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sábado, 12 de janeiro de 2013

humor


Andava um burlão em Portugal mas identificaram-no

O leitor acompanhou a história daquele burlão que apareceu na comunicação social a dar falsas esperanças aos portugueses? Foi realmente incrível, a mensagem de Natal de Pedro Passos Coelho

O leitor acompanhou a história daquele burlão que apareceu na comunicação social a dar falsas esperanças aos portugueses? Foi realmente incrível, a mensagem de Natal de Pedro Passos Coelho. Quando o primeiro-ministro prometeu que, para o ano, todos iríamos beneficiar de novas oportunidades, fiquei com a sensação de que, em 2013, o País ia ser um lugar de sonho, em que toda a gente conseguiria usufruir de condições excepcionais para subir na vida. No fundo, que o Portugal do ano que vem seria para os portugueses o que o BPN da última década foi para aqueles amigos do Presidente da República. Por isso mesmo, a promessa não me entusiasmou. Gozar daquele tipo de benefício pode ser agradável, no início, e até render milhões, mas depois sabemos como tudo acaba: olhe-se para as dezenas e dezenas de implicados no escândalo do BPN, para as fortunas que tiveram que devolver, para as duras penas de prisão que estão a cumprir. A esse preço, ninguém deseja ser bem-sucedido na vida.
Falou-se ainda noutro burlão, mas confesso que não consegui perceber a história. Primeiro, a comunicação social disse que se tratava de um prestigiado professor de economia social e observador das Nações Unidas. Depois, a mesma comunicação social disse que era um charlatão. Eu, que não acredito em nada do que vem na comunicação social, fiquei satisfeito com a minha posição de princípio, mas sem saber o que pensar acerca deste caso concreto. Limitei-me a registar, com alguma surpresa, o entusiasmo dos que se gabaram de ter encontrado um burlão em Portugal. Olha que façanha. É por isto que o País não avança: as pessoas contentam-se com pouco. Muito menos compreendi a galhofa de quem assinalou que o burlão tivesse tido tempo de antena. Toda a gente sabe como funciona o mundo: um charlatão crítico da austeridade pode conseguir uma tribuna na televisão; um charlatão partidário da austeridade pode chegar a secretário de Estado. Ou até um pouco mais acima.
Não quero fazer a rábula do cínico, mas a verdade é que o País já não me surpreende com estes truques antigos. Portugal terá de se esforçar muito mais se quiser impressionar-me - e acredito que queira. Sonho, por exemplo, com o dia em que não leremos considerações sobre o Natal no facebook de Pedro Passos Coelho, mas considerações sobre Pedro Passos Coelho no facebook do Natal. Bem sei que as quadras festivas não têm (por enquanto) facebook, mas seria tão estimulante para o povo português que os desabafos de Passos Coelho sobre o Natal fossem substituídos por desabafos do Natal sobre Passos Coelho. Exemplifico: "Amigos, este não era o primeiro-ministro que merecíamos. Muitas famílias não tiveram na Consoada os pratos a que se habituaram porque ele aumentou os impostos e cortou os subsídios, apesar de ter garantido que não o faria. A todos vós, no fim deste ano tão difícil em que tanto já nos foi pedido, peço apenas que procurem a força para, quando olharem os vossos filhos e netos, o façam não com vergonha por terem votado neste homem, mas com a esperança de quem sabe que a legislatura só dura até 2015 - ou mais cedo, se Paulo Portas entender que isso é benéfico para o CDS-PP. A Páscoa e eu desejamos a todos umas Festas Felizes. Um abraço, Natal." Isso seria suficientemente bizarro para conseguir ser surpreendente em Portugal. Ao menos, durante dez minutos.
Ricardo Araújo Pereira
9:07 Quinta feira, 10 de Janeiro de 2013


