sexta-feira, 1 de março de 2013
CPLP, IILP, CAMÕES
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
TIMOR E CPLP
Prezidente Republika Taur Matan Ruak, ho secretáriu executivu CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa nian, Murade Murargy, hafoin asinatura akordu entre RDTL no CPLP
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
JOVENS DA CPLP
Lisboa acolhe conferência sobre jovens da CPLP
Com a meta de difundir os objectivos e o alcance da cooperação em matéria de juventude, esta conferência é contextualizada pelos debates sobre a implementação de um "Documento Estratégico da Juventude da CPLP - Juventude da CPLP: 2015 e além" e sobre a adopção futura de uma "Carta da Juventude".
Com o tema "Jovens da CPLP", a conferência "pretende concretizar um debate com decisores públicos e técnicos para um melhor entendimento dos processos relacionados com a juventude neste espaço de integração", informou a CPLP em comunicado, referindo que "a juventude, no seio da CPLP, representa uma parte substancial da população, uma realidade heterogénea e multidimensional, pelo que as suas preocupações e aspirações assumem um carácter transversal".
"O evento contará com dois momentos de debate, nos quais se ambiciona envolver e estimular uma ampla participação da audiência. A informação recolhida na conferência, nomeadamente as comunicações dos oradores convidados, serão posteriormente integrados numa publicação sobre Cooperação na CPLP em matéria de Juventude", indica ainda o mesmo comunicado.
http://www.portugaldigital.com.br/lusofonia/ver/20074467-lisboa-acolhe-conferencia-sobre-jovens-da-cplp
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
cplp
Dispersão regional é "fonte de oportunidades" para a CPLP, diz secretário executivo
Lisboa - O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considerou, em Lisboa, que a dispersão regional dos Estados-membros é "um desafio colossal", mas também "uma fonte de oportunidades". Entre os oito membros da comunidade, "Portugal e Brasil poderão dar importantes contributos" aos restantes seis "nos domínios da capacitação", disse Murade Murargy. Leia maisquarta-feira, 21 de novembro de 2012
cplp abre concurso
CPLP abre concurso para contratação de técnicos para a área cultural
Lisboa - O Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) lançou um concurso aberto a candidatos dos estados membros para duas vagas de técnicos da direcção de Acção Cultural e Língua Portuguesa. Leia maissegunda-feira, 17 de setembro de 2012
cplp filme sobre quilombos
Auditório da CPLP em Lisboa recebe filme e exposição sobre quilombos
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Crescente interesse pelo português é "um avanço conjunto" da CPLP
Crescente interesse pelo português é "um avanço conjunto" da CPLP
A linguista brasileira Edleise Mendes é perentória: "O sucesso económico do Brasil e Angola está a puxar internacionalmente o interesse pelo português", mas o fenómeno traduz também "um avanço conjunto" da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).
28-08-2012segunda-feira, 27 de agosto de 2012
CPLP E LÍNGUA
Crescente interesse pelo português é "um avanço conjunto" da CPLP -- Especialista brasileira
Pequim, 27 ago (Lusa) - A linguista brasileira Edleise Mendes é perentória: "O sucesso económico do Brasil e Angola está a puxar internacionalmente o interesse pelo português", mas o fenómeno traduz também "um avanço conjunto" da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).
"Estamos a viver o 'boom' do português e a crescer como bloco cultural e linguístico", realçou Edleise Mendes em declarações à agência Lusa em Pequim.
"Creio que o português nunca esteve em tão boa forma e a tendência é para crescer e crescer muito", acrescentou.
Presidente da Sociedade Internacional de Português-Língua Estrangeira (SIPLE), fundada há vinte anos no Brasil, a professora Edleise Mendes participou na semana passada em Pequim e em Macau num colóquio sobre o ensino do português e do chinês na China e na CPLP.
Foi uma iniciativa do Fórum de Macau para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e a CPLP, para "valorizar a expansão do português e as relações económicas e políticas" entre os dois blocos.
