sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

vasco graça moura cancela acordo ortográfico no CCB


5 comentários:

  1. BASTA DE GRAÇOLAS DIZ ROLF KEMMLER
    pois é, com a sua atitude subjetiva e pouco séria quanto a este assunto, o Prof. Graça Moura conseguiu pôr em questão toda a seriedade de que dantes dispunha como escritor, jurista e político.

    Claro que o CCB, como instituição fundada pela FCB pode utilizar qualquer norma que achar adequada - incluindo a ortografia usual da monarquia portuguesa. Coloca-se a pergunta se faz sentido de continuar a escrever segundo a norma anterior à moda de Quixote quando não só no ensino público, mas mesmo na maioria dos média, a adoção do AOLP já é tão ampla que não há como retroceder, apesar de quaisquer desejos de pessoas que não querem encarar as realidades como são.

    Os que, como o Prof. Graça Moura, eram contra o AOLP tiveram vinte anos para fazer vencer os seus 'argumentos'. NÃO O CONSEGUIRAM imediatamente a seguir à assinatura e à ratificação do AOLP! Depois, mantiveram-se caladinhos durante muito tempo e somente se relembraram do assunto quando a entrada em vigor voltou a ser iminente - e assim deu para ganhar mais uns bons tostões em vendas de livros...

    Teimar agora na manutenção de uma NORMA ANTIGA (essa sempre terá que ser imposta por alguém, senão não seria norma) não é sinal de democracia ou de inteligência. É sinal de uma espécie de demência seletiva que não quer reconhecer as realidades, testemunhando unicamente a vontade de obrigar todos os outros a seguir no mesmo rumo.

    BASTA PUM BASTA!

    Rolf Kemmler

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  2. Está tolo... mas evidencia a miséria a que foram reduzidos os
    governos (em particular o governo português) pelos "mercados"...

    A cousa ortográfica, nos estados (sic?) lusofónicos (ou
    luso-afónicos?), não é cousa oficial? Que pinta um particular a
    desordenar mais do que o governo?

    Enfim... Pobre Portugal... Menos mal que ainda fica o Brasil e Angola.

    Ualeamus: A/ ANTONIO PEDRO GIL HERNANDEZ

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  3. Mas, pior ainda, e em acréscimo, imaginar-se que quem gere instancias de poder, publicas, como o CCB, se pode dar “ao luxo”, de desautorizar um Acordo Entre Estados, como o Acordo Ortográfico, recusando-o no interior dessa instância de poder, sem que tal tenha consequências, é imaginar que na Caixa de Pandora, quando aberta, sairão rosas!



    Porque se Vasco Graça Moura pensa que pode ser contra a Autoridade do Estado, desautorizando-o, num âmbito, e que os restantes Cidadãos não podem fazer o mesmo em outros âmbitos, está profundamente enganado – ele limitou-se a abrir a Caixa de Pandora e terá de esperar pelos resultados face a todas as outras desautorizações do Estado que a sua desautorização vem permitir!



    Não se brinca com a Autoridade, se não se quer ser realmente, radicalmente, Anti Autoritário!



    Além de que se é verdade que o mandarim será uma língua com foros de universal, sobretudo com esta selvática IV Globalização a vingar, o certo é que a Língua Portuguesa ou se adapta a 8 países e se afasta desta ideia absurda e historicamente anti raiz do surgimento da Língua Portuguesa, mestiça, ou simplesmente morre.



    E, ao morrer, desaparecem todos os sectores da actividade económica Culturais, como o Teatro, o Cinema, a Poesia, a Literatura no contexto dos 273 milhões de Falantes, para se quedar nos 10 milhões destes 89 mil km2 !



    Fernando Pessoa, poeta que bem admiro, Cidadão do V Império como sabem, Filho do Império como eu, disse uma vez, contra o Acordo Ortográfico “do seu tempo”, que nunca deixaria de escrever syntaxe, assim como era syntaxe….