Ler mais: http://visao.sapo.pt/ricardo-araujo-pereira=s23462#ixzz2HlKwZFkt

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

hilariante

Entre as inúmeras mensagens com embustes/ardis que recebo todos os
dias, esta aqui fez-me interromper o trabalho para rir-me um
pouquinho:
--------
Olà,
Ao agradecer-lhe a atenção que você dá para o meu maior desejo, eu
quero que você saiba que eu não era pessoa errada escrevendo esta
mensagem. O meu desejo fervoroso sempre foi para atender um anônimo
indivíduo para que ele leva para a ação social através de uma
fundação. No entanto, compreendo a sua surpresa com minha abordagem.
Meu nome é Brigitte Pagny nascido 27 março de 1944 a nacionalidade
francesa, mas atualmente sob observação médica em um hospital
localizado no Reino Unido. Eu tive que contatá-lo desta maneira,
porque eu quero levar com você para doar uma quantia de 800.000 €, no
interesse de ajudar as pessoas em necessidade, fazer felizes as
famílias pobres, órfãos, auxiliar os jovens empresários à procura de
financiamento para crescer suas indústrias ...... em torno de você.
Minha vida profission al tem sido um turismo real, especialmente desde
que eu sempre viveram longe de meu país. A primeira para o Kuwait,
onde eu trabalhava no negócio do petróleo para dois anos. Então eu
estava no Benin (2001) onde montei várias empresas (imóveis,
engenharia ...) É neste país tão acolhedor que eu conheci a verdadeira
felicidade, que do casamento com uma canadense que também trabalhou
lá. Infelizmente não tivemos a chance de ter filhos. Depois de cinco
(05) anos juntos, meu marido perdeu a vida após uma longa doença.
Então eu fui deixada sozinha novamente com um mordomo à minha
disposição e um cachorro até chegar ao câncer de limitar a minha vida.
Em breve será de quatro anos que eu luto contra essa doença e da
medicina não pode fazer nada sobre os resultados dos exames médicos os
meus dias são numerados de acordo com a investigação do meu médico
assistente. Eu havia bloqueado o dinheiro é tão importante em um dos
bancos em Benin para um projeto de c onstrução. Eu vou ser ralado para
você esse dinheiro confiado ao meu projeto de doação de sucesso.
Chamei-te para aceitar isso porque é um dom de uma mulher morrer, e
sem pedir nada em troca. Por favor, me responda o mais rápido possível
para o meu e-mail aqui:xxxxx
------------

:-))

terça-feira, 3 de julho de 2012

humor


já tem o seu emplastro???

um primeiro ministro rodeado de portugueses e portuguesas...que festim!

é triste envelhecer e pensar assim-----



椼carro para meninas


caro carro ....Pininfarina para meninos



para ter no escritório - agora em tempo de crise ajuda a aliviar....


pastéis de nata e de Belém as novas exportações portuguesas....



uma verdadeira senhora de antigamente...hoje não são tão sofisticadas...





a moda do buraco da Madeira...




quarto de casal, aconselha-se uma garrafa de oxigénio e um equipamento de mergulho para emergências ou no caso de faltar a luz...


o desenvolvimento sustentável é como o sexo adolescente, todos dizem que o praticam mas poucos o fazem e os que o fazem, fazem-no mal


http://twistedsifter.com/2011/01/picture-of-the-day-the-blue-lagoon-ecuador/ bainbridge rock  Rocas Baimbridge ecuador

terça-feira, 29 de maio de 2012

humor em imagens

comportamento típico de português

o cúmulo do comodismo

hoje em dia é preciso cuidado...muito cuidado

em portugale  no brasil é exatamente ao contrário...temos de ensinar os japoneses?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

humor de 2ª (feira)


até podem ir a pé na maré baixa...esperem uns milhões de anos até a maré baixar...

mulheres de capote, cidade da horta antiga


domingo, 27 de maio de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

nova sleis de Murphy






  Isto é assim mesmo…Prestem atenção à lei associada a cada verdade insofismável.
 "O seguro cobre tudo, menos o que aconteceu."
(Lei de Nonti Pagam)

"Quando estiver apenas com uma mão livre para abrir a porta, a chave estará no bolso oposto."

