus representantes.
· Arte rupestre
· Arte indígena
· Arte egípcia
· Arte grega
· Arte na idade media
· Renascença
· Barroco
· Neo classicismo
· Romantismo
· Realismo
· Impressionismo
· Expressionismo
· Surrealismo No Brasil
· Arte europeia no Brasil
· Influencia portuguesa
· Influencia holandesa
· Barroco
· Neo classicismo
· Romantismo
· Realismo
· Impressionismo
· Expressionismo
· Surrealismo
Possibilidades entre os conteúdos curriculares e as artes visuais.
Autoria - Coordenação e Tutoria
Autora e Professora Nancy Rabello de Barros Trindade
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Superior – 1971 a 1975 - Pontifícia Universidade Católica – Pedagogia / Deficientes em Áudio Comunicação
ESPECIALIZAÇÃO
Pós-graduação – 1981 a 1983- Instituto Sedes Sapientiae - Psicopedagogia Clínica
Pós-graduação – 2003 a 2004 - Faculdade Mozarteum de São Paulo - Arte Terapia
Mestrado – 2006 /2008 – Universidade Presbiteriana Mackenzie – Educação, arte e História da Cultura
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boletim FLE
PRÉMIO SPA ENTREGUE HOJE
Ivan Lins recebe, no dia 25 de fevereiro, o prêmio autor internacional atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores
Acompanhe a entrevista de Ivan Lins, em Lisboa, aqui
http://www.spautores.pt/comunicacao/videos-2?v=ivan-lins
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literatura portuguesa
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
açores o falhanço
O grande falhanço!
A par da saúde, o sector do
turismo é um dos maiores falhanços da nossa Autonomia.
O sector que iria ser a alternativa
(ou o complemento) da agro-pecuária, na diversificação da riqueza
açoriana, tornou-se num autêntico pesadelo para quem nele apostou
legitimamente.
Podem-se atribuir as mais variadas
causas a este insucesso, mas há uma que é inquestionável: a falta
de uma orientação estratégica consistente e altamente
profissional.
Acreditou-se que a atribuição de
muitos milhões, a fundo perdido, era razão suficiente para o sector
fazer caminho por si próprio.
Estimularam-se os investidores e
criaram-se expectativas demasiado altas, sem se curar de saber as
consequência e as alternativas a eventuais insucessos.
Os últimos seis anos foram mesmo
de uma grande desorientação, sem um fio condutor que nos trouxesse
a valia económica tão prometida em estudos, seminários,
conferências, promoções, planos e outros documentos mirabolantes.
Era tudo facilidades.
Em meados de 2008 foi criado aquele
que era considerado o documento mais ambicioso alguma vez para o
sector, o POTRAA (Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma
dos Açores), tão optimista, tão optimista, que poderia ser
assinado pelo ministro Vítor Gaspar, porque não acertava com
nenhuma previsão.
O Plano previa – imagine-se –
taxas de crescimento anuais do turismo de 7%, quando já naquele ano
o turismo descia 5% e, em 2009, teve um trambolhão de 11%.
Foi o documento por água abaixo,
apesar de ainda vigorar por aí, assim como um outro, denominado
“Plano de Marketing Estratégico”, que promovia a “Marca
Açores”, de que nunca mais se ouviu falar, e ainda o célebre
“Plano de Promoção Turística”, de 2010, que previa mais de 30
milhões de euros para a promoção.
No mesmo ano, uma resolução do
governo concedia 10 milhões de euros às associações sem fins
lucrativos na comparticipação de projectos de interesse público na
área do turismo.
Não faltavam milhões.
Até o portal de turismo, a página
oficial do sector na internet, foi adjudicado a duas empresas
diferentes em 2010 e 2011, custando à região mais de 320 mil euros.
O primeiro tinha erros de
informação de bradar aos céus e o segundo parece que não teve
melhor sucesso.
Ambos estavam enquadrados numa
candidatura a fundos comunitários de quase 1 milhão de euros,
destinados à promoção dos Açores.
Entretanto, mais estudos
encomendados.
O Observatório de Turismo dizia,
com base num destes estudos, que a nossa salvação estava no
segmento do Turismo de Saúde e Bem-Estar.
Mais tarde apontava para o Turismo
Religioso.
Depois fez um outro, onde se
concluía que o golfe não se encontrava entre as preferências dos
turistas.
Conclusão para os três: no
Turismo de Saúde, se os turistas idosos souberem do descalabro que
vai pelos nossos hospitais, nunca mais põem os pés cá; no
Religioso, tivemos há três anos a presidir às Festas do Senhor
Santo Cristo o Cardeal de Boston, que regressa de novo este ano, e o
melhor atractivo que demos aos turistas americanos foi aumentá-los
as passagens; no golfe, os campos de S. Miguel foram
“regionalizados”.
Ou seja, tudo ao contrário.
Outra história semelhante: há uns
anos atrás trouxeram a um seminário sobre turismo, na Universidade
dos Açores, um “guru” americano, Jafar Jafari, professor da
Universidade de Wisconsin e consultor da Organização Mundial de
Turismo.
