IN DIÁLOGOS LUSÓFONOS
Reforma do Estado é "o debate"
Governo lança debate sobre reforma do
Estado com restrições à imprensa. Ninguém pode ser citado sem
autorização. Carlos Moedas diz que "se não sair daqui com dúvidas, algo
não correu bem".
Secretário de Estado Adjunto
do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, abriu a conferência sobre a reforma do Estado, que
decorre hoje e amanhã em Lisboa, com duas certezas: que este não é um
debate qualquer, mas "o debate de que o país precisa" porque "se
escamotearmos a realidade não temos futruro"; e que "se não sair daqui
com dúvidas algo não correu bem".
A ideia é chamar a sociedade civil à discussãoa, mas os
jornalistas estão condicionados: tirando a sessão de abertura e o
encerramento, que caberá quarta-feira a Passos Coelho, ninguém pode ser
citado pela comunicação social sem prévia autorização.
No Palácio Foz, em Lisboa, com uma plateia com poucos
governantes - dois secretários de Estado das Finanças e um da
Administração Local - e muitos representantes da sociedade civil - entre
eles o líder da UGT, João Proença - Carlos Moedas disse esperar
"confrontos de ideias e não falsos entendimentos", mas lembrou que
"Portugal teve muitas crises, sempre adiou a reforma do Estado e foi por
isso que as crises voltaram sempre".
Sofia Galvão, advogada e militante do PSD, a quem o
primeiro-ministro pediu a organização desta conferência, tentou afastar
de cena o relatório do FMI. "Não temos propostas, estamso aqui para vos
ouvir".
O primeiro painel, e o único virado para o passado, tem
como título "O Estado a que chegamos". A todos os presentes foi
entregue um documento com benchmark internacional, onde Portugal
aparece como o terceiro país europeu com maior despesa em prestações
sociais em percentagem do PIB.
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