segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Índia Antiga


Apontamentos sobre a Índia Antiga
A Índia conheceu várias civilizações. Na Índia encontramos várias cosmogonias.
A Civilização do vale do Indo, a primeira grande civilização que surge na Índia, há 6 mil anos atrás, situou-se na zona do NW da Índia e Paquistão. Atingiu o seu apogeu 2.500 anos antes de Cristo. Utilizavam uma escrita de muito difícil tradução que limita o seu conhecimento. São contemporâneos do Antigo Egipto e dos Sumérios.
Em 1500a.C., desenvolve-se a civilização Ariana no Vale do Ganges. Esta civilização floresce enquanto a do Vale do Indo desvanece. Não se sabe se constitui um prolongamento da primeira. Os povos de raiz indo-europeia descendem desta civilização. Vários autores desenvolvem o tema das culturas indo-europeias, como são o caso de Georges Dumézil, Émile Benveniste, Max Müller.
A Filosofia Clássica Indiana, em últimas instâncias, procura responder a duas questões: a natureza última da realidade e consequências sobre o nosso destino pessoal.
A cisão entre fé e razão que se deu no Ocidente não se encontra na Filosofia no Oriente.
Os Hinos Védicos, são os textos sagrados mais antigos da Índia. A palavra Vedas significa conhecimento, saber, passível de audição (que pode ser escutado). Em síntese, textos sagrados a serem escutados, apreendidos.
Os Upanishads, são textos que refletem sobre a cultura védica, mas que, simultaneamente, assinalam uma rutura com o período anterior. As Upanisads dão-nos uma explicação sobre a origem das coisas, mas também sobre o que podemos realizar no interior de nós próprios. Atingem o seu momento pleno no século VI a.C.. Etimologicamente significa “estar sentado junto de” (do Mestre que explica os Vedas).
O Budismo, quando aparece pode considerar-se uma interpretação radical das Upanisads. Buda viveu no século VI ou V a.C.. As primeiras cinco Upanisads são prévias ao seu nascimento e as últimas sete são posteriores.
Sâncrito, Língua Sagrada da Índia.
Sociedade divida em castas distintas, Brãhmana, ksatriya, Vaisya.
Brâman, é a suprema divindade, o Absoluto, é incognoscível pelo homem. Princípio incondicional de criação de toda a realidade. A própria realidade. Um princípio supremo que está para lá dos próprios deuses.
Trimúrti, é a tripla parte manifesta da divindade suprema. Como um ser limitado, o ser humano somente percebe três aspectos de Brâman. A trimurti é composta pelos três principais deuses do hinduismo: Brama, Vixnu e Xiva, que simbolizam respectivamente a criação, a conservação e a destruição.
Atman, o sujeito interior de tudo o que um indivíduo faz. Um unificador interior de todos os nossos comportamentos. Agente interno que coincide com o próprio Absoluto e que se tiver “despojado” lhe pode aceder.

sábado, 20 de agosto de 2011

PROVÉRBIOS CRIOULO-GUINEENSES



PROVÉRBIOS CRIOULO-GUINEENSES
ver lista completa em http://vsites.unb.br/il/liv/crioul/prov.htm


pesquisa de
Hildo Honório do Couto-Departamento de Lingüística
Universidade de Brasília 70910-900 Brasília, DF, Brasil.
e.mail: hiho@unb.br

O PROF HILDO DIZ QUE Gostaria de ouvir seus comentários, sugestões e críticas.

(1) Abo i rasa goiaba: bu ka ten kabaku (=você é como a goiaba, não tem cavaco)
(2) Abo i rasa polon: si bu na kai, bu ka ta kai abo son (=você é como o poilão: se cair não cai sozinho)
(3) (i) Abo k' ten caga, bu ka ta sinti si ceru; (ii) Nunka algin ka ta fala kuma si caga na fedi (=você que tem ferida não sente o seu cheiro)
(4) Ami i lubu k' kema kosta (=eu sou a hiena que tem as costas queimadas)
(5) Ami i rasa papaia: N ka ta durmi na bariga di algin (=eu sou como o mamão: não fico parado na barriga de ninguém)
(6) Anduriña kuma i na pupu riba di kabesa di ñor deus, i ba kai riba di si kabesa (=a andorinha disse que caga na cabeça do senhor deus, mas caiu sobre sua própria cabeça)
(7) Baga baga i ka ten tarsadu, ma i ta korta paja (= o cupim não tem terçado, mas corta capim)
(8) (i) Baga baga ka ta kata iagu, ma i ta masa lama; (ii) Baga baga i ka ta kata iagu ma i ta masa lama (= o cupim não busca água, mas amassa o barro)
(9) Bagic ta masi ku si fortuda (= o hibisco cresce com sua sorte)
(10) (i) Baka ki ka ten rabu, Deus ta banal; (ii) Baka ku ka ten rabu Deus ku ta banal (= à vaca que não tem rabo, abana-a Deus)
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Atividade nos últimos dias:
O espaço Diálogo_Lusófonos tem por objetivo promover o intercâmbio de opiniões
"Se as coisas são inatingíveis... ora!/Não é motivo para não querê-las.../
Que tristes os caminhos se não fora/A mágica presença das estrelas!" Mário Quintana
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Tradução de mensagens :translate.google.pt/
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Portugal Plataforma Internacional


Portugal Plataforma Internacional

Portugal Plataforma Internacional

Nos finais do século XV, inícios de XVI, os portugueses foram capazes de revelar à Europa que o homem é feito de muitos homens, muitas raças, provocando uma revolução do conhecimento.

