domingo, 15 de julho de 2012

COLOMBO ERA PORTUGUÊS várias..

APRENDI NOUTRA LISTA 
 
Alguém já se interessou pelo parentesco entre Pedro Álvares Cabral e Cristóvão Colombo? EXISTE essa relação no casal Catarina Nunes Velho e Jorge Furtado de Souza. Catarina era tataraneta de Álvaro Gil Cabral, por sua vez trisavô de Pedro Álvares Cabral; Jorge Furtado de Souza era tataraneto de Bartolomeu Perestrello / Catarina de Mendonça. Com sua outra mulher, Isabel Moniz, Bartolomeu teve Filipa Perestrello, mulher de Cristóvão Colombo.
Chrys CHRYSTELLO, An Australian in The AZORES/


 Colombo era Português!

http://www.apol.net/dightonrock/colombo_100_portugues.htm

Por Manuel Luciano da Silva, Médico


Gravura (1) Papa Alexandre VI

  Todos nós sabemos que até à data já foram publicados muitos
milhares de livros e artigos sobre  a vida de Cristóvão Colombo. Mas
todos eles põem ênfase nos aspectos emocionais e misteriosos do
famoso navegador, descrevendo quantas mulheres existiram na sua
vida,
chegando até a preocuparem-se com os lugares onde os seus ossos
estão
sepultados! 

Eu ponho de parte toda esta informação circunstancial, porque não
tem
importância nenhuma  para podermos  chegar ao diagnóstico correcto e
preciso sobre a identidade verdadeira do célebre descobridor.

 

Eu só estou interessado em analisar  as siglas ou "biópsias" 
escritas  pelo  punho do próprio   navegador e  também  examinar
directamente os  documentos coevos e verdadeiros que ainda  hoje
estão bem  guardados  na Biblioteca do Vaticano em Roma, Itália.

 

Durante muitos séculos a Biblioteca do Vaticano foi considerada a
maior e os mais importante  do mundo e ainda hoje merece  essa
distinção.  Por este facto parece-me  lógico que  toda a pessoa que
queira  investigar  a História dos Descobrimentos  tenha que   ir à
Biblioteca do Vaticano examinar directamente  os documentos lá
existentes! Mas os chamados historiadores profissionais não tem
feito
isso!…E  ficam muito zangados comigo!…por eu ter feito exactamente
isso,  no Verão de 1994!

 

Bulas Papais

Há cinco séculos, o Papa era considerado a autoridade mais alta e
mais oficial  existente  na Europa. O Papa  Alexandre VI  foi o
árbitro que aprovou a divisão do mundo entre Portugal e  a Espanha, 
sancionando o Tratado de Tordesilhas , em 1494!

Foi o  Papa Alexandre VI,   que durante o ano de 1493,  publicou, em
latim,  quatro Bulas Papais,  todas relacionadas com a descoberta da
América.  Sómente as duas primeiras Bulas é que incluem o nome do
navegador. Mas o nome que aparece  em ambas Bulas  não  é Colombo, 
mas sim,  COLON.

Na Primeira  Bula, datada de 3 de Maio de 1493, na segunda página,
na linha décima primeira,  nós podemos ler em  latim,  --- dilectum
filium Crhistophom Colon  --- "meu ditoso filho Cristovão Colon". É 
preciso notar que o nome que aparece nesta Bula não é Colombo, mas
sim,  COLON.



Gravura (2) Primeira Bula

 

A Segunda Bula,  datada de 4 de Maio de 1494,  repete o nome COLON
que podemos ver,  claramente,  na  primeira  página,  na linha
trigésima primeira.  Mas desta vez o nome do navegador aparece
totalmente em  português à CRISTOFÕM COLON.

Devemos notar que o nome  CRISTOFÕM  é composto por duas partes: 
CRISTO, sem  a letra "h",  como   se escreve em português, mais 
FÕM,  que é a forma antiga ou  arcaica de VÃO,  em português. 
Devemos notar bem que  FÕM   tem um til por cima do  "O". Não existe
nenhuma outra  língua no mundo que use um  til sobre o "O"  a não
ser
a portuguesa!  Por isso desta combinação  nasceu o nome que hoje se
usa: CRISTÓVÃO.




Gravura (3) -Segunda Bula

Não devemos esquecer que tanto a Primeira como a Segunda Bulas
Papais
estão escritas em latim. Sendo assim era de esperar  que o nome do
navegador estivesse também escrito na forma latina à Christopher
Columbus. Mas não está! 

Poderíamos esperar que o nome aparecesse soletrado em italianoà
Cristoforo Colombo,  uma vez que  as  Bulas foram  publicadas em
Roma.   Mas também  não está!

Poderia apresentar-se  escrito  em espanhol, à Christóval Colon,  
uma vez que as Bulas foram  dirigidas ao Reis Católicos Espanhois, 
mas também  não está!

Os espanhois e todas as nações que falam espanhol,  usam o nome
Cristóval Colon, (não Colombo),  derivado do nome que aparece na
capa
do "Livro dos  Privilégios", que é uma colectânea das propriedades

direitos oficiais  que pertenciam ao navegador, cuja obra foi
inspeccionada pessoalmente por ele em 1502, antes de ser publicada,
em Espanha. 





Gravura (4)  Capa do  Livro dos Privilégios.

 

 

A Sigla do Navegador




Gravura (5) Sigla completa: parte superior e parte inferior

A palavra Sigla é o plural da palavra em latimà siglum,  que quer
dizer assinatura ou sinal. Nós ainda hoje vamos ao notário para 
abrir o sinal ou  sigla, ou firmar a nossa assinatura.

Por vezes as siglas são formadas pelas letras iniciais  de várias
palavras e quando isso  acontece chamamos-lhe um  acrónimo.  Há uma
variedade enorme de siglas no mundo. Desde a antiguidade que a
humanidade sempre usou  siglas. Muitas delas contêem significados
secretos e difíceis de interpretar.  Uma das siglas mais conhecidas
é  a sigla que aparece no  cimo da Cruz onde Jesus foi cruxificado à
INRI.   Esta sigla não quer dizer  "Em Rhode Island!…" Quer dizer
sim, --  Iesus Nazarenus Rex Iudoerorum –  "Jesus de Nazaré, Rei dos
Judeus".

Pois o nosso navegador também criou a sua  Sigla própria  com que
firmava os documentos oficiais.

A célebre Sigla que é composta por duas partes uma superior e outra
inferior

A parte superior contem sete letras   SSAS  XMY.

A letra X significa cruzamento, ou seja  "filho de",  e porque a
letra J não existia no alfabeto romano há cinco séculos, a letra
grega Y era usada  como  letra inicial do nome José. Com esta
simples  informaçcão é fácil decifrarmos  a parte superior da Sigla,
cujo conteúdo é uma saudação a Cristo:

Sanctus, Sanctus,  Altissimus,  Santus, Filho de Maria e José

 

  

Gravura (6) Parte inferior da  Sigla



A parte inferior da Sigla é muito mais dificil de decifrar. É 
composta por

[ : XpõFERENS . / ]

Vamos analisar as várias partes:

(1)   [ : ]  é o sinal de pontuação que em português  se chama dois
pontos,  mas na sua origem grega tem o nome de  COLON. No mundo
anglosaxónico  tem  ainda hoje a mesma designação COLON. Tem por
significado dividir em partes,  ou criar um membro duma frase.

(2)   [ Xpõ ]  com um til por cima do õ, é composto pelas letras
gregas ch, rho e  omicron.  Xpõ é a  abreviatura em grego do nome
Christo  o qual  em português se escreve Cristo. Omicron é a décima
quinta letra do alfabeto grego  e o til por cima do õ,   é o sinal
grego chamado macron,  indicando que o acento principal  deve ser no
ó  de Cristo  para se pronunciar Cristó.

(3)   [  FERENS ] é uma palavra em latim que significa mensageiro,
que carrega   consigo qualquer coisa.

(4)   Em espanhol a palavra FERENS tornou-se Val, originando depois
o
nome Cristóval (Cristo + val). Em português originou o nome
Cristóvão
(Cristo + vão).

O sinal [ ./ ] é o sinal de pontuação ponto e vírgula,  chamado
semicolon no mundo anglosaxónico.

Porque é que a Sigla  do navegador tem no princípio COLON e na parte
terminal SEMICOLON?

Devemos notar que há cinco séculos, tanto em Espanha como em
Portugal
colon [ : ] e semicolon [ . / ] eram ambos pronunciados COLON.

Durante séculos em Portugal, Espanha e França  uma frase
interrogatória era sempre assinalada no princípio com um ponto de
interrogação  invertido,   avisando que a frase iria acabar com um
sinal de interrogação normal. O mesmo se passava com os sinais de
exclamação. A mesma técnica era usada  com os sinais de colon e
semicolon. Assim quando uma frase  (ou sigla)  começasse  com o
sinal
de colon, já antevíamos que ela  iria terminar num semicolon ou 
vice-
versa. Mas só o sinal terminal é que era lido ou considerado, à
semelhança  do que acontecia com os sinais de interregoção e
exclamação.  

Esta explicação é necessária para nos colocarmos no período de há
quinhentos anos e podermos  asssim compreender melhor os caracteres 
da Sigla.  Vamos então agora interpretar a parte inferior da Sigla 
[ : XpõERENS . / ]

Tudo isto que dizer  [ colon + Cristo + vão + semicolon ].

O primeiro sinal colon [ : ] serve de alerta para o leitor  se
aperceber que  a Sigla vai terminar com o  sinal  semicolon  [ . / ]

Segundo a regra da pontuação (há quinhentos anos)  o primeiro colon
é
silencioso.  Só o segundo sinal,  neste caso o  semicolon,  é que
terá o valor de COLON.



Por isso devemos ler  a Sigla   [ : XpõFERENS . / ]  contendo  o
nome  Cristovão Colon e nunca  Colombo.

 

Nome Baptismal
Devemos esclarecer que o navegador fabricou o nome Cristovão Colon,
porque o seu nome natural ou baptismal era Salvador Fernandes Zarco.

Se assim é  temos  que voltar a analisar a parte inferior da Sigla
para  verificarmos  se realmente o nome de Salvador Fernandes Zarco
está nela contido. Vamos ver que a Sigla tem um duplo significado.

Primeiro devemos notar que os católicos muitas vezes chamam a
Cristo,   Salvador. Assim a primeira parte da Sigla  [ Xpõ ] 
significando  Cristo pode ser lida como Salvador.

Mas devemos notar ainda outra coisa. As duas letras  [ põ ]  são
letras minúsculas . Isto quer dizer que o nome Salvador  é  dum
homem
e não de Cristo, Deus, porque se assim fosse,  todas as letras de [
Xpõ ]  teriam  que ser maiúsculas.

A parte seguinte  da Sigla  é  FERENS que significa mensageiro em
português, mas

é  também a abreviatura do nome Fernandes.  Quer dizer que já temos
dois nomesà Salvador Fernandes. Mas onde está  na Sigla o nome
Zarco?  Este é  um parto mais dificil!



Temos que voltar outra vez à parte que contem  [  FERENS. / ]

Primeiro temos que notar que  a letra S de FERENS é diferente das
letras S da parte superior da Sigla. Em FERENS a letra S tem a
extremidade superior arrebitada, levantada como se fosse a cauda dum
cão ou dum gato. E porquê? Porque esta letra S assim arrebitada  tem
um significado duplo.  Significa também a letra hebraica chamada
Lamed. Curioso  que esta letra  hebraica Lamed tem o mesmo
significado que o sinal grego  [ : ]  de Colon.

Mas se o S de FERENS  é a letra Lamed , temos que notar que esta
letra está invertida e por este facto passa a ter  o nome de ZARCO! 
Esta sensacional descoberta foi feita, em 1930, em Portugal, pelo
Major Santos Ferreira.

Chegamos assim à conclusão do nome Salvador Fernandes Zarco.  Mas se
este nome é verdadeiro temos que recorrer à  documentação feita pelo
navegador para o confirmar.

Temos que rever pelo menos QUINZE documentos verdadeiros que contem
a
Sigla feita pelo punho do  navegador. Foi o que eu fiz. Com a minha
lupa,  ao examinar os quinze documentos,  descobri, que em todos
eles,  na parte esquerda,  ao mesmo nível da Sigla,  existia um
Monograma, que ninguém no mundo inteiro tinha detectado, até  6  de
Janeiro de  1989!  Pedi auxílio à minha mulher,  Sílvia, porque ela
é
uma bordadeira excelente, especialmente em  monogramas. Com
facilidade ela conseguiu desentrelaçar  as  três letras do Monograma
S F Z que são as inciais do nome Salvador Fernandes Zarco! Eureka!



Gravura (8)  Documento com Monograma e Sigla






Gravura (9) Decifração do Monograma
 

Agora temos que perguntar: donde é que o navegador recebeu o nome de
Zarco? Da mãe que era Isabel Gonsalves Zarco, filha de João
Gonsalves
Zarco, judeu sefárdico português,  da cidade de Tomar, Portugal e
que
foi o descobridor da Ilha de Porto Santo,  em 1418!  E quem era o
pai
de Salvador Fernandes Zarco? Era  Dom Fernando, Duque de Beja.

Salvador Fernandes Zarco era fruto de amor proibido. Por isso  a mãe
foi dar à luz em Cuba, no Alentejo, uma aldeia  que fica  a doze
quilómetros  ao norte de Beja, porque  entretanto  o Duque decidiu 
casar com outra Isabel…

O futuro navegador nasceu em 1448, mas quando tinha seis anos foi
com
a mãe para a Ilha de Porto Santo, depois dela ter casado com Diogo
Afonso Aguiar. Ao 14 anos  iniciou a vida marítima nas caravelas
portuguesas em viagens para as costas de  Àfrica.

Mais tarde viria a casar com Filipa Moniz de Perestrelo, filha do
Governador da Madeira. Deste casamento  nasceu um filho legítimo que
foi baptizado com o nome de Diogo Colon (não Colombo).

Salvador Fernandes Zarco,   (o futuro Cristovão Colon),  foi
marinheiro nas caravelas portuguesas mais de dez anos. Ele tinha que
ser português, porque se não o fosse teria sido atirado ao mar  por
Decreto do Rei D. João II, que proíbia estrangeiros de navegar nas
caravelas e naus portuguesas.



Benção de Colon  


Gravura (10) Benção
Outro documento importante que devemos estudar, para compreendermos
melhor  os vastos conhecimentos  culturais hebraicos do Cristovão
Colon,  é a Benção que ele dirigiu ao filho legítimo,  Diogo Colon, 
nas suas últimas DOZE cartas, entre 12 de Novembro de 1504, até 24
de
Fevereiro de 1505.

Este sinal peculiar da Benção foi descoberto pelo famoso Simon
Wiesenthal em 1973 e aparece  em todas as referidas cartas no lado
esquerdo superior. A Benção é composta por duas letras hebraicas,
Beth e Hei, que são as iniciais de Baruch Hashem, que
significam  "Deus te abençoe! ".

Todas estas cartas dirigidas ao filho,   Diogo Colon,  são
consistentes porque possuem: (1) a Benção no canto superior
esquerdo,
(2) o Monograma no canto inferior esquerdo e  (3) a Sigla no canto
inferior direito na base de cada  carta.

 

Cartas ao filho Diogo Colon


 

 

Gravura (11) Uma carta com as 3 cifras: Benção, Monograma e Sigla
Pelos documentos que já analisamos é fácil compreendermos que o
grande navegador Cristovão Colon era um homem erudito,  não só na
ciência de navegar,  mas também tinha conhecimentos de várias
línguas
tais como português, espanhol, grego, latim e hebraico, incluindo a
Bíblia. A testemunhar este facto  são os valores intrínsicos da
Sigla, do Monograma e da sua Benção. Devemos notar  que a  sua mãe,
Isabel Gonsalves Zarco, era  judia sefárdica portuguesa de Tomar, 
onde ainda hoje existe a Sinagoga  d'Arco ou do Zarco e  que está
aberta ao público.

