quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

ruy belo

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

AÇORIANOS NAS BERMUDAS

ESCRITORES TIMORENSES

Posted: 25 Feb 2013 12:31 PM PST



TDI – MAG – Lusa, com foto

Póvoa de Varzim, 25 fev (Lusa) -- O escritor timorense Luís Cardoso apelou, em entrevista à Lusa, a um maior investimento, por parte do Governo de Díli, nos novos autores daquele país, criando encontros e apoiando viagens ao exterior.

Luís Cardoso acredita que poderiam ser organizados encontros de escritores em Timor-Leste, à semelhança do que se realiza em Portugal, na Póvoa de Varzim, com as Correntes d'Escritas, mas os próprios autores podiam ver financiadas viagens ao estrangeiro para participarem em eventos literários.

"O Governo timorense tem de apostar nessas pessoas que estão a começar a escrever. Estes encontros são muito importantes para eles", afirmou o escritor radicado em Portugal há décadas, e que lançou recentemente "O Ano em Que Pigafetta Completou a Circum-Navegação" sobre o cronista que acompanhou a viagem de Fernão de Magalhães.

A história do livro é, também, um paralelo com "a circum-navegação que Timor fez nos últimos tempos, e que concluiu com a independência", de forma "trágica, mas com um final feliz".

Luís Cardoso pretende mostrar à filha, de três anos, o país de onde vem, apesar dos problemas de saúde que o impedem de regressar como pretenderia. Para ela, Timor-Leste é a terra do pai, "onde existem muitos crocodilos".

O autor encara a situação atual de Timor "com alguma apreensão", devido ao "momento histórico de construção do Estado", que classifica como "frágil", apesar do dinheiro proveniente do fundo petrolífero que espera que seja utilizado "de forma racional".

A finalizar o novo livro, Luís Cardoso continua a manter como ambição a escrita de uma história de Timor como se de uma Bíblia se tratasse, obra que o continua a fascinar e que serve de referência, tendo sido o primeiro que leu.

Da Bíblia nasce a atenção que dá à primeira frase de qualquer livro, uma vez que considera não haver melhor começo do que "E no princípio era o Verbo", um início que conduz o resto de qualquer texto.

BOLETIM fle 25FEV2013




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Educação a Distância
Formação e Aperfeiçoamento

Pouco a pouco...transformando a educação!
Associada a ABED
(Associação Brasileira de Educação a Distância)


Introdução as Artes Visuais
Pequena História da Arte
100 horas
Formação Continuada a Distância

Autora e Professora:  Nancy Rabello
Valor R$ 120,00
Promoção Gpec Forma = R$ 90,00
PRORROGADA
Inscrições Abertas

Para conhecer o conteúdo completo deste curso e/ou  realizar a sua inscrição se quiser – clique no link abaixo:


Descrição
A escola e a educação formal  tem muitos objetivos a serem atingidos durante a permanência de crianças e jovens nas salas de aula, cabe, portanto  a cada escola , a cada diretor,  e coordenador , criar estratégias para que o conhecimento possa atingir os objetivos propostos por cada estabelecimento de ensino.

Trazer a arte como  um aliado, para desenvolver diferentes conteúdos, estará dando aos nossos alunos, um novo modo de aprender, possivelmente mais prazeroso, menos denso, mas não menos aprofundado , isso significa trazer para o aluno , um novo olhar e dar lhes novas maneiras de trabalhar com diferentes conteúdos , no seu percurso acadêmico.


Objetivos

- Apresentar a história da arte no mundo e no Brasil;

- Gerar possibilidades dos professores utilizarem a arte como parte integrante nas suas atividades curriculares;

- Dar subsídios teóricos sobre os conteúdos teóricos da arte na educação.

Público
Pedagogos, psicopedagogos, professores, educadores, coordenadores pedagógicos, diretores de escolas, pais, estudantes de pedagogia e licenciaturas, estagiários na área de educação, , terapeutas ocupacionais, arteterapeutas, arte-educadores, psicólogos, estudantes de psicologia  e  demais profissionais interessados em aprimorar seus conhecimentos sobre o assunto. 

Temas abordados

- Conceituação dos termos Arte
- Educação, Arte na educação
- Criatividade
- Comentários dos PCNs da Arte
- Importância da arte no contexto histórico
- A importância da história da arte no contexto educacional
- Incentivando o ser criativo
- Pequena história da arte: Inter-relação entre os movimentos artísticos e seus representantes.

·       Arte rupestre
·       Arte indígena
·       Arte egípcia
·       Arte grega
·       Arte na idade media
·       Renascença
·       Barroco
·       Neo classicismo
·       Romantismo
·       Realismo
·       Impressionismo
·       Expressionismo
·       Surrealismo No Brasil
·       Arte europeia no Brasil
·       Influencia portuguesa
·       Influencia holandesa
·       Barroco
·       Neo classicismo
·       Romantismo
·       Realismo
·       Impressionismo
·       Expressionismo
·       Surrealismo
Possibilidades entre os conteúdos curriculares e as artes visuais.