19-08-2011
Em 2008 comemoraram-se duas efemérides ligadas à vida de dois portugueses, os padres Tomás Pereira, que viveu na China e foi astrónomo e músico e de quem se comemoraram, entre Lisboa e Pequim, os 300 anos do seu nascimento, e António Vieira, cujas comemorações dos 400 anos do seu nascimento se prolongam, a pedido do Brasil, até meados de 2009, ano em que possivelmente será publicado na Europa o livro Tien Wen Lueh, Tratado de Questões sobre os Céus, que o padre Manuel Dias publicou em 1615 na China, sobre as descobertas realizadas por Galileu, cinco anos antes, graças às observações com telescópios.
Esta capacidade de revelar outros mundos tem sido transportada através dos tempos pelo espírito da língua portuguesa, fazendo com que as teias criadas a partir das relações, centradas na cultura e no conhecimento, perdurem ao longo dos séculos. Num mundo dominado pelos conflitos entre as diferentes culturas e religiões e pela incapacidade de nos pormos no lugar do outro, onde é cada vez mais difícil fomentar ou incentivar o diálogo, é fundamental criar espaços onde possamos juntar na mesma mesa gente das diferentes culturas e religiões, onde possamos falar sobre o estado do mundo e as múltiplas formas de inventar os futuros possíveis. Ter condições para criar este espaço ou estes espaços de diálogo e troca será necessariamente uma vantagem estratégica no contexto internacional.
A língua portuguesa, com os seus 230 milhões de falantes e com as diferentes culturas e olhares que transporta, pode ter condições privilegiadas para albergar um desses espaços. Uma língua que, sendo ao nível europeu a terceira mais falada no mundo, é, naturalmente, um instrumento privilegiado na assumpção, por parte de Portugal, de um papel activo na construção de uma Europa das Línguas e das Culturas, na construção de uma identidade europeia capaz de se afirmar no contexto mundial.

Carlos Fragateiro

Guiné-Bissau – Institucionalização da língua portuguesa

Guiné-Bissau – Institucionalização da língua portuguesa no espaço UEMOA

Guiné-Bissau – Institucionalização da língua portuguesa no espaço UEMOA

O Presidente da República, Malam Bacai Sanha, defendeu, esta terça-feira, 16 de Agosto, a necessidade da institucionalização da língua Portuguesa como idioma de trabalho na Uniao Economica Monetaria Oeste Africana (UEMOA).

17-08-2011
Bissau - Durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção da sede daUEMOA, em Bra, Malam Bacai Sanha discursou, salientando os apoios que a União concedeu ao país nos domínios económicos e das infra-estruturas sociais.

Este evento surgiu no âmbito da visita oficial do Presidente da Comissão da UEMOA, Sumaila Cisse, entre 14 e 16 de Agosto, a Bissau, proveniente de alguns países membros da organização, na sequência da despedida do seu oitavo ano de mandato è frente da Organização sub-regioinal.

Sumaila Cisse salientou que, durante o seu mandato, a Guiné-Bissau beneficiou de mais de 44 bilhões de francos CFA.

Foi ainda assinado, entre o Governo guineense e a comissão da UEMOA, o acordo para a recuperação de mil hectares de bolanhas (terrenos de cultivo) no país. Barros Bacar Banjai, ministro da Agricultura, explicou à imprensa a essência deste acordo que começará a surtir efeitos a partir do próximo ano.

A inauguração do poço de água potável, na povoação de Bolm, norte do país também faz parte da agenda de Soumaila Cisse, durante a visita à Guiné-Bissau.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