Quando lhe perguntaram o que fazer
para atrairmos o turista americano, respondeu: “A primeira grande
ajuda é conseguir chegar aos principais operadores turísticos
americanos. Mas, desde logo, uma das grandes lacunas dos Açores em
relação aos EUA, é a dos voos directos, que têm de ser
aumentados, pois esta será também uma grande ajuda”.
O que fez a região?
Promoveu os Açores nos táxis de
Boston, retirou o voo directo do aeroporto de Providence e aumentou
as tarifas!
Depois, a SATA veio dizer que o
mercado da América do Norte é “estratégico”.
Em quê? Só se for na exploração
dos emigrantes açorianos.
Nesta questão dos mercados, a
desorientação é ainda mais incompreensível.
A operação de Munique foi um
desastre deficitário, a Escandinávia é cada vez mais uma miragem,
anunciou-se em 2011 uma operação turística dirigida ao mercado
belga para o verão de 2012, que deveria proporcionar 28 mil
dormidas, lançou-se um pacote turístico em 2011 “Tudo incluído 5
dias”, agora há outro para visitar quase todas as ilhas em menos
de uma semana...
O fomento da hotelaria foi outra
desorientação.
Houve hotéis que, espantosamente,
na cerimónia de inauguração, já anunciavam o seu encerramento
temporário para 15 dias depois.
Hoje, é o que se vê: hotéis que
estão a encerrar nos Açores e, no Continente, 27 vão abrir este
ano (duas inaugurações por mês).
O “Hotel voo incluido” serviu
para dividir agentes de viagens, hoteleiros e câmaras de comércio.
Em todo este decurso, o turismo
nacional e mundial continuou sempre a subir (aumento de 4% no ano
passado e previsão de 3 a 4% este ano).
E nós, sempre a descer.
Já se experimentou de tudo, até
nomear Pedro Pauleta “Embaixador do Turismo dos Açores”.
Causas para a decadência?
Já ouvimos de tudo no discurso
oficial: uma vez é porque não temos “notoriedade suficiente”,
outras porque há uma “acentuação da sazonalidade” e a última
é por causa da “crise no Continente”.
Já não sei o que diga.
Citando o meu amigo Gilberto
Vieira, da Quinta do Martelo, “algo vai muito mal no reino dos
abexins”...
Pico da Pedra, Fevereiro 2012
Osvaldo Cabral
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açores
o papa e os sinais dos tempos
in diálogos lusófonos
O Papa Bento XVI e os Sinais dos Tempos
Do Perigo dos Talibans da Opinião e dos Monopolistas da Verdade
O ser (o Bem) é mais que o valer (Valores)
António Justo
Impossibilidade dum Papa à la Carte.
Ser Papa implica ter um perfil impossível de conciliar com dogmatismos tradicionalistas ou progressistas. Os
progressistas parecem querer fazer do catolicismo o que os evangélicos
já são e os conservadores parecem ignorar o facto que o mundo segue
aqueles que o mudam. A realidade apresenta diferentes perspectivas
de avaliação. É impossível conseguir um papa à medida dos diferentes
interesses de pessoas e grupos que exigem dele ser o seu peixe sem
espinhas. Uma instituição exerce poder, por natureza, sendo como tal
injusta na perspectiva individual; o mesmo se dá com o indivíduo ao
exigir uma instituição à sua medida, quando a instituição terá de ser
tecto para todos com as suas diferenças (o mesmo dilema se encontra
entre a lei constitucional e a lei forense). Como é impossível ter um
Papa à medida de todos mas, possivelmente, à medida do todo, há na
Igreja as diferentes igrejas e responsáveis inseridos em diferentes
situações éticas, étnicas e políticas; mas todos numa atitude de
obediência a Jesus e de abertura ao Espírito Santo. Ser Papa (servo
dos servos) significa seguir a cabeça da Igreja que é Jesus e estar
atento ao Espírito Santo que se expressa em todo o lugar dentro e fora
da Igreja. Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome lá estarei
eu no meio deles (Mt 18,20). Neste grande corpo somos todos irmãos
embora com diferentes carismas e missões, a serem respeitados. O
magistério do Papa tem um caracter constitucional (constituição viva)
mas tem de ser interpretado pelas comunidades locais num ambiente de
tolerância recíproca superadora da arrogância dogmática do criticador e
do criticado, à luz do E. Santo. Observa-se também na eclésia, entre
membros e instituição, um discurso, por vezes, mais orientado para a
divergência do que para a convergência. Este é um estilo machista
baseado na concorrência que, em vez de tentar unir as pessoas, propaga
um jogo não criativo de uns contra os outros, como se o Mestre não
estivesse no meio deles. A igreja é de todos os pecadores, sejam eles
tradicionalistas ou conservadores, papas, teólogos, doutores, pastores
ou rebanho. O Espírito sopra em toda a seara.
