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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

instituto camões


O Instituto Camões vai passar a certificar as entidades autorizadas a realizar no estrangeiro as provas de língua portuguesa que constituem um requisito para a aquisição da nacionalidade portuguesa, até agora realizadas nos consulados.

A decisão foi revelada esta quinta-feira pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, no final da reunião semanal do Governo.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, foi aprovada esta quinta-feira "a primeira alteração ao Regulamento da Nacionalidade Portuguesa, revendo os procedimentos de realização da prova de língua portuguesa", sendo os seus procedimentos "modificados de modo a garantir maior rigor e transparência na sua verificação, tendo em conta as tendências recentes de alteração dos movimentos migratórios e atenta a experiência adquirida durante os últimos anos".

Luís Marques Guedes referiu que, atualmente, as provas de conhecimento da língua portuguesa são realizadas, em Portugal, nos estabelecimentos oficiais de ensino e, no estrangeiro, nos consulados.

"Esta alteração vem permitir que sejam certificadas entidades que possam realizar estas provas, certificadas pelo Instituto Camões", disse. 

"Quando realizadas estas provas em território nacional, continuam a ser os estabelecimentos oficiais de ensino, quando realizadas no estrangeiro, terá de haver uma certificação por parte do Instituto Camões das entidades onde podem decorrer estas provas de conhecimento de português", completou.

"A legislação hoje aprovada em Conselho de Ministros pretende melhorar o controlo e a qualidade destas provas”, acrescentou. 



terça-feira, 4 de setembro de 2012

CAMÕES COOPERAÇÃO TIMOR E OUTRAS

Notícias

Timor-Leste: Assinatura de contratos de cooperação para formação de professores

c_100_0_16777215_0___images_photos_noticias_dili_palacio.jpgDecorre, hoje, dia 4 de setembro, pelas 15h, na sede do Camões-Instituto da Cooperação e da Língua, Avenida da Liberdade, 270, Lisboa, com a presença de SEXA o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Prof. Luís Brites Pereira, a assinatura de contratos de cooperação com 56 docentes que irão exercer funções no Projeto de Formação Inicial e Contínua de Professores em Timor-Leste, dos quais 54 foram selecionados pela Universidade do Minho.

Estarão presentes também, na cerimónia, a Presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Prof.ª Ana Paula Laborinho, e um representante da Universidade do Minho, a Prof.ª Laurinda Leite.

Embora sejam maioritariamente jovens, têm experiência no ensino e, em alguns casos, até há professores que já estiveram em Timor-Leste ou fizeram cooperação em outros países de língua oficial portuguesa.

Mais informação sobre as Grandes Lições: http://www.proximofuturo.gulbenkian.pt/

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Lobo Antunes apresenta livro em Paris

Cabo Verde: Ação de formação sobre História Local, Cidadania e Património

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Poesia de Vasco Graça Moura em Bruxelas

Colóquio sobre Poesia Portuguesa Contemporânea em Turim

EUA: José Luís Peixoto promove língua e literatura portuguesas em várias universidades

sexta-feira, 15 de junho de 2012

perspetivas da língua portuguesa (na velha grafia)

A língua portuguesa:  perspectivas presentes e futuras 
por Ana Maria
Mão-de-Ferro Martinho



publicado no Idiomático , revista digital de Didáctica de Português Língua não Materna(PLNM)
Coordenação
Ana Maria Mão-de-Ferro Martinho
Secretariado
Magda Silva, Vera Silvestre

Colaboram neste número
Ana Maria Mão-de-Ferro Martinho
, FCSH, Universidade Nova de Lisboa
Ana Luísa Oliveira, LEIP, Universidade de Aveiro
Arlinda Mártires, FCSH, Universidade Nova de Lisboa


No nº 4 da revista
Idiomático,http://cvc.instituto-camoes.pt/idiomatico/04/, segundo a coordenadora da revista, foram publicados três textos que se relacionam directamente com a realidade africana.
O primeiro coloca algumas questões de enquadramento de problemas sobre a Língua Portuguesa que consideramos deverem ser destacados no momento que hoje vivemos, de grandes mudanças e também, por isso, de grandes desafios. Ao nível das mentalidades e das perspectivas científicas e metodológicas nomeadamente.
Os dois seguintes dedicam-se à reflexão sobre a Guiné-Bissau. Esta é uma escolha intencional, uma vez que se trata de um país muitas vezes excluído dos estudos empíricos e de investigação fundamental. Esperamos desta forma dar um contributo actual para a compreensão de uma realidade que deve merecer a nossa atenção de docentes e investigadores.
Apresentamos assim um trabalho de investigação e tratamento de dados referentes a estudantes de origem guineense, seguido de um outro de natureza testemunhal, que parte de uma experiência de ensino-aprendizagem naquele país.