TRAJETÓRIAS JUDAICAS




prof ª Jane Glasman * enviou:
TRAJETÓRIAS JUDAICAS
A história do povo judeu, com suas diferentes diásporas vividas – e revividas em muitas cerimônias religiosas – é bastante conhecida. Uma dentre essas distintas trajetórias me toca de forma bastante particular, por envolver o ramo paterno da minha própria família. Refiro-me aos judeus que saíram de Jerusalém após a destruição do Primeiro Templo, há aproximadamente vinte e seis séculos, radicando-se na Península Ibérica, a Sefarad dos relatos bíblicos. Juntamente com a fé no Deus único, os judeus que se fixaram no espaço que hoje abriga Portugal e Espanha levaram para a nova terra seus costumes e tradições, com destaque para a alegria de viver e um riquíssimo acervo musical, progressivamente enriquecido com o passar dos séculos. Por intermédio de muitas de suas melodias é possível acompanhar a trajetória percorrida pelas correntes migratórias judaicas a partir de Eretz, ao tempo da conquista de Jerusalém pelas tropas de Nabucodonosor, assim co mo os dois mil anos de permanência na Península Ibérica até à expulsão de 1492 na Espanha e a conversão forçada de 1497 em Portugal. E, também, a dicotomia ocorrida entre os que puderam sair e se fixar na França, Holanda e os territórios do Império Otomano onde continuaram praticando a fé ancestral e os que precisaram ocultá-la para sobreviver durante o longo período de trevas representado pela Inquisição na Espanha, Portugal e suas colônias.
Diásporas Judaicas no Velho Mundo
HAD GADIÁ
Para ilustrar de forma sonora essa longa e tortuosa trajetória selecionamos para os leitores da Rua Judaica uma melodia do cancioneiro israelita que julgamos ser do conhecimento, se não de todos, certamente de uma expressiva maioria. Refiro-me à canção Had Gadiá, entoada durante a cerimônia familiar do Pessach, em suas versões em hebraico e ladino, assim como uma popular melodia do folclore brasileiro nela inspirada. A música começa contando o triste fim de um cabritinho que custou dois levanim, moeda corrente em algum dos diferentes períodos em que essa história, contada e cantada durante o Seder de Pessach, se passa. O cabritinho, coitado, acabou sendo devorado por um gato, apesar da desproporção de tamanho entre um e outro bicho, mas isso não vem ao caso. Gato esse que foi mordido por um cachorro que, por sua vez, foi afugentado por um pedaço de pau, que acabou queimado pelo fogo. O fogo foi apagado pela água, por sinal bebida por um boi q ue acabou sacrificado por um Sochet e assim sucessivamente, até o final que, dependendo da versão, pode ser bastante feliz ou extremamente triste. Já deu para perceber que é uma canção destinada ao entretenimento das crianças na longa celebração da Páscoa Judaica.
Seder de Pessach na Idade Média
Comecemos com a versão original, em hebraico, em um clipping que mostra um afinadíssimo coral feminino de Israel interpretar de forma magistral essa tradicional melodia. Quem assistiu ao filme Free Zone, do controvertido Diretor Amos Gitai, talvez lembre da trilha musical, cantada de forma monocórdica e intencionalmente enfadonha, que contava essa mesma história, enquanto um personagem feminino se desmanchava em lágrimas. Se fosse no Brasil poderíamos dizer que ela estava chorando a morte da bezerra. No caso do filme, o mais acertado seria afirmar que ela também chorava a morte, só que de um cabrito.

O LADINO
Após 1492 os judeus que preferiram deixar seus bens para trás a ter de abandonar a religião ancestral, foram mesclando, à medida que viajavam em busca de um porto seguro, os diferentes dialetos falados na Península Ibérica ao português, francês, italiano, grego e turco, formando o ladino, a primeira forma unificada do castelhano. Nas palavras de uma das maiores autoridade brasileira em ladino, Professora Cecilia Fonseca da Silva, os sefaradis podem ser considerados “A Espanha Itinerante”. E a canção Had Gadiá, agora conhecida como El Kavretiko, continuou a ser entoada em ladino nas cerimônias do Pessach das famílias sefaradis radicadas nos países que compunham o vasto território otomano, para deleite de adultos e crianças. A graça era ir aumentando a velocidade da interpretação, em uma espécie de desafio, para ver quem conseguia chegar até o final sem se confundir com as novas estrofes que íam sendo progressivamente agregadas às iniciais. Par a interpretar El Kavretiko ninguém melhor do que o cantor, ator e parlamentar israelense Yehoram Gaon, cuja primeira língua, o ladino, foi aprendida em casa, com os pais.
A VELHA A FIAR
Se prestarmos atenção à letra do Kavretiko é possível constatar que sete estrofes inteirinhas, sem mexer uma única vírgula nem omitir nenhum dos bichos e elementos, se encaixam como uma luva na brasileiríssima A Velha a Fiar. Pura coincidência? Claro que não. Prova inconteste de que a melodia do folclore nacional descende em linha direta do Had Gadiá – Kavretiko, com alguns pequenos e perceptíveis acréscimos, plenamente justificáveis nos tempos obscuros das perseguições religiosas. Trata-se da inclusão de animais não-kasher, como a aranha, a mosca e o rato, além da própria velha, seguramente para despistar os esbirros da inquisição. É interessante escutar atentamente a versão em português que selecionamos e constatar, pelos próprios ouvidos, a presença da milenar tradição judaica na formação da cultura popular brasileira.