"O português é uma língua que tem valor económico e temos que aproveitar o momento económico e político para puxar os outros ganhos", defendeu Edleise Mendes.
Segundo também destacou, "há mais de 250 milhões de falantes do português no mundo inteiro" e o próximo Mundial de futebol, que decorrerá no Brasil em 2014, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, dois anos depois, serão "um pontapé adicional na divulgação da língua portuguesa".
"Há centenas de pessoas a aprender português só por causa desses acontecimentos", indicou Edleise Mendes.
A especialista insistiu, contudo, que no espaço da lusofonia há "varias línguas em português" e não apenas a "variante" portuguesa ou brasileira.
"É muito rico falarmos a mesma língua e pertencermos a diferentes matrizes culturais", afirmou.
A CLPL é constituída por oito países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S.Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Pelas contas das contas das alfândegas chinesas, em 2011, o comércio entre a China e a CPLP cresceu 28,2 por cento, para 117,23 mil milhões de dólares (93,68 mil milhões de euros) - mais de dez vezes do que o valor registado há uma década.
A China tornou-se, entretanto, o maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos, e Angola já é o segundo fornecedor de petróleo à China, logo a seguir à Arábia Saudita.
No plano do ensino verificou-se idêntico 'boom': no final do século XX, em todo o continente chinês, havia apenas duas universidades com licenciaturas em português, em Pequim e Xangai; hoje, há mais de quinze.
AC/FV.
Lusa/Fim
http://noticias.sapo.tl/portugues/lusa/artigo/14885876.htmlterça-feira, 14 de agosto de 2012
lusofonia e namíbia
segunda-feira, 23 de julho de 2012
ECOS DA CIMEIRA DA CPLP
Em entrevista ao jornal SOL , o secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, que agora encerra suas funções, lança importantes reflexões sobre o que a Comunidade dos Países Lusófonos deve definir como política comum. Afirmações que precisamos de aprofundar! Vale a pena lermos e sublinharmos a entrevista.
E como Simões Pereira defende, "é importante que todas as instâncias da CPLP, dos chefes de Estado aos cidadãos comuns, se sintam envolvidos no processo. Porque se por um lado a definição de grandes políticas orienta a organização, ela não pode fazer muito mais que isso. Tem de ser o cidadão comum, o operador económico, o académico, o estudante, o profissional a utilizar os instrumentos para verificar se estes levam ao resultado pretendido". Sem dúvida. E nós ,cidadãos comuns, como reagimos e como envolvemos nossas comunidades no desenvolvimento da lusofonia"?, pergunto, eu.
Margarida Castro 23.07.12
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'A CPLP tem de saltar o muro' E nós?, pergunto, eu
Ao SOL, Domingos Simões Pereira insta as nações lusófonas a não perderem a oportunidade de uma política económica comum.Moçambique escolheu a segurança alimentar como tema da cimeira de Maputo. Que soluções concretas podemos esperar?
A cimeira é a oportunidade do estado que acolhe o evento de liderar a organização e abordar o assunto que lhe parece mais relevante ou aquele no qual se sente mais autorizado para emprestar à organização uma nova visão. A escolha deste tema é um reconhecimento da vocação agrícola muito importante dos nossos oito estados. E significa que as populações podem contar com uma visão de futuro por parte da organização neste campo. É importante destacar a intenção de desenvolver um plano estratégico comum que permita, mesmo reconhecendo a diversidade de definições de segurança alimentar em cada um desses países, criar um espaço comum. É uma união de várias perspectivas que nos deixa animados e agradecidos que Moçambique tenha escolhido este tema.
Mas qual será o impacto concreto deste debate?
Nos próximos tempos, a CPLP tem vários grandes objectivos. O primeiro é a nível institucional. Penso que o percurso já feito pela organização exige hoje uma maior adequação dos seus instrumentos aos objectivos definidos. Quer dizer que a própria estrutura executiva precisa de ganhar outro nível de autonomia e precisa de poder acompanhar cada Estado e assegurar que as políticas comuns que são definidas em conjunto encontram respaldo nas políticas nacionais de cada estado. Também é importante que toda a comunidade de povos que falam Português se reveja mais na organização, e portanto assuntos como o exercício da cidadania e a livre circulação no espaço da CPLP, ou conseguimos responder positivamente ou começa a colocar-se mesmo como um verdadeiro entrave ao desenvolvimento da organização.
