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terça-feira, 24 de abril de 2012

exposição sobre Jorge Amado


Museu da Língua Portuguesa tem exposição sobre Jorge Amado

Mostra vai até o dia 22 de julho.
Fotografias, objetos e filmes serão expostos.

Do G1 SP
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O escritor Jorge Amado é o tema de uma exposição no Museu da Língua Portuguesa, no Centro de São Paulo, desde 17 de abril.
Ele completaria 100 anos em 2012. A mostra “Jorge Amado e Universal” apresenta fotografias, objetos, folhetos de cordel e filmes – a maior parte inédita.
A exposição fica no museu até o dia 22 de julho – depois, segue para o Museu de Arte Moderna da Bahia. A mostra ocupa o primeiro andar inteiro do museu e também parte do segundo. Livros e terminais poderão ser consultados pelos visitantes.
A mostra é dividida em módulos distintos, cada um dedicado a um aspecto da vida do autor. O primeiro espaço é dedicado aos personagens; o segundo, apresenta a faceta política do autor; o terceiro discute a miscigenação e o sincretismo religioso; o quarto é dedicado à malandragem e à sensualidade; o quinto apresenta a Bahia; há ainda um espaço para depoimentos de amigos e uma cronologia da vida do autor.
O Museu da Língua Portuguesa fica na Praça da Luz, sem número, no Centro. O ingresso custa R$ 6 (com meia-entrada para estudantes, crianças até 10 anos, idosos e professores da rede pública. Aos sábados a entrada é gratuita.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/04/museu-da-lingua-portuguesa-tem-exposicao-sobre-jorge-amado.html

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O SUCESSO DO IDIOMA

Após cinco anos de vida e já tendo recebido mais de dois milhões e quinhentas mil visitas, o Museu da Língua Portuguesa é considerada uma instituição de referência no Brasil e no Exterior.
Existe algum motivo especial para tanto sucesso? Existe algum fator preponderante para que um museu tão jovem já tenha se firmado como instituição respeitável e referencial?

Como Diretor do Museu da Língua Portuguesa, desde sua inauguração, eu tenho certeza que a resposta para as duas questões acima propostas só pode ser uma resposta afirmativa.

Em assim sendo, qual o motivo de tanto sucesso e qual o fator a firmar o museu como instituição respeitável e de referência? A resposta para as duas perguntas é uma só... nossa língua portuguesa!

A ideia de se criar um museu que tem por acervo um idioma é uma ideia genial e extremamente original. Falo com tranqüilidade, porque não participei da equipe de conceitualização e criação do museu.

Lembrando sempre que a língua, no caso a nossa portuguesa, é um patrimônio imaterial, talvez a língua venha mesmo a ser o mais imaterial dos patrimônios imateriais, pois a mesma não está no texto escrito, a língua não está nos livros de gramática, não está na ortografia, a língua não está na literatura ou na poesia. A língua está em todos estes sítios sim, mas está, verdadeiramente, na “cabeça” e no universo imaginário de cada um daqueles que a usa como ferramenta principal de comunicação.

Logo, o Museu da Língua Portuguesa é o museu da imaterialidade por excelência, mas de uma imaterialidade que circunda e reveste todos nós que usamos este belo idioma, é o museu da imaterialidade que está presente no nosso dia a dia e até nos nossos sonhos. Creio que isto já explica o sucesso do museu, pois tendo a língua como acervo, o museu faz com que todos os visitantes se sintam especialistas e grandes entendedores dos conteúdos apresentados em suas exposições.

Devo aqui fazer uma pausa e celebrar a equipe de criação desta instituição, que contou com a participação de mais de 40 profissionais sensíveis e renomados de diversas áreas (linguistas, sociólogos, arquitetos, historiadores, museólogos,professores e artistas).

Ao longo destes cinco anos, toda a minha equipe do museu foi aprendendo a lidar com as possibilidades oferecidas por um acervo imaterial e novas abordagens dos conteúdos apresentados foram ganhando força. Partindo do princípio que a língua portuguesa é o elo primeiro da identidade cultural dos brasileiros, o museu contém um grande painel da rica diversidade cultural do Brasil, logo, é um espaço identitário para todos nós nascidos neste grande país.

Logo, plena é minha certeza ao afirmar que o motivo de tanto sucesso do museu é a própria língua portuguesa!

Naturalmente os recursos tecnológicos usados para a apresentação de um patrimônio imaterial e a interatividade das áreas expositivas do museu contribuem para o sucesso da instituição, mas de nada valeriam sem o acervo, o nosso idioma.

Mais uma vez a língua portuguesa é a resposta para a respeitabilidade alcançada nestes poucos cinco anos, respeitabilidade que acabou por transformar o Museu da Língua Portuguesa em espaço referencial no Brasil e em todo o mundo.

A partir de nosso idioma, a equipe do museu foi perseguindo metas, adotando padrões de atendimento e pensando e criando suas ações educativas, de formação e difusão cultural.

A língua portuguesa é um patrimônio acessível a todos, logo, o museu tem que ser um patrimônio com acesso aberto à população em geral. Evitamos transformar o museu em um espaço acadêmico, voltado apenas a grande estudiosos. Desta forma, os programas desenvolvidos pela instituição estão sempre preocupados em permitir o acesso e aproveitamento de segmentos muito distintos da sociedade, dos mais letrados aos que apresentam níveis muito baixos de educação formal. O museu atende a todos com o mesmo respeito e consideração, pensando ações que supram às necessidade de cada segmento de seu público, mas que sejam, ao mesmo tempo inclusivas, como inclusiva deve ser a língua!