Autoria - Coordenação e Tutoria
Autora e Professora Nancy Rabello de Barros Trindade


FORMAÇÃO ACADÊMICA

Superior 1971 a 1975 - Pontifícia Universidade Católica – Pedagogia / Deficientes em Áudio Comunicação

ESPECIALIZAÇÃO

Pós-graduação 1981 a 1983- Instituto Sedes Sapientiae - Psicopedagogia Clínica 
Pós-graduação – 2003 a 2004 - Faculdade Mozarteum de São Paulo - Arte Terapia
Mestrado – 2006 /2008  Universidade Presbiteriana MackenzieEducação, arte e História da Cultura






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PRÉMIO SPA ENTREGUE HOJE

Ivan Lins  recebe, no dia 25 de fevereiro,  o prêmio autor internacional atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores


Acompanhe a entrevista de Ivan Lins, em Lisboa, aqui  

http://www.spautores.pt/comunicacao/videos-2?v=ivan-lins

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

açores o falhanço

O grande falhanço!

A par da saúde, o sector do turismo é um dos maiores falhanços da nossa Autonomia.
O sector que iria ser a alternativa (ou o complemento) da agro-pecuária, na diversificação da riqueza açoriana, tornou-se num autêntico pesadelo para quem nele apostou legitimamente.
Podem-se atribuir as mais variadas causas a este insucesso, mas há uma que é inquestionável: a falta de uma orientação estratégica consistente e altamente profissional.
Acreditou-se que a atribuição de muitos milhões, a fundo perdido, era razão suficiente para o sector fazer caminho por si próprio.
Estimularam-se os investidores e criaram-se expectativas demasiado altas, sem se curar de saber as consequência e as alternativas a eventuais insucessos.
Os últimos seis anos foram mesmo de uma grande desorientação, sem um fio condutor que nos trouxesse a valia económica tão prometida em estudos, seminários, conferências, promoções, planos e outros documentos mirabolantes.
Era tudo facilidades.
Em meados de 2008 foi criado aquele que era considerado o documento mais ambicioso alguma vez para o sector, o POTRAA (Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores), tão optimista, tão optimista, que poderia ser assinado pelo ministro Vítor Gaspar, porque não acertava com nenhuma previsão.
O Plano previa – imagine-se – taxas de crescimento anuais do turismo de 7%, quando já naquele ano o turismo descia 5% e, em 2009, teve um trambolhão de 11%.
Foi o documento por água abaixo, apesar de ainda vigorar por aí, assim como um outro, denominado “Plano de Marketing Estratégico”, que promovia a “Marca Açores”, de que nunca mais se ouviu falar, e ainda o célebre “Plano de Promoção Turística”, de 2010, que previa mais de 30 milhões de euros para a promoção.
No mesmo ano, uma resolução do governo concedia 10 milhões de euros às associações sem fins lucrativos na comparticipação de projectos de interesse público na área do turismo.
Não faltavam milhões.
Até o portal de turismo, a página oficial do sector na internet, foi adjudicado a duas empresas diferentes em 2010 e 2011, custando à região mais de 320 mil euros.
O primeiro tinha erros de informação de bradar aos céus e o segundo parece que não teve melhor sucesso.
Ambos estavam enquadrados numa candidatura a fundos comunitários de quase 1 milhão de euros, destinados à promoção dos Açores.
Entretanto, mais estudos encomendados.
O Observatório de Turismo dizia, com base num destes estudos, que a nossa salvação estava no segmento do Turismo de Saúde e Bem-Estar.
Mais tarde apontava para o Turismo Religioso.
Depois fez um outro, onde se concluía que o golfe não se encontrava entre as preferências dos turistas.
Conclusão para os três: no Turismo de Saúde, se os turistas idosos souberem do descalabro que vai pelos nossos hospitais, nunca mais põem os pés cá; no Religioso, tivemos há três anos a presidir às Festas do Senhor Santo Cristo o Cardeal de Boston, que regressa de novo este ano, e o melhor atractivo que demos aos turistas americanos foi aumentá-los as passagens; no golfe, os campos de S. Miguel foram “regionalizados”.
Ou seja, tudo ao contrário.
Outra história semelhante: há uns anos atrás trouxeram a um seminário sobre turismo, na Universidade dos Açores, um “guru” americano, Jafar Jafari, professor da Universidade de Wisconsin e consultor da Organização Mundial de Turismo.
Quando lhe perguntaram o que fazer para atrairmos o turista americano, respondeu: “A primeira grande ajuda é conseguir chegar aos principais operadores turísticos americanos. Mas, desde logo, uma das grandes lacunas dos Açores em relação aos EUA, é a dos voos directos, que têm de ser aumentados, pois esta será também uma grande ajuda”.
O que fez a região?
Promoveu os Açores nos táxis de Boston, retirou o voo directo do aeroporto de Providence e aumentou as tarifas!
Depois, a SATA veio dizer que o mercado da América do Norte é “estratégico”.
Em quê? Só se for na exploração dos emigrantes açorianos.
Nesta questão dos mercados, a desorientação é ainda mais incompreensível.
A operação de Munique foi um desastre deficitário, a Escandinávia é cada vez mais uma miragem, anunciou-se em 2011 uma operação turística dirigida ao mercado belga para o verão de 2012, que deveria proporcionar 28 mil dormidas, lançou-se um pacote turístico em 2011 “Tudo incluído 5 dias”, agora há outro para visitar quase todas as ilhas em menos de uma semana...
O fomento da hotelaria foi outra desorientação.
Houve hotéis que, espantosamente, na cerimónia de inauguração, já anunciavam o seu encerramento temporário para 15 dias depois.
Hoje, é o que se vê: hotéis que estão a encerrar nos Açores e, no Continente, 27 vão abrir este ano (duas inaugurações por mês).
O “Hotel voo incluido” serviu para dividir agentes de viagens, hoteleiros e câmaras de comércio.
Em todo este decurso, o turismo nacional e mundial continuou sempre a subir (aumento de 4% no ano passado e previsão de 3 a 4% este ano).
E nós, sempre a descer.
Já se experimentou de tudo, até nomear Pedro Pauleta “Embaixador do Turismo dos Açores”.
Causas para a decadência?
Já ouvimos de tudo no discurso oficial: uma vez é porque não temos “notoriedade suficiente”, outras porque há uma “acentuação da sazonalidade” e a última é por causa da “crise no Continente”.
Já não sei o que diga.
Citando o meu amigo Gilberto Vieira, da Quinta do Martelo, “algo vai muito mal no reino dos abexins”...