Quero confessar
Até 1989,  eu pensava como toda a gente,  que Colombo era genovês, 
porque foi assim que fui ensinado nas escolas em Portugal. Foi o
livro de  Mascarenhas Barrreto "Cristovão Colombo, Agente Secreto do
Rei Dom João II"  que   me estimulou a  investigar  directamente os
documentos originais  do navegador. Por isso eu quero aqui prestar, 
publicamente,  a minha alta  homenagem a Mascarenhas  Barreto, não

pelas suas  descobertas,  mas também  pela sua coragem  inabalável
em
defender, contra todos os "inimigos da onça",  a  Teoria de que
Cristovão Colon era  realmente Português!

Foi Mascarenhas Barreto que coligiu a lista de mais de quarenta
topónimos portugueses nas Caraíbas  depois das quatro viagens que o
navegador fez às Antilhas depois de1492.  Aqui está a lista:

  S. Vincente, Santa  Luzia, Guadiana, Ponta de Santo Antonio, S.
João Baptista, Porto Santo, Mourão, Isabel, Sanctus Spiritus, Sta.
Clara, S. Nicolau, Conceição, Cabo de S. João,  Cabo Alfa, S.
Domingos, Cabo Roxo, S. Miguel, Cabo Omega, S. Antonio, Sta.
Catarina, S. Jorge, Ponta Galera, S. Bernando, Bocas das Serpentes,
Boca do Dragão, Margarida, Ponta de Faro, Boca de Touro, Cabo
Isabel,
Ilha dos Guinchos, Salvador, Santarém, Cuba, Curaçao, Brasil, Belém.

Alguns destes nomes são comuns no português e no espanhol, mas um
certo número só podem ser  exclusivamente  portugueses, tais como: 
Brasil, Santarém, Curaçao, Faro, Belém, Touro, Ponta e Porto.

Não há dúvida que estes nomes portugueses só servem  para afirmar e
testemunhar que Cristoóvão Colon ou Salvador Fernandes Zarco tinha
que ser  realmente 100% português!

Documentos falsos

Com respeito ao Colombo genovês, Mascarenhas Barreto afirma  no seu
livro "Portuguese Columbus":

(1) O Colombo italiano nunca foi navegador. Foi simplesmente um
cardador de lã.

(2)   Todos os membros da família de Colombo de Génova era eram
plebeus e cardarores de lã.

(3) Se  Colombo saiu de Génova as 24 anos  como é que ele nunca
falou
italiano, nem escreveu nada em italiano?! Os defensores da Teoria
Genovesa dizem que  "Ele esqueceu a língua italiana".  Que coisa
ridícula!

(4)Se ele nasceu em Génova ( e era italiano) porque é que ele nunca
pôs nos primeiros mapas  das ilhas do Mar das Caraibas, nenhum nome 
em honra das cidades famosas da Península Itálica tais como: Génova,
sua terra natal, Roma (sede da Igreja Católica),  Veneza, Florença,
Nápolis, Turim,  Milão, Pisa, Palermo, etc. Porque é que nos mapas
de
Quinhentos  aparecem mais de quarenta nomes portugueses nas Ilhas da
América Central e não aparece sequer um nome italiano?

(5)   Como podia um plebeu, um cardador, casar com a filha do
Governador da Madeira,  quando as diferenças de classes -- entre
nobres e plebeus -- eram enormes.

(6)   É muito importante verificarmos que todos os documentos em que
a Teoria Genovesa se baseia são  TODOS  FALSOS! O nome Cristoforo
Colombo é  falso,  o testamento é falso e  o  chamado Codicilo
Militar  também é  FALSO!

Testamento

Vejamos, por exemplo o Codicilo Militar,  o último documento
atribuído a Cristoforo Colombo. Codicilo é um pequeno códice ou
acrescento a um testamento para o modificar ou completar. Vejamos
que
o Codicilo Militar,  atribuído a Cristoforo Colombo,  é um documento
falso,  não só pelo conteúdo, mas também pela caligrafia e pela
Sigla
fraudulenta.

Podemos ver claramente que a sigla do Codicilo Militar é uma fraude
quando a comparamos  com a Sigla verdadeira de Cristovão Colon.



Gravura (12) – Codicilo Militar

                         Feito em Valladolid 4 de Maio, 1506

                         S.

                     S.A.S.           XPYFERENS

                    X. M. i.

 

Aqui vemos que o [  i  ] é usado em vez do [ Y ]  e que no [
XpõFERENS ] ,  faltam

o [ : ]  colon,  e o [ . / ]  semicolon, que são umas das partes
mais
importantes da Sigla verdadeira.

 



 

 

Gravura (13)  Documento verdadeiro com a Sigla

 

Conclusões

(1)   Porque é que o navegador  escolheu o nome de Colon? Escolheu a
palavra Colon devido ao  seu significado  religioso e místico.

A palavra Colon além  do seu significado de pontuação  tem também um
significado anatómico, como acontece no colon ascendente, colon
transversal e colon descendente. Colon representa as  "partes", 
porque  divide uma frase em partes e  também divide o intestino
grosso em "partes".  

Desde a Antiguidade que a palavra Colon tem tido  um significado
religioso e espiritual.  Tem sido um símbolo muito usado
para   "afastar o mau olhado" . Podemos comparar o simbolismo do
Colon ao significado da Cruz no mundo de hoje que serve também
para "afastar o mau olhado das pessoas e das nossas casas". 

Acredito que o Cristovão Colon escolheu  o símbolo de colon [ : ]
porque ele desejava  obter a  protecção  divina  durante a sua 
longa
viagem através   do Atlântico. Assim ele  colocou na sua Sigla o seu
próprio nome ao centro,  protegido lateralmente por dois sinais de
Colon.  É  por isso que ainda hoje é facílimo  ler o nome de Colon
na
Sigla  se soubermos ler na sua forma original os sinais de  [ : ] e
[ . / ] COLON.   

(2) Os historiadores e os professores,  que têm passado toda  a vida
a ensinar e  a escrever  (e a comer almoços e jantares), 
defendendo 
a teoria de que Colombo era genovês, continuam a fazê-lo porque
continuam a ser  TRANSFIXADOS (cérebro lavado)  pelos nomes  Colombo
e Columbus,   constituindo um  erro terrível  para  a história 
universal!  A nome Colombo quer dizer "pombo", e o navegador nunca
foi  pombinho nenhum!…

Ninguém tem o direito de transfixar  o nome do navegador para outro
nome qualquer. O nome verdadeiro do navegador é Cristophõm Colon ou
Cristovão Colon, tal qual aparece nos documentos irrefutáveis que
são
as duas  Bulas Papais.

É uma vergonha horrível os professores do ensino secundário e
universitário em Portugal, a Academia de História, o Ministro da
Educação, todos os governantes de Portugal assim como o Ministério 
dos Negócios Estrangeiros e todo o corpo diplomático português
espalhado pelo mundo,  continuarem  a dizer que Colombo era genovês
em vez de afirmarem com convicção e patriotismo que o navegador 
Cristovão Colon era realmente  português. E os leitores  querem
saber
porque é que  estes "senhores tão sabidos"  tomam tal atitude anti-
portuguesa?  Porque  querem ser mais papistas  que o Papa!

Quem quiser ver mais documentação deve visitar a minha website
http:www.apol.net/dightonrock/

 

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Bibliografia

Amler, Jane Fances Christopher Columbus Jewish Roots   Jason Aronson
Inc., Northvale, New Jersey

 

Barreto Mascarenhas 1992 - The Portuguese Columbus, Secret agent of
King John II. New York: St. Martin's Press.
 

Da Silva , Manuel Luciano 1971 - The Portuguese Pilgrims and Dighton
Rock, Nelson Martins, Editor. Published by the Author: Bristol,  RI.
Da Silva , Manuel Luciano -  Columbus wasn't Columbus,
Massachusetts
Academy Magazine, Fall/Winter 1989-1990, Vol. III, No. 3, pp. 3-10.

 

Harrisse, Henry - The Discovery of North America. Amsterdam: N.
Israel Publishing Dept.  Reprint 1969

 

De Mello, Alfredo El Verdadero Colón, Montevideo, Uruguay.  Author's
Edition

Thacher, John Boyd 1967 -  Christopher Columbus: His Life, His Work,
His Remains, 3 Vols. New York: AMA Press Inc.
Wiesenthal, Simon   1973 -  Sails of Hope - The Secret Mission of
Christopher Columbus.   New York: Macmillam.


_,_.___

   

TESE DE MANUEL ROSA [Picoense]: "Colombo, espião e português", entrevista 
por: Rui Messias
"Diário Insular" (Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, Portugal), 11 Fev
2007:
<http://www.diarioin sular.com/ noticias/ ver.php?edicao= 0_11_Fevereiro_ 2007&n
_id=37651>

Cristóvão Colombo chamava-se Cristóval Cólon, era português e sempre
trabalhou para D. João II, Rei de Portugal, numa armadilha delineada pelo
monarca português para enganar e distrair os reis espanhóis. A tese é do
picoense Manuel da Silva Rosa, e está publicada em livro.
DI-Revista falou com o autor à descoberta do verdadeiro descobridor da América.

DI: Colombo era, de facto, português?
MR: Essa é uma pergunta muito difícil de responder com certezas, porque
ainda não conseguimos chegar à verdadeira pessoa que foi Colombo em
Portugal. Neste livro, conseguimos mostrar os seus laços portugueses. No
entanto, perante essas ligações e todos os pormenores que se conhecem da
sua acção, tudo indica que ele era português.

DI: Ao longo do seu livro, defende a tese que Cristóvão Colombo -- ou
Cristóval Cólon -- era um agente de D. João II a operar junto dos Reis de
Castela. Como chegou a essa conclusão?
MR: Isso está provado. Não há dúvidas que, até 1495, Cólon estava ao
serviço de D. João II, Rei de Portugal. A dúvida que existe é saber quem
ele foi antes de 1484. Porque, nesse ano, ele foge para Espanha e muda o
seu nome, "sepultando" a sua identidade verdadeira, que até hoje é uma
incógnita. Aliás, a corrupção do nome Cólon para Colombo, atribuindo-lhe a
nacionalidade italiana, também serviu para esconder as suas raízes
originais, os seus laços a Portugal.

DI: E por que Cólon quis esconder as suas raízes?
MR: É esse o mistério em volta de Cólon. Pessoalmente, acredito que Cólon,
ao esconder a sua nacionalidade, protegia os seus pais. Só isso faz
sentido, porque toda a documentação que hoje conhecemos demonstra que Cólon
era conhecido, quer em Portugal quer em Espanha, daí não ser lógica a
argumentação que assume que ele se escondeu em Espanha. Ele escondeu sim
foi a sua identidade portuguesa e as raízes familiares que o ligavam a
Portugal.

DI: Mas escondia os seus pais com que finalidade?
MR: Acredito que Cristóval Cólon era filho do Infante D. Henrique...

DI: O que abre aqui um sério problema... Que provas apresenta?
MR: Nem mais. No livro analiso essa possibilidade. Não nos esqueçamos que o
Infante D. Henrique morreu virgem. Isso está escrito. No entanto, Cristóval
Cólon era muito conhecido na corte portuguesa antes de ir para Espanha. Ele
era tio do marquês de Montemor, do Conde de Penamacor, do conde de
Abrantes, tinha reuniões privadas com D. João II e foi casado com uma nobre
portuguesa, membro da Ordem de Santiago. E para que ele pudesse casar-se
com essa mulher, era imprescindível a autorização do mestre da Ordem de
Santiago, no caso, o futuro Rei D. João II.

DI: A tese oficial afirma que Cólon -- no caso Colombo -- era filho de
tecelões genoveses, naufragado em Portugal, onde terá aprendido as artes do
mar, tentando convencer D. João II que era possível chegar à Índia por
Ocidente. Ideia que, depois de recusada em Portugal, o levou para Espanha.
Ora, tendo em conta as relações sociais da época, é evidente que o plebeu
Cólon jamais casaria com uma nobre e dificilmente chegaria aos Reis de
Espanha...
MR: Exacto. Neste livro, por exemplo, provamos que Cólon nunca poderia ter
feito a proposta de encontrar o caminho para a Índia por Ocidente a D. João
II. Apresentamos inúmeras provas de que Cólon era um espião português em
Castela, daí que tudo o que dissesse era susceptível de servir para a sua
missão. Vários historiadores leram as cartas de Cólon e decidiram o que
aceitar e o que rejeitar. Eu decidi aceitar o que eles puseram fora e
rejeitei o que eles aceitaram. E a história muda radicalmente, embora faça
mais sentido do que tudo o que nos têm ensinado...

DI: E que história é essa, então?
MR: Por exemplo, em nenhuma das suas cartas Cólon assume ter proposto a D.
João II o acesso por Ocidente à Índia. Aliás, ele não o poderia ter feito,
porque a proposta de navegar por Ocidente para a Índia já tinha sido feita
a Portugal em 1474 pelo florentino Paolo Toscannelli. Ao que se sabe, foi
com o mapa de Toscannelli que Cólon se apresentou aos Reis de Castela. Ora,
se essa carta era de D. João II, como Cólon a teria? Roubou-a nos arquivos
do Rei para depois a apresentar como sua? Claro que não. A carta foi-lhe
dada por D. João II. Outro erro que se assume na historiografia de Cólon é
que ele nunca percebeu que não estava na Índia, quando fundeou nas
Américas. É errado. Cristóval Cólon sabia que não estava na Índia. Por
exemplo, como poderia Cólon não saber que não ia encontrar a Índia quando,
à partida de Castela, carrega o barco de bugigangas, barretes, guizos,
espelhos e outros artefactos para trocar com quem encontrasse? Se ele
fosse, de facto, para a Índia, nunca levaria tais coisas para trocar por
especiarias. Os indianos não eram aborígenes. Cólon, na América, trocou as
bugigangas que levava por ouro. Ele sabia ao que ia. Além disso,
consultando o seu diário de bordo, sabemos que Cólon era um navegador e um
cartógrafo competente, e nesse documento ele regista com precisão as suas
localizações.

DI: Mas há algo que, aparentemente, não bate certo na alegada acção de D.
João II. Ou seja, segundo a sua tese, o monarca português enviou Cólon para
Espanha para, alegadamente, distrair os reis católicos enquanto Portugal
confirmava o caminho marítimo para a Índia. Ora, dando Cólon a Castela, D.
João II mais não fez do que abrir-lhes as portas para o Novo Mundo e para
as riquezas aí existentes.. .
MR: Não todas. Não se esqueça que D. João II guardou o Brasil para si...

DI: Então, o Rei português tinha a noção precisa do que estava a fazer?...
MR: Sim. O que falhou no plano do Rei português foi a sua morte. D. João II
morre em 1495, a meio da missão de Cólon. Tudo indica que, após
concretizada a descoberta, Cólon se rebelaria contra os reis espanhóis e
regressaria à guarda do Reino português. Toda a documentação que consultei
indica que os portugueses sabiam que havia terra para lá do Atlântico, e a
estratégia de D. João II foi aceder e conquistar essas terras usando
recursos espanhóis e, depois, trazê-las para Portugal.