(Lei de Assimetria de Laka Gamos)

"Quando as suas mãos estiverem sujas de óleo, vai começar a ter comichão, pelo menos, no nariz."

(Lei de mecânica de Tukulito Tepyka)

"Não importa por que lado seja aberta a caixa de um medicamento. A bula vai sempre atrapalhar."

(Princípio de Aspirinovski)

"Quando acha que as coisas parece que melhoraram é porque algo lhe passou despercebido."

(Primeiro teorema de Tamus Tramadus)

"Sempre que as coisas parecem fáceis, é porque não entendemos todas as instruções."

(Princípio de Atrop Lado)

"Os problemas não se criam, nem se resolvem, só se transformam."

(Lei da persistência de Waiterc Pastar)

"Vai conseguir chegar ao telefone exatamente a tempo de ouvir quando desligam."

(Principio de Ring A. Bell)

"Se só existirem dois programas que valha a pena ver, os dois passarão à mesma hora."

(Lei de Putz Kiparil)

"A probabilidade de se sujar quando come, é diretamente proporcional à necessidade que tenha de estar limpo."

(Lei de Kika Gadha)

"A velocidade do vento é diretamente proporcional ao preço do penteado."

(Lei Meteorológica Barbero Pagá)

"Quando, depois de anos sem usar, decide deitar alguma coisa fora, vai precisar dela na semana seguinte."

( Lei da irreversibilidade de Kitonto Kifostes)

"Sempre que chegar pontualmente a um encontro não haverá lá ninguém para comprovar e se, ao contrário, se atrasar, todo o mundo terá chegado antes de si."

(Princípio de Tardelli e Esgrande La de Mora)
--  

quinta-feira, 10 de maio de 2012

chico buarque construção nova versão para tradutores

Nova 'versão' da construção de Chico Buarque

Um bom dia a todos

Rui Correia


Nova 'versão' da construção de Chico Buarque

Beijou seu dicionário como se fosse o último
E cada glossário seu como se fosse o único
E ligou o computador com sua mão tímida
Subiu a tradução como se fosse máquina
Ergueu no Word quatro versões sólidas
Palavra com palavra num texto mágico
Seus olhos embotados de sono e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse dono d’agência
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Digitou e resmungou como se ouvisse o cliente
E tropeçou no escritório como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio da sala da família
Morreu à frente da televisão atrapalhando a vida

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou seu dicionário como se fosse o único
E cada glossário como se fosse o pródigo
E ligou o computador com sua mão bêbada
Subiu a tradução como se fosse sólida
Ergueu no Word quatro versões mágicas
Palavra com palavra num texto lógico
Seus olhos embotados de sono e vida
Sentou pra descansar como se fosse dono d’agência
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Digitou e resmungou como se fosse o próximo
E tropeçou no escritório como se ouvisse o cliente
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio da sala náufraga
Morreu à frente da televisão atrapalhando a família

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou seu dicionário como se fosse lógico
Ergueu no Word quatro versões flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um PM
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu à frente da televisão atrapalhando o sábado

sexta-feira, 23 de março de 2012

o eterno problema das filas

este é um problema que só não acontece nos colóquios da lusofonia - nos outros locais é assim:

sábado, 10 de março de 2012

imperdível: sabem com quem está falando?



VER, ATÉ AO FIM!!! (que pena ter tanto erro ortográfico na legendagem)

PALESTRA DUM PROFESSOR UNIVERSITÁRIO BRASILEIRO. INCONTORNÁVEL.

http://www.youtube.com/embed/0YGB5u2u8kA?wmode=opaque
http://www.youtube.com/embed/0YGB5u2u8kA?wmode=opaque

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Barão de Itararé - o Dom Quixote de Rio Grande



IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS

Benjamin Doukarsky ,2/22/12,  luso-angolano-israelense(Israel) enviou:

PREZADOS AMIGOS:
Essa é para ler com calma num fim de semana. Vale a pena  conhecer o pequeno resumo bibliográfico do Barão de Itararé, um dos maiors humoristas que o Brasil já teve,  e algumas de suas famosas máximas.....