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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

paulo portas pede globalização da língua


Luanda, 22 jul (Lusa) -- O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, defendeu hoje em Luanda uma maior união dos estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a globalização do português.
Paulo Portas, que participa em Luanda na XVI reunião ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, disse aos jornalistas, durante o intervalo dos trabalhos, que é necessário um esforço de todos os países para que o português passe a ser língua de documentação e de trabalho, que os políticos tenham a coragem de utilizá-la nas instituições internacionais e que haja um apoio mútuo nas candidaturas a organismos internacionais.
De acordo com Paulo Portas, o debate na reunião sobre o assunto foi "bastante franco e prático, sobre como os países da CPLP podem defender e fazer expandir o português no mundo global".
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
...
http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1924911

Vozes de África Por Adelto Gonçalves



Margarida Castro <margaridadsc escreveu/enviou para o dialogos_lusofonos:
Vozes de África
Por Adelto Gonçalves
James Rosenquist A Poesia de autores africanos de expressão portuguesa foi publicada, numa Antologia, no Brasil. Ocasião única para a STORM dar a conhecer - através do texto do Professor Adelto Gonçalves - uma outra dimensão da arte poética de autores de países como Cabo-Verde, S.Tomé,Guiné, Angola e Moçambique.
POESIA AFRICANA DE LÍNGUA PORTUGUESA (antologia), de Lívia Apa, Arlindo Barbeitos e Maria Alexandre Dáskalos, com introdução de Alberto da Costa e Silva. Rio de Janeiro, Lacerda Editores e Academia Brasileira de Letras, 304 págs., 2003.
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Há na alma portuguesa que se expandiu para o Brasil e África a inclinação para se falar a meia voz com medo de acordar demônios. É o que explica a ausência de poetas da Casamansa, hoje província do Senegal que trava luta de libertação contra o poder de Dakar, na antologia de Poesia Africana de Língua Portuguesa, organizada por Arlindo Barbeitos, Lívia Apa e Maria Alexandre Dáskalos, que acaba de sair em co-edição da Academia Brasileira de Letras e Lacerda Editores, do Rio de Janeiro, com introdução do poeta Alberto da Costa e Silva, ex-embaixador do Brasil em Portugal e na Nigéria e presidente da Academia Brasileira de Letras.
O livro reúne produções de angolanos, caboverdianos, moçambicanos, guineenses e são-tomenses e, por isso, não se admite a ausência de poetas da Casamansa porque o crioulo que se fala na província senegalesa, apesar de todo o esforço de Dakar para sufocar o que há de sobrevivência lusófona, é o mesmo da Guiné-Bissau. É um crioulo que os caboverdianos também entendem. E que, portanto, sempre esteve apto a produzir aquela poesia de fronteira, a que se refere Costa e Silva, que nasceu do amancebamento de séculos da língua portuguesa com idiomas africanos.
Não esqueçamos, portanto, que, de mais de quatro séculos da presença do europeu naquela região da África, três séculos e meio foram de domínio português e apenas 80 anos de francês, desde 1895, quando um governo luso enfraquecido teve de aceitar que a Casamansa passasse para a órbita francófona. Mas é sob o ideário dos valores lusófonos que a região, há mais de 20 anos, trava uma luta de independência, com a esperança de que, um dia, também a Casamansa, como Timor Leste, possa aderir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Se os governos de Portugal e do Brasil, por interesses diplomáticos e econômicos, preferem omitir-se quanto ao problema, os nossos povos são livres para estender a sua solidariedade.
É possível argumentar que a Casamansa não é país independente, mas, até menos de um quarto de século atrás, as demais nações contempladas também não o eram. E, no entanto, os organizadores da antologia, ao discriminar nomes de poetas que, ao longo de muitos anos, se perfilaram como estandartes de toda uma geração de poetas africanos, entre os de Manuel Bandeira, Jorge de Lima, Mário de Andrade, Pablo Neruda, Nicolás Guillén, Langston Hughes e Aimé Césaire, incluem o de Leopold Senghor (1906-2001), ex-presidente do Senegal e luso-descendente cuja região natal era a Casamansa, um dos líderes do movimento poético Negritude de caráter anticolonialista.
Hão-de argumentar que Senghor escreveu poesia em francês e que, como político, fundou em 1947 o Bloco Democrático Senegalês , que se opôs ao Movimento das Forças Democráticas da Casamansa (MFDC), que hoje luta pela independência. Mas esta é outra questão. Em Lisboa, não seria difícil encontrar universitários da Casamansa bolsistas do governo português capazes de oferecer poemas de seus compatriotas.
Mas a isso nada se referem os organizadores da antologia, talvez com receio de acordar questões esquecidas, mas não desaparecidas. Sendo dois dos organizadores (Barbeitos e Maria Alexandre Dáskalos) angolanos e um terceiro (Livia Apa, nascida em Nápoles), mestre em literaturas e culturas dos países africanos de língua oficial portuguesa, por desconhecimento (ou por falta de material de trabalho) é que não foi.
Afora este reparo, a antologia reúne boa parte da produção dos principais poetas dos países escolhidos sob critérios estéticos, deixando de lado questões de ordem racial. Assim é que o leitor pode encontrar versos de poetas do século XIX, como o angolano Maia Ferreira, mestiço claro passando por branco, que acabou por morrer no Rio de Janeiro, onde se exilara, seguindo um caminho semelhante ao de Eusébio de Queirós, que chegou a ministro de D. Pedro II, ou o moçambicano Campos Oliveira, de provável ascendência goesa, nascido na Ilha de de Moçambique, que, no Novo Almanach de Lembranças Luso-Brasileiro, de 1888, publicou “uns versos inéditos” de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) escritos em África.