DI: Então, pela sua tese, toda a acção de Cólon foi planeada em Portugal,
gerida à distância pelo Rei português, D. João II, com dois objectivos:
distrair Espanha do verdadeiro caminho para a Índia e abrir as portas para
o Novo Mundo usando recursos espanhóis, terras que, depois, seriam
"devolvidas" a Portugal com a rebelião de Cólon. Não há aqui maquiavelismo
a mais?
MR: D. João II fez o mesmo com as Canárias. Em 1340, D. Afonso IV enviou
uma armada para conquistar as Canárias. Essa armada era liderada por
genoveses, que trabalham para Portugal devido a um contrato entre D. Dinis
e o genovês Manuel de Pessanha que obrigava à presença de, pelo menos, 20
capitães genoveses em cada armada portuguesa. Bom, em 1340, D. Afonso IV
tenta conquistar as Canárias. O Papa decidiu, entretanto, que as Canárias
seriam doadas a um Lacerda espanhol. No livro apresento um documento dos
arquivos do Vaticano em que o Rei português contesta junto do Papa essa
decisão. Mais tarde, o Infante D. Henrique compra uma das ilhas canarinas a
um capitão e colocou-o a viver na Madeira. Mas esse contrato de venda nunca
foi aceite por Espanha. No Tratado de Alcáçovas, D. João II aceita que as
Canárias pertençam à coroa espanhola, recebendo, em contrapartida, a
certeza que os espanhóis não navegariam a Sul dessas ilhas. Mas, ao mesmo
tempo, D. João II acordava que as ilhas seriam espanholas por serem dote do
casamento do seu filho com a filha dos reis espanhóis, o que aconteceria
dentro de uma década. Ora, o que D. João II estava a fazer --
ardilosamente, diga-se -- era assegurar a titularidade das Canárias para
Portugal.

DI: Portanto, na sua perspectiva, D. João II delineava estratégias a médio
prazo para seu benefício?
MR: Nem mais. Ele era o centro de todos estes esquemas. A questão das
Canárias, a viagem de Cólon, o globo falso feito na Alemanha, os segredos
da descoberta da Mina, o acesso ao Cabo da Boa Esperança... Esquecemo-nos
sempre que este Rei foi o melhor dirigente que Portugal alguma vez teve.

DI: Voltando a Cólon: no seu livro, apresenta-nos um homem muito próximo da
corte portuguesa, mesmo quando navegava ao serviço de Castela...
MR: E, 1488, é enviada uma carta secreta por D. João II a Cristóval Cólon,
em que o Rei português o considera "nosso especial amigo em Sevilha". Como
pode, então, ser verdade a tese que assume que Cólon detestava o Rei
português? Como pode um homem mudar de nome para fugir de Portugal e, mesmo
assim, ser reconhecido como amigo nesse mesmo território. Além disso, nesta
carta, D. João II reconhece que "o seu engenho e boa indústria é-nos muito
necessário e que a sua vinda [o regresso a Portugal] seja imediata". Ora,
como pode Cólon estar contra Portugal, se o querem receber de imediato? D.
João II, de certeza, não quereria que Cólon regressasse a Portugal para lhe
pedir que tecesse um tapete qualquer. Além disso, tinha em Portugal gente
muito mais capaz -- ou tão capaz -- nas artes de navegar que Cólon. Por que
pedia o seu regresso? Nessa altura, Cólon esteve em Portugal para assistir
ao regresso de Bartolomeu Dias, que dobrou o Cabo das Tormentas, abrindo as
portas para a Índia. Aliás, uma das fontes desse momento é o próprio Cólon,
que chega a mapear essa viagem -- légua por légua -- com Bartolomeu Dias e
com o próprio Rei português. Estas informações, por razões de Estado, eram
mantidas em segredo, ou pelo menos em círculos restritos. Contrariamente,
quando Cólon regressa da primeira viagem à América, o seu sucesso é
propagandeado aos quatro ventos, em cartas impressas. Ou seja, umas vezes
mantinha-se o segredo, noutras gritava-se para todos os lados a descoberta
da América. Há, de facto, muita intencionalidade nestes factos.

DI: Onde Cólon aprende todas as ciências que necessitou para a descoberta
da América?

MR: Os historiadores são unânimes em reconhecer que a aprendizagem de Cólon
foi feita em Portugal, nos anos após ter naufragado junto ao Reino, numa
embarcação vinda de Itália, sendo tecelão nesse país. Como seria possível
que, em poucos anos, um tecelão analfabeto e inculto pudesse aprender,
matemática, cosmografia, cartografia, navegação, latim, castelhano e
português? E como, ao mesmo tempo, poderia ter-se esquecido das suas
origens italianas, esquecendo inclusivamente a sua língua natal, que nunca
aparece em qualquer um dos seus escritos? Além disso, como é possível que
um homem que andou a escrever 20 anos em castelhano, volta e meia,
introduzisse palavras portuguesas nos seus textos? Apenas porque era essa a
sua língua de origem, era essa a língua que falava há muitos anos e que,
por diversas vezes, revertia para o que escrevia.

DI: Na viagem de regresso da América conta que Cólon passou
intencionalmente pelos Açores, depois por Lisboa, e só depois se dirigiu
para Castela, quando o mais lógico seria dirigir-se imediatamente para
junto de quem patrocinava a sua viagem?
MR: Essa parte da viagem aparece sempre disfarçada. Quando Cólon regressa
do actual Haiti, dirige-se intencionalmente para os Açores. O seu diário de
bordo regista a direcção Nordeste, Norte e Este em todos os dias dessa
viagem. Num dos dias, Cólon descreve estar à mesma latitude que o Cabo de
São Vicente, em Portugal. Ora, se quisesse vir para Castela, teria, nessa
altura, virado à direita e seguido para Castela. Mas não, ele continua a
seguir para os Açores. Aliás, nessa viagem há um dado que revela que Cólon
era um óptimo navegador, ao contrário do que muitos historiadores têm
vendido, argumentando que ele não sabia onde estava: no diário de bordo, a
certa altura, ele regista estar perto das Flores, quando os seus capitães e
pilotos assumiam estar para lá das ilhas açorianas. Em Santa Maria, onde
permaneceu uma semana, Cólon vai a terra intencionalmente, apesar de tentar
convencer os espanhóis que estava em perigo e que corria risco de ser preso
pelos portugueses. Ora, como poderia ele correr risco de ser detido pelos
portugueses, quando se dirige intencionalmente para os Açores, é recebido
pelo capitão dessa ilha, recebe dele víveres e água fresca, e continua para
Espanha incólume? Apesar disso, escreve no seu diário que o capitão João de
Castanheira o tentou deter em Santa Maria, para onde enviou metade da sua
tripulação para rezar. Ou seja, Cólon fazia jogo duplo. O ridículo da
situação é justificar que o capitão português não o deteve porque Cólon se
recusou a ser preso. Aliás, ele relata que "eles não me conseguiram prender
e até me devolveram os meus tripulantes" . Isso não faz qualquer sentido.

DI: E quando sai de Santa Maria, dirige-se para Lisboa...
MR: Pois. Ou seja, Cristóval Cólon acabara de ser quase preso em Santa
Maria
, e quando de lá sai não viaja para Castela mas para Lisboa. Escreve
no diário de bordo que, "estando em mares de Castela", devido a uma
tempestade, foi obrigado a regressar a Lisboa. Ora, se Cólon estava nos
mares de Castela, ou estava a Norte, junto à Galiza, ou a Sul, para lá do
Algarve. Mas em vez de se abrigar no Porto ou em Lagos, veio para Lisboa.
No entanto, Cólon, de facto, nunca esteve nessas zonas. A primeira terra
que ele avista no regresso dos Açores é Sintra. Ele escreve no seu diário:
"avisto a Roca de Sintra". E, correndo risco de ser preso, Cólon avança
para Lisboa, entra pelo Tejo e, no Restelo, vai atracar ao lado do maior
navio de guerra do rei D. João II. Ora, há qualquer coisa aqui que não bate
certo. Cólon tinha de ser muito conhecido e amigo do rei para ter esta
atitude. O contrário é impossível. E desembarca em Lisboa, é informado que
o monarca estava em Valparaíso, e dirige-se para lá, onde é muito bem
recebido e conta a D. João II o que encontrou. E nunca é preso. Aliás, o
próprio D. João II ordena a que se aparelhe a nau de Cólon para o regresso
a Espanha e que nada lhe seja cobrado.

DI: Por diversas vezes no seu livro, indica que era D. João II quem
apresentava provas a Cólon da presença de terra a Ocidente...
MR: Sim, mostrava-lhe árvores e madeira trazida pelo mar dessas paragens.
Aliás, é ao serviço do D. João II que Cólon esteve no Canadá. Num dos seus
documentos, Cólon tomava notas à margem, e numa delas refere ter navegado
em Fevereiro de 1477 "além de Tille 100 léguas", ou seja, 400 milhas. E diz
ainda que a terra que encontrou está mais a Ocidente do que o Ocidente de
Ptolomeu. Escreve ainda que quando lá esteve o mar não estava congelado,
mas havia marés do tamanho de 25 braças (cerca de 15 metros). Refere-se a
elas como as marés mais altas do mundo. Essas marés encontram-se no Canadá.
O problema é que os historiadores interpretaram a "Tille" que ele referiu
como "Tulle", que era a Islândia. A Islândia, na altura, estava dentro do
Ocidente de Ptolomeu, e ele revela que estava muito além desse Ocidente.
Ora, o que Cólon nos diz é que navegou 100 léguas para lá desse ponto, e
encontrou as maiores marés do mundo. Hoje sabemos que essas marés estão no
Canadá. E, curiosamente, encontrei na Biblioteca do Congresso Nacional dos
Estados Unidos um mapa do século XV que indica a Gronelândia como "Tille",
dizendo-se que esta terra está para lá de "Tulle". Ou seja, a história que
nos contam não faz sentido.

DI: E como os espanhóis "engolem" tamanha farsa?
MR: Os espanhóis não sabem. Ou não querem saber...

DI: Mas se as evidências são tantas, contrariando, a tese oficial, como se
pode aceitar ainda hoje a versão de que Cólon era um tecelão genovês?
MR: Quem não conhece a história do descobridor das Américas é que pode
aceitar a tese italiana, porque essa história sempre teve problemas e
incongruências. Ela nunca foi provada totalmente e, por isso mesmo,
continua a acesa discussão em torno das origens de Cólon. Aliás, se ele
fosse, de facto, italiano, isso já estaria provado há muito tempo.
Provou-se que, naquela época, existiu um tecelão -- Cristoforo Colombo --
em Génova. Mas não há qualquer prova que ligue os dois personagens. O único
documento que suportava essa tese era um testamento de 1498, cuja
veracidade é duvidosa. Cólon nunca poderia ter sido genovês. Os documentos
que hoje conhecemos assumem a existência de um Colombo genovês, mas um
tecelão, pobre e analfabeto. O Cólon que descobriu a América tinha de ser
um nobre. Um plebeu não acedia a tantos conhecimentos, e muito menos se
sentava à mesa de um rei, apresentando- lhe as suas armas, que na altura
tinham de ser comprovadas. Além disso, análises recentes às ossadas do
irmão de Cólon, Diego, existentes no Mosteiro de Las Cuevas, demonstram que
ele era um homem que morreu com cerca de 56 anos. Ora, pelas datas que
conhecemos, se o irmão fosse o italiano de que se fala teria morrido com 47
anos, ou seja, com menos 10 anos. Tudo mostra que não estamos a falar das
mesmas pessoas.

DI: E por que Portugal nunca quis aceitar que Cólon poderá ser português?
MR: Esse é o maior obstáculo para a investigação destas teses. Porque
quando se fala disto, os historiadores portugueses alegam sempre que Rui de
Pina garantiu que Cólon era italiano e que se chamava Colombo. Mas
esquecem-se que nesse documento, escrito em 1504, o homem é chamado de
Colombo, quando, anos antes, Castela se refere a ele como Colom, o
português, e D. João II se refere a ele como Cólon. Ora, Rui de Pina sabia
dessas referências, mas escreve Colombo. O que nos indica que essa
alteração foi intencional. Porque tudo isso faz parte da vontade portuguesa
-- e mesmo espanhola - em esconder a real origem de Cólon. Ou seja, ambas
as cortes sabiam da sua origem. Só assim se entende que, pouco depois de
ele ir para Espanha, o rei português lhe envie uma carta reconhecendo que
ele era "industrioso" . E tanto o conhecem em Espanha, que um ano depois de
lá estar a rainha castelhana lhe paga as despesas, apesar de ele nada ter
feito ainda. Será lógico um monarca estar a pagar a sobrevivência de um
tecelão genovês que tenta vender a ideia de que é possível viajar para a
Índia por Ocidente? Nada disto bate certo. Além disso, quando a rainha de
Espanha aceita a naturalização do filho de Cólon, não refere a sua terra de
origem. Isso também é estranho. Quando se naturaliza alguém, refere-se de
onde vem. Ela apenas diz: "Tu, irmão do Almirante, fazemos-te irmão deste
Reino". Todos estes factos indicam que também Castela não quis revelar a
origem de Cólon. Outro dado: os filhos de Cólon são feitos pajens da corte
de Castela, ainda no tempo em que Cólon nada tinha descoberto. Não nos
podemos esquecer que esse cargo era dado a pessoas de muito nobre sangue. E
quando a rainha decide atribuir novo brasão a Cólon, reserva um espaço no
escudo para que ele lá coloque as armas que costuma usar, e Cólon lá coloca
cinco âncoras, distribuídas como as cinco quinas do escudo português. E não
há qualquer explicação na descrição do brasão de armas referente a esses
desenhos, quando na época o brasão e as origens nobres tinham que ser
provadas com documentos. Há historiadores que defendem que Cólon enganou os
reis espanhóis, dizendo-lhes que tinha armas e que era nobre. Ora, era
impossível manter esse embuste, numa altura em que era preciso provar a sua
nobreza perante os soberanos do reino para onde se viajava, não bastava
dizer que se era nobre, e muito menos aceitar que essa pessoa se sente à
mesa do Rei. É com base em todas estas contradições que é possível afirmar
sem dúvida que a tese oficial em volta da vida de Cólon não é correcta. E
todos os documentos nos levam à certeza de que Cólon era português, e que
trabalhava em Castela com o conhecimento e o apoio de D. João II. Ao longo
dos séculos, foram-se acrescentando factos inexistentes à sua vida, porque
o mistério em torno da sua existência assim o permitiu. Mas se lermos os
documentos, sem a influência das teses oficiais, acabamos de abordar a
verdade.

DI: Mas porque toda esta informação, todas estas dúvidas e incertezas, não
são discutidas, para que se apure, dentro do possível, a verdade? Por que
se insiste que Cólon se chamava Colombo e era genovês, quando os dados
conhecidos, aparentemente, indicam noutro caminho?
MR: Não nos podemos esquecer que toda esta questão assume contornos de
segredo de Estado, ou seja, foi sempre importante para Portugal que nunca
procurassem Cólon em Portugal. Se és um espião, o país para onde trabalhas
de facto não vai assumir que és espião. Ou seja, o objectivo é esconder. E
hoje em dia mantemos essa história porque é uma questão sensível, que tem
beneficiado muito da falta de vontade dos historiadores em assumir que as
coisas não batem certo. Assume-se sempre que as crónicas da altura -- Rui
de Pina e Garcia de Resende, por exemplo -- mostram os factos reais, e que
esses documentos são incontestáveis. Devemos questionar-nos. Mas é preciso
ter vontade em fazê-lo.

Christopher Colombowicz: America's discoverer Polish not Portuguese, claim historians 


Last updated at 8:43 AM on 29th November 2010
He is celebrated as the humble Italian weaver who ended up discovering the Americas. 
But the conventional wisdom relating to Christopher Columbus is under threat after academics concluded the explorer was actually a Polish immigrant. 
An international team of distinguished professors have completed 20 years of painstaking research into his beginnings.
Not so humble origins: New evidence suggests that voyager Christopher Columbus was not from a family of humble Italian craftsmen as previously thought - but the son of Vladislav III, an exiled King of Poland
Not so humble origins: New evidence suggests that voyager Christopher Columbus was not from a family of humble Italian craftsmen as previously thought - but the son of Vladislav III, an exiled King of Poland
The fresh evidence about Columbus’ background is revealed in a new book by Manuel Rosa, an academic at Duke University in the United States.
He says the voyager was not from a family of humble Italian craftsmen as previously thought - but the son of Vladislav III, an exiled King of Poland.
 