http://cvc.instituto-camoes.pt/idiomatico/04/plemafrica.pdf

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ana Paula Laborinho nomeada presidente do Camões - Artes

Ana Paula Laborinho foi nomeada para a...
Mil Movimento Internacional Lusófono 21 March 01:35
Ana Paula Laborinho foi nomeada para a presidência do Camões -- Instituto da Cooperação e da Língua, disse hoje à Lusa fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros que acompanha Paulo Portas numa visita à Líbia.
Ana Paula Laborinho tem 54 anos, é doutorada em Estudos Literários pela Universidade de Lisboa e era presidente do agora extinto Instituto Camões desde 2010.
Ana Paula Laborinho nomeada presidente do Camões - Artes - DN
www.dn.pt
Ana Paula Laborinho foi nomeada para a presidência do Camões -- Instituto da Cooperação e da Língua...

quarta-feira, 7 de março de 2012

novo nome e funções para o Camões


Camões - Instituto da Cooperação e da Língua: Novo organismo

A lei orgânica do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, que irá juntar na mesma tutela as políticas da língua e cooperação, foi publicada em Diário da República, em 31.01.2012.

Instituto Camões passa agora a ser Camões - Instituto da Cooperação e da LínguaInstituto Camões passa agora a ser Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (Miguel Madeira)
O novo organismo, resultante da fusão dos institutos Camões (IC) e Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), ambos na tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros, é responsável “pela supervisão, direção e coordenação da cooperação para o desenvolvimento, cabendo-lhe a condução dessa política pública, e pela política de promoção externa da língua e cultura portuguesas”, explica a introdução do decreto-lei hoje publicado.

O texto adianta que, em matéria de cooperação, o Camões “continuará a dar prioridade ao cumprimento dos objectivos do milénio, especialmente nos países de língua portuguesa” e, no que respeita à língua, “prosseguirá a [sua] valorização permanente e a difusão internacional”.

Com sede em Lisboa, o instituto desenvolve a sua acção no estrangeiro integrado nas missões diplomáticas e postos consulares, através do apoio técnico especializado a programas e acções de cooperação, da rede de ensino de português e dos centros culturais portugueses no estrangeiro.

Propor a definição da política de cooperação e ajuda ao desenvolvimento, coordenar o Programa Orçamental da Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento, emitir parecer vinculativo sobre projectos de cooperação, coordenar as intervenções portuguesas de ajuda humanitária e de urgência e centralizar a informação sobre o esforço financeiro global da cooperação portuguesa são algumas das competências do Camões nesta área.

No domínio da língua, o novo organismo continua a assegurar a coordenação da rede de professores no estrangeiro, aos níveis básico e secundário, das actividades dos leitorados nas universidades estrangeiras, e a promover o desenvolvimento de plataformas para o ensino à distância, a certificação da aprendizagem e a formação de professores.

O Camões é dirigido por um conselho diretivo composto por um presidente, um vice-presidente e dois vogais.

Os órgãos do novo instituto integram ainda um Fiscal Único, responsável pelo controlo da legalidade, da regularidade e da boa gestão financeira e patrimonial do instituto, e o Conselho Consultivo para a Língua e Cultura Portuguesa.

Junto do Camões, funciona também a Comissão Interministerial para a Cooperação.

Na dependência do novo organismo, estão ainda os centros culturais portugueses e as estruturas de coordenação do ensino de português no estrangeiro.

O Camões - Instituto da Cooperação e da Língua é um instituto público com autonomia administrativa e financeira, recebendo verbas do Orçamento do Estado.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Direção do Camões pode gastar até 250 mil por país


Direção do Camões pode gastar até 250 mil por país

March 4, 2012 – 7:05 pm
Ministério dos Negócios Estrangeiros – Gabinete do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação
Estabelece os limites da competência do Conselho Diretivo do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I. P. (Camões, I. P.), para os efeitos previstos nas alíneas c), d), f) e g) do n.º 2 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 21/2012, de 30 de janeiro, e emite diretivas em matéria de controlo e racionalização dos recursos financeiros no domínio da cooperação e da ajuda pública ao desenvolvimento, revogando a delegação de poderes conferida pelo n.º 3 do artigo 38.º da Lei n.º 3/2004, de 15 de janeiro, no que respeita ao Conselho Diretivo do Camões, I. P., naquele domínio.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

instituto camões e apoio à tradução


NOTÍCIAS

Instituto Cmões promove programa de apoio à edição

c_250_0_16777215_0___images_photos_noticias_logic12.jpgEstá aberto, até 30 de março de 2012, o programa de apoio à edição de obras de autores de língua portuguesa traduzidas para outros idiomas e de obras que versem temas da língua e da cultura portuguesas, dirigido a editoras estrangeiras que pretendam editar obras de autores de língua portuguesa traduzidas noutros idiomas e disponham de capacidade de distribuição internacional.