A Igreja precisa de rejuvenescimento
Bento XVI, o teólogo na cadeira de Pedro, merece todo o respeito pelo passo corajoso da sua renúncia. Esta não foi uma decisão instantânea até pelo facto de, contra o habitual, não terem sido programadas viagens papais para o ano de 2013.
Um Papa é eleito vitaliciamente mas o direito canónico dá-lhe o direito
de renúncia. Com o seu gesto de resignação, Bento XVI dá oportunidade a
um “recomeço”, numa Igreja que se entende como “semper renovanda”.
Bento
XVI nem sempre sintonizou com certas manifestações do século XXI,
também porque algumas delas (absolutização do individualismo e redução
da pessoa a mercadoria) afectam os fundamentos do cristianismo.
Toda
a pessoa está sujeita ao envelhecimento biológico e ao envelhecimento
social; biologicamente, a nível de gerações e socialmente porque o
mundo/sociedade em que vivemos não pára e até nos chega a ultrapassar.
A
eleição dum novo Papa será uma oportunidade para a Igreja estar atenta
aos sinais dos tempos sem se deixar sorver pelo remoinho do espírito do
tempo. Numa altura em que a sociedade ocidental se abre cada vez mais
aos valores da feminidade seria oportuno repensar-se novas funções da
Igreja para a mulher (Diaconado!); também no que respeita aos
divorciados que queiram casar novamente, neste sentido seria uma boa
altura para alargar os factores que justificam o anulamento dum
casamento, etc. No século XXI seria uma das suas grandes missões o
fomento não só do Adão (masculinidade) mas também da Eva (feminidade)
como maneira de estar também na instituição.
Salvo
erro, na época que atravessamos, penso que a eleição dum Papa africano
ou asiático corresponderia, mais uma vez, à antecipação da Igreja
(através do Paráclito) em relação ao decurso da História.
No pontificado de Bento XVI sobressai a intelectualidade/teologia
Bento
XVI é um intelectual, fiel a si mesmo e à eclésia e coloca-se, com a
sua renúncia, mais próximo do povo. “As minhas forças em consequência da
minha avançada idade (85 anos) já não são razoavelmente apropriadas
para exercer o serviço de Pedro”.
A
primeira preocupação do seu pontificado foi a acentuação do amor. Neste
sentido escreveu a encíclica “Deus é Amor” (Deus caritas est) apelando à
fé no amor (característica cristã) que é também eros e caridade.
A
sua segunda preocupação foi a Verdade. Contra o relativismo corrente,
afirma que é no cristianismo onde a verdade se pode reconhecer melhor.
Na encíclica "esperança cristã" (Spe salvi) apresenta a fé como
esperança. A sua encíclica social “caridade em verdade” (Caritas in
Veritate) versa vários temas socioeconómicos e a crise económica e
financeira.
Também
esclareceu que opiniões mesmo institucionais estão sujeitas aos
condicionalismos (manifestações) do tempo. As reacções estão muitas
vezes determinadas pelo tempo mas o que importa é a atitude de fundo que
prevalece.
Admoestou todos os cristãos, católicos e não católicos, a estarem atentos ao essencial. “Deus actua silenciosamente” (baixinho,
discretamente).Teólogos protestantes louvaram os livros de Bento XVI
sobre Jesus, afirmando que eles também poderiam ter saído duma pena
protestante. Bento XVI é certamente o maior teólogo do nosso tempo, e de
grande relevância para uma reflexão comum, como reconhecem também altos
dignatários evangélicos. Também seria pertinente que os construtores da
União Europeia lessem atentamente os seus escritos, devido à sua
pregnância cultural, e aos perigos que esta corre e que ele admoesta a
evitar. O Cristianismo (Igreja Petrina) é a mãe da Europa e duma
globalização a ser realizada em serviço do Homem e não apenas em serviço
da economia.
O
presidente da Alemanha, Joachim Gauck, antigo pastor evangélico, reagiu
à sua renúncia dizendo „A sua fé, a sua sabedoria e a sua humildade
humana impressionou-me profundamente”.
A
sua aura foi enevoada com o escândalo de abusos, Vati-leaks-Affäre, com
os documentos roubados da sua secretária e com o drama da irmandade Pio
XII. Procurou conciliar a liturgia pós-conciliar com a anterior e assim
superar a separação com os tradicionalistas em torno de Marcel Lefebvre
(irmandade Pio X). A sua preocupação principal foi a união da igreja
(impedir a formação duma igreja retrógrada - a irmandade Pio X) e apelar
à renovação interior das pessoas; empenhou-se na defesa dum mundo de
valores humanos globais, da ecologia e da mudança social; ele lamentou o
pecado na Igreja pedindo perdão. Embora não tenha sido um reformador
estimulou os crentes a ocuparem-se com as consequências do mundo
moderno. Bento XVI foi um mártir do silêncio. “Eu sou apenas um simples
pequeno trabalhador na vinha do Senhor”. A História reconhecê-lo-á como
um padre da Igreja que dedicou toda a sua vida à pergunta de Deus; da
resposta a ela depende a subsistência duma civilização.