‘The sheer weight of the evidence presented makes the old tale of a Genoese wool-weaver so obviously unbelievable that only a fool would continue to insist on it,’ Rosa said.
The academic argues that the only way Columbus persuaded the King of Spain to fund his journey across the Atlantic Ocean was because he was royalty himself.
For some reason he hid the true identity of his Polish biological father from most people during his lifetime, and history books have been none the wiser.
‘Another nutty conspiracy theory! That’s what I first supposed as I started to read... I now believe that Columbus is guilty of huge fraud carried out over two decades against his patrons,’ said US historian Prof. James T. McDonough.
Other historians first doubted Columbus’ Polish roots, but Rosa’s findings have been steadily gaining followers as the evidence comes to light.
‘This book will forever change the way we view our history,’ said Portuguese historian Prof. Jose Carlos Calazans. National Geographic is reportedly interested in making a documentary.
Until now, it was believed that Columbus, who was born in the Italian city of Genoa in 1451, was the son of Domenico Columbo, who was a weaver and had a cheese stall in a market in the city.
At the age of 22 Columbus started working for Genoese merchants trading throughout the Mediterranean, and three years later took part in a special trading expedition to northern Europe, docking at Bristol before continuing to Ireland and Iceland.
Voyage of discovery: When Columbus persuaded financiers to back his voyage west in 1492, he had completely miscalculated the distances and thought that Asia would be where America is
Voyage of discovery: When Columbus persuaded financiers to back his voyage west in 1492, he had completely miscalculated the distances and thought that Asia would be where America is
Throughout the 1480s, when Columbus was in his 30s, he traded along the African coast.
Historians say it is a myth that navigators thought the world was flat before Columbus sailed west – they had been using the stars at night as a primitive navigation system that assumed the earth was a sphere.
What sailors including Columbus didn’t know is how big the earth was, and how long it would take to sail round it.
When he persuaded financiers to back his voyage west in 1492, he had completely miscalculated the distances and thought that Asia would be where America is: he arrived in the Bahamas, thinking he was somewhere off the coast of China.
Columbus undertook three more return journeys across the Atlantic Ocean, each time hoping that he had found another part of Asia.
He set up Spanish colonies and became governor of the Caribbean island of Hispaniola, but was later put on trial in Spain for alleged abuse of power.
After Columbus’ death in 1506, European explorers continued to set up colonies and eventually empires in north and south America. 




«COLOMBO PORTUGUÊS-NOVAS REVELAÇÔES» new biography of Columbus by Azorean Manuel Rosa makes the cover of NEWSWEEK, Poland.
http://www.newsweek.pl/wydania/1259

The result of 20 years of research, Rosa's book turn upside-down the whole history of Columbus. A serious investigation covering the last 500 years reviewing everything from the original documents to the latest DNA and forensic evidence. 
The conclusion is that Columbus was a nobleman not a peasant and was a Portuguese spy with a specific mission of tricking the Spanish into seeking India far away from its true location.
The book is prefaced by world-renowned historian Joaquim Veríssimo Serrão, (Professor Emeritus and President of the University of Lisbon, President of the Portuguese Academy of History 1975-2006, and recipient of the Prince of Asturias Award) who writes: "As for me, I am elated by the appearance of this new book that this admirer of Columbus brings to the Columbian proceedings. More new discoveries, for certain, adding to the persistent enigmas surrounding the life and deeds of the Discoverer of the New World."
http://www.amazon.com/Colombo-Português-Revelações-Portuguese-Revelations/dp/989809253X/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=books&qid=1294917200&sr=8-1

The book was also mentioned on the RTP TV news 
http://www.youtube.com/watch?v=OmAK2c6P1BY

and is translated into Spanish with the title «COLÓN: La Historia Nunca Contada» [COLUMBUS: TheUntold Story] currently there is no US edition but the author is actively seeking a US publisher.



<*>Attachment(s) from Manuel Rosa : Columbus:

<*> 1 of 1 Photo(s) http://groups.yahoo.com/group/angelas_list/attachments/folder/2043963066/item/list 
  <*> newsweek.jpg
Grande Notícia do maior Cineasta Português! OLIVEIRA RODA NOS EUA FILME “CRISTÓVÃO COLOMBO - O ENIGMA"
DE 9 A 24 DE MARÇO, 2007
de: Chrys CHRYSTELLO O cineasta Manoel de Oliveira vem aos Estados Unidos para rodar cenas do filme ‘Cristóvão Colombo - o Enigma, que está a preparar com a produtora cinematográfica portuguesa “Filmes do Tejo”.  O realizador e a sua equipa técnica e de actores trabalharão nos estados de Nova Iorque, Rhode Island e Massachusetts entre 9 e 24 de Março, seguindo um guião inspirado no livro “Cristóvão Colon (Colombo) era Português”  publicado o ano passado pelo médico e historiador Manuel Luciano da Silva e sua esposa Sílvia Jorge de Silva. O livro defende a tese da origem portuguesa do descobridor da América. A vida do médico e a sua paixão pelos descobrimentos e pela sua história são espaços centrais do filme, em que Ricardo Trepa interpreta o papel do jovem Dr. Luciano da Silva e Leonor Baldaque o de Sílvia Jorge da Silva.  “Não se trata nem de um filme científico ou histórico, nem de carácter propriamente biográfico, mas sim de uma ficção de teor romanesco, evocativa da grandiosa gesta dos Descobrimentos Marítimos, onde se apresenta a novidade de que Cristóvão Colon era, afinal, de origem portuguesa, nascido na vila alentejana de Cuba, e ter por isso dado á maior ilha por ele descoberta no mar das Antilhas, o nome da sua terra natal, Cuba” - explicou Manoel de Oliveira num comunicado sobre a obra que tem agora entre mãos.  Segundo o guião, Manuel Luciano emigra para os Estados Unidos com seu irmão Hermínio, onde já se encontrava o seu pai, deixando a mãe que irá mais tarde. O jovem Manuel Luciano, contudo, volta a Portugal para se formar em Medicina pela Universidade de Coimbra e, já médico, regressa aos EUA onde exerce clínica e faz em simultâneo investigações sobre os descobrimentos marítimos. Retorna a Portugal para se casar com a professora Sílvia Jorge; gozam a lua de mel numa longa viagem pelo sul, atravessando o Alentejo até ao Algarve e daí ao promontório de Sagres, base dos Descobrimentos Marítimos que a ambos muito interessa. Voltam para os EUA, e ele revê, agora na companhia de Sílvia, a Estátua da Liberdade; depois a estátua erguida a Cristóvão Colombo em Nova Iorque, visitam o Dighton Rock Museum, na Vila de Berkley, onde Manuel Luciano mostra à sua companheira as miniaturas da Nau de S. Gabriel, modelo oferecido pelo nosso Primeiro Ministro, Pinheiro de Azevedo, igual à que Vasco da Gama chegou à Índia, e a da Caravela Victória réplica daquela em que Fernão de Magalhães dera a volta ao mundo por via marítima sob a égide dos Reis Católicos. Por igual, neste mesmo Museu, tem a Pedra de Dighton, do século XVI - 1511, transposta para este Museu, ali construído de propósito, em 1963, onde fora colocada com a mesma orientação em que a encontraram. Manuel Luciano mostra a Sílvia as importantes referências gravadas na referida Pedra, gravações relacionadas com navegadores portugueses, onde se vê o nome do navegador Corte Real e vários símbolos portuguesas entre eles, o do escudo da Ordem de Cristo.     Depois viajam a Newport City , e sobem ao alto onde, junto ao Parque, se situa a torre de Newport, suposta ter sido levantada por portugueses no século XVI, dada a rude semelhança da estrutura, que é comum à da Charola do Convento de Tomar. Daquele lugar se vê, em baixo, a um lado as entradas do Delta na Baía de Narragansett e, do outro, o mar em toda a sua extensão imensa. Ambos, para além da sua formação académica, por vocação se dedicaram ao estudo dos descobrimentos e por aí chegaram à conclusão de que a verdadeira nacionalidade de Cristóvão Colon, era portuguesa.  O filme termina na ilha de Porto Santo, onde Manuel Luciano identifica as suas últimas conclusões no lugar onde, na realidade, Colombo viveu com sua mulher, D. Filipa de Perestrelo. Este foi o primeiro lugar onde o navegador João Gonçalves Zarco chegou - Porto Santo. E, assim, o filme termina onde os Descobrimentos Marítimos começaram.Chrys CHRYSTELLO



Christopher Columbus, the Enigma”
is a highly  Patriotic Portuguese movie!
By Manuel Luciano da Silva, Medical Doctor

My wife and I were invited by the Portuguese Embassy in Washington to travel to the capital of the United States on November 1st, 2007 (the All Saints Day) to see the premiere of the new film by Director Manoel de Oliveira (his 46th movie), adapted from the Portuguese version of our book “Christopher Columbus was Portuguese”, released on May 20th, 2006, on the 500th anniversary of the Navigator’s death.

When the movie premiere, shown at the Grand Theater of the American Film Institute located in Silver Spring, a suburb in Washington, DC, ended, I elbowed my wife and told her, in a very low voice, “I love it!  I Love it !”

We were very satisfied with the movie!  It is a story of love based on our married life, but in the meantime, it’s an historical documentary which takes the viewer to places and monuments connected with the History of Portugal, more specifically to the period of Portuguese Discoveries. 

Congratulations to the Director and his great team of actors and staff, as well as the sponsors because the production of this movie cost more than two million dollars.  Congratulations are also in order to the European Union Portuguese Presidency, the Minister of Culture and the Cinema Institute, Audiovisual and Multimedia, the Ambassador of Portugal in Washington, D.C. and the Cultural Services attaché in the same Embassy for selecting this movie to represent Portugal at the 20th European Film Festival at the American Film Institute in Silver Spring, Maryland, a town next to Washington, D.C.
Opening Ceremonies

Prior to the showing of the movie, as part of the opening ceremonies of the <European Union Film Showcase> (with the participation of 27 member States and 33 movies) a reception was held for all the personalities in attendance, appetizers and Portuguese wine was served hence, relaxing everyone.  This evening was an ‘invitation only’ gala sponsored by the EU Portuguese Presidency Delegation in Washington, D.C. and the American Film Institute.  A public showing was scheduled for Sunday, November 4th, 2007 at 12:30pm.

The opening ceremony was initiated  by the AFI Silver Theater Director, Mr. Murray Horwitz, explaining to the audience that since the Presidency of the European Union is in the hands of Portugal, it is assigned with the European Film Festival opening honors.

Following, he yielded to the Portuguese Ambassador to Washington, D.C. Dr. João de Vallera, whom presented a Plaque-Tribute to Master Manoel de Oliveira and his wife for the production and acting roles in the movie ”Cristóvão Colombo,  O Enigma / Christopher Columbus – the Enigma”, on behalf of the European Community Portuguese Presidency delegation in the US capital and  also of the American Film Institute.

Next, Dr. José Pedro Ribeiro, President of the (Portuguese) Cinema Institute and ICAM (Audiovisual and Multimédia) of Portugal, came to the stage to present my wife and I with a Plaque-Tribute as an Award from the “American Film Institute” and the European Union Portuguese Presidency delegation in Washington, D.C. for the publication of our book in Portugal which became Master Manoel de Oliveira’s inspiration for his new movie.

I confess that for us, this was a pleasant surprise.  As I was being presented with this honor, I still had the chance to say in a very loud voice, “What a surprise!  You gentlemen do more here for Portugal than the Universities in Portugal.”!

 “SILVER LEGACY AWARD” – AFI’s HIGHEST HONOR

This was followed by the most important event of the evening, the awarding of the ‘American Film Institute’s highest honor -  “Silver Legacy Award” – to Master Manoel Cândido Pinto de Oliveira for being the oldest, active director in the world – he’s going to be 99 years old on December 12th, 2007 – with a career spanning 80 years of cinematographic productions.  He’s currently preparing to shoot two more movies that will premiere in 2008 and 2009!  Truly phenomenal.

This is only the second time this prestigious award, bestowed upon the Portuguese director, has been given by the American Film Institute.   This great honor was originally awarded in 2003 to the internationally renown actor and director from Hollywood, California, Clint Eastwood.

The entire theater gave to the oldest Director a standing ovation as the distinctive award was presented to Master Manoel de Oliveira by the most prestigious American arts and cinema organization, the American Film Institute.  Quite the honor for Manoel de Oliveira and family, all the Portuguese around the world and for Portugal on an international scale. Our sincere congratulations.

Manoel de Oliveira receiving from  Murray Horwitz, Director of the  "American Film Institute",  the highest award  of the American Film Institute! 
Dr. José Pedro Ribeiro, President of the Portuguese  Cinema and Audiovisual  Multimedia presenting to my wife and I  the Plaque -Tribute awarded by " the American Film Institute" and by the Portuguese Presidency of European Union.  


Luciano and  Sílvia da Silva holding  the  Plaque-Tribute bestowed  on them at  the   "American Film Institute Theater", Silver Spring, contiguous to  Washington, D. C.


 “CHRISTOPHER COLUMBUS, THE ENIGMA”   PART ONE OF THE MOVIE

The American Film Institute theater is very modern with two thousand capacity and a gigantic screen.  This movie house possesses also excellent audio quality as well.  We sat at the center of the first row.  Therefore, we were able to appreciate the images in a very intimate way. 

This movie has English subtitles

FOR A BETTER UNDERSTANDING OF THE MOVIE’S SEQUENCE,
THE FOLLOWING IS A SUMMARY OF THE 19 SCENES

So that we don’t ruin the movie for the viewers, this summary does not include the movie’s speaking lines.  Rather, our attempt is to clarify the objectivity of each scene.

Scene #1 – The movie starts with  the  Navigator’s original sigla on the screen.   A  strong and clear voice in Spanish his heard explaining in detail the way the navigator wanted his descendents to use it in future documents.   There are English titles.

Scene # 2 - Departure from  the seaport of Lisbon  of both brothers: Luciano and Hermínio.  Emotional goodbye from their mother,  on January 9 1946.  Entrance aboard the ship to America. Scenes from Lisbon of that time.

[ Introduction of na Angel, a young woman dressed with a tunic with color of reddish and greenish holding a long ward, represent Portugal as a Nation. This is an icon used I the cinema. ]  

Scene # 3 – Crossing of the Atlantic in a small “Liberty” type  of ship.  With a rough Atlantic in the month of January. Dialog between the eleven boy and a man 60 years old from the Azores  going to America to join his family.  Discussion how painful is to be an emigrant. The voyage from Lisbon to New York took 16 days! 

Scene # 4 – Arrival at New York Harbor. Dense fog. Could not see the Statue of Liberty, neither the skyscrapers. The passengers were transported to land on a Coast Guard boat into Pier  No. One, in Manhattan.

Scene # 5 – Inspection of passports by the Immigration Authorities.  Dialogue between both brothers and the Officers. The boys brought two passports. Portuguese because they were born in Portugal, and American passports because their father was already an American citizen before they were born. Luciano protested with the officials because they confiscated his popular musics to play  mandolin and violin. The officers told him they had to be checked for espionage and then  they will be returned to him. 

Scene # 6 – Trip from Pier No. one to their new residence in Brooklyn. Both brothers starts observing the  traffic was controlled by the traffic lights. (Which did not existed in Portugal).  They also observed that  the colors red and green were the national colors of the Portuguese flag. They had their first laugh in America.  Arrival at 45 Cheever Place. Scene at the Silva’s Restaurant to get their first job in America  cleaning a factory at the 23rd street in Manhattan.