Pico da Pedra, Fevereiro 2012
Osvaldo Cabral

o papa e os sinais dos tempos

in diálogos lusófonos
O Papa Bento XVI e os Sinais dos Tempos
Do Perigo dos Talibans da Opinião e dos Monopolistas da Verdade
O ser (o Bem) é mais que o valer (Valores)
                               
António Justo
Impossibilidade dum Papa à la Carte.
Ser Papa implica ter um perfil impossível de conciliar com dogmatismos tradicionalistas ou progressistas. Os progressistas parecem querer fazer do catolicismo o que os evangélicos já são e os conservadores parecem ignorar o facto que o mundo segue aqueles que o mudam. A realidade apresenta diferentes perspectivas de avaliação. É impossível conseguir um papa à medida dos diferentes interesses de pessoas e grupos que exigem dele ser o seu peixe sem espinhas. Uma instituição exerce poder, por natureza, sendo como tal injusta na perspectiva individual; o mesmo se dá com o indivíduo ao exigir uma instituição à sua medida, quando a instituição terá de ser tecto para todos com as suas diferenças (o mesmo dilema se encontra entre a lei constitucional e a lei forense). Como é impossível ter um Papa à medida de todos mas, possivelmente, à medida do todo, há na Igreja as diferentes igrejas e responsáveis inseridos em diferentes situações éticas, étnicas e políticas; mas todos numa atitude de obediência a Jesus e de abertura ao Espírito Santo. Ser Papa (servo dos servos) significa seguir a cabeça da Igreja que é Jesus e estar atento ao Espírito Santo que se expressa em todo o lugar dentro e fora da Igreja. Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome lá estarei eu no meio deles (Mt 18,20). Neste grande corpo somos todos irmãos embora com diferentes carismas e missões, a serem respeitados. O magistério do Papa tem um caracter constitucional (constituição viva) mas tem de ser interpretado pelas comunidades locais num ambiente de tolerância recíproca superadora da arrogância dogmática do criticador e do criticado, à luz do E. Santo. Observa-se também na eclésia, entre membros e instituição, um discurso, por vezes, mais orientado para a divergência do que para a convergência. Este é um estilo machista baseado na concorrência que, em vez de tentar unir as pessoas, propaga um jogo não criativo de uns contra os outros, como se o Mestre não estivesse no meio deles. A igreja é de todos os pecadores, sejam eles tradicionalistas ou conservadores, papas, teólogos, doutores, pastores ou rebanho. O Espírito sopra em toda a seara.
A Igreja precisa de rejuvenescimento
Bento XVI, o teólogo na cadeira de Pedro, merece todo o respeito pelo passo corajoso da sua renúncia. Esta não foi uma decisão instantânea até pelo facto de, contra o habitual, não terem sido programadas viagens papais para o ano de 2013. Um Papa é eleito vitaliciamente mas o direito canónico dá-lhe o direito de renúncia. Com o seu gesto de resignação, Bento XVI dá oportunidade a um “recomeço”, numa Igreja que se entende como “semper renovanda”.
Bento XVI nem sempre sintonizou com certas manifestações do século XXI, também porque algumas delas (absolutização do individualismo e redução da pessoa a mercadoria) afectam os fundamentos do cristianismo.
Toda a pessoa está sujeita ao envelhecimento biológico e ao envelhecimento social; biologicamente, a nível de gerações e socialmente porque o mundo/sociedade em que vivemos não pára e até nos chega a ultrapassar.
A eleição dum novo Papa será uma oportunidade para a Igreja estar atenta aos sinais dos tempos sem se deixar sorver pelo remoinho do espírito do tempo. Numa altura em que a sociedade ocidental se abre cada vez mais aos valores da feminidade seria oportuno repensar-se novas funções da Igreja para a mulher (Diaconado!); também no que respeita aos divorciados que queiram casar novamente, neste sentido seria uma boa altura para alargar os factores que justificam o anulamento dum casamento, etc. No século XXI seria uma das suas grandes missões o fomento não só do Adão (masculinidade) mas também da Eva (feminidade) como maneira de estar também na instituição.
Salvo erro, na época que atravessamos, penso que a eleição dum Papa africano ou asiático corresponderia, mais uma vez, à antecipação da Igreja (através do Paráclito) em relação ao decurso da História.
No pontificado de Bento XVI sobressai a intelectualidade/teologia
Bento XVI é um intelectual, fiel a si mesmo e à eclésia e coloca-se, com a sua renúncia, mais próximo do povo. “As minhas forças em consequência da minha avançada idade (85 anos) já não são razoavelmente apropriadas para exercer o serviço de Pedro”.
A primeira preocupação do seu pontificado foi a acentuação do amor. Neste sentido escreveu a encíclica “Deus é Amor” (Deus caritas est) apelando à fé no amor (característica cristã) que é também eros e caridade.
A sua segunda preocupação foi a Verdade. Contra o relativismo corrente, afirma que é no cristianismo onde a verdade se pode reconhecer melhor. Na encíclica "esperança cristã" (Spe salvi) apresenta a fé como esperança. A sua encíclica social “caridade em verdade” (Caritas in Veritate) versa vários temas socioeconómicos e a crise económica e financeira.
Também esclareceu que opiniões mesmo institucionais estão sujeitas aos condicionalismos (manifestações) do tempo. As reacções estão muitas vezes determinadas pelo tempo mas o que importa é a atitude de fundo que prevalece.