Desde sua inauguração, a instituição assumiu parcerias com organizações das mais variadas com o objetivo de alcançar um público muito diversificado, assim, hoje, atendemos os visitantes em geral, escolares da rede pública e privada, portadores de deficiências físicas, grupos de terceira idade, grupos de alfabetização adulta, jovens infratores em processo de assistência do Estado, moradores de rua e muito outros segmentos, além disso, o Núcleo Educativo do museu desenvolve o projeto “ Dengo: um museu para todos” que leva o museu até segmentos da sociedade impossibilitados de visitar a instituição, como crianças em tratamento de câncer e pacientes graves internados em grandes instituições hospitalares de São Paulo.

Cabe ressaltar que a universidade e a academia também encontram espaço dentro do museu, aliás, nosso consultor há cinco anos é o Prof. Dr. Ataliba Teixeira de Castilho, considerado um dos maiores estudiosos da língua portuguesa no Brasil e oriundo de duas das maiores universidades brasileiras ( USP – Universidade de São Paulo e UNICAMP – Universidade de Campinas). Entretanto, no museu, os temas por mais complexos que venham a ser, devem ser apresentados de forma fácil ao entendimento da sociedade no seu todo.

Referência hoje são, também, as exposições temporárias montadas pelo museu ( Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas; Clarice Lispector – A hora da estrela; Gilberto Freyre – intérprete do Brasil; Machado de Assis – mas este capítulo não é sério; O Francês no Brasil em Todos os Sentidos, Cora Coralina – coração do Brasil; Menas, o certo do errado, o errado do certo; e Fernando Pessoa – plural como o universo).

Neste caso também a língua portuguesa figura como fator principal do sucesso das mostras que as transformou em referência nacional. Nosso idioma é tão rico, tão cheio de curiosidades e nos rendeu tantos escritores, autores e poetas magníficos, que nossas exposições apenas retratam esta riqueza e diversidade, valendo-se, claro, de curadores competentes, cenógrafos criativos e dos mais diversos recursos expositivos disponíveis hoje.

Com média diária de mil e quinhentos visitantes, referência em ações educativas, apontado pela mídia como “ o mais querido museu de São Paulo”, modelo para países como Qatar, Itália, Israel, Inglaterra, Alemanha e até Portugal, o Museu da Língua Portuguesa só vem reforçar algo que me parece muito nítido: nossa língua portuguesa é realmente um grande sucesso!

A nossa língua portuguesa ganha, dia a dia, importância maior em todo mundo, tanto no que se refere ao número crescente de falantes, como à importância que os países membros da CPLP vão gradativamente alcançando no cenário mundial.

O nosso belo idioma ganha paulatinamente, mas de forma sempre ascendente, alunos e estudiosos pelas Universidades de todo o mundo.

Assim, instituições e programas que têm por foco nosso idioma também ganham importância. Tanto o Museu da Língua Portuguesa como o Observatório da Língua Portuguesa se destacam e, cada qual com seus objetivos próprios, atuam para um fortalecimento ainda mais expressivo da nossa língua, de nossas histórias comuns e ricas e da cultura que permeia mais de 240.000.000 de pessoas ao redor do mundo, que, guardadas suas diferenças, se encontram e se identificam no idioma português!

Antonio Carlos de Moraes Sartini

sábado, 12 de novembro de 2011

Museu da Língua Portuguesa promove evento em comemoração ao Mês da Consciência Negra

de diálogos lusófonos


03/11/2011
Museu da Língua Portuguesa promove evento em comemoração ao Mês da Consciência Negra
  Em comemoração ao Mês da Consciência Negra, o Museu da Língua Portuguesa, instituição do Governo do Estado de São Paulo, promove na quinta-feira, 3 de novembro, das 13h às 16h, a oficina TRANÇAS DO VERBO – uma história da palavra afro-brasileira. A coordenação é de Allan da Rosa. As inscrições podem ser feita por telefone: (11) 3326-0775.

 

  TRANÇAS DO VERBO - Uma história da palavra afro-brasileira tem por objetivo aprimorar o conhecimento dos alunos sobre as expressões verbais de matriz afro-brasileira e desenvolver a sensibilidade sobre as relações entre fala e escrita, voz e página, corpo e papel, poética e política. Também,é objetivo da atividade trabalhar a compreensão da pujança verbal afro-brasileira; a introdução de uma percepção da variedade de estilos e temáticas fortes na expressão literária negra e o entendimento de seus vínculos com a diáspora africana e suas problemáticas em relação ao mercado editorial brasileiro.

 

  Durante os primeiros 25 minutos serão apresentados aos alunos os fundamentos verbais de matriz afro (bantu, ioruba, malinke, fula, jeje); a inserção e transformação desses falares e cantares na sociedade brasileira; A audição de textos vívidos nas comunidades afro-brasileiras; a problematização das características pertinentes às culturas de expressão oral e de temas marcantes na expressão verbal negra brasileira.

 

  Após essa introdução ,a oficina passará à apreciação das dimensões específicas da palavra negra e de sua circulação pelos universos dos encontros pessoais, através das esferas corporais e também pelos âmbitos analógicos, eletrônicos e virtuais. Em seguida, haverá leitura individual de textos escritos por canetas negras.

 

  Por fim, haverá a criação de textos e confecção de livros artesanais, em ação reflexiva sobre produção literária, edição, diagramação, ilustração e circulação da palavra afro-brasileira. Ao final, cada grupo apresentará seu trabalho.

 

Allan da Rosa

 

  É escritor, historiador e arte-educador. Organiza cursos independentes de cultura negra nas periferias paulistanas e fundou o selo Edições Toró, que publica vários livros de autores dos movimentos periféricos. Alguns de seus são "Vão", "Morada" e "Zagaia".


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