terça-feira, 15 de janeiro de 2013

REFORMA DO ESTADO EM PORTUGAL

IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS



Reforma do Estado é "o debate"

Governo lança debate sobre reforma do Estado com restrições à imprensa. Ninguém pode ser citado sem autorização. Carlos Moedas diz que "se não sair daqui com dúvidas, algo não correu bem".
Ângela Silva
Carlos Moedas e Sofia Galvão,organizadora da conferência que decorre no Palácio Foz, em Lisboa
Carlos Moedas e Sofia Galvão,organizadora da conferência que decorre no Palácio Foz, em Lisboa
Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, abriu a conferência sobre a reforma do Estado, que decorre hoje e amanhã em Lisboa,  com duas certezas: que este não é um debate qualquer, mas "o debate de que o país precisa" porque "se escamotearmos a realidade não temos futruro"; e que "se não sair daqui com dúvidas algo não correu bem".
A ideia é chamar a sociedade civil à discussãoa, mas os jornalistas estão condicionados: tirando a sessão de abertura e o encerramento, que caberá quarta-feira a Passos Coelho, ninguém pode ser citado pela comunicação social sem prévia autorização.
No Palácio Foz, em Lisboa, com uma plateia com poucos governantes - dois secretários de Estado das Finanças e um da Administração Local - e muitos representantes da sociedade civil - entre eles o líder da UGT, João Proença - Carlos Moedas disse esperar "confrontos de ideias e não falsos entendimentos", mas lembrou que "Portugal teve muitas crises, sempre adiou a reforma do Estado e foi por isso que as crises voltaram sempre".
Sofia Galvão, advogada e militante do PSD, a quem o primeiro-ministro pediu a organização desta conferência, tentou afastar de cena o relatório do FMI. "Não temos propostas, estamso aqui para vos ouvir".
O primeiro painel, e o único virado para o passado, tem como título "O Estado a que chegamos". A todos os presentes foi entregue um documento com benchmark internacional, onde Portugal aparece como o terceiro país europeu com maior despesa em prestações sociais em percentagem do PIB.


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