Os Talibans da Opinião
A
Igreja tal como o ser humano é santa e pecadora. Somos portadores da
gene divina e da gene “diabólica” tanto a nível individual como
institucional. O problema da arrogância tanto institucional como
individual vem da propensão para a autoafirmação/individuação à custa de
alguém; por trás duma crítica destrutiva ou duma afirmação absoluta
esconde-se um grande ego que se branqueia, esquecendo o aspecto negativo
da própria gene. Daqui resulta uma crítica destrutiva, exclusivista
que esquece o aspecto complementar de tudo o que é real, não notando
que a certeza com que se condena o adversário tem o mesmo fundamento do
que se condena ou defende e o mal e o bem que se encontra no outro se
encontra latente em nós também.
Por vezes predomina a maldade
do julgamento e a absolutização da própria opinião perante a razão.
Muitos papitas aproveitam-se do que acontece no vaticano para vociferar
contra o Papa identificando a Igreja e o Papa com o Vaticano. Forças
políticas e económicas, da globalização estão interessadas em
enfraquecer a voz da primeira organização global que manifesta a voz de
quem não tem voz; interessa-lhes ter o povo indefeso à disposição sem
alguém que lhes leia os Levíticos. Uma instituição com a missão de
garantir a continuidade dos valores fundamentais não poderá agradar nem a
tradicionalistas nem a progressistas, nem tão-pouco ao turbocapitalismo
e às ideologias. A sua missão é mediadora no seguimento humilde do
Espírito.
A
Igreja petrina terá de continuar a assegurar a memória de Cristo e de
viver na convergência, a exemplo do seu Mestre, para poder garantir a
continuidade. Espera-se da Igreja o discernimento de distinguir entre
o espírito (o bem) e os valores, entre o ser e o valer. Facto é que o
espírito/o bem é e os valores valem. O espírito é eterno e permanente,
os valores são circunstanciais, limitados. O espírito, o bem (o ser) é
mais que o valor (o que vale moralmente). O que vale aqui (ocidente)
pode não valer acolá no oriente. Os valores estão ao serviço do ser,
da felicidade. Bento XVI actuou no sentido duma ética do ser, uma ética
da convergência. A crítica positiva ou negativa ao seu actuar tem mais a
ver com posições legítimas mas que não podem ser dogmáticas nem
infalíveis; ao contrário do que se observa na expressão pública.
Na
vida real primeiro vem o comer e só depois o dever. A moral (dever) não
pode porém ser subjugada ao comer, ao espírito do tempo que julga tudo
pela onda (situação) em que se encontra envolvido, fazendo dela um
dogma. A polarização e o ecletismo não levam a nenhum lugar, o que
importa é a síntese. Neste sentido Bento XVI usa um discurso modesto e
irénico (conciliador, integrador) e não apologético dialético. Há muito
que aprender dele.
A vacância papal.
A
vacância papal começa no dia 28 de Fev. às 20 horas. O conclave dos
cardeais será convocado para Março. Bento XVI recolher-se-á no mosteiro
carmelita do vaticano. O novo Papa será eleito pelos cardeais (120) que
ainda não atingiram os 80 anos de idade. O Papa para ser eleito terá de
conseguir dois terços de todos os votos.
Especulações
de possíveis cardeais papáveis fazem referência aos cardeais: Peter
Turkson do Gana, Francis Arinze da Nigéria, Otto Schrerer do Brasil,
Marc Quellet do Canadá e Ângelo Scola da Itália.
Resta
esperar que os cardeais reunidos em conclave se abram ao Espírito
Santo, conscientes de que a Igreja não é o Vaticano, mas que o Vaticano
tem muita responsabilidade, não se podendo deixar subjugar por
interesses de poder ou de facções.
António da Cunha Duarte Justo
Teólogo e Pedagogo
__._,_.___
O espaço Diálogo_Lusófonos tem por objetivo promover o intercâmbio de opiniões
"Se as coisas são inatingíveis... ora!/Não é motivo para não querê-las.../
Que tristes os caminhos se não fora/A mágica presença das estrelas!" Mário Quintana
______________________________
Tradução de mensagens :translate.google.pt/
"Se as coisas são inatingíveis... ora!/Não é motivo para não querê-las.../
Que tristes os caminhos se não fora/A mágica presença das estrelas!" Mário Quintana
______________________________
Tradução de mensagens :translate.google.pt/
.
