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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

EDUCAÇÃO EM DEBATE


Educação em Portugal e no Brasil é tema de discussão na Universidade de Lisboa

Lisboa - Um grupo de professores e alunos de mestrado da área de educação da Universidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, participa até esta sexta-feira (1º) do seminário internacional Pensar a Educação e Perspectiva Comparada Portugal Brasil; promovido pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.  Leia mais

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

COISAS QUE TODO O PROFESSOR PRECISA SABER


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


Coisas que todo professor de português precisa saber

O ensino de português tem sido o alvo de reflexões, debates e críticas ao longo das últimas cinco décadas. Desde os anos 1960, tem-se discutido a prática docente e o fracasso, ou o pouco sucesso, dos estudantes brasileiros quando se trata de leitura e de produção de textos. Fatores diferentes já foram apontados como responsáveis, ou corresponsáveis, por tal situação: o suposto déficit cultural das minorias e das camadas pobres da população, a falta de estrutura adequada nas escolas, o despreparo teórico dos professores.

O domínio da leitura e o domínio da escrita são competências essenciais para a maioria das atividades profissionais no mundo contemporâneo. Por isso a tarefa de ensinar alguém a se tornar um usuário mais competente do português é das mais sérias e delicadas. Delicada porque, se realizada sem sensibilidade às diferenças culturais, sociais e linguísticas que constituem o universo de uma sala de aula, jovens podem ser negativamente afetados, comprometendo o desenvolvimento de sua capacidade de uso e sua autoestima linguística e cultural. Séria por ser um instrumento político e ideológico em potencial: os textos lidos e as discussões travadas em sala contribuem para a formação dos indivíduos, ajudando os alunos a se tornarem cidadãos críticos ou indivíduos alienados.

Se os professores que costumam enfocar, quase exclusivamente, a gramática normativa e que costumam abordar apenas um gênero textual - a redação - no ensino da escrita, refletissem mais sobre a língua e sobre o ensino à luz da concepção interacionista, perceberiam a necessidade de mudar sua prática e algumas de suas crenças teóricas. Isso teria um impacto significativo na atitude dos estudantes em relação ao estudo de português, aumentando nossas esperanças de resultados mais positivos oriundos do binômio ensino-aprendizagem, apesar dos sérios problemas que se encontram fora do domínio da linguística, como a questão da falta de estrutura das escolas e a questão da exclusão social.

Enquanto os professores não adotarem a perspectiva pragmática de língua, o ensino de português se manterá, em muitas escolas brasileiras, no nível das sentenças isoladas, descontextualizadas, sem que se levem em conta os usos que os brasileiros fazem da língua. E se não se levam em conta os usos linguísticos, que se materializam em forma de textos, os fenômenos textuais acabam sendo negligenciados.
(Orelhas do livro)

(http://joaojorgereis.blogspot.com.br/2013/01/coisas-que-todo-professor-de-portugues.html)
Clique na imagem para versão digital do livro

sábado, 29 de dezembro de 2012

escolas portuguesas no mundo


Escolas Portuguesas no Mundo

Escolas Portuguesas no Mundo

O GEPE assegura o acompanhamento das escolas públicas portuguesas no mundo, constituindo-se como interface entre estas e os diversos serviços do Ministério da Educação e do Ministério dos Negócios Estrangeiros

A Direção de Serviços de Ensino e das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (DSEEPE) tem por missão garantir a concretização das políticas de gestão estratégica e de desenvolvimento dos recursos humanos da educação afetos às estruturas educativas nacionais que se encontram no estrangeiro, visando a forte promoção da nossa língua e cultura.
À DSEEPE compete: a) Definir a rede das escolas portuguesas no estrangeiro; b) Promover e assegurar o recrutamento, seleção e outras formas de mobilidade para as escolas portuguesas no estrangeiro; c) Apoiar a aplicação de políticas de desenvolvimento de recursos humanos no que respeita à formação dos docentes; d) Apoiar a gestão dos estabelecimentos; e) Promover a monitorização do funcionamento e gestão dos estabelecimentos; f) Promover a celebração de contratos de parceria e de interligação com estruturas locais; g) Promover o desenvolvimento das boas práticas de gestão e administração educativa.