Mas afastando-nos desta vertente institucional, o grande desafio vai ser a capacidade de abordar e ultrapassar constrangimentos como o ainda prevalecente analfabetismo dentro da comunidade e questões como a pobreza extrema e a fome. Ao assumir a abordagem do tema da segurança alimentar e nutricional, há aqui uma tentativa de abordagem do tema da pobreza, mas de forma mais positiva. Em vez de falar dos problemas, estamos a falar de estratégias para ultrapassar esses problemas. Vai permitir ainda aos estados partilharem as suas diferentes visões. Para os países mais desenvolvidos, o problema da segurança alimentar já não é tanto um problema de produção, é um problema de mercado, das indústrias de transformação, de relações internacionais. Por exemplo, Portugal não desaprendeu a produzir. Portugal confronta-se é com um problema de como fazer escoar os seus produtos perante os constrangimentos que se colocam. Quando falamos de populações africanas, aí ainda há problemas de produção insuficiente, mas também vamos encontrar situações intermédias onde a produção se poderia considerar suficiente, mas ou a capacidade de transformação é limitada, ou os custos de factor não permitem que o grosso da população tenha acesso a uma alimentação de qualidade com custos que sejam realmente comportáveis. A CPLP, também neste caso, é um verdadeiro manancial de experiências que se forem colocadas à mesma mesa e merecerem a análise de especialistas e de técnicos poderá daí sair indicações bastante importantes para outras entidades. Portanto, o objectivo é criar uma visão partilhada, preencher com as diferentes definições de segurança alimentar um eventual vazio e criar sinergias entre os países que têm capacidade de produção mas que têm problemas de mercado e os países que podem constituir-se em mercado, mas que para esse efeito têm de adaptar políticas internas. Podemos estar a dar aqui um contributo e uma lição muito importante.
A crise da Guiné-Bissau deu a conhecer à CPLP conheceu as suas próprias limitações?
A minha maior frustração é ver que o meu país não é capaz de sair deste ciclo vicioso. Mas é verdade que, se por um lado é notório o esforço e o empenho com que a CPLP tem acompanhado esta situação, há momentos de verdadeira frustração e de reconhecimento que de facto não dispomos de todos os instrumentos para tratar e resolver situações tão complexas como esta. Mas eu penso que o crescimento de organizações como a CPLP só pode resultar deste tipo de rupturas. É impossível conceber toda a política de uma organização como a CPLP se não for confrontada com este tipo de situações. É exactamente reconhecendo as nossas insuficiências que passamos a ambicionar que haja correcções, que haja a tentativa de adequar a instituição ao seu objectivo. Não temos quaisquer dúvidas de que é difícil alterar a definição da competência da CPLP. Se considerarmos o Conselho de Segurança das Nações Unidas como a instância máxima para dirimir situações de conflito, facilmente compreendemos que as Nações Unidas falam normalmente através das instâncias regionais que normalmente têm uma definição territorial para exercer o seu mandato, e tem um mandato efectivo das Nações Unidas. Será sempre muito difícil imaginar que as Nações Unidas queiram diversificar o campo de implementação desse tipo de competências. O que estou a dizer é que não há uma frustração no sentido de pensar que nós podíamos concorrer com instâncias como a UA, a UE, a CEDEAO, a SADC, entre outras. Apesar disso, o que foi possível desenvolver com as Nações Unidas, com o grupo de contacto para a Guiné-Bissau, deu-nos lições de aprendizagem que hoje poderá ajudar os nossos países e os nossos órgão a adequar de forma mais eficaz a estrutura da CPLP.
É possível reverter a situação na Guiné-Bissau ou vamos assistir à legitimação daquele poder interino?