Neste ano serão consideradas prioritárias as obras a editar em língua chinesa, atendendo ao Ano do Diálogo Intercultural UE China/2012 e obras a editar em castelhano. O júri do concurso é constituído por um representante do Instituto Camões, um representante da Direção Geral do Livro e das Bibliotecas e um representante da Casa Fernando Pessoa.

A concessão do apoio implica a celebração de um contrato entre o IC o Editor. O apoio financeiro a conceder pelo IC destina-se a comparticipar os custos de edição das obras. O apoio é pago de uma única vez, à ordem do editor, numa única tranche, até ao final do ano em que são anunciados os resultados da edição do programa, por transferência bancária, para a conta indicada na candidatura. Os resultados finais serão anunciados na página do IC, IP no prazo de 60 dias úteis a contar da data limite para a apresentação de candidaturas.

Os editores contemplados com o apoio devem Imprimir na contracapa do livro o logótipo do IC,IP, acompanhado da seguinte inscrição, em português e na língua em que a obra for publicada: “Obra publicada com o apoio do Instituto Camões-Portugal”; devem mencionar claramente em português e na língua de tradução o nome do autor e o título da obra, assim como a respetiva ficha técnica; devem disponibilizar ao IC um determinado número de exemplares da obra a editar, que será estabelecido em função do preço de venda ao público dessa edição e do montante financeiro do apoio a atribuir;   devem enviar à Embaixada, Consulado ou instituição integrada na rede de docência do IC mais próximos, o número de exemplares que constituem a contrapartida, custeando o envio dos livros.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ensino a distância Instituto Camões


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Instituto Camões
Formação a distância
Janeiro de 2012

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Exmo/a Senhor/a
dr chrys chrystello

O Instituto Camões destaca neste boletim informativo:


 
 
Ensino a distância: Centro Virtual Camões abre candidaturas para novos cursos

Com vista à abertura do 2.º semestre do ano letivo 2011/2012, estão a decorrer até ao dia 14 de fevereiro, no Centro Virtual Camões, candidaturas para os seguintes cursos:
 
 
Cursos de especialização (creditados com ECTS)
 
  • 102_12 Curso de especialização pós-graduado em Cultura Portuguesa Contemporânea
  • 103_12 Estudos Pós-Coloniais: Atlânticos Sul
  • 401_12 Tradução e Tecnologias de Informação Linguística
 
 
Cursos de formação contínua de professores (creditados pelo CCPFC)
 
  • 202_12 MIPL2.0 - Materiais Interativos para Português Língua Segunda na web 2.0
  • 203_12 Laboratório de Escrita Criativa - Nível Introdutório
  • 206_12 Meio Século de Literatura Portuguesa (1880-1930)
 
 
Cursos de Português para fins específicos
 
  • 305_12 Laboratório de Escrita Jornalística
  • 208_12 Laboratório de Escrita Criativa - Nível Avançado
 
 
Cursos de Português para estrangeiros
 
  • 302_12 Portuguese for foreigners, level 1
  • 303_12 Portuguese for foreigners, level 2
  • 304_12 Português para estrangeiros, nível 3
  • 307_12 Português para Negócios
 
 
Candidaturas a abrir brevemente:
 
  • Pragmática Linguística e Ensino do Português: A Comunicação Oral e Escrita (curso creditado pelo CCPFC)
  • A Nova Norma Ortográfica da Língua Portuguesa (curso creditado pelo CCPFC)
 
 
 
 
     
 
 
© Instituto Camões, 2012
 
 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

História do Instituto Camões

de diálogos lusófonos:

História do Instituto Camões

Instituto Camões assinala 80 anos da sua génese

18/01/2009
Apresentação de Estudo O Instituto Camões, em 2009, assinalou os 80 anos da criação da Junta de Educação Nacional, instituição que esteve na sua origem, com uma cerimónia na qual vai ser apresentado um estudo sobre o valor económico do Português.

O estudo foi encomendado em Setembro de 2007 pelo Instituto Camões (IC) ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE) e, em Novembro passado, José Paulo Esperança, da equipa de investigação, anunciou que a língua portuguesa representa 17 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) de Portugal.

Na cerimónia, que terá início com uma intervenção da presidente do IC, Simonetta Luz Afonso, vai ser apresentado um outro estudo, efectuado por uma equipa de investigadores do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa dirigida por Fernanda Rollo, intitulado Da Junta de Educação Nacional ao Instituto Camões.

A Junta de Educação Nacional foi criada por decreto a 16 de Janeiro de 1929, no âmbito do Ministério da Instrução Pública, com as funções de "fundar, melhorar ou subsidiar instituições destinadas a trabalhos de investigação e propaganda científica, organizar e fiscalizar um serviço de bolsas de estudo, promover o intercâmbio cultural e a expansão da cultura portuguesa".