GEPE: Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação

A Escola Portuguesa de Díli entrou em funcionamento em 2002. No ano lectivo de 2008/2009, contará com ensino secundário.
Contactos da Escola Portuguesa de Díli
Rua de Balide, Santa Cruz
Díli, Timor-Leste
N.º de telefone: 670 3322070
N.º de fax: 6703310581
Endereço electrónico: escolaportuguesa@mail.timortelecom.tp

A Escola Portuguesa de Luanda possibilita uma formação de base cultural portuguesa, permitindo o alargamento do ensino básico e secundário aos jovens portugueses e angolanos em idade escolar.
Contactos da Escola Portuguesa de Luanda
Rua N'Gola M'Bandi, n.º 278
Luanda, Angola
N.º de telefone / n.º de fax: 244 222329558
Endereço electrónico: epl@netangola.com

A Escola Portuguesa de Macau, criada em 1998, assegura o ensino curricular em língua portuguesa nos ensinos básico e secundário.
Sítio na internet: Escola Portuguesa de Macau
Contactos da Escola Portuguesa de Macau:
Av.ª Infante D. Henrique S/N
R. A. E. Macau
N.º de telefone: 853 28572240
N.º de fax: 853 28710473
Endereço electrónico: epmacau@macau.ctm.net
Endereço electrónico dos Serviços Administrativos: secretaria@epmacau.edu.mo
Sítio na Internet: www.epmacau.edu.mo

A Escola Portuguesa de Moçambique contribui para implementar uma política de cooperação cultural e educativa naquele país africano.
Sítio na internet: Escola Portuguesa de Moçambique
Contactos da Escola Portuguesa de Moçambique:
Av.ª para o Palmar, n.º 562 - caixa postal 2940
Maputo, Moçambique
N.º de telefone: 258 21 481300
N.º de fax: 258 21 481343
Endereço electrónico: epm-celp@epmcelp.edu.mz

ESCOLAS PORTUGUESAS NO ESTRANGEIRO
Lista de escolas por país

Artigos relacionados:
Foto: LUSA - O ministro da Educação, do Ensino e da Ciência, Nuno Crato conversa com alunos durante a visita à escola Portuguesa de Díli, Timor-Leste, 25 de janeiro de 2012. ANTONIO AMARAL /