O problema da Guiné-Bissau é um processo. Eu compreendo que para o público é muito difícil evitar aquelas avaliações comparativas, 'quem é que fez o quê' e 'quem é que está melhor posicionado'. Eu costumo dizer que se fosse esse o nosso problema, nós estávamos bem. Se a solução que se encontrou para a Guiné-Bissau, independentemente de ser vista como uma solução de A, de B ou de C, se fosse uma boa solução para a Guiné-Bissau, nós estávamos bem. Infelizmente, as várias situações que se vão produzindo na Guiné-Bissau chegam a ofuscar a atenção de quem acompanha a situação. O problema não é um problema entre a CEDEAO, a CPLP, a UA ou outros. O problema é a Guiné-Bissau, as suas instituições, a sua sociedade, o seu processo de desenvolvimento é fortemente comprometido a partir do momento em que não há consensos internos para um programa que seja baseado na paz, na estabilidade e num desenvolvimento coerente. E era isso que a CPLP estava a tentar fazer, assistindo o país a criar os consensos internos necessários para um desenvolvimento harmonioso. O 12 de Abril aconteceu contra a corrente de todas as nossas expectativas no terreno. Infelizmente, depois de um pronunciamento que uniu todos os parceiros internacionais, houve discórdia na interpretação de como restaurar o ambiente de normalidade. Nós tivemos uma interpretação, outras instituições tiveram outras, a CEDEAO visivelmente divergiu deste nosso posicionamento. Contrariamente ao que muitas vezes transparece para fora, nós não condenamos a CEDEAO. Nós respeitamos o facto de termos uma interpretação diferente. Agora, independentemente de termos interpretações diferentes e de reconhecermos à CEDEAO o tal princípio de subsidiariedade que lhe permite entre as reuniões do Conselho de Segurança da ONU ser a entidade autorizada a desenvolver acções no terreno, tentamos alertar para o facto de aquilo que a CEDEAO estar a tentar experimentar como solução na Guiné-Bissau já ter sido experimentado por nós e já ter tido uma avaliação no passado. Quando a UA chega ao princípio de tolerância zero em relação a golpes de Estado é porque, independentemente de acções de consciencialização, também é necessário formar um princípio muito claro que todo o mundo possa compreender e possa sentir-se obrigado a respeitar. Quem não cumpre com as regras de jogo não pode esperar qualquer situação de benevolência da comunidade internacional. Isto para dizer que apesar de afirmar que compreendermos e de nunca termos deixado de dialogar com a CEDEAO, é a própria complexidade do assunto que leva a constatar que infelizmente não foi possível chegarmos a um entendimento tangível na resolução do problema da Guiné-Bissau. Mas mais uma vez a coisa não ficou parada. A CEDEAO vai fazendo acções no terreno, nós evitamos qualificar essas acções, tentamos é contribuir com o nosso cepticismo em relação a alguns aspectos desse programa e alguns alertas em relação a situações que pensamos conhecer, apesar de não subscrevermos esse percurso, que tenha menos probabilidades de dar mal. O nosso objectivo não é provarmos que somos capazes de fazer melhor do que a CEDEAO. O nosso objectivo é encontrar uma solução que seja durável e seja eficaz para a Guiné-Bissau. Se isso passar pela solução que a CEDEAO está a tentar implementar na Guiné-Bissau, muito melhor. O nosso cepticismo só tem a ver com o facto de termos alguma experiência e de acharmos que temos razões para não estarmos muito convencidos de ser essa a nossa solução.
O ministro interino dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Faustino Imbali, sugeriu que o país pode romper com a CPLP caso prossiga o boicote àquele Governo.