Em 1936, a Junta foi transformada em Instituto para a Alta Cultura, que, em 1952, passou a Instituto de Alta Cultura, que viria a ser extinto depois do 25 de Abril, dando origem ao Instituto de Cultura Portuguesa em 1976.

Em 1981, sucedeu-lhe o Instituto de Cultura e Língua Portuguesa que só em 1992 passou a ter a actual designação de Instituto Camões, um organismo que tem como missão a divulgação da cultura e da língua portuguesa no estrangeiro.

Na cerimónia de quinta-feira, serão ainda assinados vários protocolos relativos à participação de diversas instituições no acervo bibliográfico sobre Língua e Cultura Portuguesa da Biblioteca Digital Camões.

A cooperação abrange a Imprensa Nacional - Casa da Moeda, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, a Porto Editora, o Instituto de Investigação Científica e Tropical e a associação Miso Music Portugal.

Durante a cerimónia vão também ser assinados protocolos sobre a criação de novos cursos a distância do Centro Virtual Camões, incluindo um curso de divulgação daHistória da I República, a propósito dos 100 anos da implantação da República.

Um dos protocolos vai ser assinado com a Universidade Aberta, sobre o curso Cultura Portuguesa Contemporânea, dirigido a alunos de pós-graduação e coordenado por Isabel Carlos, que a partir de Abril será a nova directora do Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, e sobre a utilização da rede do IC no mundo para a realização de exames presenciais de alunos da universidade.

Na sede do IC, ficará patente durante alguns dias uma exposição sobre a história deste e das instituições que o antecederam, com documentação do arquivo do Instituto.

Acabou, no entanto por ser reconduzida, mantendo-se em funções "até que haja uma nova direcção", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, no Parlamento, em Novembro.
Fonte: Lusa
http://noticias.universia.pt/publicacoes/noticia/2009/01/18/205100/instituto-cames-assinala-80-anos-da-sua-genese-PRINTABLE.html 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

instituto camões


Pergunta impossível!?

Fusão do IPAD com o Instituto Camões

A anunciada fusão do Instituto Português para o Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) com o Instituto Camões, faz temer uma ausência de estratégia em dois sectores fundamentais da política externa portuguesa: a cooperação e a língua.
O IPAD tem a responsabilidade da política de cooperação portuguesa e de coordenação das actividades de cooperação desenvolvidas pelas diversas entidades públicas, articulando a sua acção com inúmeras ONG que actuam um pouco por todo o mundo e sendo determinante na prossecução de compromissos internacionais como o da afectação de uma percentagem mínima (0,7%) do PIB à Ajuda Pública ao Desenvolvimento conjugado com o cumprimento de metas percentuais nesta matéria acordadas no âmbito da União Europeia (0, 33% do RNB que deveria já ter sido atingido em 2006) e, bem assim, o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Por sua vez, o Instituto Camões tem a responsabilidade de política de divulgação e de ensino da língua e cultura portuguesas no estrangeiro, gerindo uma vasta rede de ensino do português no estrangeiro e promovendo diversos programas de divulgação da cultura portuguesa no estrangeiro.
São portanto institutos com objectivos bem distintos e que necessitam de alteração no sentido de uma maior capacidade de actuação e não de desvalorização da sua acção. A fusão anunciada, acompanhada da forte quebra orçamental, parece sinalizar a abandono de qualquer estratégia, tanto para a área da cooperação como da internacionalização da língua e cultura, ficando a política externa portuguesa reduzida à condição de mera mediadora de negócios. Aliás, o mais recente exame periódico do Comité da Ajuda ao Desenvolvimento, da OCDE, à política de cooperação portuguesa identificava já como ponto crítico a afectação de recursos de Ajuda Pública ao Desenvolvimento ao fomento de difusão da língua, desviando-os, dessa forma, de uma política de desenvolvimento autónoma.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, as seguintes perguntas:
1. Que alterações na política de cooperação estão previstas com a fusão do IPAD com Instituto Camões? Mantém o Governo os compromissos assumidos pelo Estado português no plano europeu em matéria de rácio entre Rendimento Nacional Bruto e Ajuda Pública ao Desenvolvimento? Garante o Governo a continuidade dos programas de cooperação em curso? Garante o Governo a continuidade dos protocolos com as ONGs para a cooperação e o desenvolvimento?
2. Que alterações na política de para a internacionalização da língua e da cultura estão previstas com a fusão do Instituto Camões com o IPAD? Garante o Governo a continuidade da rede existente de ensino do português no estrangeiro? Garante o Governo a continuidade dos programas de internacionalização da cultura portuguesa?