__,_._,___
artur alonso novelhe escritor galego
http://www.pglingua.org/noticias/entrevistas/5415-alonso-novelhe-escritor-a-tematica-de-adelaida-e-estendivel-aos-coracoes-de-todos-os-cidadaos-do-planeta
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galiza
timor lorosae notícias 25 fev 2013
TIMOR LOROSAE NAÇÃO - diário
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- JAMES DUNN E JEFF LEE LEMBRAM “UM HERÓI AUSTRALIANO”: ANDREW McNAUGHTAN
- ENSINU SEKUNDARIA FINANTIL PREOKUPA HO LIVROS
- THE COMPLEXITIES OF TIMOR-LESTE - INDONESIA BORDER CONTROL
- ONU RENOVA MANDATO NA GUINÉ-BISSAU POR MAIS TRÊS MESES
- SISMO DE 5,1 GRAUS DE MAGNITUDE REGISTADO EM TIMOR-LESTE
- Macau: Jason Chao quer processar Judiciária e jornalistas exigem explicações
- “MACAU ESTÁ NA MELHOR FASE DA SUA HISTÓRIA”, diz Wu Bangguo
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Posted: 24 Feb 2013 04:25 PM PST
“UM AMIGO ABSOLUTAMENTE DEVOTO A TIMOR”
SBS, com foto Andrew McNaughtan Foundation
Nesta quinta-feira aconteceu em Sydney a oitava edição da Palestra Anual em memória do doutor Andrew McNaughtan.
Ele morreu aos 49 anos, um dia após a abertura oficial da primeira embaixada de Timor-Leste na Australia.
Andrew McNaughtan foi um ativista importante e atuou fortemente no movimento de solidariedade com Timor-Leste na Austrália.
James
Dunn, de 85 anos, e que foi cônsul-geral da Austrália em Dili, ainda
nos anos 60, sob o período colonial português, também uma voz importante
para a independência de Timor-Leste, foi o palestrante da noite em
memória de Andrew McNaughtan.
Jefferson
Lee, organizador do evento e dirigente da AETA - Australia East Timor
Association, disse que Andrew McNaughtan era um herói australiano e
deveria ser sempre lembrado como tal.
*Título com alterações TLN
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Posted: 24 Feb 2013 04:22 PM PST
CJITL - Sesta-Feira, 22 husi Fevereiru 2013
Dili,
Director Ensinu sekundaria Finatil Aimutin Dili, Salvador Alves
hateten oras ne;e dadaun preokupa hela ho livru referensias hodi
hanorin alunus tanba tuir nia katak livros hirak nebe oras ne’e dadaun
iha ba primeiro ano deit.
“Ami
nia preokupasaun durante ne’e maka livros referensias hodi hanorin,
antes ne’e ba primeiro ano ami hetan ona maibe segundo ano seidauk
iha”dehan Salvador Kinta (21/02)iha nia kna’ar fatin ES aimutin Dili.
Konaba
livro nebe seidauk iha nia parte hat’o tiha ona ba iha orgaun nebe
kompetente atu nune’e oinsa bele buka meios oinsa atu nune’e bele fo ba
iha eskola refere hodi nune’e bele hadia liu tan prosesu aprendizajen.
Iha
fatin nebe hanesan estudante Juvelina Maria Madeira hateten nia
sentri triste wainhira udan tau tanba bele preojudika sirania prosesu
aprendizajen.
“Ami
husu ba iha Ministeriu Edukasuan atu bele tau matan mai ami nia eskola
tuir nesesidade ne’ebe ami nia mestri sira presiza no mos alunus sira
nia preokupasaun” Estudante ne’e hateten.
Eskola
Sekundaria Publika Finantil iha salas hamutuk 15 ho total alunu hamutuk
na’in 1.358 no professores hamutuk 54. (CJITL/Oland)
|
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Posted: 24 Feb 2013 02:30 PM PST
ETLJB
24 February 2013 - Following a series of incidents at the border
between the East Timorese enclave of Oecusse and the Indonesian provice
of Nusa Tenggara Timor over the last few months, including clashes between communities, the assault and murder of an East Timorese man and unknown groups running amok,
Indonesian and East Timorese officials have met to discuss enforcing
security along this particularly porous section of the international
border.
The
Jakarta Globe has reported (20/02/2013) on a meeting that was held on
19 February 2013 between officials from both countries to discuss
enforcing security along a particularly porous section of their shared
border.
Felixiano
da Costa, the Timor Leste consul in Kupang, conceded that the situation
on the border between Oepoli ward in Kupang and Oeccuse ward in Timor
Leste was "quite complex" as it entailed longstanding cultural and
family ties.
Ayub
Titu Eki, the Kupang district head, said that due to the border
splitting a community that for decades had lived together, simple
enforcement of border integrity was not the best solution for addressing
the high number of unauthorized crossings, intermarriages, social
interactions and even property transactions.
"We
can't rely just on the prevailing rules and regulations to resolve this
border problem," he said. "We have to ensure that families split by the
border can still meet one another."
The
Oepoli-Oeccuse border runs through farmland along the Noel Besi River
that is technically considered terra nullius — a Latin term meaning
"land belonging to no one."
Residents living there continue to freely pass between the two countries.
"For instance, there are cases of Oepoli residents farming in Oeccuse, and vice versa," Ayub said.
"You
also get people from one side getting married to someone from the other
side, and similarly people who die in the area are sometimes buried on
the other side of the border." Source: The Jakarta Globe 20/02/2013, ETLJB. Edited by Warren L. Wright
|
|
Posted: 24 Feb 2013 02:05 PM PST
Medida
foi anunciada pelo Conselho de Segurança, nesta sexta-feira; país vive
clima de impasse político desde o golpe de 12 de abril que destituíram o
presidente interino e o primeiro-ministro.