Estamos numa situação em que tentamos conservar algumas pontes de diálogo sem legitimar poderes que os nossos estados soberanamente decidem não legitimar, mas também sem excluir desse diálogo a população guineense, portanto eu penso que não há esse risco. A decisão da pertença a uma organização internacional é tomada no exercício pleno de soberania, e eu não penso que o ministro esteja a traduzir aquilo que é a vontade soberana do povo guineense. A única autoridade que dever ser reconhecida à frente dos nossos povos é aquela que resulta da expressão livre por parte dos respectivos povos. Agora, estamos numa situação anormal e é preciso encontrar soluções. Não subscrevemos a estratégia da CEDEAO mas continuaremos a colaborar para encontrar uma solução. Eu conheço muito bem o ministro Imbali, portanto estou perfeitamente à vontade para dizer que se estivéssemos frente a frente, e se eu lhe perguntasse o que faria se um processo democrático fosse interrompido por meios ilegítimos, ele teria a mesma resposta que eu tenho. A diferença é que ele está no terreno, está a tentar gerir uma governação e, para esse efeito, está a minimizar alguns princípios. Eu não estou a gerir nada. Eu estou junto de uma instituição da qual a Guiné-Bissau é membro e que a Guiné-Bissau subscreveu os princípios da organização antes do 12 de Abril, antes de tudo o que tenha acontecido. Aquilo que estamos a tentar aplicar na Guiné-Bissau foi assinado pela própria Guiné-Bissau.
Em tempos de crise, e em termos de concertação económica, o que podemos esperar de Maputo?
Há um debate que se está a instalar em todos os nossos países e este é um momento interessante que a CPLP está a viver. A CPLP não vai poder ficar no cimo do muro durante muito tempo. Ou transpõe o muro, ou cai deste lado. Por isso é que este é um momento especial. Definitivamente, as nossas comunidades despertaram para aquilo que a nossa comunidade representa. E despertaram para o conjunto de oportunidades que podemos representar. Então, agora, está perante nós o desafio de transformar essas oportunidades em ganhos concretos. Se formos capazes de apontar mecanismos para que isso se transforme em ganhos concretos, nós vamos transpor o muro. Não provarmos isso, vamos perder credibilidade. E é importante que todas as instâncias da CPLP, dos chefes de Estado aos cidadãos comuns, se sintam envolvidos no processo. Porque se por um lado a definição de grandes políticas orienta a organização, ela não pode fazer muito mais que isso. Tem de ser o cidadão comum, o operador económico, o académico, o estudante, o profissional a utilizar os instrumentos para verificar se estes levam ao resultado pretendido. Sobre a crise, eu gostava de insistir noutro ponto. Quando falamos da crise, hoje, há uma tendência muito forte de virarmo-nos para a Europa do euro. Eu começo a ver isso com muita preocupação. Porque mais uma vez, a meu ver, é uma tentativa de reduzir, simplificar a questão. Há uma questão sobretudo monetária, uma forte concentração da discussão sobre as medidas correctivas que se vão acordando em Bruxelas, quando eu penso que todos já perceberam, mesmo os menos conhecedores, que é sobretudo um problema económico. Obviamente, e como já disse, se os países não desaprenderam a produzir, então o problema está no mercado, no consumo, no desafio de encontrar novos nichos de crescimento que possam sustentar o funcionamento das unidades produtivas da Europa. E é aí que está o essencial da oportunidade que se nos oferece. Se a Europa transformar isto numa redundância que se chama euro, há muito pouco espaço de intervenção para as nossas economias. Porque não sendo parte do euro, temos muito pouco a fazer. Mas se realmente se mantiver aberto o escopo do tratamento deste assunto, que é um problema económico, eu penso que Portugal, como representante europeu da nossa comunidade, o Brasil como representante das Américas, cinco países africanos e aquilo que Timor hoje representa, podiam e deviam dar um sinal de capacidade de resolução do problema.
Mas que solução lusófona é essa?
É necessária uma política comum. Não estou a falar de um mecanismo empresarial. Estou a falar de uma política económica. Não estou a pretender que a CPLP substitua a UE em nenhuma das suas componentes, o que estou a dizer é que cada um dos nossos países integra comunidades económicas de algum peso, onde se podem criar oportunidades de produção e de escoamento. A falta de liquidez é uma falsa questão. Estamos permanentemente a criticar a solução encontrada pela China, mas afinal o que a China faz? A China limita-se a reconhecer que se os países podem não ter no formato tradicional a tal liquidez para entrar nos mercados, têm os recursos necessários para participar no jogo económico. Faz-se o entrosamento desses dois interesses e a economia funciona. Porque é que não fazemos a mesma coisa? Porque é que não podemos ver com mais seriedade e determinação a disponibilidade manifestada, por exemplo, de Timor-Leste?