Scene # 7- Thirteen years later (1959) when Dr. Luciano da Silva is doing his internship at the Saint Luke’s Hospital in New Bedford, Massachusetts.  At a medical grand round,  Dr. Da Silva  explains   how he has used  the scientific methods to make medical diagnoses and how he has applied  the same scientific methods to do his historical investigations. Revelation that  he has a “mistress” called   Dighton Rock.

Scene # 8 - Dr. Luciano da Silva goes to Portugal to marry Sílvia on September 17, 1960. Panoramic view of Oporto and the monumental front of the Se  Cathedral of the old City. Scenes of the wedding in  main alter, accompanied by the right  kind of music and the fidelity dialogues of the marring couple.  

Scene # 9 – Honeymoon trip through Alentejo and Algarve. Traveling  on the dry plateau of Alentejo  the newly weds talked, while driving the Peugeot 403,  about the contrast  panoramas of north and south of Portugal. Silvia describes her life and education in the south. 

Scene # 10 – They stopped  at the  town  of Cuba, Alentejo, to inquire about the house where Salvador Gonçalves Zarco (who later became Christopher Columbus) was born. His mother was Isabel Gonçalves Zarco daughter of Joao Gonçalves Zarco who discovered  the island of Porto Santo in 1418 and Madeira in 1419. They visit a church where the priest advised them to go to the Beja Museum. 

Scene # 11- At the Beja Museum they were very well  received by the Director  who show them  the mausoleum  of Dom Fernando, First Duke of Beja,  the biological father of Christopher Columbus, but  because of the Napoleonic soldiers the mausoleum does not have any bones inside. This was a terrible disappointment  because of DNA paternity  studies.
  
Scene # 12 – Visit to the old castle of Castro Marim in Algarve,  to where the Knights of the Cross of the  Order of Christ where transferred in 1319 by King Dom Dinis.  Homage to the Portuguese flag together with the patriotic Angel.

Scene #13 – Visit to the Promontory of  Sagres and its Nautical School. Impressive entrance into the fortress. Windy. Compass Rose. Prince Henry’s bust  abandoned on the ground. Nautical School completely empty! Both new weds go to the edge of the Promontory, facing  the Atlantic Ocean  and begin  to recite the opening of “The Lusíadas”. Patriotic scene:
ARMS and the Heroes, who from Lisbon’s shore,
Thro’ seas  where sail was never spread before,
Beyond where Ceylon lifts her spicy breast,
And waves her woods above the wat’ry waste,
With prowess more than human forc’d their way
To the fair kingdoms of the rising day:
What wars they wag’d, what seas, what dangers pass’d,
What glorious empire crown’d their toils at last,

Sílvia on the left. Isabel de Oliveira on the right.  On the  second part of the movie Isabel acts the part of Sílvia
Luciano on the left. Manoel de Oliveira on the right.
On the second part of the movie Manoel de Oliveira acts the part of   Luciano


“CHRISTOPHER COLUMBUS, THE ENIGMA” SECOND PART OF THE MOVIE

Scene # 14 – 47 years after their wedding, in 2007, when both Luciano and Silva are old citizens. Manoel and  Isabel de Oliveira in the new movie perform instead of  Luciano and Sílvia.  Scene in front of Statue  of Liberty in the New York Harbor. They stated reciting the poem “The New Colossus” written by Emma Lazarus, Portuguese Sephardic Jew. This  sonnet is dedicated to all the immigrants who  come to America from all over the world. It  is engraved on a bronze plaque inside the monument.

Scene # 15 – Manoel de Oliveira and his wife Isabel, as actors, in front of the Columbus Statue in the center of New York City.  They analyze the various symbols  that the statue presents.

Scene # 16 – Dialogue between the couple about the true and sincere love.  Silvia (played  by Isabel)  wants to know if Luciano (played by Manoel de Oliveira) loves her more than his medical profession and his “mistress”  Dighton Rock?

Scene # 17– Visit to the Dighton Rock Museum  in Berkley, Massachusetts, U. S. A. Panoramic view of  the Museum. Inside of the museum description to the  Nau São Gabriel of Vasco da Gama, of Caravel Victória of Fernão de Magalhães (Magellan),  of the Padrão – Portuguese discovery Marker – and the large face of Dighton  Rock with inscriptions made by Miguel Corte Real in 1511.

Scene # 18 – Visit to the round Newport Tower, in Rhode Island, U. S. A. Comparison  of the similar octagonal characteristics of the Newport Tower with the octagonal shape  of the Charola (main alter) of the convent of Tomar, Portugal, which was  the headquarter of  the  Portuguese Order of Christ. The Newport Tower could have been built by the Portuguese sailors  in the early 1500s.

Scene # 19 – The last part of this movie takes place  in the Island of Porto Santo, Madeira. Landing at the airport.  Meeting Renato Barros. Going to the house of Columbus. Dialogue with the Director concerning the new dioramas for the museum informing the public that Porto Santo was the first discovery, comparison of  the Portuguese Discoveries with the Outer Space Explorations. Portuguese as pioneers in the Atlantic  as sailors and as aviators (Gago Coutinho and Sacadura Cabral  in 1922 from Lisbon to Rio de Janeiro).

Finally the importance of   new stature of Christopher  Columbus in Cuba, Alentejo and the Fort of Saint Joseph’s  at the entrance of the port of Funchal, which  Joao Gonçalves Zarco transformed into a fort in 1419 when he discovered the Island of Madeira.  This discoverer is the grandfather of Christopher Columbus.  The final scene  in the horizon is the ship “Lobo Marinho”  that make daily trips between Madeira and Porto Santo.


International awards given to  the ”Christopher Columbus, the Enigma”
At the international premiere of this movie on September 7th, 2007, its director, Manoel de Oliveira, received the “Bisato D’Oro/Golden Medal” at the Venice Film Festival in Italy.

At the Toronto Film Festival in Canada, during the second week of September, the President of the Pennsylvanian Film Institute, Bryn Mawr, said the following about the movie:
 Manoel de Oliveira succeeds in convincing me that
Christopher Columbus was a Portuguese Sephardic Jew, and not an Italian.”! 
The American premiere in November of 2007 in Washington, D.C. is the third one in foreign countries.

In spite of the great results in Venice, Italy and Toronto, Canada, I confess that I had some reservations prior to watching the movie because often times they’re not loyal to the original contents of the book which inspired it.

So I must hereby confess that both, me and my wife, found no flaws throughout the movie, rather the contrary, this film reaches way beyond our expectations.  We returned to our place of residence in Bristol, Rhode Island as two very pleased individuals with the successful cinematographic creation of Master Manoel de Oliveira.

As a result we – whether emigrants or not – should be very pleased and feel honored to have this movie recognized  at the highest level, Portugal’s contribution to world globalization which began during the time of the great Portuguese navigators!

This Manoel de Oliveira's movie is inspired by three true loves.
The First Love
Based on my wife and I’ s true love for the past 47 years and throughout this period we’ve worked together not only for the well being of our family but also ((doing)) original historical discoveries and publishing them with our names.

The Second Love:
It’s the true love between Manoel de Oliveira and his wife, Isabel for the past 67 years, for the well being of his family and for the international success of his 46 movies as well.  Hence the reason why Manoel de Oliveira, as well as his wife, Madame Isabel, as actors playing my wife and I with all the sincerity, because deep down they feel as if they’re living the scene as if it was their true love story.

Third Love:
It’s the true love that we, my wife and I and the love that Manoel de Oliveira and his wife, that we have for the History of Portugal.  While in Washington, D.C and during a conversation with Manoel de Oliveira, he told me:  “I consider this movie about Columbus to be my master piece.  I did it with all the pleasure and love!”

Hopefully this film will stimulate everyone to visit all the historical places the cameras used by Manoel de Oliveira captured to be shown on the big screen.  If that happens, our book and now the movie will bring a greater historical impact for the benefit of the Portuguese heritage  worldwide!

 THE PREMIÈRE (OF THIS MOVIE)) IN PORTUGAL
There’s a movement in Portugal that wants the première of the movie “Christopher Columbus, the Enigma” in Portugal to be on the 12th of December, 2007,  because it’ll coincide with the celebration of the 99th birthday of Master Manoel de Oliveira.  The première on December 12th, 2007,  will be only for invitees. On December 13th, 2007,  will be the première for the general public. At this time we do not know if the both premiers will be in Oporto or Lisbon, Portugal.  We will keep you posted.
 HISTORIC  PHOTOGRAPH

During three days my wife an I were in the  same hotel in Washington, D.C. as well as Manoel de Oliveira, his wife Isabel  and their daughter Adelaide.  We had an opportunity to become better acquainted with  each other.  It was excellent! 

We were also very well received by his Excellency, the Ambassador of Portugal to Washington, D.C., Dr. João de Vallera  and his wife, Margarida de Vallera, as well as  Dr. Manuel Silva Pereira, the Cultural Attaché of the Portuguese Embassy  who assisted us in many different ways. We are most grateful to all of them.

Here is a photo taken at the TAVIRA, the only Portuguese Restaurant in the Washington, D.C. area.


__,_._,___
Discover da Silva
 A modern day Portuguese Explorer
By Jeffrey D. Wagner English teacher at the Diman Regional Vocational Technical  High SchoolPublished by “The South Coast Insider Magazine”
 November 2007, Vol. 11/No.11  (See below)
Wearing a pair of khakis, a dress shirt and his trademark winter cap in the library of his Rhode Island home, retired medical doctor and ama­teur historian Manuel Luciano da Silva confidently leans back in his swivel chair.
At  81, the Portugal-born da Silva feels as though he has achieved fulfillment and just about everything one man can during his lifetime.
"They say a complete man has to do four things — (he) has to plant a tree; has to have a son; has to write a book; and has to be a grandfather," he said.
"I have all these things doubled and tripled."
However, the energetic man still has more things on his agenda.
Da Silva says he has written eight books—one of which has been made into a movie — but he concedes that his feel­ing of fulfillment will grow deeper when the American edi­tion of his most recent bookCristóvão Colon (Columbus) was Portugueseis welcomed by publishing companies in America.
Both da Silva and his wife, who have studied Portuguese maritime discoveries since shortly after the couple married in 1960, spent their honeymoon traveling through the south of Portugal, where the two launched their lifelong discoveries into their homeland's past. His wife, Sílvia Jorge da Silva, co-wrote Cristóvão Colon (Columbus) was Portuguese!
Meanwhile, the Portuguese edition of his book is consid­ered a best seller in Portugal, the Azores and Madeira.
Da Silva also hopes more historians look into his theory that Columbus could have indeed been Portuguese.
His theory, his life, and his literary prowess—all elements of his most recent book—were enough to attract the attention of 98-year-old Portuguese film director Manoel de Oliveira, who contacted da Silva last year and adopted his book into a 70-minute feature film.
"This is unique because I'm still alive; they usually do this when you die," he said, noting that actors were hired to play him and his wife.
He said the 352-page book's bold honesty won the affec­tion of the renowned de Oliveira, who had always desired to make a film about Columbus.
"He read other books about Columbus — somehow they didn't have blood," da Silva said. "He bought my book 62 days after it was released (in 2006)."
The film was awarded the Golden Medal or the Bisato D'Oro. The award meant that the film was deemed the most significant of the 14 presented at the 64th International Film Festival in Venice, Italy on September 6, according to litera­ture provided by da Silva.
"The film is neither scientific nor historical, not truly bio­graphical in nature, but a form of romanticized fiction, which evokes the grandiose  feat of the Maritime Discoveries," the description reads.
The film, based on da Silva's book, claims that Christopher
Columbus was of Portuguese origin, born in a Portuguese town called Cuba. According to the theory, Columbus later named the country of Cuba after his hometown.

Da Silva's book and the film delve into the lives of da Silva and his wife and it celebrates something da Silva has done during his 45-years in medicine—study history as an amateur.

"The greatest discoveries have been done by amateurs," he said. "We have only one thing guiding us—the truth." Da Silva believes many professors and scholars are guided by political agendas and an innate desire to contend against colleagues.

He said such a competitive attitude blurs a historian's vision and stunts his or her curiosity.
"Professors don't look straight," he said. "(They have) one eye one way and the other eye (the other way). They waste so much time looking the other way (at what others are doing)."

He said he would like Columbus's remains to be studied with the theory in mind that he could be of Portuguese origin, which is something that nobody has ever fully researched.

But in addition to claiming Columbus as its own, Portugal has made other strides that have often gone unnoticed.
Author of the 1971 book Portuguese Pilgrims and Dighton Rock— which has sold more than 10,000 copies, da Silva has been study­ing the history of Dighton Rock and its Portuguese connections for the past 59 years.
At Dighton Rock in Berkley is an inscription of Portuguese explorer Miguel Corte Real.
Corte Real was missing for nine years, from 1502-1511, and da Silva believes the explorer was likely mixing and possibly breeding with the Wampanoag Indians.
Da Silva said there is evidence to prove that around the 16th Century, Portuguese explorers visited this area and had relations with the Wampanoag Indians. Da Silva said later explorers discovered that some Native Americans in that area later had European physical features.
He and his wife have also extensively studied the Newport Tower in Newport, Rhode Island, a 16th Century structure with a rough structural resemblance to the Convent of Tomar, carried during reli­gious processions.
For free, da Silva has given countless lectures at a gamut of differ­ent forums on these topics.
In addition to his historical pursuits, da Silva still studies the medical profession and gives regular lectures on modern medicine.
In the last few years, he has made many medical cable televi­sion programs for the Portuguese-Americans of New England and also a similar series of medical programs for the Southeastern Massachusetts Health Planning and Development.

He emphasizes that although he has been retired for the past nine years, he still stays up-to-date on medical research and theories.

"I am a man who has attained fulfillment of life — very few men could say that," he said. But acknowledging that with success comes a responsibility, he adds, "If I have fulfillment of life, my pleasure is to give."


Um bom tema para refletir.Colon era português?
 
 
Estátua de homenagem ao navegador alentejano Cristóvão Colombo
O enigma sobre a naturalidade do descobridor das Américas está para durar e promete mais polémica, este mês, com o primeiro monumento em Portugal de homenagem a Cristóvão Colon, alentejano, natural de Cuba, d istrito de Beja.