Admoestou todos os cristãos, católicos e não católicos, a estarem atentos ao essencial. “Deus actua silenciosamente” (baixinho, discretamente).Teólogos protestantes louvaram os livros de Bento XVI sobre Jesus, afirmando que eles também poderiam ter saído duma pena protestante. Bento XVI é certamente o maior teólogo do nosso tempo, e de grande relevância para uma reflexão comum, como reconhecem também altos dignatários evangélicos. Também seria pertinente que os construtores da União Europeia lessem atentamente os seus escritos, devido à sua pregnância cultural, e aos perigos que esta corre e que ele admoesta a evitar. O Cristianismo (Igreja Petrina) é a mãe da Europa e duma globalização a ser realizada em serviço do Homem e não apenas em serviço da economia.
O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, antigo pastor evangélico, reagiu à sua renúncia dizendo „A sua fé, a sua sabedoria e a sua humildade humana impressionou-me profundamente”.
A sua aura foi enevoada com o escândalo de abusos, Vati-leaks-Affäre, com os documentos roubados da sua secretária e com o drama da irmandade Pio XII. Procurou conciliar a liturgia pós-conciliar com a anterior e assim superar a separação com os tradicionalistas em torno de Marcel Lefebvre (irmandade Pio X). A sua preocupação principal foi a união da igreja (impedir a formação duma igreja retrógrada - a irmandade Pio X) e apelar à renovação interior das pessoas; empenhou-se na defesa dum mundo de valores humanos globais, da ecologia e da mudança social; ele lamentou o pecado na Igreja pedindo perdão. Embora não tenha sido um reformador estimulou os crentes a ocuparem-se com as consequências do mundo moderno. Bento XVI foi um mártir do silêncio. “Eu sou apenas um simples pequeno trabalhador na vinha do Senhor”. A História reconhecê-lo-á como um padre da Igreja que dedicou toda a sua vida à pergunta de Deus; da resposta a ela depende a subsistência duma civilização.
Os Talibans da Opinião
A Igreja tal como o ser humano é santa e pecadora. Somos portadores da gene divina e da gene “diabólica” tanto a nível individual como institucional. O problema da arrogância tanto institucional como individual vem da propensão para a autoafirmação/individuação à custa de alguém; por trás duma crítica destrutiva ou duma afirmação absoluta esconde-se um grande ego que se branqueia, esquecendo o aspecto negativo da própria gene. Daqui resulta uma crítica destrutiva, exclusivista que esquece o aspecto complementar de tudo o que é real, não notando que a certeza com que se condena o adversário tem o mesmo fundamento do que se condena ou defende e o mal e o bem que se encontra no outro se encontra latente em nós também. 
Por vezes predomina a maldade do julgamento e a absolutização da própria opinião perante a razão. Muitos papitas aproveitam-se do que acontece no vaticano para vociferar contra o Papa identificando a Igreja e o Papa com o Vaticano. Forças políticas e económicas, da globalização estão interessadas em enfraquecer a voz da primeira organização global que manifesta a voz de quem não tem voz; interessa-lhes ter o povo indefeso à disposição sem alguém que lhes leia os Levíticos. Uma instituição com a missão de garantir a continuidade dos valores fundamentais não poderá agradar nem a tradicionalistas nem a progressistas, nem tão-pouco ao turbocapitalismo e às ideologias. A sua missão é mediadora no seguimento humilde do Espírito.
A Igreja petrina terá de continuar a assegurar a memória de Cristo e de viver na convergência, a exemplo do seu Mestre, para poder garantir a continuidade. Espera-se da Igreja o discernimento de distinguir entre o espírito (o bem) e os valores, entre o ser e o valer. Facto é que o espírito/o bem é e os valores valem. O espírito é eterno e permanente, os valores são circunstanciais, limitados. O espírito, o bem (o ser) é mais que o valor (o que vale moralmente). O que vale aqui (ocidente) pode não valer acolá no oriente. Os valores estão ao serviço do ser, da felicidade. Bento XVI actuou no sentido duma ética do ser, uma ética da convergência. A crítica positiva ou negativa ao seu actuar tem mais a ver com posições legítimas mas que não podem ser dogmáticas nem infalíveis; ao contrário do que se observa na expressão pública.
Na vida real primeiro vem o comer e só depois o dever. A moral (dever) não pode porém ser subjugada ao comer, ao espírito do tempo que julga tudo pela onda (situação) em que se encontra envolvido, fazendo dela um dogma. A polarização e o ecletismo não levam a nenhum lugar, o que importa é a síntese. Neste sentido Bento XVI usa um discurso modesto e irénico (conciliador, integrador) e não apologético dialético. Há muito que aprender dele.
A vacância papal.
A vacância papal começa no dia 28 de Fev. às 20 horas. O conclave dos cardeais será convocado para Março. Bento XVI recolher-se-á no mosteiro carmelita do vaticano. O novo Papa será eleito pelos cardeais (120) que ainda não atingiram os 80 anos de idade. O Papa para ser eleito terá de conseguir dois terços de todos os votos.
Especulações de possíveis cardeais papáveis fazem referência aos cardeais: Peter Turkson do Gana, Francis Arinze da Nigéria, Otto Schrerer do Brasil, Marc Quellet do Canadá e Ângelo Scola da Itália.
Resta esperar que os cardeais reunidos em conclave se abram ao Espírito Santo, conscientes de que a Igreja não é o Vaticano, mas que o Vaticano tem muita responsabilidade, não se podendo deixar  subjugar por interesses de poder ou de facções.
António da Cunha Duarte Justo
Teólogo e Pedagogo