De que fala em relação a Timor-Leste?
Timor-Leste, aqui por duas vezes, tanto através do Presidente da República como do primeiro-ministro, colocou aqui a questão da compra de dívida. Não disseram simplesmente que estavam cá para comprar dívida. Disseram que tinham uma reserva financeira e que estavam disposta a introduzi-la no mercado comum. Portanto, não há tanta falta de liquidez como isso.
Vamos falar por exemplo da população consumidora. Temos professores desempregados em Portugal quando não há escolas no interior da Guiné por falta de professores. Há aqui qualquer coisa que nos está a impedir de utilizar até ao limite as nossas potencialidades. Porque é que Portugal há-de continuar a colocar professores no interior da Guiné só ao abrigo daquela cooperação que significa dar? Porque é que já não é ao nível de uma cooperação que significa dar e receber, e assistir as economias ao nível que lhes permita dar alguma coisa? Portugal neste momento tem dificuldade em manter mecanismos de cooperação porque não tem onde ir buscar para sustentar esse formato. Então dialoguemos com transparência no sentido de fazer todas as entidades compreender que há necessidade de criarmos um fusível que seja compatível a todos e que possa conectar as nossas políticas.
A Associação de Universidades de Língua Portuguesa pede apoio financeiro para a implementação de um programa de intercâmbio académico lusófono. A CPLP está disponível para ajudar?
Nós aprendemos de forma errada essa questão da cooperação. Os nossos países, sobretudo os africanos, estiveram muito tempo submetidos a programas de ajustamento estrutural derivados do Consenso de Washington (FMI e Banco Mundial), e então muitas vezes ainda hoje quando falamos de cooperação há sempre um entendimento de que alguém tem de dar e alguém tem de receber. E então se surge uma organização que não tem vocação de dar ou de receber, questiona-se logo se a sua existência faz sentido. E este é um grande problema com o qual a CPLP se depara. Quando dizemos que a CPLP não é uma organização doadora, não é uma entidade financiadora, muitos estados membros e cidadãos da nossa comunidade perguntam ‘então, para que é que serve?’. Ora, eu penso que a actual conjuntura política, económica e social vem talvez ajudar-nos a compreender que é exactamente organizações como a CPLP que fazem sentido. É o nosso momento. Porque não é realista esperar e pensar que há uma organização vocacionada para dar. Para tal existir, é porque está a receber de algum sítio. Mesmo o FMI e outros recebem de algum sítio e o dinheiro emprestado tem de ser rentabilizado de alguma forma. Eu penso que a CPLP mesmo não tratando a componente financeira como prioridade deve poder concertar políticas que permitam a estes estados criar mecanismos de interacção que possam criar escala, e ao criar escala possam realmente permitir retornos mais positivos. Como por exemplo em Timor-Leste, que começa a ser vista como porta africana na Ásia, como representante de uma entidade europeia na Ásia, como uma oportunidade para o Brasil, que estuda produções conjuntas para poder exportar para o mercado asiático um produto ‘made in Timor’. Este é um exemplo muito concreto do que a CPLP deve representar. Muita gente pensa que falar em política é voltar à retórica de sempre. Mas o ponto de partida dever ser a política. Sobre o ensino superior e outras áreas, porque é que os estados da CPLP não adoptam internamente aquilo que acordam em conjunto? Há encontros sectoriais, e define-se por exemplo um plano de acção comum de saúde. Mas isso não basta. No programa nacional de saúde português eu devia encontrar o reflexo de este ser parte de um programa comum. Quando isso começar a acontecer, então sim nós vamos poder tirar benefícios disso. Porque a partir desse momento, quem tiver um relacionamento de Portugal vai beneficiar de ter um relacionamento não só com Portugal, mas também com o Brasil, África e Timor. E isso ainda não está a acontecer.