A 28 de Outubro, 514 anos depois de ter descoberto a ilha à qual deu o nome de Cuba, na América Central, o navegador vai ser homenageado na Cuba do Ale ntejo, a sua terra natal, segundo as teses defendidas por diferentes historiador es e investigadores portugueses.
Uma estátua em bronze, com tonelada e meia, assente num pedestal em gra nito, com sete toneladas, vai "oficializar", na vila alentejana de Cuba, o nasci mento de uma das figuras mais célebres da história mundial.
O monumento, da autoria do escultor português Alberto Trindade, vai fic ar no principal largo da terra, que também tomará o nome do descobridor das Amér icas, mas ostentando o nome de Cristóvão Colon, pseudónimo do alentejano Salvado r Fernandes Zarco, filho ilegítimo do Duque de Beja com Isabel Gonçalves Zarco.
É a este alentejano Cristóvão Colon, e não ao genovês Cristóvão Colombo , que as teses portuguesas reivindicam o feito histórico de descobrir das Améric as, ao serviço dos reis de Castela.
Familiar de João Gonçalves Zarco, antigo navegador português, Cristóvão Colon vai ser perpetuado em Cuba, numa homenagem a que se associam o município, a Fundação Alentejo Terra Mãe e o Núcleo de Amigos da Cuba, uma associação de c ubenses não residentes na terra.
Todos persuadidos da naturalidade alentejana do explorador, os promotor es da homenagem esperam que o "momento histórico" permita ressuscitar a contrové rsia e a disputa sobre a origem do navegador: Genovês, numa versão oficial enrai zada, mas que Espanha também procura demonstrar ser catalão.
"As entidades oficiais portuguesas deviam ter mais algum interesse e ap rofundar isto", apelou Carlos Calado, presidente do Núcleo de Amigos da Cuba, re afirmando que as últimas provas divulgadas apontam para a nacionalidade portugue sa do descobridor.
O responsável adiantou à agência Lusa que, além das principais autorida des regionais, vão ser convidados a assistir à homenagem a ministra da Cultura, investigadores, o embaixador de Cuba em Portugal e "representantes da família Za rco, de que Cristóvão descende".
Com dois metros e meio de altura, a estátua em bronze a descerrar em Cu ba, apresentando a "verdade histórica", será o primeiro monumento a reivindicar a nacionalidade portuguesa do navegador.
O rasto do descobridor das Américas em território português, segundo Ca rlos Calado, apenas está associado ao oficializado Cristóvão Colombo, passando p ela casa onde viveu em Porto Santo e por uma estátua no Funchal, na Madeira, alé m de fazer parte da toponímia de Cascais.
Lamentando a inexistência de qualquer monumento ou homenagem a Cristóvã o Colon em Portugal, o presidente do Núcleo de Amigos da Cuba lembrou que em Itá lia e Espanha o nome de Cristóvão Colombo está espalhado por estátuas, ruas, pra ças e vilas de muitas cidades e vilas.
Assumindo-se como defensor da tese que indica que o almirante era alent ejano, de Cuba, José Flamínio Roza, presidente da Fundação Alentejo Terra Mãe, t ambém se associou à homenagem, assumindo os custos da estátua, em bronze.
"Acredito com segurança que ele era português", declarou Flamínio Rosa à agência Lusa, entusiasta das teses apresentadas por diferentes historiadores e investigadores, entre eles Mascarenhas Barreto e o luso-americano Manuel Lucian o da Silva.
O presidente da Câmara de Cuba, Francisco Orelha, dispara no mesmo sent ido: "Se os historiadores fizerem essas teses, quem sou eu para dizer o contrári o".
Embora admitindo dificuldades em fazer vingar a naturalidade cubense do navegador, Francisco Orelha garante que a autarquia "não larga o assunto", obse rvando que a sua terra e a Cuba americana eram as únicas que se conheciam com es sa denominação.
"É estranho que um genovês deixasse nas Caraíbas cerca de 40 topónimos com referências ao Alentejo, como Cuba, Guadiana, Mourão, São Vicente (na altura freguesia de Cuba), Trindade, Faro, S. Cristóvão, S. Bartolomeu, Guadalupe e Co nceição", alegou.
Argumentos que fazem parte da tese portuguesa, sobretudo da das últimas décadas, mas o enigma continua por desvendar até que, segundo Carlos Calado, su rjam documentos decisivos.
"A certeza absoluta só com testes de ADN ou com um documento irrefutáve l, mas estes foram todos destruídos", alega o presidente do Núcleo de Amigos da Cuba, lamentando não aparecer esse "Bilhete de Identidade" do descobridor.
Os manuais escolares são unânimes em evocar a figura de Cristóvão Colom bo, que nasceu em Génova em 1451 e morreu em Valladolid (1506), repousando as os sadas na catedral de Sevilha (Espanha).
Em 1479 casou com a portuguesa Filipa Perestrelo, filha do colonizador de Porto Santo, Bartolomeu Perestrelo, ilha onde viveu e onde terá ganho formaçã o marítima.
Depois, concebeu a ideia de chegar às Índias pelo Ocidente.
Em 1484, apresentou o seu projecto ao rei D. João II de Portugal, que o recusou, e anos depois a sua ideia foi acolhida pelos reis de Espanha, tendo al cançado as Antilhas (Ilhas na América Central) a 12 de Outubro de 1492, sob as o rdens dos reis católicos de Espanha.
Esta versão enraizada é contestada por investigadores portugueses, como Augusto Mascarenhas Barreto, segundo os quais D. João II terá enviado a Espanha o navegador Salvador Fernandes Zarco, que se apresentou com o pseudónimo de Cri stóvão Colom com a missão de convencer os reis católicos a financiar a procura d a rota das Índias pelo ocidente, devendo manter oculta a sua origem.
Mascarenhas Barreto também estudou a misteriosa assinatura de Cristóvão Colombo, concluindo pela sua nacionalidade portuguesa e que nasceu em 1448 e nã o 1451 como está oficializado.
A decifração sigla-cabalística atribui a Cristóvão o nome de Salvador F ernandes Zarco.
O investigador concluiu que a cabala estudada significa: "Fernando, duq ue de Beja e Isabel Sciarra Camara são os meus pais de Cuba".



Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Novidade editorial – Cristóvão Colombo



QUENTAL, Roiz do. Cristovam Colom / Cristóbal Colon – esse (des)conhecido?, Dezembro de 2006.

Do advogado albicastrense, mais um livro a defender a nacionalidade portuguesa de Cristóvão Colombo (via e via).

Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Patrocínio Ribeiro - O carácter misterioso de Colombo (2)

RIBEIRO, Patrocínio. O Carácter Misterioso de Colombo e o Problema da sua Nacionalidade, Coimbra, Imp. da Universidade, 1916, Sep. Academia de Sciencias de Portugal, 1 série, t. 5.


Texto Integral


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A personalidade íntima de Cristóvam Colombo é muito tenebrosa mas a sua individualidade heróica é fulgurantíssima.
Este homem superior – que era um persistente, um obstinado, um tenaz, – oferece o fenómeno pouco trivial do génio inato.
A sua decisão inabalável em levar a efeito a descoberta, teve todos os característicos mórbidos dum grande caso de impulsivismo místico.
A sua viagem reveladora foi uma alucinação maravilhosa.
Nenhum homem célebre teve, como ele, a previsão do seu destino; nenhum outro se submeteu, com ar mais resignado, aos desígnios imperiosos do fatalismo.
Foi sobretudo a Fé, a sua singular fé ardente, o grande motivo moral que o impeliu através do Oceano para as regiões ignotas porque Colombo julgava-se um predestinado, um iluminado do Espírito Santo ([1]).
Mas não foi este o primeiro caso de tenacidade heróica que surgiu no mundo, em fins do século XV. Na segunda metade do século anterior aparecera Nuno Álvares Pereira.
Ora entre o génio de Colombo, o herói do Novo Mundo, e o génio de Nuno Alvares, o herói de Aljubarrota, – cada um no seu campo de acção – as manifestações impulsivas de concepcionismo e maneira de executar são análogas.
Fisicamente pareciam-se, e moralmente são duma semelhança flagrante.
Ambos eram rudes de carácter, pouco amáveis na conversa, sendo no entanto afáveis quando queriam e exaltados quando se irritavam.
Ambos tinham uma confiança ilimitada na protecção de Deus e nos desígnios do Céu.
Ambos possuíam a crença cega, a abrasada fé, e essa loucura épica que gera os actos de heroísmo.
Ambos fizeram a preparação metódica do seu génio pela leitura antecipada: – Nuno Álvares bebeu a sua iniciação de guerreiro no livro famoso «História de Galaás», Colombo a de descobridor no famoso livro de Marco Polo, «Viagens».
Apesar do meio ambiente pretender sufocá-los, o lema de ambos foi este – Efectuo!
E se apenas um homem – D. João I, – compreendeu Nuno Álvares, apenas um outro homem – frei António de Marchena – compreendeu Colombo.
E se um ouviu objecções dos tímidos, pelo seu piano, o outro também as ouviu dos incrédulos, pelo seu.
Nuno Álvares insurge-se contra os que condenavam a batalha; Colombo irrita-se contra os que condenavam a empresa.
Nuno Álvares volta as costas ao rei e sai de Abrantes para pôr em prática a sua ideia, Colombo teve de voltar as costas aos portugueses para poder executar a sua.
Nuno Álvares escreve, de Abrançalha, a D. João I convidando-o a deixar à Posteridade um nome glorificado, imorredoiro; Colombo, fazendo o mesmo convite escreve, de Sevilha, a D. João II.
Nuno Álvares chegou a um entendimento com o seu rei, mas o rei de Portugal não chegou a um acordo com Colombo, porque Colombo exigia muito para si e Nuno Álvares, desinteressadamente, só solicitara a adesão do monarca.
Colombo foi considerado louco pela sua proposta, também Nuno Álvares o fôra pela sua temeridade.
Ambos foram combatidos pelas pessoas sensatas, e eles ambos tinham razão como, a final, se viu.
E se Nuno Álvares, tenaz, empunhando a espada se defrontou com a Vitoria, Colombo, tenaz, manejando o leme defrontou-se com a Glória.
Ambos se imortalizaram pelo seu feito, ambos são gloriosos, ambos enaltecem a sua raça, pois ambos tinham esse supremo espírito guiador que faz conduzir os povos ao fatalismo dos seus grandes destinos, e essa mão poderosa que inscreve a História heróica da Humanidade através dos tempos.
Foi, exclusivamente, o fervor da crença que incitou estes dois homens superiores; por isso ambos, reverentes, agradeceram à Virgem a graça excelsa dos seus feitos épicos joelhando – cousa curiosa! – sobre o mesmo solo bendito – o solo do nosso país, o solo da terra portuguesa.
Após a batalha ganha, Nuno Álvares orou em Aljubarrota; Colombo, com a descoberta efectuada, veio orar numa ilha dos Açores.
Mas o descobridor do Novo Mundo apesar de ter sido um espírito abertamente crente foi, também, uma criatura excessivamente misteriosa, pois ocultou sempre os seus antecedentes, não revelando nunca a sua pátria verdadeira nem a sua verdadeira família durante a sua permanência em Castela, parecendo até que quanto mais subia em dignidades «tanto menos conocido y cierto quiso que fuese su origen y pátria», como o declara seu filho Fernando.
Ora é pela análise sintética do carácter misterioso de Colombo – servindo-me, é claro, dos documentos históricos, que eu vou tentar resolver o problema da sua nacionalidade.
Em Portugal, que me conste, não há em cronistas nem em documentos inéditos referência alguma aos Colombos, italianos, ou aos Colons, espanhóis.
Rui de Pina alude, apenas, a um famoso corsário francês, chamado Cullam, que tendo feito reverência a D. Afonso V, em Lagos, o ajudou depois na defesa de Ceuta; contra os mouros ([2])
Segundo o visconde de Santarém, na carta catalã da biblioteca de Paris e no atlas inédito da biblioteca Pinelli, do século XIV, encontram-se as ilhas dos Açores designadas com nomes italianos, e entre elas uma chamada – Li Colombi ([3]).
Rui de Pina e João de Barros só se referem a Cristóvam Colombo pelo feito que o celebrizou, mas duma forma muito breve e vaga, acentuando, porém, este último historiador, depois de lhe enaltecer os méritos de homem do mar, – que «ele era muito esperto».
Historicamente sabe-se que o descobridor da América casou com uma dama da aristocracia portuguesa de quem teve um filho e que, acompanhado deste abandonou Portugal dirigindo-se a Sevilha, parece que de maneira oculta, como um fugitivo, mas desconhecem-se os motivos verdadeiros porque assim procedeu.
Pela primeira vez, eu vou procurar explicar, pelo lado mais racional, essa saída misteriosa de Colombo do nosso país baseando-me, exclusivamente, na teoria das hipóteses onde, de resto, se tem baseado, também, toda a enorme bibliografia colombina, como é notório.
Consta que o denodado nauta – irritado contra D. João II – saiu de Portugal, às escondidas, pobremente vestido, e como mercador de livros, de estampas ou de atlas de mapas geográficos, dirigindo-se a Sevilha; mas a data deste facto não é determinada, com precisão, pelos historiógrafos indicando uns um ano e outros outro, hipoteticamente.
Vejamos se se poderá fazer luz sobre este obscurecido ponto.
Segundo Fray Bartolomeu de Las Casas, o descobridor do Novo Mundo, encontrando-se na ilha Espaniola, escreveu uma carta aos reis de Castela – carta que reproduz na sua «Historia general de las Indias» – onde, entre outras cousas, diz o seguinte, referindo-se à descoberta:

«Ya saben vuestras Altezas que anduve siete años en su côrte importunandoles por esto».

Ora Colombo embarcou para a sua prime ira viagem em 3 de Agosto de 1492, no porto de Palos; retrocedendo sete anos, desde 1492, da a data 1485 ano em que, evidentemente, foi apresentado na côrte de Isabel, a católica.
O historiador Bernaldez chega mesmo a indicar o dia: 20 de Janeiro, do referido ano ([4]).
Navarrete, nos «Documentos Diplomaticos», publica uma carta do Duque de Medinaceli, escrita em 19 de Março de 1493 dirigida ao grã cardeal de Espanha para que este peça à rainha autorização para ele poder enviar cada ano, duas caravelas suas às novas terras descobertas por Cristobal Colomo, como lhe chama, «que se vénia de Portugal y que se queria ir al Rey de Francia para que se empreendiesese de ir a buscar las Índias».
Alega o duque, para justificar a pretensão, os seus serviços anteriores à coroa, nesta passagem interessante da carta:

«... a mi cabesa y por yo determinarle em mi casa dos años, y haberle enderezado a su servicio, se ha hallado tan gran cosa como esta».

Por conseguinte, os sete anos de solicitações a que alude Colombo, pela sua parte, com os dois anos que viveu em casa de Medinaceli, antes de ser apresentado na côrte, perfazem a soma de nove anos de permanência em Castela; retrocedendo, pois, desde que embarcou para a sua primeira viagem temos 1483, ano em que saiu de Portugal e entrou em Espanha, segundo os meus cálculos.
Referem os historiadores que D. João II rejeitara as propostas de Colombo, depois de ter mandado analisá-las pela junta dos cosmógrafos do reino, que se pronunciou contra a empresa, mas parece mais crível que o monarca se não conformasse com o que o navegador exigia para si pela descoberta, descoberta de que – segundo diz Las Casas – estava tão seguro como se a tivesse já na mão.
Ora no dia 3 de Março de 1483, Ferdinand van Olm, capitão da ilha Terceira (Açores), foi autorizado por D. João II a tentar a descoberta das fantásticas «ilhas das sete cidades e terra firme», que se imaginava que ficassem para o poente, no rumo ocidental do Atlântico ([5]).
É natural que esta autorização do rei descontentasse Colombo ao ter conhecimento do facto, e daí se tornasse inimigo figadal do monarca, colocando-se ao lado dos partidários do duque de Bragança D. Fernando, – que conspirava então contra a soberania real – isto motivado pelo despeito de ter sido preterido em benefício de outro ou por promessas de antemão feitas de poder realizar a planeada descoberta logo que este fidalgo conseguisse os seus fins.
Mas a conspiração foi descoberta a tempo, por uma casualidade, e o rei informado dela por denúncia.
Os conjurados trataram de salvar a vida passando a fronteira, fugindo para Castela, França e Inglaterra; e o Bragança, descoberto, foi imediatamente preso, julgado num processo sumário, e executado no cadafalso de Évora, a 21 de Junho de 1483.
Colombo, comprometido também, – mas como «era muito esperto», no dizer do cronista, – muito provável que se disfarçasse em vendedor de livros de estampas ou álbuns de mapas geográficos e fazendo-se passar por genovês, auxiliado um tanto pelo seu físico de homem de tez rosada e cabelo louro, conseguisse chegar até casa do duque de Medinaceli, na Andaluzia, sem ser apanhado na fuga e onde se conservou oculto durante dois anos, enquanto os ares andaram turvos para os que haviam conseguido escapar-se de Portugal a salvo.
Foi na mesma casa protectora de Medinaceli que se acolheu o refugiado político português D. Afonso, conde de Faro, irmão do Bragança executado em Évora, para escapar à vingança que D. João II jurara à nobreza conspiradora, pois uma filha sua era casada com o duque.
E, assim, comeram ambos o pão amargo do exílio sob o mesmo tecto andaluz: o fidalgo português de ascendência nobre – irmão dum duque e sogro doutro duque – e o mísero plebeu foragido que, mais tarde, havia de dar um Novo Mundo ao mundo!
Entretanto fôra descoberta uma outra conspiração na nobreza. Em 23 de Agosto de 1484, D. João II apunhala, em Setúbal, o duque de Viseu, tido como chefe. Novas prisões, nova revoada de fugitivos para além-fronteiras. Mas desta vez o ouro do soberano paga, largamente, o punhal dos sicários, o veneno dos facínoras. Ai! dos que fossem indigitados pelos espiões do rei! Nem o próprio país estranho valia de refugio, nem a própria terra estrangeira evitava a morte violenta! Como uma maldição, seguia os fugitivos, cheios de pavor, galopando à morte esta praga condenatória do monarca: Quiseste matar-me?! Morrerás... E o Príncipe perfeito executava na perfeição, pela Europa fora, a caça ao homem...
Afim de evitar o ódio vingativo do rei, que os perseguia por toda a parte, muitos dos exilados tiveram de usar o velho estratagema de mudar de nome, o que nem sempre surtia efeito como sucedeu a um fidalgo dos da conjura que tendo conseguido passar os Pirinéus, sob um suposto nome francês, mesmo assim foi reconhecido e apunhalado em Ruen.
É muito natural, pois, que o futuro descobridor da América houvesse de usar do mesmo estratagema, para segurança pessoal, dizendo-se de Génova e fazendo constar que se apelidava Colomo, pois é com esta ortografia que figura na primeira verba da pensão que recebeu na côrte de Isabel, a católica, ortografia que, de resto, é do próprio escrivão.
Pelo que deixo exposto não é arriscado concluir-se que Colombo era cúmplice na conspiração contra D. João II, e tanto assim parece que a seguinte carta, conservada preciosamente por ele entre os seus papéis, é bem significativa porque tem todo o teor dum salvo-conduto, concedido a quem tinha culpas muito graves no cartório régio:

«A Christovam Colomo, noso especial amigo em Sevilha.
«Cristobal Colon.
«Nos Dom Joham per grasa de Deos Rey de Portugall e dos Algarbes; daquem e dallem mar em Africa, Senhor de Guinee vos enviamos muito saudar. Vimos a carta que nos escrebestes e a boa vontade e afeizaon que por ella mostraaes teerdes a noso. serviso. Vos agradecemos muito, Emquanto a vosa vinda cá, certa, assy pollo que apontaaes como por outros respeitos para que vossa industria e bõo engenho nos será necessario, nós a desejamos e prazer-nos-ha muyto de que viesedes, porque em o que vos toca se dará tal forma de que vos devaaes ser contente. E porque por ventura terees algum rezeo de nossas justizas por razaon dalgumas cousas a que sejaaes obligado, Nós por esta nossa Carta vos seguramos polla vinda, estada, e tornada, que não sejaaes preso, reteudo, acusado, citado, nem demandado por nenhuma cousa ora seja civil ora criminal, de qualquer cualidade. E por ella mesmo mandamos a todas nosas justizas que o cumpram assy. E portanto vos rogamos e encommendamos que vossa vinda seja loguo e para isso non tenhaaes pejo algum e o tereemos muito em servizo. Scripta em Avis a vinte de Marzo de 1488.

El Rey» ([6]).

Por esta carta de D. João II em resposta à de Colombo, que não se encontrou, pode ver-se que o monarca não se dirigia a um genovês e sim a um vassalo seu que residia no estrangeiro por «rezeo de nossas justizas».
É muita para lastimar que a carta de Colombo se tivesse perdido nos nossos arquivos, pois talvez ela esclarecesse o receio a que o rei se refere...
Assim, esta carta do rei de Portugal – confrontada com a de Paulo Toscanelli, de 1474, – explica, duma maneira bem clara, o motivo porque o célebre cosmógrafo florentino chamou português a Colombo, tendo-lhe sido feita a apresentação deste pelo italiano Giraldi; Giraldi, que, evidentemente, devia conhecer a verdadeira nacionalidade do indivíduo de quem fazia a apresentação indicou-a, decerto, a Toscanelli pois só assim se explica a razão dos elogiosos termos da carta do sábio, enaltecendo a nação portuguesa e os seus homens ilustres entre os quais já inclui Colombo o qual – se bem que já manifestasse disposições de navegar para o Ocidente – vivia ainda em Lisboa, muito modesto e obscuro ([7]).
Logo o nauta imortal que descobriu a América era um português ao serviço da Espanha – como Fernão de Magalhães e outros – para honra e glória da nossa pátria, para maior celebridade da nossa terra de heróis do mar, de descobridores intrépidos, de navegantes arrojados, que, – sulcando os Oceanos em todos os rumos – foram levar aos confins do mundo a emissão sonora da sua linguagem fortemente nasalada, o fervor rútilo da sua grande fé cristã, e a rútila corroboração do seu génio ousado!


[1] Cristóvam Colombo escreveu uma obra muito curiosa, que deixou inédita, intitulada – «Libro de las Profecias» – onde se jactava de ter sido escolhido do Céu para descobrir o Novo Mundo; nesse livro de pseudorevelação divina há períodos interessantíssimos como, por exemplo, estes dois:
«Quien dubida que esta lumbre no fue del Espirito Santo, asi como de mi, el cual con rayos de claridad maravillosa consola con su santa y sacra Escritura a voz muito alta y clara con 44 libros del Viego testamento, y 4 Evangelios con 23 epistolas daquellos bienaventurados Apostolos avivando-me que yo proseguiese, y de contino sin cesar un momento me avivan com gran priesa?»
«... e digo que no solamente el Espirito Santo revela las cosas de por venir a las criaturas raionales mas nos las amuestra por señales del cielo, del aire y de las bestias cuando le aplaz».
Como se sabe a prioridade da descoberta da América foi-lhe contestada pelos seus próprios contemporâneos que a atribuíam a um piloto náufrago que lhe fornecera elementos a ponto de ele poder efectuá-la, mais tarde, como ideia exclusivamente sua. Essa insinuação absurda, que tinha em vista obscurecer o mérito do grande navegador, criou raízes no seu tempo tanto que ele escreveu o «Livro das Profecias» para se justificar e fazer emudecer os seus detractores, procurando demonstrar que a previsão da descoberta lhe fôra sugerida pelo próprio Espírito Santo. Ainda hoje, em Portugal, quando alguém efectua alguma cousa imprevista cuja decisão súbita é posta em dúvida, parecendo ter sido anteriormente segredada por outrem, se diz por ironia: – «Parece que teve Espírito Santo... de orelha!» Remontará a origem desta frase ao tempo de Colombo?
[2] V. «Chronica del Rey Dom Affonso V», cap. CLXIV.
[3] V. «Saudades da Terra», de Gaspar Frutuoso, edição anotada por A. Azevedo.
[4] V. «Cristobal Colon, natural de Potevedra», por Arribas y Turull, 1913, pág. 41.
[5] Foi algures, parece-me que, salvo erro, dum artigo sobre Martim de Boémia, publicado na «Revista Portuguesa Colonial e Marítima», que copiei a seguinte nota: «Em 3 de Março de 1483 foi Fernão Dulmo (Ferdinand van Olm) capitão da ilha Terceira, autorizado por D. João II a tentar a descoberta das fantásticas «ilhas das sete cidades e terra firme». Posteriormente associou-se este com João Afonso Estreito, sendo em Lisboa sancionado o seu contracto, para este fim, pelo rei em 24 de Julho de 1486. Deviam ser equipadas duas caravelas para largarem da ilha Terceira em 1 de Março de 1487. Parece que nunca se levou a efeito porque desta tentativa nada se sabe».
Virá daqui a origem dessa lenda – que alguns historiógrafos referem – de que D. João II, tendo simulado rejeitar a proposta de Colombo por inexequível, mandara, secretamente, caravelas suas em busca das terras ocidentais?
[6] V. o texto desta carta em Navarrete, «Coleccion de los viajes y descubrimientos», etc. e em Teixeira de Aragão, «Memoria acerca do descobrimento da América», 1892. Luciano Cordeiro, que a transcreveu a pág. 17 do seu opúsculo «De la découverte de l’Amérique», 1876, anota-a nestes termos: «Cette lettre n’est pas une invitation comme l’ont dit toutes les biographes de Colomb. C’est, au contraire, une aceptation». Anteriormente assim o notara, também, Pinilla designando-a por «aceptation obligeante».
[7] V. o texto da carta de Toscanelli na obra de Hernan Colon, «Vida del Almirante» e nas notas da «Historia Universal», de Cesar Cantu. Como a autenticidade da correspondência havida entre o descobridor do Novo Mundo e o cosmógrafo italiano fosse posta em dúvida por Mr. Enrique Vignaud no seu livro «La carta y el mapa de Toscanelli sobre la ruta de las Indias por el Oeste, enviadas en 1474 al portugués Fernán Martins, y trasladados más tarde a Cristobal Colon», D. Celso García de la Riega defende-a, calorosamente, num interessante artigo «Colon y Toscanelli», publicado em 15 de Agosto de 1903, em «La Ilustration Española e Americana».

[Continua]


Manuel Rosa: Surprising revelations about Columbus’s true identity – Interview

By Carolina Matos, Editor
— Manuel Rosa has written three books revealing new details about Columbus remarkable life under a secret identity. If proven to be right, what Manuel Rosa has uncovered will change history. Columbus will never be seen the same way ever again.
After 20 years of researching medieval documents at archives in Portugal, Spain, Dominican Republic, and Poland, Rosa believes to have solved a 500 year-old mystery by establishing the theory that Columbus was a Prince, by the name of Segismundo Henriques, born in Madeira, Portugal.
Rosa is convinced that Columbus was the son of King Vladislav III of Poland, who disappeared at the Battle of Varna in 1444. But, according to Rosa, Vladislav III survived the battle and went into exile to Madeira island, where he was known as “Henry the German.” In Madeira, the exiled Polish king fathered Columbus by his wife Senhorinha Annes, a Portuguese noblewoman.
Christopher Columbus
Rosa is also convinced that, due to the circumstance of his birth, to protect his father’s self-exiled identity, Columbus, who died in 1506 after four voyages to the New World, was required to conceal his own identity by changing his real name and hiding his true origin.
According to Rosa, Columbus was trained as a pilot in Portugal and lived in Madeira where he married Filipa Moniz, a Portuguese noblewoman and daughter of Bartolomeo Perestrello, a Knight of the household of Prince Henry the Navigator, Captain and Governor of Porto Santo, a smaller nearby island at northeast of Madeira.
Columbus’s 1479 marriage to Filipa Moniz, who was an elite member of the Order of Santiago, required the approval of King John II of Portugal indicating the recognition by the King of Columbus’s aristocratic lineage.
Manuel Rosa himself was born on Pico, one of the nine islands of the Azores. In 1973, at the age 12, he emigrated with his parents and siblings to the United States.
In an interview for the Portuguese American Journal, Manuel Rosa explained that his family decided to emigrate at the time when Portugal was at war with its colonies in Africa and all the young men, upon reaching 18, had to enlist for two years. He said, “For my parents, having seven boys, it meant that for 14 years they would have one of their boys fighting in the colonies. They decided to save us from that fate through emmigration.”
His father’s siblings, already living in California, agreed to sponsor the Rosa family for immigration visas and, he explained, “On our way to San Jose, we arrived in Boston late 1973, where we planned to stop for three weeks visiting my mom’s sisters, But, as fate would have it, my dad was able to find a job in Hudson, Mass, and we settled in the cold Northeast instead of sunny California.”
About how he developed an interest for history, he recalled that ever since he could remember he had always been interested in the past. He said, “Growing up on the island, with no TV, meant families had a lot of time to talk and my dad was a great story teller. He told us stories about our ancestors, including the adventures of my great-great-grandfather who, in the mid-1800s, stowed away in an American whaling ship that ran aground someplace in some sand banks.”
According to the tale, the whole crew was marooned for eight months surviving on
seal blood and a few birds they managed to catch. After being rescued, his great-great-grandfather had said they ended up in California, where he saved some money to return to Pico and marry.
Manuel Rosa believes those family stories had a great influence on him wanting to explore the past. He said, “Since the past is what brought us to where we are, I have always believed that it is important for all of us to know as much about the past as possible. Therefore, I have always been an avid reader of books about important historic events and personalities. “
Yet, Manuel Rosa only became interested in the Columbus’s hidden story in 1991 and almost by accident. It happened when he was working on a translation of a Portuguese book about Columbus and he read that Columbus had married a Portuguese noble lady in 1479. He stressed, “I like to say that I never went looking for Columbus, but that Columbus came looking for me. I had no interest in Columbus, after all, as we were all told, I believed he was a penniless navigator, a deceiver and delusionary, incapable of recognizing that America was not India.”
Like most of us, Rosa had learned that Columbus, reportedly, was an Italian peasant who tried to get funding from King John II of Portugal and that, after being denied, went to the neighboring Kingdom of Spain where he succeed to convince the Spanish monarchs to fund his trip to India via the West.
Manuel Rosa presents Columbus’ original coat of arms to Carlos Calado, President of Associação Cristóvão Colon of Portugal. The shield, which Mr. Rosa located in 2001, will be in permanent display at the Columbus museum in the city of Cuba, Portugal.
For Rosa, this story was not convincing enough and he set out to find the truth for himself. He said, “I was astonished, for several reasons. First, if this was true, why was I not taught this in school? Second, how could it be explained that a penniless peasant, like the weaver Columbus, could realize such a high ranking marriage when marriages between peasants and nobles were impossible during medieval times? Furthermore, Columbus’s wife was not just a noblewoman. She was the daughter of the Captain of the island of Porto Santo. This was incredulous to me. Could it be true?”
This historic fact was enough to spark Rosa’s curiosity into Columbus mysterious life. After establishing that Columbus, indeed, had married the daughter of one of the King’s most distinguished captains, Rosa set himself out to researching to find the answers, such as “How could such a marriage take place, if Columbus indeed was not a nobleman himself?”
In the process, Manuel da Rosa has discovered much more. In his most recent book, Colon: La Historia Nunca Contada [Columbus: The Untold Story], published in Spain in 2010, Rosa presents a Columbus who was also “a sly, cunning, devious and masterful genius,” who took the role of a double-agent in Spain for the King John II of Portugal, both of them fooling Spain and managing to fool the entire world for five centuries.
As a matter of fact, while Rosa does not dispute Columbus’ achievements, he is certain the famous explorer lived a life of “treachery, treason, murder, lies, intrigue, assassinations, fraud, and deception,” and that he didn’t discover America by accident or by mistake.
In Rosa’s view, as a double agent, by plotting with King John II of Portugal, Columbus and his accomplices sailed to an already “discovered” America on a secret mission carefully planned to convince the Spanish crown, by deception, that he had found India.
Rosa has also realized that history has mixed up facts and personalities. Asked to describe briefly his revisionist theory regarding the true identity of Columbus, Rosa argued, “I always find it amusing when I am asked to ‘describe briefly’ my theory, as if 20 years of research can be summed up into a sound bite, outside the context of the evidence I have collected.”
Christopher Columbus' house in the island of Porto Santo, Madeira archipelago, today adapted to Columbus museum.
According to the evidence presented in his books, Rosa is convinced that, as far as Columbus is concerned, history is proven to be wrong. He argued, “Anyone who reads the new information will be convinced history was wrong. The wool weaver from Genoa, that historians suddenly transformed into a great navigator, like in a Wald Disney tale, was nothing of the sort. Anyone who takes a little time to understand what a sixteen century navigator needed to know science-wise and that Columbus knew Portuguese, Castilian, Latin, Cosmography, Geography, Algebra, Geometry, Cartography, Theology, Navigation, plus secret ciphers, has to question how could this be if he was the wool weaver and not well-schooled in Portugal from young age. The truth is that King John II of Portugal not only knew Columbus personally but, according to historical facts, had to approve his marriage to Filipa Moniz in 1479. We also show that John II’s, Lord Chamberlain, was one of Columbus’s nephews and that his brother-in-law was John II’s bodyguard. Columbus wife’s cousin was John II’s mistress, just to name a few of the new findings. Other historic facts establish that there were lies interposed by Columbus in his letters and writings to hide his true identity and mission. I challenge anyone to compare the complex character the real Columbus was and is noble Portuguese family ties, to the wool weaver — the Colombo from Genoa — a peasant so poor that, between himself and his father, they couldn’t raise the equivalent to $200 USD to pay a creditor. More so, we know without a doubt, that the Italian “Colombo” was still carding and weaving wool in Genoa when “Columbus” the discoverer, was captaining a ship for King René d’Anjou. It becomes clear to me that history has mixed up people and facts.”
When confronted with the fact that his theory may be just like any other theory to add to the many existing narratives around the mysterious identity of Christopher Columbus, Manuel Rosa is confident that his conclusion solves the five century old mystery for good.
He said, “I am very familiar with all the other theories. My 20 years of research have been spent, in part, trying to confirm or refute all these plausible theories, including the Italian theory. In that sense, I have tried to prove or disprove all the many facets presented by other historians by following the scientific evidence including DNA testing. I review many of those theories in my book, exposing their shortfalls. The end result was that a new personality had to be found that better fits the profile of what Columbus should have been. That personality, I am convinced, is the son of a Polish king living in secret exile on the Portuguese island of Madeira. I am very confident that I will be proven to be correct following further DNA tests.
For Manuel Rosa, the truth his finally out and Columbus will never be looked the same way ever again. He also believes that, as more readers get the facts about the true Columbus and his 1492 epic discovery of the New World, history will soon be rewritten and the old tale of a “lost and confused sailor who knew nothing about nothing” will be dropped from school books and replaced by the true Columbus with great navigational skills and the ability to deceive others, including his own pilots.
Rosa alleges “The man was not only a genius at sea but lied intentionally about having reached India. This lie benefitted only one entity, King John II of Portugal as coupled with John II’s secret letter to Columbus found in his descendants’ archives. We now have all the necessary proof to show that Columbus was a secret agent for Portugal.”
He claims that all the evidence is in his books, including Columbus’s own words proving that he betrayed the Spanish crown. As for the identity part, Rosa feels that he has gathered plenty of documentation that refutes the Italian wool-weaver theory.
About his theory being met with some reservation by other researchers, Rosa welcomes the challenge. He remarked, “Although there are many academics familiar with my research that support my conclusions, I understand that this will take some time to work its way through the big machine of academia, the media, and the public’s enquiring minds. But in the end, I am confident the change will have to happen, especially if an English language edition gets published. A Polish edition will come out in 2012 and, it is just a matter of time, before an English language publisher takes it on. Once that happens, what is written in our history school books, regarding Columbus and the discovery of America, will have to be revised because the truth will be known. My book, Columbus. The Untold Story, answers many questions up to now unanswered, through the careful examination of known documents, forensics, logic and common sense. From now on history will never be the same!”
Manuel Rosa is a historian and author who is fluent in several languages and lives in Durham, North Carolina. He has been called today’s most knowledgeable academic on the life of Columbus and is working on a screenplay for “Columbus, The Untold Story.” Among the many academics who support his conclusions is Prof. James T. McDonough Jr., Ph.D., Professor at St. Joseph’s University for 31 years, who says the book proves “Columbus is guilty of huge fraud carried out over two decades against his patrons.” Manuel Rosa will make a presentation of his book October 21 at Casa dos Acores da Nova Inglaterra in E. Providence, RI.