E pode encontrar também poemas das vozes mais representativas da África de língua portuguesa de hoje, como os versos da angolana Ana Paula Tavares em “November without water”:Olha-me p´ra estas crianças de vidro/ cheias de água até às lágrimas/ enchendo a cidade de estilhaços/ procurando a vida/ nos caixotes do lixo./ Olha-me estas crianças/ transporte/ animais de carga sobre os dias/ percorrendo a cidade até os bordos/ carregam a morte sobre os ombros/ despejam-se sobre o espaço/ enchendo a cidade de estilhaços.
Entre os poetas nascidos em meados do século XX, se, a princípio, a luta contra o colonialismo os uniu, hoje, como se vê nos versos de Ana Paula Tavares, o que os motiva é não só a miséria de seu povo, herdeiro de um império de pobres que não lhe trouxe os avanços do capitalismo, mas também os erros cometidos por aqueles que sonhavam e entendiam que bastava a liberdade para levar seus países a um destino melhor. David Hopffer C. Almada, de Cabo Verde, canta o fim dessa miragem em “Sonho”: A miragem desfez-se/ em sobressalto/ aquele enorme estandarte rubro/ desfez-se em nada/ toda a minha alegria/ esfumou-se em vento/ duas fartas lágrimas/ lavraram minhas faces/ todo eu tremi desesperado./ É que na verdade/ a miragem a alegria o estandarte/ tudo isso era mentira/ fora um sonho.
Mas aqui houve um lapso por parte dos organizadores da antologia porque a grande voz de Cabo Verde é José Luís Hopffer C. Almada, irmão de David, que não consta do livro. David, advogado por formação, embora ligado às letras caboverdianas, não se considera poeta, até porque fez uma incursão absolutamente pontual pela poesia.
Entre os poetas moçambicanos, a sensibilidade para captar as ruínas de um mundo extinto é acompanhada por igual capacidade de enfrentar o novo mundo que também é opresso porque a miséria e a fome são circundantes, como se pode constatar em tantos poemas do falecido José Craveirinha (1922-2003) e Virgílio de Lemos, poetas da geração mais antiga, ou Nelson Saúte e Eduardo White, da mais recente. É o que se pôde ver nestes versos de White: Diário é também/ o ofício da morte neste país,/ essa gangrena de fome e de sede/ e de desentendimento./ E se o fogo em círculo, que nos cerca,/ lembra nossas quotidianas invulgaridades,/ cada noite aqui iluminada/ pela determinada vigília dos soldados,/ pela boca ácida dos seus fuzis,/ é a gente que ama/ nos nervos de qualquer cama/ nossos amores sagrados.
Poeta da geração que está agora chegando aos 50 anos de idade, Helder Proença, de Guiné-Bissau, também faz sua poesia de reminiscências de um tempo em que se anunciava o futuro, como nestes versos de “Não posso adiar a palavra” que não escondem a influência do triunfalismo de Pablo Neruda: Quanto te propus/ um amanhecer diferente/ a terra ainda fervia em lavas/ e os homens ainda eram bestas ferozes / Quando te propus/ a conquista do futuro/ vazias eram as mãos/ negras como breu o silêncio da resposta/ Quando te propus/ o acumular de forças/ o sangue nómada e igual/ coagulava em todos os cárceres/ em toda a terra/ e em todos os homens/ Quando te propus/ um amanhecer diferente, amor/ a eternidade voraz das nossas dores/ era igual a “Deus Pai todo-poderoso criador dos céus e da terra”/ Quando te propus/ olhos secos, pés na terra, e convicção firme/ surdos eram os céus e a terra/ receptivos as balas e punhais/ as amoldiçoavam cada existência nossa/ Quando te propus/ abraçar a história, amor/ tantas foram as esperanças comidas/ insondável a fé forjada/ no extenso breu de canto e morte/ Foi assim que te propus/ no circuito de lágrimas e fogo, Povo meu/ o hastear eterno do nosso sangue/ para um amanhecer diferente!
Na poesia são-tomense de Tomás Medeiros, 73 anos, poeta ainda sem livro publicado e com poemas espalhados por antologias, jornais e revistas, atrai a homenagem que faz a Nicolás Guillén, inspirando-se no poema “Negro Bembón” em que o cubano procurou tirar do negro um certo complexo de feiúra imposto pelo branco, assumindo como naturalmente bem feito e bonito o que, de acordo com os padrões greco-latinos de beleza, seria feio como o beiço grande e o nariz achatado.
Em “Socopé para Nicolás Guillén”, Medeiros trava com o poeta cubano um diálogo em as palavras têm um valor por seu ritmo, especialmente o estribilho que funciona como se fosse o som de um atabaque, um som africano: Conheces tu/ Nicolás Guillén/ a ilha do nome santo?/ Não? Tu não conheces?/ A ilha dos cafezais floridos/ e dos cacaueiros balançando/ como mamas de mulher virgem?/ Bembom, Nicolás Guillén/ Nicolás Guillén., bemom./ Tu não conheces a ilha mestiça,/ dos filhos sem pais/ que as negras da ilha passeiam na rua?/ Tu não conheces a ilha-riqueza/ onde a miséria caminha/ nos passos da gente?/ Bembom., Nicolás Guillén/ Nicolás Guillén, bembom./ Oh! Vem ver a minha ilha;/ vem ver cá de cima,/ da nossa Sierra Maestra./ Vem ver com a vontade toda,/ na cova da mão cheia./ Aqui não há ianques, Nicolás Guillén,/ nem os ritmos sangrentos dos teus canaviais./ Aqui ninguém fala de yes,/ nem fuma charuto ou/ tabaco estrangeiro./ (Qu´importa. Nicolás Guillén,/ Nicolás Guillén, qu´importa?)/ Conoces tu/ La isla del Golfo?/ Bembom, bembom,/ Nicolás, bembom.
Além dos nomes citados, fazem parte do livro, entre outros, Arménio Vieira e Vera Duarte, de Cabo Verde, David Mestre (1948-1998), João Maimona, Arlindo Barbeitos e Maria Alexandre Dáskolos, de Angola, e Rui Knopfli (1932-1998) e Luís Carlos Patraquim, de Moçambique, que também representam a moderna poesia africana de língua portuguesa, embora a antologia, como toda seleção, possa ter deixado de fora alguém de valor.
Como observam os organizadores, ainda que se verifique na maioria dos autores uma visível continuidade do compromisso político e, às vezes, poesias de circunstâncias mais condizentes com programa revolucionário, já começam a surgir “vozes dissonantes de um intimismo crescente”, em meio ao desencanto que adveio do fracasso administrativo do governo em alguns países ou mesmo dos horrores de rebeliões alimentadas pelas contingências da Guerra Fria e, depois, apenas pela cobiça de grupos nacionais insuflados por interesses estrangeiros. Por isso, muitos destes versos cantam a transformação do sonho da independência no pesadelo das guerras civis, da miséria dos mutilados.