    Quantos de vocês escrevem sintaxe assim como Fernando Pessoa disse que nunca deixaria de escrever?...



    Mas o verdadeiramente grave, é ver que a Autoridade só se impõe a uns e não a todos!



    Se essa mentalidade não muda, e rápido, veremos como, infelizmente, a razão ficará do lado dos que acham que Portugal não será capaz de superar esta Crise, porque se desmembrou de todo!

    joffre justino jjustino@epar.pt

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  4. alexandre banhos diz
    SE Portugal se desligar do acordo ortográfico polo que fosse, o assunto para a língua acabaria resultando irrelevante. Brasil adotou-no e não vai dar passos atrás nisso. Nos Palops as empresas editoras de Brasil estão entrando com força e com o A.O.

    Portugal leva já algum tempo jogando a perder, numa língua de 250.000 milhões de falantes não podem dez marcar a norma. Portugal tem que pensar o mundo em termos realmente lusófonos e muito menos portugueses, nesses termos até a GZ seria percebida de outro jeito e não haveria problemas por pôr acima da mesa duma vez a resolução do conflito de Olivença

    alexandre abanhos@galiza-gz.eu

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  5. DANIEL DE SÁ ANTI AO ESCREVE



    Pois vamos lá, Chrys, falar de questões de língua outra vez, a
    pretexto do Acordo. Se pensas que os que estão contra laboram em erro,
    talvez os que são a favor errem ainda mais nos argumentos que usam.
    Deixa-me, de passagem, pôr uma dúvida contra a qual tens todo o
    direito de barafustar e negar. É que eu não sei, sinceramente, se
    defenderias com tanto apego o Acordo se, em vez de serem o Malaca
    Casteleiro e o Evanildo Bechara os patronos dos Colóquios, fossem, por
    exemplo, o Fernando Venâncio e o Assis Brasil. E, com todo o respeito
    que aqueles sábios merecem, estes dois que refiro não o são menos do
    que eles.
    A questão tão lembrada de 1911 é pouco mais que uma falácia. O que
    aconteceu foi apenas, na esmagadora maioria dos casos, fixar como
    norma uma das duas formas que eram seguidas havia cerca de um século.
    Optou-se por fixar a que representava uma evolução, o que foi uma
    medida acertada.
    Vejamos o que aconteceu às línguas "colonizadoras". O Inglês e o
    Francês praticamente não foram mexidos, porque a sua representação
    gráfica estava tão longe do valor das letras lidas à maneira latina ou
    grega que não havia por onde pegar. Que fazer a um "beaucoup" ou um
    "enough"? Transformar em "bocou" e "inof"?... Por sua vez o Castelhano
    é tão simples que praticamente nada havia a simplificar. Já com o
    Português a questão é diferente. Muito mais próxima a representação
    gráfica da fonética latina do que aquelas duas línguas, não era
    difícil tirar-lhe uma ou outra letra muda para facilitar as coisas. Se
    a língua identifica a pátria, os seus usuários identificam-se na
    língua. Foi assim que o Português do Brasil deu no que deu, porque a
    um brasileiro nunca fez falta o "c" de "tecto" para ele dizer "tèto"
    nem o "p" de "baptista" para pronunciar "bàtista". O que vai
    acontecer é que as dificuldades que os brasileiros têm para entender o
    Português falado vão aumentar ainda mais. Com a tendência de fechar as
    vogais, o Português vai ficar cada vez mais eslavizado. Se, em vez de
    "àtriz", apesar do "c" já muita gente dizia "atriz", com o "a"
    fechado, imagina o que vai acontecer a "acção", "redacção" etc..
    O Português do Brasil tem todas as características dialectais de uma
    língua. O Português tornou-se, assim, na primeira língua que evoluiu
    para um seu dialecto. Bem hajam todos vocês que nos fizeram evoluir de
    uma língua quase cavernícola que, no entanto, com penas de ganso ou
    aparas de cana já permitiu as obras-primas de Camões, Vieira, Camilo,
    Eça ...
    Bom proveito.
    DS

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