Genealogias que nos levam ao gosto pela história

A pesquisa da genealogia também nos leva ao estudo e ao gosto pela história. Agora passo-vos um texto que vem a propósito da genealogia da família Camara de Lobos ou Gonçalves Zarco e sua possível origem judaica, leia-se o que escreveu o dr. Gaspar Fructuoso em seu livro "Saudades da Terra" e muitos outros testemunhos.
Muitas famílias brasileiras, principalmente do Nordeste, se orgulham destes antepassados.

408720. 1o Capitão João Gonçalves Da Camara De Lobos,1 son of Gonçalo Esteves Arco and Beatriz Afonso. Another name for João is João Gonçalves Zargo que foi o descobridor da Ilha da Madeira e da Ilha de Porto Santo..
General Notes: (1) Sobre o princípio da nobreza da família Gonçalves da Gamara escreveu o dr. Gaspar Fructuoso em seu livro "Saudades da Terra" o seguinte: "A ilustre progênie dos ilustres capitães do Funchal da Ilha da Madeira e da Ilha de S. Miguel, que deles descendem, teve um dos mais altos e honrosos princípios que se podem contar, se é verdade o que deles se conta. Como escrevem os cronistas, em 1415 ou 1416 da nossa era partiu de Lisboa el-rei Dom João I com o príncipe D. Duarte e os Infantes D. Pedro e D. Henrique, seus filhos, e outros senhores e nobres do reino para a África, e tomou aos mouros por força das armas a grã cidade de Cepta, a qual depois foi cercada dos mouros, e o Infante D. Henrique a fui decercar, e, ou nesse cerco ou melhor, no cerco de Tanger, se acharam João Gonçalves o Zargo e Tristão Vaz, e o fizeram tão honradamente que o Infante os armou cavaleiros. Ou seja, aí, ou em outra parte, em algum dos lugares da África, estando lá um capitão de el-Rei, aconteceu que correndo mouros às tranqueiras, dentre eles saiu um que a cavalo desafiou os portugueses, dizendo que a um por um queria mostrar a valia de seu esforço; e se entre eles havia esforçados, que não encobrissem a sua. Ao qual (entre muitos que se ofereceram) saiu, com licença do capitão, um esforçado de nome entre os cristãos, a quem na briga fortuna tão mal favoreceu que o mouro, com a morte dele, ficou senhor do campo. Logo saiu outro de não menos valia, que teve a mesma sorte do 1.º. Ao depois deste, outro e não sei se mais, que todos tiveram o mesmo fim. Vendo o capitão quão mal lhe sucederam as coisas nesse dia, estava tão pesaroso pela perda de seus cavaleiros que negou licença aos que pediam para vingar a morte de seus companheiros. Neste estado de coisa veio ao capitão um soldado infante, até então sem nome, e lhe pediu que deixasse sair ao mouro, que ele, com o favor de Deus, esperava vencer e trazer cativo. Respondeu-lhe o capitão que deixasse de tal propósito, pois que ele não poderia fazer aquilo que tantos e tão animosos cavaleiros não fizeram, ele a pé e sem experiência. Insistiu o soldado dizendo que estando perdidos tantos cavaleiros e de tanto nome perante o capitão e o Rei, pouco se aventurava em perder ele a sua vida. O capitão, vendo o ânimo do soldado de parecer com os outros cavaleiros, concedeu-lhe a licença pedida. E logo o soldado pediu o cavalo de um cavaleiro que para efeito escolheu; e cavalgando nele com adarga embraçada e na outra mão um pedaço de pau, caminhou para o mouro, que, em o vendo escaramuçando, se veio mui soberbo a ele. E todas as vezes que queria ferir ao cristão, este não fazia mais que desviar de si a lança do mouro, o que fez até que, tanto que viu tempo e conjunção, remetendo depressa com o cavalo ao mouro, lhe deu em descoberto tão grande pancada, que, atordoado, o tomou pelos cabelos, e preso o entregou ao capitão; pelo qual feito foi daí em diante conhecido do Rei. Deste valoroso soldado, dizem, procedeu João Gonçalves o Zargo, seu f.º ou neto; e outros dizem que este feito em armas fez o mesmo João Gonçalves, e por o mouro, que ele ou seu pai ou avô matou, se chamar Zargo, lhes ficou a eles ou a ele o mesmo apelido e nome. A informação colhida na Ilha da Madeira conta este princípio de outra maneira, dizendo que este 1 ° capitão do Funchal foi chamado o Zargo, alcunha imposta por honra de sua cavalaria, porque no tempo em que os Infantes D. Henrique e D. Fernando f.°s do Rei D. João I se foram a cercar Tanger, com tenção de a tomar e sujeitar à coroa de Portugal, foi este capitão João Gonçalves com eles, por ser cavaleiro da casa do dito Infante D. Henrique. Estando, pois, os Infantes neste cerco, vieram sobre eles o Rei de Fez, o Rei de Belez-Lazeraque, e cinco Enxouvios e o Rei de Marrocos com todo o seu poder, em que traziam 60.000 cavaleiros e 100.000 infantes; os quais chegados cercaram logo os Infantes, pelo que lhes foi necessário fazer um palanque, onde se defenderam, com padecerem muitas afrontas e fortes combates, nos quais se mostrou tão cavaleiro o Zargo que deu mostras de seu grande esforço, pelejando valorosamente diante dos Infantes, que por essa causa o estimavam muito. E neste lugar do combate recebeu uma ferida em um dos olhos de um virotão que dos inimigos lhe atiraram, com que lhe quebraram um olho. E como naquele tempo se chamava Zargo a quem só tinha um olho, ficou-lhe o nome por insígnia e honra de sua cavalaria, porque dela deu tais mostras e se assinalou por tão cavalheiro, que não foi pouca a ajuda de seu esforço e indústria na guerra, para o Infante D. Henrique se salvar e acolher ao mar, a tempo que já o Infante D. Fernando ficava cativo por traição e manha. Assim que, com a indústria e esforço deste cavalheiro João Gonçalves o Zargo se recolheu e embarcou o Infante D. Henrique nos navios que no mar estavam para esse efeito, ficando sempre o Zargo em terra recolhendo a gente que pôde e sustentando esforçadamente o ímpeto e peso dos mouros, que sobre ele vinham por entrar o Infante. E depois de recolhidos com perda de muitos portugueses, João Gonçalves se recolheu bem ferido, com trabalho e perigo, sendo os mouros infinitos. Por este grande serviço, que este magnânimo João Gonçalves o Zargo fez ao Infante, e por outros que tinha feito a el-Rei, o estimavam muito, e lhe dava el-Rei cargos de substância, em que sempre se mostrava mui cavalheiro; por essa razão o encarregou, havendo guerras com Castela, de capitão da costa do Algarve, tendo-a bem segura de toda a moléstia dos castelhanos."

Descobridor da ilha de Porto Santo (1418). Descobridor da Ilha da Madeira e seu primeiro governador e donatário(1419). Cavaleiro Fidalgo da Casa do Infante Dom Henrique.Chefe da linhagem. A primeira pessoa a assinar Câmara (ou a adquirir este direito) foi João Gonçalves Zarco, a partir de 1460, mediante o decreto de D.João V, de Portugal. É provável que Zarco não tenha usado seu novo nome de família, pois o decreto, certamente, o alcançou provecto e a mudança não teria qualquer efeito prático. Mas, com relação a seus filhos, que já assinavam Câmara, o decreto, que confirmou a concessão da Capitania do Funchal à família, oficializou o sobrenome. No âmbito desta genealogia, porém, Zarco assume uma posição de primeira grandeza, por estar em seu nome o decreto real que instituiu o patronímico, devendo-se, então, deter um pouco mais sobre sua biografia. Há divergência quanto a seu local de nascimento: Matozinhos, Tomar ou Santarém. Os nomes de seus pais também não são conhecidos, embora o escritor português Mascarenhas Barreto arrisque dizer que talvez fosse filho de Gonçalo, por causa do sobrenome Gonçalves. No "Nobiliário da Ilha da Madeira", de Henrique Henriques de Noronha, há referência a um provável irmão do primeiro Câmara, Álvaro Gonçalves Zarco. O sobrenome Zarco oferece algumas curiosidades. Há controvérsia quanto a grafia (Zarco ou Zargo), o que em nada altera seu significado, pois, a primeira forma corresponde a "vesgo", "caolho", e a segunda, "o que tem olhos azuis". Na verdade, certos tipos de cegueira deixam os olhos opacos, com aspecto leitoso, azulado. Portanto, tanto um adjetivo, como o outro, podem apontar o mesmo defeito físico. Sustentam alguns historiadores que ele teria se ferido numa daquelas batalhas contra os mouros, nas quais se empenhara, perdendo um dos olhos e ganhando a alcunha. Uma versão diversa e heróica diz que derrotou em combate pessoal um árabe chamado Zarco ("Zarq"), adotando-lhe o nome, como troféu. Essas prováveis lendas deixam sem explicação o fato de seu irmão também ter se chamado Zarco. Em razão disso, uma terceira versão empurra as duasprimeiras para uma geração anterior, creditando os fatos ao pai deles. Os dois, João e Álvaro, teriam simplesmente adotado o apelido, como sobrenome. Por outro lado, em documentos anteriores, contemporâneos e posteriores ao navegante descobridor da Ilha da Madeira, encontram-se referências a muitas pessoas de sobrenome Zarco, todas de origem judaica. Segundo Alberto Dines, em "O Baú de Abravanel", "os Zarcos foram 'habitués' nos registros de D.Afonso IV e D.João II, todos judeus proeminentes em Lisboa e Santarém. Um deles, Mossé, menos lustrado, foi alfaiate de D.João II e veio a se sentar na cadeira da Sinagoga Grande, que pertenceu a duas gerações dos Abravanel. Houve um médico português, mestre Joseph Zarco, que alguns autores afirmam ser o mesmo Joseph Ibn Sharga, grande cabalista. Em Rodhes, viveu no século XVI, um poeta de nome Yehuda Zarco". Já em "Judeus e Inquisição", de Maria José Pimenta Tavares Ferro, colhe-se a informação que Gedeliah Zarco era escrivão em Santarém e seu pai, Issac Zarco, mestre. Há razões palpáveis que remetem à possível origem hebréia de João Gonçalves Zarco. Os judeus participaram da construção da nação portuguesa, desempenhando papéis importantes na economia, ciência, artes e navegação marítima. Zarco já era navegante experiente, quando ofereceu seus serviços ao Infante D.Henrique. Como não se conhecem suas origens, alguns historiadores supõem que pertencesse a uma família de navegantes judeus. Por outro lado, o desaparecimento do sobrenome Zarco é sintomático, ou seja, poderá ter sido um artifício para despistar sua origem sefardista. De fato, ao longo da história, o sobrenome Câmara passou a ser uma garantia de "pureza de sangue". Muitos dessa família detiveram altos cargos administrativos no reino e colônias, outros destacaram-se na literatura e ciência, alguns fizeram parte da nobreza e houve os que se projetaram no clero.Mesmo assim, durante a inquisição, alguns Câmara não escaparam ao Santo Ofício. Manoel da Câmara, marroquino de nascimento, da cidade de Tétuan, caiu nas malhas da Inquisição, tendo sido condenado a cárcere perpétuo em 17 de agosto de 1664. O fato de ser ele natural do Marrocos explica-se. A comunidade sefardista daquele país formou-se com judeus expulsos de Espanha e Portugal no final do século XV. Outro condenado pela Inquisição foi Rodrigo da Câmara, descendente de Zarco. Segundo Mascarenhas Barreto, Rodrigo teria sido levado à fogueira em 1652. Já na versão de Henrique Henriques de Noronha, ele teria morrido recluso num convento no Algarve. A biografia de Zarco, antes de seu estabelecimento na Ilha da Madeira, continua, a despeito dessas considerações, obscura, indefinida. Mas isso tem pouca importância, quando se trata de personagens pioneiros. Eles não precisam, necessariamente, provir de clã algum, são eles próprios o clã originário, o início de uma estirpe, de uma história.
Fonte:http://www.geocities.com/olynt7/a19.html



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