E no caso concreto do ensino superior, isso quer dizer que estes intercâmbios dependem sobretudo das políticas de cada estado membro e não da ajuda da CPLP?
Sim. Quer dizer, a CPLP e o secretariado pode e deve servir de estrutura aglutinadora e facilitadora. Mas não pode esgotar-se nisso. A frustração é que, muitas vezes, tendo conseguido congregar os oito países, e tendo daí resultado uma resolução em como temos um programa comum, parece que o processo termina aí e que o objectivo está cumprido. Não, esse é o ponto de partida! A partir do momento em que temos uma política comum, essa política tem de ter reflexos na política interna de cada país, porque são esses países que são executores dessa política.
pedro.guerreiro@sol.pt
http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=54569
brasil promove literatura
Brasil quer promover literatura do país na CPLP com US$ 6 mil dólares por projeto
Atenciosamente,
Anselmo Belém Machado
Professor Adjunto 4 - Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Doutorando - Universidade do Minho - Portugal
domingo, 22 de julho de 2012
cplp e olp
O Observatório da Língua Portuguesa foi admitido à categoria de Observador Consultivo da CPLP
O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) atribuiu a categoria de Observador Consultivo da CPLP ao OLP-Observatório da Língua Portuguesa
21-07-2012Na IX CCEG, estiveram presentes o Vice-Presidente da República Federativa do Brasil, Michel Terner, o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, o Presidente da República da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, o Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa, e o Presidente da República Democrática de Timor-Leste, Taur Matan Ruak. Estiveram, ainda, presentes na IX CCEG o primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, e o vice primeiro-ministro da República Democrática de Timor-Leste, José Luís Guterres.
Subordinada ao tema “A CPLP e os Desafios de Segurança Alimentar e Nutricional “, a IX CCEG aprovou os seguintes documentos:
DECLARAÇÕES
- DECLARAÇÃO DE MAPUTO
- Declaração sobre a CPLP e os Desafios de Segurança Alimentar e Nutricional
- Declaração sobre a Situação na Guiné-Bissau
- Declaração de Apreço ao Secretário Executivo da CPLP Engenheiro Domingos Simões Pereira
RESOLUÇÕES
- Resolução sobre a Revisão dos Estatutos da CPLP
- Resolução relativa ao Acordo sobre Concessão de Vistos de Múltiplas Entradas
- Resolução sobre a Concessão da Categoria de Observador Consultivo da CPLP
- Centro de Estudos Sociais (Universidade de Coimbra)
- Fórum das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha de Língua Portuguesa
- Fundação Carlos Albertino Veiga
- Observatório da Língua Portuguesa
- União Internacional de Juízes de Língua Portuguesa
sábado, 21 de julho de 2012
cimeira da cplp
in diálogos lusófonos 9 ª Cimeira da CPLP Na Declaração de Maputo ficou definido que vai haver um Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da lusofonia O tema central da 9ª cimeira de chefes de Estado e de governo da CPLP era a segurança alimentar e nutricional. Nesse sentido, a organização aprovou a criação de um Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional. O Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, que assumiu a presidência rotativa da CPLP, para os próximos dois anos, afirmou que “a aprovação deste importante mecanismo simboliza a reafirmação clara e inequívoca do nosso compromisso com a erradicação da fome e da pobreza”. Armando Guebuza, chefe de Estado de Moçambique, país que assume a liderança rotativa da CPLP Uma outra decisão da cimeira tem que ver com a revisão dos estatutos da organização. Segundo Guebuza, “as inovações introduzidas permitirão a adequação funcional, institucional da nossa comunidade aos desafios contemporâneos, particularmente no domínio da paz, estabilidade no seio da CPLP. Um dos desafios está ligado à situação que se vive na Guiné-Bissau”. Sob a presidência de Moçambique, até 2014, Armando Guebuza anunciou que “iremos centrar a nossa ação na promoção, no reforço da cooperação em busca de sinergias para assegurar a implementação da estratégia da segurança alimentar e nutricional da CPLP, sempre em articulação com os Estados membros. Iremos, igualmente, continuar a promover uma maior aproximação da CPLP aos diversos parceiros, tais como a sociedade civil, as instituições académicas, o sector privado e as organizações especializadas da família das Nações Unidas”. A Declaração de Maputo, divulgada no final do encontro, recomendou “o desenvolvimento de esforços para a implementação do Acordo Ortográfico, instando à sua ratificação e ao estabelecimento de formas de cooperação efectiva para a elaboração dos Vocabulários Ortográficos Nacionais».". |
CIMEIRA DA CPLP REUNIU EM MAPUTO e ficou bem na foto!