 
 Barão de Itararé - o Dom Quixote de Rio Grande
"De onde menos se espera, daí é que não sai nada". A frase é de Aparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o barão de Itararé, autor de outras máximas como "Um homem que se vende recebe sempre mais do que vale".
Gaúcho, desembarcou no Rio de Janeiro aos 30 anos de idade e foi trabalhar nos jornais "O Globo" e "A Manhã". No ano seguinte, 1926, fundou "A Manha", um jornal em formato tablóide, de circulação nacional, que foi um sucesso e iria inspirar jornalistas e humoristas, 40 anos mais tarde, a criar "O Pasquim". E logo Aparício se autoproclamaria barão de Itararé, durante a Revolução de 30, numa referência à anunciada batalha que aconteceria na cidade paulista de mesmo nome, mas que nunca ocorreu de fato.
Em 1934, fundou o Jornal do Povo. Nos dez dias em que durou, o jornal publicou em fascículos a história de João Cândido, um dos marinheiros da Revolta da Chibata, de 1910. O barão foi seqüestrado e espancado por oficiais da Marinha. Depois disso, voltou à redação do jornal e colocou uma placa na porta onde se lia: "Entre sem bater".
Militante e um dos fundadores da Aliança Nacional Libertadora, foi preso pela polícia política de Getúlio Vargas e ficou na Casa de Correção durante todo o ano de 1936. Ali conviveu com Graciliano Ramos, que descreveria o encontro dos dois na cadeia e o drama de centenas de presos políticos em "Memórias do Cárcere".
Continuaria a entrar e sair da prisão quando Getúlio se tornou ditador, durante o período chamado Estado Novo (1937-1945). Nessa ocasião, o barão já se casara pela terceira vez - e logo ficaria viúvo.
Durante seis anos, a partir de janeiro de 1938, publicou no "Diário de Notícias" a coluna "A manhã tem mais...".
Em 1945, conheceu Pablo Neruda, o poeta chileno, que lhe dedicou estes versos: "Ao Barão de Itararé / um grande entre os grandes / com respeito o saúda / de pé / o poeta dos Andes: / Neruda". No mesmo ano, ressurgiu "A Manha", com enorme sucesso. Colaboravam no jornal escritores de renome: José Lins do Rego, Sérgio Milliet, Rubem Braga, Raimundo Magalhães Jr. e Álvaro Lins.
Aporelly, como o humorista assinava, foi eleito vereador do Rio de Janeiro pelo Partido Comunista Brasileiro. O slogan de sua campanha política era: "Mais leite, mais água, mas menos água no leite - Vote no Barão de Itararé, Aparício Torelly". Em 1947, o registro do partido foi cassado e o "barão" perdeu o mandato.
Convidado pelo líder comunista Luiz Carlos Prestes, Aporelly começou a escrever na "Folha do Povo", junto com o poeta Carlos Drummond de Andrade, o pintor Di Cavalcanti e o escritor Jorge Amado.
Nos anos 1950, "A Manha" voltou novamente a circular e o jornalista passou a viver em São Paulo. Nessa época, lançou várias edições do "Almanhaque", uma paródia dos almanaques tradicionais. Trazia, por exemplo, a biografia de Aparício e de sua família. Senhor feudal de Bangu-sur-mer, o barão seria um "homem sem segredos que vive às claras, aproveitando as gemas e sem desprezar as cascas", um "grande herói que a pátria chora em vida e há de sorrir, incrédula, quando o souber morto".
Outra marca registrada de Aporelly está presente no "Almanhaque": suas tiradas, como: "A estrela de Belém foi o primeiro anúncio luminoso" ou a confusão que o teria feito aderir ao integralismo, cujo lema era "Deus, Pátria e Família!", e que o barão teria entendido como "Adeus, pátria e família!".
Convidado pelo governo comunista de Pequim, o barão fez uma viagem pela China, em 1963, e foi também a Moscou, capital da Rússia (então União Soviética). De volta ao Rio de Janeiro, isolou-se em seu pequeno apartamento, no bairro de Laranjeiras, onde morou até sua morte, aos 76 anos.
Apparício Torelli era um "campeão olímpico da paz", "marechal-almirante e brigadeiro do ar condicionado", "cantor lírico", "andarilho da liberdade", "cientista emérito", "político inquieto", "artista matemático, diplomata, poeta, pintor, romancista e bookmaker", como se definia, era gaúcho e é um dos maiores humoristas de todos os tempos. Dele disse Jorge Amado: "Mais que um pseudônimo, o Barão de Itararé foi um personagem vivo e atuante, uma espécie de Dom Quixote nacional, malandro, generoso, e gozador, a lutar contra as mazelas e os malfeitos".
Apparício Torelly, que também usou o pseudônimo de "Apporelly, estudou medicina, sem chegar a terminar o curso, e já era conhecido quando foi para o Rio fazer parte do jornal O Globo, e depois de A Manhã, de Mário Rodrigues, um temido e desabusado panfletário. Logo depois lançou um jornal autônomo, com o nome de "A Manha". Teve tanto sucesso que seu jornal sobreviveu ao que parodiava. Editou, também, o "Almanhaque — o Almanaque d'A Manha". Faleceu no Rio de Janeiro em 27/11/71. O "herói de dois séculos", como se intitulava, é um dos maiores nomes do humorismo nacional.