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Adelto Gonçalves, doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo, é autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage – O Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003). E-mail:
marilizadelto@uol.com.br
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domingo, 14 de agosto de 2011

Casamansa-o crioulo

Casamansa-o crioulo, uma lingua que sintetiza o português e as culturas locais Do contato com os portugueses do sec XV aos finais do XIX em Casamansa surgiu o crioulo, uma lingua que sintetiza o português e as culturas locais. O crioulo falado em Zinguincho,uma cidade do Senegal localiza-se no sul do país na região de Casamança, é do mesmo tipo que o de Cacheu (Guiné-Bissau, país que fica apenas a poucos km desta cidade), com alguns termos acreolizados do francês, sendo contudo intelegivel mutuamente com os crioulos guinienses e mesmo caboverdianos. O crioulo da Casamansa provém da língua de Camões e de línguas africanas A seguir passo o "Pai-Nosso" no crioulo de Casamansa No Pape ki stana seu Pa bu nomi santificadu Pa bu renu thiga Pa bu bontadi fasidu riba di tera suma na seu Partinu aos pom di kada dia Purdanu no pekadus, suma no ta purda kilas ki iara nu ka bu disanu no kai na tentasom Ma libranu di mal Amen Fonte: Dicionário temático da lusofonia, Fernando Cristóvão,Maria Helena Amorim,Maria Lucia Garcia Marques, Susana Brites Moita

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PARA APRECIADORES DE QUESTÕES LINGUÍSTICAS

Demasiado importante, para ficar na gaveta!!!!
(PARA APRECIADORES DE QUESTÕES LINGUÍSTICAS)
Achei muito bom, procurei autoria, mas... permanece desconhecido! Vale a pena ler !!!!!!!!
Coisa
A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.
A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".
Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.
Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".
Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro."Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!
Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".
Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".
Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.
Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal,"são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!
Coisa à toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.
Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas".
ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA????
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Petição-Carta Aberta a Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal

Petição-Carta Aberta a Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal

Exmo. Senhor

Doutor Paulo Portas

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal

Temos apreciado a importância que tem dado às relações com os restantes países lusófonos, numa aparente reorientação estratégica de Portugal que o MIL sempre defendeu, dado o seu Horizonte ser, precisamente, o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço da lusofonia – no plano cultural, mas também social, económico e político.