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Atividade nos últimos dias:
O espaço Diálogo_Lusófonos tem por objetivo promover o intercâmbio de opiniões
"Se as coisas são inatingíveis... ora!/Não é motivo para não querê-las.../
Que tristes os caminhos se não fora/A mágica presença das estrelas!" Mário Quintana
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Tradução de mensagens :translate.google.pt/
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Galiza início do séc XX


artur alonso novelhe escritor galego

http://www.pglingua.org/noticias/entrevistas/5415-alonso-novelhe-escritor-a-tematica-de-adelaida-e-estendivel-aos-coracoes-de-todos-os-cidadaos-do-planeta

timor lorosae notícias 25 fev 2013

TIMOR LOROSAE NAÇÃO - diário


Posted: 24 Feb 2013 04:25 PM PST



“UM AMIGO ABSOLUTAMENTE DEVOTO A TIMOR”

SBS, com foto Andrew McNaughtan Foundation

Nesta quinta-feira aconteceu em Sydney a oitava edição da Palestra Anual em memória do doutor Andrew McNaughtan.

Ele morreu aos 49 anos, um dia após a abertura oficial da primeira embaixada de Timor-Leste na Australia.

Andrew McNaughtan foi um ativista importante e atuou fortemente no movimento de solidariedade com Timor-Leste na Austrália.

James Dunn, de 85 anos, e que foi cônsul-geral da Austrália em Dili, ainda nos anos 60, sob o período colonial português, também uma voz importante para a independência de Timor-Leste, foi o palestrante da noite em memória de Andrew McNaughtan.

Jefferson Lee, organizador do evento e dirigente da AETA - Australia East Timor Association, disse que Andrew McNaughtan era um herói australiano e deveria ser sempre lembrado como tal.

*Título com alterações TLN

Posted: 24 Feb 2013 04:22 PM PST



CJITL - Sesta-Feira, 22 husi Fevereiru 2013

Dili, Director Ensinu sekundaria Finatil Aimutin Dili, Salvador Alves  hateten oras ne;e dadaun preokupa  hela ho livru referensias hodi hanorin alunus tanba tuir nia katak livros hirak nebe oras ne’e dadaun iha ba primeiro ano deit.

“Ami nia preokupasaun durante ne’e maka  livros referensias hodi hanorin, antes ne’e ba primeiro ano  ami hetan ona maibe segundo ano seidauk iha”dehan Salvador Kinta (21/02)iha nia kna’ar fatin ES aimutin Dili.

Konaba livro nebe seidauk iha nia parte hat’o tiha ona ba iha orgaun nebe kompetente atu nune’e oinsa bele buka meios oinsa atu nune’e bele fo ba iha eskola refere hodi nune’e bele hadia liu tan prosesu aprendizajen.

Iha fatin nebe hanesan  estudante Juvelina Maria Madeira  hateten nia sentri  triste wainhira udan tau tanba bele preojudika sirania prosesu aprendizajen.

“Ami  husu ba iha Ministeriu Edukasuan atu  bele tau matan mai ami nia eskola tuir nesesidade ne’ebe ami nia mestri sira presiza no mos alunus sira nia preokupasaun” Estudante ne’e hateten. 

Eskola Sekundaria Publika Finantil iha salas hamutuk 15 ho total alunu hamutuk na’in 1.358 no professores hamutuk 54. (CJITL/Oland)

Posted: 24 Feb 2013 02:30 PM PST



ETLJB 24 February 2013 - Following a series of incidents at the border between the East Timorese enclave of Oecusse and the Indonesian provice of Nusa Tenggara Timor over the last few months, including clashes between communities, the assault and murder of an East Timorese man and unknown groups running amok, Indonesian and East Timorese officials have met to discuss enforcing security along this particularly porous section of the international border.