Escreveu, entre outras coisas:
Máximas do Barão de Itararé
Observações Morais, Satíricas ou Irônicas
Conselho Médico
Máximas e Mínimas
Propaganda Realista
O lobisomem
Como entrou no Céu o primeiro advogado
Um plano genial

“Máximas e Mínimas” do Barão de Itararé (repetidas até hoje)

.De onde menos se espera, daí é que não sai nada.
. Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa.
. Quem empresta, adeus...
. Dize-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.
. Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.
. Quando pobre come frango, um dos dois está doente.
. Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.
. Cleptomaníaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomaníaco pobre.
. Quem só fala dos grandes, pequeno fica.
. Viúva rica, com um olho chora e com o outro se explica.
. Depois do governo ge-gê, o Brasil terá um governo ga-gá. ( Ge-gê: apelido de . . Getulio Vargas. Ga-gá: referia-se às duas primeiras letras no sobrenome do novo presidente, Eurico Gaspar Dutra).
. Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.
. Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.
. O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim , afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.
. Os juros são o perfume do capital.
. Urçamento é uma conta que se faz para saveire como debemos aplicaire o dinheiro que já gastamos.
. Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.
. O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.
. A gramática é o inspetor de veículos dos pronomes.
. Cobra é um animal careca com ondulação permanente.
. Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.
. Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.
. Há seguramente um prazer em ser louco que só os loucos conhecem.
. É mais fácil sustentar dez filhos que um vício.
. A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados.
. Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai.
. O advogado, segundo Brougham, é um cavalheiro que põe os nossos bens a salvo dos nossos inimigos e os guarda para si.
. Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.
. Mulher moderna calça as botas e bota as calças.
. A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.
. Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.
. Pão, quanto mais quente, mais fresco.
. A promissória é uma questão "de...vida". O pagamento é de morte.
. A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.
. Deus dá peneira a quem não tem farinha.
. Testamento de pobre se escreve na unha.
. Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar as nossas dívidas com o tempo.
. Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.
. O fígado faz muito mal à bebida.
. O casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso.
. Com as crianças é necessário ser psicólogo. Quando uma criança chora, é porque quer balas. Quando não chora, também.