domingo, 12 de agosto de 2012

ensino de português nos EUA

in diálogos lusófonos
Reflexões sobre a identificação de “alavancas” para a promoção do ensino de português nos EUA
Segundo um estudo da Fundação Luso Americana-FLAD sobre "a promoção da língua portuguesa no mundo", http://www.flad.pt/documentos/1216226048S9qMG0he4Yh87DC6.pdf :
Na definição das linhas orientadoras da Portuguese Language Initiative, a FLAD compreendeu que dois aparentes obstáculos representavam ao mesmo tempo dois pontos de partida essenciais para a definição de uma estratégia de ação:
1. Escassez de informação estatística sobre a situação actual do ensino da língua
portuguesa nos EUA;
2. Impossibilidade de agir de forma directa no ensino de português no ensino básico e
secundário público norte-americano.
Em relação ao primeiro ponto, essa constatação sugeria implicitamente a utilidade de lançar internamente um estudo sobre a situação. O segundo ponto relaciona-se com a vastidão e complexidade do sistema de ensino norte-americano, que a Fundação não pode pretender influenciar nem financiar diretamente.
O estudo da FLAD "Report on schools teaching Portuguese in the United States" identificou mais de 100 liceus americanos que oferecem cadeiras de português. No ano letivo de 2003-2004 estavam inscritos em cadeiras de português nessas escolas mais de 11.000 estudantes. Se a este número forem somados os estudantes da língua nas escolas comunitárias criadas por associações lusoamericanas e apoiadas pelo Ministério da Educação português, o número sobe para os 14.000. Estes dados são muito relevantes, contrariam a imagem tantas vezes repetida de declínio da nossa língua nos EUA (existe também indicação de considerável crescimento de ano para ano) e comparam-se favoravelmente com os de outras línguas que têm sido objecto de intenso lobby nos EUA, como por exemplo o coreano e o russo. No que diz respeito ao ensino superior, segundo um estudo de 2002 da Modern Language Association (MLA), mais de 8.000 alunos estavam nesse ano inscritos em cadeiras de língua portuguesa em universidades americanas. O português foi das línguas que apresentou maior taxa de crescimento – 21% – face aos dados de 1998. A Fundação apurou ainda junto da Universidade de Massachusetts em Dartmouth e do Center for Advanced Research on Language Acquisition CARLA) que existem cerca de 300 universidades americanas a ensinar português.
No entanto, numa primeira fase da investigação, com base num estudo efetuado pela Universidade de Massachusetts em Dartmouth, constatou-se um dado importante:
existem distritos escolares em que mais de 30% da população é de origem portuguesa mas onde o português não faz parte do curriculum escolar. Com base noutra fonte – o censo americano de 2000 – verificou-se que cerca de 85.000 pessoas em idade escolar (5-17 anos) ainda usam a língua portuguesa em casa. Dado que cerca de 14.000 jovens estudam português nas escolas, constata-se que ainda existe uma grande margem para o crescimento do ensino de português entre as segundas e terceiras gerações de luso-americanos.
Em consequência dos dados identificados, a FLAD levantou algumas questões, que ao mesmo tempo servem de pistas para uma estratégia de ação:
Porque é que não existem mais escolas a ensinar português?
Porque é que há escolas com dezenas de luso-americanos e nenhuma disciplina de português?
Que incentivos existem para o estudo da nossa língua? Haverá obstáculos a eliminar?
Qual será o potencial de crescimento do ensino de português?
Que papel podem ter ações que promovam a visibilidade da língua portuguesa nos EUA?
Qual o papel do poder político aos vários níveis?
Qual será o papel dos pais portugueses ou luso-descendentes?
E de um modo mais abrangente, como convocar para este esforço as comunidades brasileiras e cabo-verdianas?
Assim, a identificação de “alavancas” para a promoção do ensino de português nos EUA afigura-se como um problema complexo

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

português no prato


Hotelaria
O sector turísticO sector turístico e a hotelaria são duas áreas de grande interação comunicativa com o cliente. São ainda âmbitos onde existe uma hipótese considerável de o cliente ser estrangeiro, o que implica uma necessidade de formação nas línguas deles.

Ora, os diferentes clientes usam várias línguas e os nossos recursos são limitados, em tempo e em energia, o que nos obriga a fazer uma seleção que deve descansar em dados objetivos. Existem dous grandes argumentos para os profissionais da Galiza optarem pelo português:

O primeiro tem a ver com a natureza do cliente. Os turistas portugueses são os estrangeiros que mais visitam a Galiza e a Espanha é, em aumento, o destino principal do turismo procedente de Portugal. Não só, a Espanha é o 4º destino mundial do turismo do Brasil, um país emergente que ocupa neste momento o sétimo lugar nas economias mundiais. Para além do mais, a cidade de Santiago de Compostela é um dos destinos preferentes do país com maior número de católicos do mundo.

O segundo argumento tem uma matriz de rendabilidade energética. Entre a(s) língua(s) que possuímos e as que queremos aprender há uma distância objetiva que temos que percorrer. Neste sentido, os galegos e as galegas temos uma vantagem competitiva no contexto espanhol a respeito da língua portuguesa: com o mesmo investimento, os resultados são muito mais satisfatórios.