The Jakarta Globe has reported (20/02/2013) on a meeting that was held on 19 February 2013 between officials from both countries to discuss enforcing security along a particularly porous section of their shared border.

Felixiano da Costa, the Timor Leste consul in Kupang, conceded that the situation on the border between Oepoli ward in Kupang and Oeccuse ward in Timor Leste was "quite complex" as it entailed longstanding cultural and family ties.

Ayub Titu Eki, the Kupang district head, said that due to the border splitting a community that for decades had lived together, simple enforcement of border integrity was not the best solution for addressing the high number of unauthorized crossings, intermarriages, social interactions and even property transactions.

"We can't rely just on the prevailing rules and regulations to resolve this border problem," he said. "We have to ensure that families split by the border can still meet one another."

The Oepoli-Oeccuse border runs through farmland along the Noel Besi River that is technically considered terra nullius — a Latin term meaning "land belonging to no one."

Residents living there continue to freely pass between the two countries.

"For instance, there are cases of Oepoli residents farming in Oeccuse, and vice versa,"  Ayub said.

"You also get people from one side getting married to someone from the other side, and similarly people who die in the area are sometimes buried on the other side of the border." Source: The Jakarta Globe 20/02/2013, ETLJB. Edited by Warren L. Wright

Posted: 24 Feb 2013 02:05 PM PST



Medida foi anunciada pelo Conselho de Segurança, nesta sexta-feira; país vive clima de impasse político desde o golpe de 12 de abril que destituíram o presidente interino e o primeiro-ministro.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.* - 22.02.13

O Conselho de Segurança da ONU anunciou a renovação do mandato de um Escritório Integrado na Guiné-Bissau.

A resolução 2092, adotada por unanimidade, dá mais três meses de funcionamento da presença da ONU na nação de língua portuguesa, do oeste da África. A renovação foi recomendada pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon, no relatório sobre a situação do país, em janeiro. O fim do atual mandato tinha sido previsto para 28 de fevereiro.

União Africana

A Guiné-Bissau vive um impasse político desde o golpe de 12 de abril que deu início a um governo de transição. Ainda este mês, o novo chefe do Escritório da ONU em Bissau, José Ramos Horta, chegou ao país para ajudar nos esforços de paz e estabilização.

Nesta entrevista à Rádio ONU, o embaixador da União Africana junto às Nações Unidas, Téte António, falou do impacto da renovação do mandato.

"É uma continuação e, é importante que as Nações Unidas estejam no terreno tal como nós estamos. Temos uma parceria nesta questão, tivemos uma missão conjunta com a Cedeao, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, União Europeia e a ONU. A missão foi a Bissau e, continua a trabalhar nesse sentido com a União Africana. Portanto, temos que ter este parceiro no terreno para solidificar este esforço que estamos a fazer.

Eleições Presidenciais

No informe, Ban justificou a proposta com o que chamou de "complexos desafios da Guiné-Bissau."

Um outro fator apresentado pelo chefe da ONU foi a nomeação do seu representante especial na Guiné-Bissau, José Ramos Horta. O ex-presidente de Timor-Leste e Prêmio Nobel da Paz deve agora "avaliar a situação no país e, com base nela, fazer recomendações a respeito do mandato da missão", como explicou Ban Ki-moon.

Posted: 24 Feb 2013 08:08 AM PST



Lusa – 24.02.13

Um sismo de 5,1 graus de magnitude foi hoje sentido a leste de Timor a uma profundidade de 35 quilómetros, sem registo de vítimas ou danos materiais até ao momento, às 21h01 de domingo.

O epicentro localizou-se a 198 quilómetros de Díli, a capital de Timor-Leste, e a 443 quilómetros das ilhas de Tanimbar, na Indonésia, segundo o serviço geológico norte-americano, que mede a atividade sísmica em todo o mundo.

Este foi o segundo sismo que abalou Díli, depois de no sábado, pelas 21h23, a capital de Timor-Leste ter sentido um sismo de 5,7 graus de magnitude.

Posted: 24 Feb 2013 05:23 AM PST



Ponto Final (macau)

A PJ alega que os três activistas ontem detidos perturbaram a ordem pública ao atirarem panfletos para o chão. Afinal, eram cartas dirigidas a Wu Bangguo, passadas aos jornalistas. Há relatos de repórteres a denunciar que os agentes lhes tiraram essas cartas, o que provocou uma violenta reacção Associação dos Jornalistas de Macau, que denuncia um “ataque profundo à liberdade de imprensa”. A Associação dos Jornalistas de Língua Portuguesa secunda o protesto, aguardando explicações das autoridades.

Paulo Rego

A Polícia Judiciária (PJ) deteve ontem à tarde Jason Chao, Lei Kin Iun, e Leong Sek, quando por volta das 16h00, à porta da Torre de Macau, tentavam entregar a Wu Bangguo uma carta que, mencionando casos de corrupção, pedia eleições directas para a Assembleia Popular Nacional (ver caixa). A Polícia Judiciária confirmou ao fim da tarde a detenção de “três indivíduos, que estão a ser interrogados e devem ser ainda hoje libertados”, tendo a porta voz da PJ alegado que os três detidos estavam “perturbar a ordem pública”, porque estariam a “atirar papéis para o chão”. Versão negada pelo presidente da Associação Novo Macau, solto por volta das 21h00 da noite. “Nunca atirei nenhum papel para o chão; tiraram-me impressões digitais na esquadra, onde fui tratado como um criminoso, partiram a minha câmara fotográfica e apagaram o ficheiro de fotos. Vamos agir legalmente por todas as vias que pudermos contra esta sério abuso da liberdade de expressão e ataque aos direitos humanos.”