Esta carta prende-se, tão-só, com a posição de Portugal relativamente à Galiza, a nosso ver uma dessas regiões integrantes do espaço lusófono – daí a nossa reiterada defesa da sua especificidade linguística e cultural. Com efeito, no Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, na sua XVI reunião, realizada em Luanda no passado dia 22 de Julho, soubemos que Portugal foi o único país a não apoiar a concessão da categoria de Observador Consultivo à Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa, entidade que, como sabe, tem já um histórico muito apreciável, tendo sido por isso reconhecida para nossa Academia das Ciências, sendo ainda membro do Conselho das Academias de Língua Portuguesa.

Ainda mais recentemente, também soubemos que o novo Governo Português tem expressado as suas dúvidas sobre a presença de observadores da Galiza no Instituto Internacional de Língua Portuguesa, assim como pela inclusão do seu Léxico no Vocabulário Ortográfico Comum que está a ser preparado por essa instituição, quando é sabido que uma Delegação de Observadores da Galiza participou nesse processo desde o princípio.

Face a isto, perguntamos apenas até que ponto houve uma inflexão da posição do Estado Português relativamente à Galiza, já que, desde que foi apresentada a candidatura da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa, Portugal sempre deu o seu apoio expresso a essa candidatura nos diversos órgãos da CPLP.

Muito cordialmente

MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

Para subscrever:

CartaAbertaaPauloPortas.movimentolusofono.org

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MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org) (blogue: www.mil-hafre.blogspot.com) (facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=2391543356)

Expressamente apoiado por algumas das mais relevantes personalidades da nossa Cultura, o MIL é um movimento cultural e cívico, registado notarialmente no dia 15 de Outubro de 2010, que conta já com mais de 5 MIL adesões, de todos os países da CPLP. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por 70 pessoas, representando todo o espaço da lusofonia.
Defendemos o reforço dos laços entre os países lusófonos – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
CONTACTOS: 967044286; info@movimentolusofono.org

SEDE: Sociedade da Língua Portuguesa, Rua Mouzinho da Silveira, 23, 1250-166 Lisboa

NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Para aderir ao MIL: adesao@movimentolusofono.org (indicar: nome e área de residência)

Não faz sentido uma "literatura da lusofonia"

Não faz sentido uma "literatura da lusofonia" "Não tem havido circulação de bens culturais" no espaço da língua portuguesa - escritora Odete Semedo 15-07-2011 Lisboa, 14 jul (Lusa) -- Não se pode falar de África nem de africanos e, portanto, também não faz sentido uma "literatura da lusofonia", defende a escritora guineense Odete Semedo, lamentando a falta de "circulação de bens culturais" no espaço do português. Presente no colóquio internacional "Percursos, trilhos e margens: receção e crítica das Literaturas Africanas em Língua Portuguesa", que decorre no pólo de Lisboa do Centro de Estudos Sociais (CES), hoje e sexta-feira, Odete Semedo disse à Lusa que "não se pode arrumar tudo numa gaveta e dizer 'isto é a literatura da lusofonia'", porque "cada país é um país", com "várias facetas" e "a sua memória coletiva". A "força" de partilhar uma língua "não está na fusão das literaturas, mas na circulação das obras dos autores que escrevem em português e na "coordenação de ações", contrapõe. E nisso têm falhado editoras e instituições governamentais, afirma, explicando que os autores divulgam os seus trabalhos entre si, nos encontros que mantêm. FONTE: DN "Não tem havido circulação de bens culturais" no espaço da língua portuguesa - escritora Odete Semedo 15-07-2011 Lisboa, 14 jul (Lusa) -- Não se pode falar de África nem de africanos e, portanto, também não faz sentido uma "literatura da lusofonia", defende a escritora guineense Odete Semedo, lamentando a falta de "circulação de bens culturais" no espaço do português. Presente no colóquio internacional "Percursos, trilhos e margens: receção e crítica das Literaturas Africanas em Língua Portuguesa", que decorre no pólo de Lisboa do Centro de Estudos Sociais (CES), hoje e sexta-feira, Odete Semedo disse à Lusa que "não se pode arrumar tudo numa gaveta e dizer 'isto é a literatura da lusofonia'", porque "cada país é um país", com "várias facetas" e "a sua memória coletiva". A "força" de partilhar uma língua "não está na fusão das literaturas, mas na circulação das obras dos autores que escrevem em português e na "coordenação de ações", contrapõe. E nisso têm falhado editoras e instituições governamentais, afirma, explicando que os autores divulgam os seus trabalhos entre si, nos encontros que mantêm. FONTE: DN http://observatorio-lp.sapo.pt/pt/noticias/literatura-da-lusofonia