sexta-feira, 20 de julho de 2012
CPLP E GUINÉ EQUATORIAL
"Não se pode criar organizações só porque existem noutros continentes e reunir-se de xis em xis tempo para ouvir os discursos", Juan Tomás Ávila, http://www.ionline.pt/mundo/juan-tomas-avila-ninguem-fala-portugues-na-guine-equatorial
Juan Tomás Ávila é um dos mais importantes escritores da Guiné Equatorial, a voz mais conhecida internacionalmente de um dos países mais pequenos de África e o único de língua oficial espanhola. Um país de um pouco mais de um milhão de habitantes que, desde a sua independência, em Março de 1968, só conheceu dois presidentes: Francisco Macías Nguema e Teodor Obiang Nguema. O primeiro foi eleito democraticamente, mas em 1972 já se tinha proclamado presidente vitalício. O sobrinho e segundo presidente chegou ao poder num golpe de Estado em 1979, derrubando o tio e mandando executá-lo. Juan Tomás Ávila fez oposição ao governo dentro do país enquanto pôde, com todos os constrangimentos inerentes a uma nação onde as liberdades de expressão, política e cívica, estão cerceadas. O ano passado, e depois de iniciar uma greve de fome para protestar contra o regime, decidiu que havia chegado a altura de partir e rumou ao exílio em Barcelona. O autor de “Diccionario básico, y aleatorio, de la dictadura Guineana”, publicado em Espanha pela Ceiba (e disponível em ceibabotiga.com), conversou com o jornal i sobre a possibilidade de a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) aceitar a Guiné Equatorial como membro e a afinidade – ou melhor, a falta dela – dos equato-guineenses com o português, que o ditador Obiang transformou em língua oficial do país.
Juan Tomás Ávila em entrevista ao jornal I , 20 julho 2012, conduzida por António Rodrigues, ao responder à pergunta
A pertença à CPLP pode melhorar a situação dos direitos humanos na Guiné Equatorial? colocou alguns questionamentos cujas respostas possívelmente podem ser muito diversas, como a resposta a se a CPLP promove a democracia, o respeito pelos direitos humanos? pode ou não pode?
Epergunta Juan: " A CPLP conhece a situação da Guiné Equatorial? Sabe que a Guiné Equatorial é um país onde não se respeita nem a lei nem os direitos humanos? A CPLP promove a democracia, o respeito pelos direitos humanos, a satisfação das necessidades básicas da população e a instauração de um verdadeiro Estado de direito? Se assim é, então não deixará entrar a Guiné Equatorial, porque a Guiné Equatorial não cumpre nenhum desses requisitos e a sua ditadura, pura e simplesmente, não quer que se cumpram. A maioria dos países da CPLP são africanos. Acho que já vai sendo tempo que entre os africanos e os negros haja instituições em que o homem – o homem comum – esteja no centro e que não seja sempre o mesmo lanche de negros que passam o tempo a organizar. Não se pode criar organizações só porque existem noutros continentes e reunir-se de xis em xis tempo para ouvir os discursos."
Então cruzemos os braços!
E leiam a entrevista na íntegra em http://www.ionline.pt/mundo/juan-tomas-avila-ninguem-fala-portugues-na-guine-equatorial


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