Jason Chao e os dois activistas que o acompanharam tentaram entrar na Torre de Macau para entregar a carta ao presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, segunda figura de Estado e alvo de um apertado mecanismo de segurança. Jason Chao esclarece que estava credenciado no Gabinete de Comunicação Social para o evento, enquanto director do “Macau  Concealers”, uma publicação humorística na internet. Estratégia, essa, que saiu furada, pois não lhe foi permitida a entrada. De acordo com repórteres no local, ouvidos por este jornal, jornalistas chineses começaram então a sair dentro do recinto para virem ter com os activistas. Nesse momento, surgiram alguns agentes da Polícia Judiciária, à paisana, que rapidamente arrastaram Jason Chao e Lei Kin Jun para dentro de um carro, também esse não identificado como sendo da polícia.

Jason Chao relatou ao PONTO FINAL que foi posto numa cela “em regime de solitária”, mas nunca tendo sido interrogado. “Falaram comigo, mas apenas para dizer que teria de estar ali; não fizeram perguntas, não tinham nada a investigar e não me acusaram de nada”. Lei Kin Iun e Leong Sek passaram as cinco horas juntos, noutra cela, contou o presidente da da Novo Macau, visivelmente nervoso com o acontecido, cerca de meia hora depois de ter sido libertado.

Cartas tiradas a jornalistas

O incidente não se ficou pela detenção dos três activistas. No momento em que estavam a ser detidos, passaram a alguns jornalistas a carta que não conseguiram entregar a Wu Bangguo. E a polícia tentou então retirar as das mãos dos repórteres.

Rui Cid, jornalista da Rádio Macau, descreve os momentos que viveu no local: “Os jornalistas estavam já dentro do átrio da Torre mas, de repente, começo a ver movimentações para o exterior. Quando cheguei lá fora, vi a polícia a arrastá-los [Jason Chao, Lei Kin Iun] para dentro do carro. Não percebi logo o que se tinha passado, nem sequer que eram polícias, porque não estavam fardados. Mas presumi… Confesso que não os vi a entregar as cartas, mas vi-as depois na mão de alguns jornalistas; e vi também pelo menos uma agente a tentar tirar a carta a uma jornalista. Nesse caso, não conseguiu, mas outros jornalistas começaram a queixar-se de que lhes tinham tirado as cartas (ver conteúdo da carta na caixa).

Confrontada estes relatos, a porta-voz da Polícia Judiciária alegou ter havido um mal entendido: “Como os detidos tinham atirado os papéis para chão, os agentes pensaram que as outras pessoas as tinham apanhado para ajudá-los a limpar o chão dos panfletos. Não sabiam que eram jornalistas…”

Versão, essa, claramente contraditória com a dos jornalistas. De resto, as imagens televisivas ontem transmitidas pelo Canal Macau da TDM eram esclarecedoras. No momento em que eram arrastados pelos agentes, viu-se pelo menos Lei Kin Iun a tentar entregar umas folhas aos jornalistas mais próximos – e não a atirá-las para o chão.

“Totalmente inaceitável”

A Associação dos Jornalistas de Macau reagiu ontem à noite, considerando “totalmente inaceitável e insuportável” o facto de terem sido “retiradas a alguns jornalistas as cartas que lhes tinham sido entregues pelas pessoas detidas”. Atitude que “ataca profundamente a liberdade de expressão”.

Os jornalistas chineses no local garantiram à sua associação que “estavam todos devidamente identificados” com a credencial de imprensa que lhes permitia reportar a visita de Wu Bangguo. “Pelo contrário”, salienta o comunicado, “aqueles polícias, sem uniforme, nunca se identificaram, e ainda “tentaram impedir os jornalistas de tirar fotografias”.

A associação classifica atitude dos agentes policiais como “uma forma absolutamente indelicada de interferir com a liberdade de imprensa e impedir que os Media cumpram a sua obrigação de reportar”. E espera que “a polícia abra uma investigação sobre este acidente”, produzindo “ uma explicação razoável para o tratamento ofensivo que teve com os jornalistas”. Caso contrário, conclui, “duvida-se que sejam capazes de garantir que não abusam do seu poder, quer com os jornalistas quer com os cidadãos em geral”.

A direcção da Associação dos Jornalistas de Língua Portuguesa e Inglesa de Macau manifestou também ontem à noite, numa curta declaração, a sua preocupação: “Registamos com preocupação os acontecimentos e entendemos que a acção das  autoridades policiais deve ser cabalmente explicada. A liberdade de informação é um direito consagrado na Lei Básica e, por sinal, assinala-se hoje o 20º aniversário da sua publicação”.

Carta que não chegou a Wu Bangguo

Exigir a Wu Banggguo a alteração da lei eleitoral e a implementação do sufrágio universal para a Assembleia Popular Nacional.