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Curiosidades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Curiosidades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Nos países membros da CPLP ( Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) Portugal, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste ,Angola, Moçambique e Guiné Bissao existem atualmente em uso 339 línguas , sendo que 220 destas só no Brasil (180 línguas de povos indígenas e 40 línguas de imigrantes) Mais de 4.500.000 de pessoas usam cotidianamente o português fora dos territórios da CPLP, deste total aproximadamente 2.500.000 são brasileiros. http://www.museulinguaportuguesa.org.br/noticias_interna.php?id_noticia=216

quinta-feira, 28 de julho de 2011

101 Falares com JeitO

A Através editora vem de publicar o 101 Falares com Jeito do académico Fernando Corredoira, tradutor e professor de português.. O livro toca áreas onde quase não há bibliografia: a ação do castelhanismo nas falas galegas na área da semântica, nomeadamente falsos amigos, e nos decalques linguísticos. São esses erros que a simples observação não permite esclarecer. Alguns exemplos: As diferenças de uso entre oco/buraco, seguir/continuar, produzir-se/ocorrer, diplomata/diplomático... Decalques como ao melhor, desde logo, mais bem, de não chegares... Enfim, um livro mui recomendável para construir um formato nacional de língua. Mais info em: http://www.pglingua.org/agal/atraves-editora/3681-101-falares-com-jeito-de-fernando-vasquez-corredoira Disponível em: http://www.imperdivel.net/lingua-sociedade/242-101-falares-com-jeito.html e em livrarias de todo o país.

LIVROS DAS PORTARIAS DO REIN

Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.” Epícuro
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LIVROS DAS PORTARIAS DO REINO
Vol. 1 Luís Amaral
Guarda-Mor
500 páginas
ISBN:
Brochado
Portarias do Reino O conjunto dos Livros das Portarias do Reino são um importantíssimo fundo da Torre do Tombo que conserva as mercês régias atribuídas no século XVII, com referências que ilustram não só a época, como os tempos anteriores cujos factos e personalidades também registam. O seu conhecimento confirma, integra e revela os acontecimentos mais notáveis que mereceram o envolvimento da administração pública do império português e o olhar dos soberanos que então nos regeram. Destes livros 8 pertencem ao Reino, 2 à Índia e 2 a África. Relacionam personagens e acontecimentos de um século que marca a mudança dinástica que permite aos portugueses recuperar a coroa nacional. É todo esse constituir de um novo Portugal que fica, mercê a mercê, patente nesta obra que agora se traz a lume. A colecção das Portarias do Reino, cuja publicação agora se inicia, deverá ficar completa no espaço de três anos e ocupará 12 volumes de cerca de 500 páginas cada, incluindo índices onomásticos e geográficos.
O 1.º volume integrará a apresentação da obra pelo Prof. Dr. Bernardo de Vasconcelos e Sousa e, também, a lista de subscritores.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Glossário Toponímico - Galiza, Portugal e Brasil

Glossário Toponímico - Galiza, Portugal e Brasil

Um glossário de topónimos serve para mostrar como a mesma origem fonética e linguística pode tomar diversas variantes. destas variantes, algumas esclarecem-nos sobre a forma primitiva da palavra, pondo de lado certas hipóteses ou mesmo explicações que nunca teriam passado pela mente dos eruditos, se as tivessem conhecido. é apenas um caminho, um caminho por entre um rôr de outros.Além disso, põe em pé de igualdade os macro e os microtopónimos, sendo certo que o facto de serem macro ou micro não é uma qualidade de origem nem um destino perpétuo, mas, apenas, um circunstancialismo histórico, por isso mesmo variável. alguns lugares há pouco tempo pequenos, ou mesmo insignificantes, são hoje cidades que rivalizam com as principais do nosso país. e cidades outrora importantes são hoje pouco mais que lugarejos menores, designados por aquilo a que se chama microtopónimos. O presente Glossário é um trabalho de meia dúzia de lustres, cada lustre cinco anos, disperso por várias bases de dados, umas escritas, outras já electrónicas. baseia-se numa teimosia e num gosto pessoal , que me levou a apontar obsessivamente os lugares por onde ia passando e passo. a minha profissão é uma fonte inesgotável de topónimos, de todos os tamanhos e feitios. e de lendas e lengalengas explicativas, que têm a piada que têm mas não explicam nada. salvo algumas lendas propriamente ditas, ou dignas desse nome: essas têm um fundo de verdade. como distinguir umas das outras, essa é a arte do artista, como soe dizer-se.Com aquelas regras mínimas, que consistem em ressalvar o seu a seu dono, é assim que ponho os meus apontamentos à disposição da rede. Não é trabalho acabado.Deste esqueleto de nomes, ainda incompleto, irá surgindo, a seu ritmo, o revestimento de carnes e de pele que lhe dará a forma final. se a tanto me ajudar o engenho, a arte e o tempo que os permita. Os mais curiosos poderão consultar o blogue gémeo Toponímia Galego-Portuguesa e Brasileira http://toponimialusitana.blogspot.com/, onde esse trabalho se faz dia após dia.
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