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.* - 22.02.13
O Conselho de Segurança da ONU anunciou a renovação do mandato de um Escritório Integrado na Guiné-Bissau.
A
resolução 2092, adotada por unanimidade, dá mais três meses de
funcionamento da presença da ONU na nação de língua portuguesa, do oeste
da África. A renovação foi recomendada pelo Secretário-Geral, Ban
Ki-moon, no relatório sobre a situação do país, em janeiro. O fim do
atual mandato tinha sido previsto para 28 de fevereiro.
União Africana
A
Guiné-Bissau vive um impasse político desde o golpe de 12 de abril que
deu início a um governo de transição. Ainda este mês, o novo chefe do
Escritório da ONU em Bissau, José Ramos Horta, chegou ao país para
ajudar nos esforços de paz e estabilização.
Nesta
entrevista à Rádio ONU, o embaixador da União Africana junto às Nações
Unidas, Téte António, falou do impacto da renovação do mandato.
"É
uma continuação e, é importante que as Nações Unidas estejam no terreno
tal como nós estamos. Temos uma parceria nesta questão, tivemos uma
missão conjunta com a Cedeao, a Comunidade Econômica dos Estados da
África Ocidental, União Europeia e a ONU. A missão foi a Bissau e,
continua a trabalhar nesse sentido com a União Africana. Portanto, temos
que ter este parceiro no terreno para solidificar este esforço que
estamos a fazer.
Eleições Presidenciais
No informe, Ban justificou a proposta com o que chamou de "complexos desafios da Guiné-Bissau."
Um
outro fator apresentado pelo chefe da ONU foi a nomeação do seu
representante especial na Guiné-Bissau, José Ramos Horta. O
ex-presidente de Timor-Leste e Prêmio Nobel da Paz deve agora "avaliar a
situação no país e, com base nela, fazer recomendações a respeito do
mandato da missão", como explicou Ban Ki-moon.
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Posted: 24 Feb 2013 08:08 AM PST
Lusa – 24.02.13
Um
sismo de 5,1 graus de magnitude foi hoje sentido a leste de Timor a uma
profundidade de 35 quilómetros, sem registo de vítimas ou danos
materiais até ao momento, às 21h01 de domingo.
O
epicentro localizou-se a 198 quilómetros de Díli, a capital de
Timor-Leste, e a 443 quilómetros das ilhas de Tanimbar, na Indonésia,
segundo o serviço geológico norte-americano, que mede a atividade
sísmica em todo o mundo.
Este
foi o segundo sismo que abalou Díli, depois de no sábado, pelas 21h23, a
capital de Timor-Leste ter sentido um sismo de 5,7 graus de magnitude.
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Posted: 24 Feb 2013 05:23 AM PST
Ponto Final (macau)
A
PJ alega que os três activistas ontem detidos perturbaram a ordem
pública ao atirarem panfletos para o chão. Afinal, eram cartas dirigidas
a Wu Bangguo, passadas aos jornalistas. Há relatos de repórteres a
denunciar que os agentes lhes tiraram essas cartas, o que provocou uma
violenta reacção Associação dos Jornalistas de Macau, que denuncia um
“ataque profundo à liberdade de imprensa”. A Associação dos Jornalistas
de Língua Portuguesa secunda o protesto, aguardando explicações das
autoridades.
Paulo Rego
A
Polícia Judiciária (PJ) deteve ontem à tarde Jason Chao, Lei Kin Iun, e
Leong Sek, quando por volta das 16h00, à porta da Torre de Macau,
tentavam entregar a Wu Bangguo uma carta que, mencionando casos de
corrupção, pedia eleições directas para a Assembleia Popular Nacional
(ver caixa). A Polícia Judiciária confirmou ao fim da tarde a detenção
de “três indivíduos, que estão a ser interrogados e devem ser ainda hoje
libertados”, tendo a porta voz da PJ alegado que os três detidos
estavam “perturbar a ordem pública”, porque estariam a “atirar papéis
para o chão”. Versão negada pelo presidente da Associação Novo Macau,
solto por volta das 21h00 da noite. “Nunca atirei nenhum papel para o
chão; tiraram-me impressões digitais na esquadra, onde fui tratado como
um criminoso, partiram a minha câmara fotográfica e apagaram o ficheiro
de fotos. Vamos agir legalmente por todas as vias que pudermos contra
esta sério abuso da liberdade de expressão e ataque aos direitos
humanos.”
Jason
Chao e os dois activistas que o acompanharam tentaram entrar na Torre
de Macau para entregar a carta ao presidente do Comité Permanente da
Assembleia Popular Nacional, segunda figura de Estado e alvo de um
apertado mecanismo de segurança. Jason Chao esclarece que estava
credenciado no Gabinete de Comunicação Social para o evento, enquanto
director do “Macau Concealers”, uma publicação humorística na internet.