 Houve recentemente dois casos de corrupção eleitoral [na China]; um deles relativo à eleição por via indirecta, e o outro ligado a Shen Jilan, de 84 anos, eleita para a Assembleia Popular Nacional da China pela 12ª vez (delegada da aldeia de Xigou, no sudoeste da província do Shanxi).

 Huang Yubiao distribuiu 320 sacos envelopes vermelhos (tipo lai si), cada um deles contendo inicialmente mil patacas. Os montantes foram depois aumentados e chegaram a atingir 2 mil patacas, tendo com isso sido eleito delegado da Assembleia Popular Nacional na província de Hunan.

 Shen Jilan foi mais uma vez eleita delegada da Assembleia Popular Nacional da China pela 12ª vez. É a única delegada que vem sendo reeleita desde primeira sessão do Assembleia Popular Nacional, através de um sistema eleitoral que muitos consideram ridículo.

Posted: 24 Feb 2013 05:14 AM PST



Andreia Sofia Silva – Hoje Macau

No segundo dia da sua visita oficial, o presidente da Assembleia Popular Nacional falou da importância que a Lei Básica tem para a continuação do bem-estar económico de Macau. Nas palavras ditas para uma plateia cheia, Wu Bangguo lembrou os números do sucesso financeiro, disse que o bem-estar da população é fundamental e lembrou que a China vive uma fase “sem paralelismos com qualquer outro período da história”

O relógio passava das nove horas da manhã quando o auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) começou a encher-se com personalidades do meio politico e social de Macau. Estavam lá todos para assistir ao segundo dia de iniciativas de comemoração dos 20 anos da criação da Lei Básica, bem como a presença do presidente da Assembleia Popular Nacional (APN), Wu Bangguo, cuja visita oficial termina hoje.

O seu discurso só chegou depois das palavras do Chefe do Executivo, Chui Sai On, mas o tom foi semelhante, pautado pelos factos que comprovam o sucesso económico do território. “Apraz-me ver a vitalidade, estabilidade e harmonia da sociedade”, disse, sem esquecer o “desenvolvimento paralelo ao interior do país”.

“A economia de Macau tem beneficiado do crescimento mais acelerado da sua história, e a própria cidade mudou radicalmente a sua fisionomia. (…) Verificou-se um crescimento económico seis vezes superior e prevê-se que haja um aumento de 10% no Produto Interno Bruto (PIB). O rendimento individual dos cidadãos de Macau também duplicou”, disse Wu Bangguo, que lembrou ainda a criação “pela primeira vez de um regime de acção social que beneficia toda a população”. Algo que “tem contribuído para uma melhor qualidade de vida. A sociedade é harmoniosa, os cidadãos vivem felizes e tudo aponta para um futuro promissor”.

Capitalismo vs Socialismo

O presidente da APN admitiu “o pleno reconhecimento dos resultados que Macau tem conseguido ao longo dos últimos 13 anos”. E frisou o mais recente congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), onde ficou definida a nova liderança chinesa, com Xi Jiping à cabeça. Com isso, a China “entrou numa nova fase de uma sociedade moderna próspera, sem qualquer paralelismo com outro período da história”.

Neste jogo, Macau assume um papel dominante. “Está na melhor fase da sua história. Vamos esforçar-nos para a construção de uma melhor Macau, na modernização do nosso país e na revitalização da nação chinesa”.

Quanto ao principio “um país, dois sistemas”, Wu Bangguo disse que o Governo central “acredita que ao permitir o capitalismo nessas regiões (RAEM e RAEHK), favorece o desenvolvimento do socialismo”.

Assim, dentro da China “unificada pratica-se o socialismo no corpo social do Estado, e o capitalismo em Hong Kong e Macau. Esta é uma enorme inovação sem exemplos anteriores”, algo que constitui “uma parte muito importante na revitalização da nação chinesa”, disse Wu Bangguo.

Quanto à Lei Básica, o presidente da APN disse que é preciso continuar a “salvaguardar os poderes das autoridades centrais, manter o alto grau de autonomia da RAEM e (garantir) que os poderes possam ser realizados, materializando a boa governação”. “O Governo da RAEM tem vindo a cumprir escrupulosamente a Lei Básica e tem vindo a comprovar a verdadeira convicção do camarada Deng Xiaoping sobre a viabilidade completa de “um pais, dois sistemas. Ambos têm a mesma meta: tornar o pais mais forte, enriquecer o povo e revitalizar fortemente a nação chinesa.”

Chui Sai On defende reforço institucional. A cerimónia ocorrida na manhã de ontem contou ainda com a presença do Chefe do Executivo, que referiu que “é necessário reforçar mais o aperfeiçoamento do sistema institucional da RAEM, com insistência na Lei Básica”. Mas Chui Sai On admitiu também que “partindo da situação real de Macau, proceder-se-á à elaboração e aperfeiçoamento dos respectivos diplomas legais de Macau”, sem esquecer “o fortalecimento da equipa dos funcionários públicos” e a necessidade de “intensificar cada vez mais a capacidade de administração”, segundo a lei. Chui Sai On frisou ainda a necessidade de continuar a divulgar a Lei Básica junto da população, ideia muito referida nos discursos da manhã de ontem. Na mesma ocasião, o presidente da Associação da Divulgação da Lei Básica de Macau disse algumas palavras.

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