Por outras palavras, um curso on-line pode prover ao aluno(a) da quase totalidade das suas necessidades comunicativas e de conhecimento sócio-cultural no âmbito da língua portuguesa.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ensino de Português no Estrangeiro perde mais de 40 cursos


ensino de Português no Estrangeiro perde mais de 40 cursos

Segunda-Feira, 26 Setembro de 2011
A estimativa é dos sindicatos de professores: a rede de Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) sofreu este ano um corte de 40 a 45 cursos, registando-se um grande aumento de alunos por sala e da mistura de ciclos de ensino no mesmo curso.

“Houve um corte substancial nos horários (…) e perdemos entre 40 a 45 horários em toda a rede, o que é elevado”, afirmou à Agência Lusa Carlos Pato, do Sindicato de Professores de Português no Estrangeiro (SPE), acrescentando entretanto, que o início do ano lectivo decorreu “com uma certa normalidade” na Suíça e na Alemanha.
O sindicalista do SPE, organismo afecto à Federação Nacional de Professores (Fenprof), revelou que no Benelux - Bélgica, Luxemburgo e Holanda - houve “um inflacionar dos horários incompletos” de Língua Portuguesa, mas adiantou ter recebido garantias do Instituto Camões (IC) de que, “dentro da racionalidade” de recursos que a crise impõe, a situação será ultrapassada.
Já Maria Teresa Soares, do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas, ligado à Federação Nacional da Educação (FNE), disse à Lusa que o “ano lectivo está a começar muito mal” e que “os maiores problemas estão a ser causados pelos cortes na rede de ensino efectuados pelo IC.
“Para evitar novas colocações, os horários que no fim do ano lectivo passado ficaram livres devido ao regresso a Portugal ou aposentação dos professores que os detinham foram desmantelados e as horas que os compunham integradas nos horários dos professores restantes, o que na prática significa um grande aumento do número de alunos por professor, grupos extremamente mistos, com alunos de vários níveis leccionados conjuntamente e com menos tempo de aulas”, explicou a sindicalista.

Cortes salariais 

Os sindicatos denunciam também os cortes nos salários dos professores que, segundo Carlos Pato, não são actualizados há cinco anos. “Desde 2006 (…) tivemos um prejuízo em termos de massa salarial na ordem dos seis por cento. Quando procurámos repor a capacidade e o poder de compra dos professores, o Governo atribui-nos um aumento de 2,6 por cento, que foi de imediato cortado em 1,5 em Junho e em Janeiro com os famosos 10 por cento”, adiantou Carlos Pato. Carlos pato e Maria Teresa Soares alertam a situação dos professores portugueses na Suíça. “As tabelas salariais são em euros, convertidos localmente em francos suíços, o que significa que os docentes têm vindo a perder boa parte dos seus salários, encontrando-se alguns perto do limiar da pobreza, havendo já professores a trabalhar na hotelaria, gastronomia e limpezas por o salário recebido ser insuficiente para fazer face às despesas quotidianas”, disse Maria Teresa Soares. No mesmo sentido, Carlos Pato sublinhou que “as diferenças cambiais acentuam ainda mais os cortes nos salários”.
Contactado pela Lusa, o IC escusou-se a responder às questões levantadas pelos sindicalistas bem como a fornecer dados relativos ao número de cursos, de professores e de alunos de português no estrangeiro no ano lectivo de 2011/2012. Dados do IC relativos ao ano escolar de 2010/2011 e disponíveis on-line dão conta da existência de cerca de 1.200 professores a leccionar 155 mil alunos inscritos no estrangeiro.