Estratégia, essa, que saiu furada, pois não lhe foi permitida a
entrada. De acordo com repórteres no local, ouvidos por este jornal,
jornalistas chineses começaram então a sair dentro do recinto para virem
ter com os activistas. Nesse momento, surgiram alguns agentes da
Polícia Judiciária, à paisana, que rapidamente arrastaram Jason Chao e
Lei Kin Jun para dentro de um carro, também esse não identificado como
sendo da polícia.
Jason
Chao relatou ao PONTO FINAL que foi posto numa cela “em regime de
solitária”, mas nunca tendo sido interrogado. “Falaram comigo, mas
apenas para dizer que teria de estar ali; não fizeram perguntas, não
tinham nada a investigar e não me acusaram de nada”. Lei Kin Iun e Leong
Sek passaram as cinco horas juntos, noutra cela, contou o presidente da
da Novo Macau, visivelmente nervoso com o acontecido, cerca de meia
hora depois de ter sido libertado.
Cartas tiradas a jornalistas
O
incidente não se ficou pela detenção dos três activistas. No momento em
que estavam a ser detidos, passaram a alguns jornalistas a carta que
não conseguiram entregar a Wu Bangguo. E a polícia tentou então retirar
as das mãos dos repórteres.
Rui
Cid, jornalista da Rádio Macau, descreve os momentos que viveu no
local: “Os jornalistas estavam já dentro do átrio da Torre mas, de
repente, começo a ver movimentações para o exterior. Quando cheguei lá
fora, vi a polícia a arrastá-los [Jason Chao, Lei Kin Iun] para dentro
do carro. Não percebi logo o que se tinha passado, nem sequer que eram
polícias, porque não estavam fardados. Mas presumi… Confesso que não os
vi a entregar as cartas, mas vi-as depois na mão de alguns jornalistas; e
vi também pelo menos uma agente a tentar tirar a carta a uma
jornalista. Nesse caso, não conseguiu, mas outros jornalistas começaram a
queixar-se de que lhes tinham tirado as cartas (ver conteúdo da carta
na caixa).
Confrontada
estes relatos, a porta-voz da Polícia Judiciária alegou ter havido um
mal entendido: “Como os detidos tinham atirado os papéis para chão, os
agentes pensaram que as outras pessoas as tinham apanhado para ajudá-los
a limpar o chão dos panfletos. Não sabiam que eram jornalistas…”
Versão,
essa, claramente contraditória com a dos jornalistas. De resto, as
imagens televisivas ontem transmitidas pelo Canal Macau da TDM eram
esclarecedoras. No momento em que eram arrastados pelos agentes, viu-se
pelo menos Lei Kin Iun a tentar entregar umas folhas aos jornalistas
mais próximos – e não a atirá-las para o chão.
“Totalmente inaceitável”
A
Associação dos Jornalistas de Macau reagiu ontem à noite, considerando
“totalmente inaceitável e insuportável” o facto de terem sido “retiradas
a alguns jornalistas as cartas que lhes tinham sido entregues pelas
pessoas detidas”. Atitude que “ataca profundamente a liberdade de
expressão”.
Os
jornalistas chineses no local garantiram à sua associação que “estavam
todos devidamente identificados” com a credencial de imprensa que lhes
permitia reportar a visita de Wu Bangguo. “Pelo contrário”, salienta o
comunicado, “aqueles polícias, sem uniforme, nunca se identificaram, e
ainda “tentaram impedir os jornalistas de tirar fotografias”.
A
associação classifica atitude dos agentes policiais como “uma forma
absolutamente indelicada de interferir com a liberdade de imprensa e
impedir que os Media cumpram a sua obrigação de reportar”. E espera que
“a polícia abra uma investigação sobre este acidente”, produzindo “ uma
explicação razoável para o tratamento ofensivo que teve com os
jornalistas”. Caso contrário, conclui, “duvida-se que sejam capazes de
garantir que não abusam do seu poder, quer com os jornalistas quer com
os cidadãos em geral”.
A
direcção da Associação dos Jornalistas de Língua Portuguesa e Inglesa
de Macau manifestou também ontem à noite, numa curta declaração, a sua
preocupação: “Registamos com preocupação os acontecimentos e entendemos
que a acção das autoridades policiais deve ser cabalmente explicada. A
liberdade de informação é um direito consagrado na Lei Básica e, por
sinal, assinala-se hoje o 20º aniversário da sua publicação”.
Carta que não chegou a Wu Bangguo
Exigir a Wu Banggguo a alteração da lei eleitoral e a implementação do sufrágio universal para a Assembleia Popular Nacional.
Houve
recentemente dois casos de corrupção eleitoral [na China]; um deles
relativo à eleição por via indirecta, e o outro ligado a Shen Jilan, de
84 anos, eleita para a Assembleia Popular Nacional da China pela 12ª vez
(delegada da aldeia de Xigou, no sudoeste da província do Shanxi).
Huang
Yubiao distribuiu 320 sacos envelopes vermelhos (tipo lai si), cada um
deles contendo inicialmente mil patacas. Os montantes foram depois
aumentados e chegaram a atingir 2 mil patacas, tendo com isso sido
eleito delegado da Assembleia Popular Nacional na província de Hunan.
