segunda-feira, 20 de agosto de 2012

povos e culturas


 Povos & Culturas

Conferência internacional quer "resgatar" património histórico e cultural da herança judaica

A conferência internacional que reúniu em Ponta Delgada especialistas nacionais e estrangeiros pretendeu resgatar o património histórico-cultural das comunidades judaicas nos Açores e colocar o arquipélago nos roteiros do turismo genealógico.

"A verdade científica é que temos uma concentração de 13,4 por cento de carga genética judaica ainda hoje nas nossas populações e esta é uma presença muito forte", afirmou Graça Castanho, diretora regional das Comunidades, em declarações à Lusa a propósito da Conferência Internacional sobre a Herança Judaica nos Açores, onde será apresentado um roteiro com a história, vestígios e manifestações judaicas na região.
Graça Castanho salientou que as primeiras famílias de judeus chegaram aos Açores "integradas nos primeiros grupos de povoadores e as últimas no século XIX", entre as quais a família Bensaude, que tem património em quase todas as ilhas do arquipélago e é atualmente uma das mais importantes na região.
"Quando os judeus foram expulsos de Portugal muitas famílias escolheram os Açores como porto seguro. Esta é uma realidade muito interessante, ainda que possa ser pouco conhecida", frisou.
A conferência internacional que decorre no início da próxima semana em Ponta Delgada pretende "resgatar o património judaico que marcou o destino dos Açores desde a chegada das primeiras famílias, ao nível do comércio, indústria e negócios".
"Há uma presença que precisa de ser preservada, escrita e reescrita para que a história dos Açores se complete", defendeu Graça Castanho.
Nesse sentido, a reunião  abordou questões históricas como "a data da chegada das famílias, as razões da sua vinda, o tempo de permanência, o património edificado e os vestígios e referências da presença judaica no arquipélago, essencialmente em S. Miguel, Terceira, Faial e Pico".
No primeiro dia, entre outras, ocorreram as intervenções de Miguel do Espírito Santo, presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, no Brasil, e Joseph Levi, professor na George Washington University, nos EUA, assim como a apresentação do roteiro da herança judaica nos Açores, elaborado por Fátima Sequeira Dias, da Universidade dos Açores.
No segundo dia, os participantes visitaram vários locais ligados à presença judaica em S. Miguel.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=532417&tm=4&layout=121&visual=49

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