FRANÇA
Alterações preocupam coordenadora

A anunciada alteração do ritmo escolar em França, com reforço dos dias lectivos, é “motivo de apreensão” para os professores de Português, afirmou hoje a coordenadora do ensino naquele país. “O problema é que será cada vez mais difícil conseguir adaptar as horas de Português à mudança de ritmo escolar anunciada pelo Ministério da Educação francês”, afirmou Adelaide Cristóvão à Lusa. Só cerca de um quarto dos cursos de Português em França são leccionados em horário integrado, a maioria é ministrada em horários diferidos, no final da tarde e nos dias em que as escolas estão fechadas. O motivo de apreensão adicional prende-se com a anunciada alteração de dias e horários lectivos para todas as escolas francesas. Até agora, os alunos em França não tinham aulas à quarta-feira e, nos outros dias de semana, as aulas terminam às 16h30, o que possibilita o início de cursos de Português, em diferentes regimes, cerca das 17h.
Com a introdução de aulas à quarta-feira, intercaladas, as aulas terminarão mais cedo, o que coloca um problema de “como preencher horas ou tempos vazios antes das aulas de Português”. O problema torna-se mais agudo quando se sabe que muitos dos alunos que frequentam Português têm de deslocar-se para uma escola diferente, muitas vezes noutra localidade, para ter a sua aula de hora e meia Português
Adelaide Cristóvão admitiu também que “têm aumentado as dificuldades de abertura de escolas à quarta-feira e aos sábados” para os cursos de Português. “São problemas difíceis de gerir”, declarou.

ALEMANHA
Orçamento dita menos professores

As aulas do ensino de Português para luso-descendentes na Alemanha começaram com 54 professores, menos nove do que no ano lectivo anterior, devido às restrições orçamentais impostas por Lisboa, referiu à Lusa o gabinete de coordenação pedagógica, em Berlim. Para este ano lectivo, estavam inscritos 5.490 alunos, divididos por 329 cursos, em 10 dos 16 Estados da federação alemã que formam a chamada rede portuguesa. Nos restantes seis o ensino de Português é tutelado pelas autoridades regionais germânicas, que contrataram directamente outros professores para o efeito. “A redução de professores obrigará a juntar alguns níveis, mas tentámos salvaguardar a qualidade do ensino e manter as turmas com o menor número possível de alunos”, disse à Lusa a coordenadora pedagógica adjunta, Alexandra Schmidt.
A Lusa teve acesso a uma carta da comissão de Renningen (Baden-Wuerttemberg) em que criticam a redução de horários de Português para os luso-descendentes locais de dois para um dia por semana, afirmando que os 45 alunos em questão “irão ser muito prejudicados”.
O Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL) criticou os cortes na rede de ensino promovidos pelo Instituto Camões, considerando-os “de carácter economicista e totalmente anti-pedagógicos”, e sustentado que, sob a nova tutela, “a rede de ensino de Português está a desmoronar-se”.
O SPCL defende o regresso da tutela ao Ministério da Educação.

REINO UNIDO
Coordenadora demite-se

No Reino Unido, a coordenadora do Ensino do Português, Maria José Veiga, colocada há apenas um ano, demitiu-se durante o Verão por falta de apoio em funções administrativas e pela redução do vencimento, como afirmou à Agência Lusa. “Não houve qualquer rotura com o Instituto Camões (IC), eles tentaram sempre ajudar-me naquilo que estava ao alcance deles”, vincou. Porém, alegou ter falta de condições para continuar nas funções, sobretudo devido à carga de trabalho, o que resultava num horário diário de 14 a 16 horas. A antiga coordenadora descreveu que “à vontade 80 por cento do trabalho” do coordenador do ensino no Reino Unido é passado a lidar com contabilidade, nomeadamente com arrendamentos de salas e contratos com escolas e empresas. F
oi para essas funções que Maria José Veiga pediu ajuda a Lisboa, mas os cortes no orçamento impediram a contratação de novos funcionários. A antiga coordenadora foi também confrontada com um aumento das competências em relação aos antecessores quando, além do ensino básico e secundário, passou também a ser responsável pelo ensino superior. “Era volume de trabalho muito grande e sem pessoal para o fazer”, resumiu a coordenadora que voltou a dar aulas numa escola secundária e à investigação na universidade de Aveiro.
A este cenário juntou-se o corte no vencimento imposto pelas reduções das remunerações aos funcionários públicos e que alterou as condições em que aceitou o cargo. 


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