Shen
Jilan foi mais uma vez eleita delegada da Assembleia Popular Nacional
da China pela 12ª vez. É a única delegada que vem sendo reeleita desde
primeira sessão do Assembleia Popular Nacional, através de um sistema
eleitoral que muitos consideram ridículo.
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Posted: 24 Feb 2013 05:14 AM PST
Andreia Sofia Silva – Hoje Macau
No
segundo dia da sua visita oficial, o presidente da Assembleia Popular
Nacional falou da importância que a Lei Básica tem para a continuação do
bem-estar económico de Macau. Nas palavras ditas para uma plateia
cheia, Wu Bangguo lembrou os números do sucesso financeiro, disse que o
bem-estar da população é fundamental e lembrou que a China vive uma fase
“sem paralelismos com qualquer outro período da história”
O
relógio passava das nove horas da manhã quando o auditório do Centro
Cultural de Macau (CCM) começou a encher-se com personalidades do meio
politico e social de Macau. Estavam lá todos para assistir ao segundo
dia de iniciativas de comemoração dos 20 anos da criação da Lei Básica,
bem como a presença do presidente da Assembleia Popular Nacional (APN),
Wu Bangguo, cuja visita oficial termina hoje.
O
seu discurso só chegou depois das palavras do Chefe do Executivo, Chui
Sai On, mas o tom foi semelhante, pautado pelos factos que comprovam o
sucesso económico do território. “Apraz-me ver a vitalidade,
estabilidade e harmonia da sociedade”, disse, sem esquecer o
“desenvolvimento paralelo ao interior do país”.
“A
economia de Macau tem beneficiado do crescimento mais acelerado da sua
história, e a própria cidade mudou radicalmente a sua fisionomia. (…)
Verificou-se um crescimento económico seis vezes superior e prevê-se que
haja um aumento de 10% no Produto Interno Bruto (PIB). O rendimento
individual dos cidadãos de Macau também duplicou”, disse Wu Bangguo, que
lembrou ainda a criação “pela primeira vez de um regime de acção social
que beneficia toda a população”. Algo que “tem contribuído para uma
melhor qualidade de vida. A sociedade é harmoniosa, os cidadãos vivem
felizes e tudo aponta para um futuro promissor”.
Capitalismo vs Socialismo
O
presidente da APN admitiu “o pleno reconhecimento dos resultados que
Macau tem conseguido ao longo dos últimos 13 anos”. E frisou o mais
recente congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), onde ficou definida
a nova liderança chinesa, com Xi Jiping à cabeça. Com isso, a China
“entrou numa nova fase de uma sociedade moderna próspera, sem qualquer
paralelismo com outro período da história”.
Neste
jogo, Macau assume um papel dominante. “Está na melhor fase da sua
história. Vamos esforçar-nos para a construção de uma melhor Macau, na
modernização do nosso país e na revitalização da nação chinesa”.
Quanto
ao principio “um país, dois sistemas”, Wu Bangguo disse que o Governo
central “acredita que ao permitir o capitalismo nessas regiões (RAEM e
RAEHK), favorece o desenvolvimento do socialismo”.
Assim,
dentro da China “unificada pratica-se o socialismo no corpo social do
Estado, e o capitalismo em Hong Kong e Macau. Esta é uma enorme inovação
sem exemplos anteriores”, algo que constitui “uma parte muito
importante na revitalização da nação chinesa”, disse Wu Bangguo.
Quanto
à Lei Básica, o presidente da APN disse que é preciso continuar a
“salvaguardar os poderes das autoridades centrais, manter o alto grau de
autonomia da RAEM e (garantir) que os poderes possam ser realizados,
materializando a boa governação”. “O Governo da RAEM tem vindo a cumprir
escrupulosamente a Lei Básica e tem vindo a comprovar a verdadeira
convicção do camarada Deng Xiaoping sobre a viabilidade completa de “um
pais, dois sistemas. Ambos têm a mesma meta: tornar o pais mais forte,
enriquecer o povo e revitalizar fortemente a nação chinesa.”
Chui
Sai On defende reforço institucional. A cerimónia ocorrida na manhã de
ontem contou ainda com a presença do Chefe do Executivo, que referiu que
“é necessário reforçar mais o aperfeiçoamento do sistema institucional
da RAEM, com insistência na Lei Básica”. Mas Chui Sai On admitiu também
que “partindo da situação real de Macau, proceder-se-á à elaboração e
aperfeiçoamento dos respectivos diplomas legais de Macau”, sem esquecer
“o fortalecimento da equipa dos funcionários públicos” e a necessidade
de “intensificar cada vez mais a capacidade de administração”, segundo a
lei. Chui Sai On frisou ainda a necessidade de continuar a divulgar a
Lei Básica junto da população, ideia muito referida nos discursos da
manhã de ontem. Na mesma ocasião, o presidente da Associação da
Divulgação da Lei Básica de Macau disse algumas palavras.
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