. O menino, voltando do colégio, perguntou à mãe:
-- Mamãe, por que é que pagam o ordenado à professora, se somos nós que fazemos os deveres?

. O feio da eleição é se perder.
. A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas, em geral, enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.
. Com dinheiro à vista toda gente é benquista.
. Se você tem dívida, não se preocupe, porque as preocupações não pagam as dívidas. Nesse caso, o melhor é deixar que o credor se preocupe por você.
. Palavras cruzadas são a mais suave forma de loucura.
. A alma humana, como os bolsos da batina de padre, tem mistérios insondáveis.

. O homem cumprimentou o outro, no café.
-- Creio que nós fomos apresentados na casa do Olavo.
-- Não me recordo.
-- Pois tenho certeza. Faz um mês, mais ou menos.
-- Como me reconheceu?
-- Pelo guarda-chuva.
-- Mas nessa época eu não tinha guarda-chuva...
-- Realmente, mas eu tinha...

. O homem é um animal que pensa; a mulher, um animal que pensa o contrário. O homem é uma máquina que fala; a mulher é uma máquina que dá o que falar.
. O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.
. O mal alheio pesa como um cabelo.
. A solidez de um negócio se mede pelo seu lucro líquido.
. Que faz o peixe, afinal?... Nada.
. A sombra do branco é igual a do preto.
. "Eu Cavo, Tu Cavas, Ele Cava, Nós Cavamos, Vós Cavais, Eles Cavam. Não é bonito, nem rima, mas é profundo...
. Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.
. Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!
. Devo tanto que, se eu chamar alguém de "meu bem" o banco toma!
. Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta...

Uísque e mulher ranzinza

Eu tinha doze garrafas de uísque na minha adega e minha mulher me disse para despejar todas na pia, porque se não...
- Assim seja! Seja feita a vossa vontade, disse eu, humildemente. E comecei a desempenhar, com religiosa obediência, a minha ingrata tarefa.
Tirei a rolha da primeira garrafa è despejei o seu conteúdo na pia, com exceção de um copo, que bebi.
Extraí a rolha da segunda garrafa e procedi da mesma maneira, com exceção de um copo, que virei.
Arranquei a rolha da terceira garrafa e despejei o uísque na pia, com exceção de um copo, que empinei.
Puxei a pia da quarta rolha e despejei o copo na garrafa, que bebi.
Apanhei a quinta rolha da pia, despejei o copo no resto e bebi a garrafa, por exceção.
Agarrei o copo da sexta pia, puxei o uísque e bebi a garrafa, com exceção da rolha.
Tirei a rolha seguinte, despejei a pia dentro da gar­rafa, arrolhei o copo e bebi por exceção.
Quando esvaziei todas as garrafas, menos duas, que escondi atrás do banheiro, para lavar a boca amanhã cedo, resolvi conferir o serviço que tinha feito, de acordo com as ordens da minha mulher, a quem não gosto de contrariar, pelo mau gênio que tem.
Segurei então a casa com uma mão e com a outra contei direitinho as garrafas, rolhas, copos e pias, que eram exatamente trinta e nove. Quando a casa passou mais uma vez pela minha frente, aproveitei para recontar tudo e deu noventa e três, o que confere, já que todas as coisas no momento estão ao contrário.
Para maior segurança, vou conferir tudo mais uma vez, contando todas as pias, rolhas, banheiros, copos, casas e garrafas, menos aquelas duas que escondi e acho que não vão chegar até amanhã, porque estou com uma sede louca ...
FONTES:
- Extraído de "Máximas e Mínimas do Barão de Itararé", Distribuidora Record de Serviços de Imprensa - Rio de Janeiro, 1985, págs. 27 e 28, coletânea organizada por Afonso Félix de Souza.
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http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u630.jhtm
- http://www.culturabrasil.pro.br/itarare.htm

 
 
 

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